To Hell And Heaven
3 Capítulo 3
Notas iniciais
'Onde eles estão!?'... 'Espo e Ryan já deveriam ter chegado!'... 'Vamos rapazes! Onde estão vocês?' Kate estava ficando desesperada. Havia pensado em um milhão de maneiras para sair dali, mas evidentemente não conseguiria sozinha.
Estava tudo muito calmo, e ela não pôde deixar de imaginar o que poderia ter acontecido. 'E se eles vieram, mas não me encontraram, levaram Pablo e o outro embora, e me deixaram aqui?'
De repente, a porta se abre e um Pablo Meza muito calmo entra. Ele vai até ela, desamarra seus pulsos e pés, a levanta pelo braço, para que fique em pé, e a leva para o outro lado da sala. Tira um celular do bolso e coloca em sua mão.
"Faça as suas ligações e só encerre a chamada quando tiver certeza de que você conseguirá retirar as acusações" seu rosto é sério. Ele não está brincando, e ela sabe que não tem escolha, mas acredita que os rapazes vão vir buscá-la então, ela tenta ganhar algum tempo para eles encontrarem este lugar.
"Eu não vou fazer isso" ele dá um tapa nela, com força.
"Ligue. Agora." Sua voz tem um tom assustador e Kate se esforça para não deixar transparecer o medo.
"Eu não vou arriscar minha carreira para que você possa ir e prejudicar mais pessoas"
Ele olha para Kate no olho, tão perto que seus narizes estão tocando um no outro e quando ele fala ela percebe seu hálito cheira não só cigarro, mas a álcool também. "Não banque a heroína, detetive. Você tem cinco minutos para mudar de ideia" diz de modo perigoso. Ele agarra-lhe o pulso e gira, fazendo-a gritar, e a empurra contra a parede.
Pablo sai da sala batendo a porta novamente, e Kate joga seus braços em torno de si e chora de dor e medo.
(...)
Castle tentou ligar para Martha ou Alexis- ele não tinha o número de Pi- para lhes dizer o que aconteceu, mas os três estavam em algum spa natural e seus telefones estavam desligados. Ele conversou com Jim mais algumas vezes, lhe mantendo informado sobre o que haviam descoberto, e ficou sabendo que Jim não iria chegar tão cedo, uma vez que seu voo estava atrasado devido a superlotação provocada pelo feriado. Claro, ele queria voltar o mais rápido possível para NY e ter certeza de que tudo estava sendo feito para encontrar sua filha, mas se conformou, pois no fundo, ele só queria que ela ficasse bem.
Felizmente, Pablo tinha sido burro o suficiente para deixar a SUV no mesmo prédio em que ele estava mantendo Kate, e quando localizaram o veículo, descobriram que se tratava de um prédio abandonado no centro de Manhattan.
Estavam todos se preparando para ir resgatar a detetive, quando Castle levantou-se e foi ao escritório de Gates.
"Senhor Castle, o que posso fazer pelo senhor?" disse Gates, tirando os óculos.
"Senhora, eu me mantive calmo durante todo esse tempo. Eu fiquei aqui quando me pediu. Mas é a minha noiva lá fora e, goste você ou não, eu vou com eles" Ela ficou impressionada. Nunca tinha ouvido Castle falar com tanta firmeza. Ele nunca a tinha desafiado dentro da delegacia, e por mais que quisesse contrariá-lo e dizer que "NÃO", ela não faria isso. Gates sentiu pena do escritor naquele momento e decidiu deixá-lo ir.
"Senhor Castle", disse ela, levantando-se para encará-lo. "Se eu permitir que vá, tem que entender que, aconteça o que acontecer com o senhor lá dentro, é de sua responsabilidade, me entendeu?" Ela o olhou bem nos olhos.
"Entendido, capitã." Castle fazia seu melhor para permanecer sério, mas no fundo de seus olhos, ela podia ver o medo e o desespero.
Quando ele estava prestes a sair, Gates não pôde deixar de avisá-lo. "Senhor Castle ..." não precisou dizer mais nada, ele sabia exatamente o que ela iria pedir.
"Não se preocupe capitã, não vou fazer nada para prejudicar seus homens no trabalho deles. Eu só a quero de volta." Com isso dito, ele saiu.
(...)
Eles estavam na porta da frente do edifício, todos usando um colete que tinha 'polícia' escrito na parte de trás, exceto pelo homem usando um que dizia "escritor".
"Bro, eu também a quero segura, mas não crie expectativas." Esposito disse.
"É, Castle. Não nos leve a mal, Kate é uma irmã para nós, mas não sabemos o que vamos encontrar, nem se vamos encontrar algo" Castle nunca tinha visto Ryan falando daquele jeito antes, o que o assustou. Ele apenas acenou com a cabeça, respirou fundo ouvindo Esposito gritar 'VÃO', e se viu dentro do prédio, à procura de sua musa.
Vasculharam o primeiro andar, segundo andar, terceiro andar. No quarto andar, encontraram Pablo e Miguel. Não uma foi prisão fácil, mas quando eles estavam algemados, os policiais levaram os dois para a delegacia e Esposito, Ryan e Castle ficaram procurando por Kate. Não encontraram nada, o lugar estava vazio.
Já estavam saindo, quando Castle deixou uma lágrima correr pelo seu rosto e Ryan viu. Esposito estava muito perturbado para notar qualquer coisa.
"Ei, cara. Não se preocupe. Eles vão falar e nós vamos encontrá-la, ok?" Ryan estava triste por Castle. Não podia imaginar o que faria se algo assim acontecesse com sua Jenny.
Ryan saiu, e quando Castle estava se dirigindo para a porta, ouviu alguma coisa. Ele parou de andar e ouviu novamente. Um grito.
"Kate!" seu nome saiu em um sussurro. "RYAN!" Ele gritou correndo de sala em sala, até que encontrou. Uma porta escondida atrás de uma estante de livros.
Castle abriu a porta e quase chorou com a visão do amor de sua vida ali, no chão chorando.
"RYAN!" Ele gritou novamente e desta vez tanto Ryan quanto Kate o escutaram.
Ela levantou a cabeça e não conseguia acreditar no que seus olhos estavam lhe mostrando. Ele estava ali, na sua frente. São e salvo. Ela se levantou e correu para ele. Tentou, pelo menos. Kate estava tão fraca que desmaiou, mas ele estava lá para apanhá-la antes que seu corpo fosse de encontro ao chão.
"Babe! Kate acorda! Vamos Kate, fale comigo!" Ele estava chorando e não notou quando Ryan e Esposito adentraram a sala.
"Eu preciso de uma ambulância ..." Ryan começou a dizer através do rádio, mas Espo estava falando algo para Castle e ele não ouviu o resto.
"O que você disse?" Castle perguntou.
"Eu perguntei como você a encontrou" Esposito não tinha o costume de mostrar que se importava, mas ele estava, claramente, abalado com tudo o que tinha acontecido.
"Ouvi seus gritos" disse ele, seus olhos não deixando rosto de Kate por um segundo sequer. Ela estava ferida, e isso doía nele.
"Os paramédicos estão aqui" ouviram Ryan diz. Mas ele não a soltou.
"Bro, você tem que deixá-los fazer seu trabalho." Esposito disse, com a mão no ombro do amigo.
Castle fez que "sim" com a cabeça e disse "mas eu vou com ela".
Os rapazes sabiam que não adiantava discutir, então apenas disseram aos paramédicos para deixá-lo ir, também.
TBC
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