To Aru Monogatari no Judgment

5 Primeiro Arco - Capítulo 4


Notas iniciais
7 de Julho, Parte 4

“Alô? Ah, Seiko-san! O quê?! Como assim o Hiroshi-kun foi ferido?! Ele está bem?! Entendi, estamos indo agora mesmo!” Respondeu uma garota a ligação feita pela Seiko.
“O que houve, Mina-san?” O garoto que estava junto perguntou.
“Seiko-san disse que o Hiroshi-kun foi ferido. Eles foram para um hospital. Ela me deu o endereço, vamos logo!” Ela respondeu.
A luta que aconteceu de frente ao Joseph tinha virado notícia. Nos noticiários, a manchete era “Judgment não consegue manter a ordem e tem membros feridos em atentado a restaurante familiar.” As coisas não andavam nada bem. O dia já estava chegando ao fim, já estava anoitecendo, e nada de conseguirem nenhuma pista do paradeiro de Misaka. Mii já havia deixado o local e estava junto de Uiharu na unidade #177 quando Kuroko retornou.
“Uiharu!” Kuroko gritou. “Você conseguiu algo? Qualquer coisa?” Ela parecia muito aflita.
“Shirai-san, me desculpe... Mas não há nenhuma movimentação suspeita nos arredores do Joseph. Eu acabei de mostrar as imagens para Mii-senpai.” Uiharu respondeu, com um ar de pesar em sua voz.
“Com certeza estamos deixando algo escapar. É impossível que eles tenham fugido sem que parecesse algo suspeito mas, não houve movimentação de nenhum veículo no momento da explosão em nenhum local dentro de um raio de dois quarteirões.” Mii explicou.
Neste momento, Kuroko se lembrou de algo durante o ataque da garota encapuzada. “...também possuem um campo AIM como o bastão daquele homem do vídeo..” ela lembrou o que Seiko havia falado.
“É isso! Uiharu, você sabe onde fica a base daqueles Skill-out do outro dia?” Kuroko então perguntou.
“O que você pretende com essa informação, Kuroko?” Mii não parecia gostar da expressão no rosto de Kuroko.
“Irei a caçada! Zetsurani-san disse no Joseph que aquela que nos atacou usava armas com o mesmo campo que o cara que me atacou. Sendo assim, seja quem ela for, o chefe dela está fornecendo materiais com campos para os Skill-out. Se eu pressioná-los o suficiente, posso conseguir alguma informação!” Ela explicou seu pensamento.
“Pode até ser, Shirai-san. Mas isso também pode fazer você ficar em perigo, uma vez que eles podem ter mais armas como aquelas.” Uiharu falou.
“Bom, por hora...” Mii começou a falar quando foi interrompida pelo celular de Kuroko.
TINNNN TINNN TINNN
“Alô!? Kuroko, é você!? Socorro!! Sou eu!! Eu não sei o que está acontecendo mas, estou num tipo de prédio!! Socorro!!” Dizia a voz do celular. Pelo rosto que Kuroko fez, ela sabia de quem era a voz.
“Onee-sama!?” Ela parecia muito aflita pelo que Misaka falara.
PUUU PUUU PUUUU
De repente, a ligação caiu.

ENQUANTO ISSO, NO HOSPITAL

“Hiroshi-kun! Você está bem!?” Mina gritou ao entrar no quarto.
“Mina-san!” Seiko parecia um pouco aliviada em ver a amiga.
“Olá. Estou sim, a bala apesar de ter acertado em cheio a minha perna, parou logo após entrar. Ao menos foi o que aquele médico estranho disse.” Hiroshi respondeu.
“Ann... Desculpe Zetsurani-san mas, quem são esses dois?” Saten perguntou.
“Ah!! Esses são nossos companheiros na unidade #148. Nakazawa Mina e Orizukawa Ichika.” Seiko respondeu.
Elas se apresentaram e Hiroshi começou a explicar a situação do que havia ocorrido.
“... ainda não consigo acreditar que aquela vadia conseguiu escapar de mim!” Ele estava irritado.
“Estranho... A habilidade dela deve ser algo que envolva movimentação também, ou algum tipo de ilusão ou controle dos sentidos, certo?” Mina perguntou.
“Não... A Uiharu já procurou sobre isso...” Saten disse.
“Se você pensar melhor, pode ser algo mais complexo na verdade.” Ichika começou a falar. “Se ela pode se esquivar da velocidade do Hiroshi, e conseguiu impedir a movimentação de uma usuária de Teleporte, a habilidade dela poderia se encaixar na descrição de movimentação. Mas o fato de ela ter replicado seu sobretudo não faria parte disso. Ou então o fato de ela poder saber para onde o Hiroshi estava se esquivando quando ainda estava
escondida atrás da fumaça.” Sua explicação parecia algo complexo. Harue-san e Edasaki-san, que também estavam na sala não conseguiam acompanhar o pensamento dele, Saten parecia estar do mesmo modo. Apenas seus companheiros conseguiam entender.
“Entendo.” Disse Hiroshi. “Neste caso, estamos enfrentando alguém que possui uma habilidade mais sutil do que um simples „comando‟ certo?”
“Exatamente. Se isso for verdade, não me admiraria que ela pudesse fazer muitas outras coisas além disso tudo.” Ichika terminou.
“Bom. Saten-san, Edasaki-san, Harue-san. Obrigado por me acompanharem até agora. Se quiserem, podem ir onde suas amigas estão. Eu ficarei bem.” Hiroshi disse a elas.
“Okay. Se cuide, Zetsurani-kun.” Harue e Edasaki disseram em uníssono.
“Uhn... O-Orizawaku-san...” Saten começou.
“É ORIZUKAWA!!” Ele disse de imediato, como se estivesse acostumado com aquilo.
“Desculpe... Bem, será que você tem um tempo livre? Essa sua explicação, acho que a Uiharu e a Mii-san poderiam achar muito útil.” Saten respondeu.
“Bem...” Ichika começou a falar.
“Vá logo O-RI-ZA-WA-KU-san!” Mina zombeteou ele. “Nós cuidaremos das coisas aqui.”
“NÃO BRINQUE COM MEU NOME!!” Ele disse, zangado. “Saten-san, certo? Eu vou sim.” Ele disse virando-se para Saten.
Eles se encaminharam até a unidade #177. De algum modo, Mii conseguiu convencer Kuroko a não agir imprudentemente. Ela tinha concordado em ao menos, esperar mais alguma informação que pudesse ajudar e. Passado um certo tempo. E após discutirem sobre isso, Ichika pensou em algo.
“Uiharu-san, por acaso o Joseph possui algum duto subterrâneo, algo que possa dar saída fora dessa zona que você marcou no mapa?” Ele perguntou, quase como se soubesse a resposta.
“Existe uma, sim. Mas ela foi selada com concreto no ano passado, após um vazamento quase inundar o Joseph.” Ela respondeu.
“Eu irei verificar agora mesmo!” Kuroko não esperou ninguém dizer mais nada. “Assim que verificar, ligarei para vocês.” E sumiu.
“Droga.” Mii falou. “Ela só estava esperando por uma desculpa. Tenho certeza que após verificar isso, ela seguirá até alguma saída e depois irá atrás dos Skill-out como tinha dito.”
“Dos Skill-out? Por quê Mii-senpai?” Ichika disse.
“Ontem ela foi atacada por um Skill-out que estava utilizando um bastão com um campo AIM concentrado nele. A garota encapuzada que nos atacou hoje possuía uma arma com o mesmo tipo de campo. Então...” Mii falava quando foi interrompida.
“É provável que outros Skill-out saibam de algo, ao menos o fornecedor. E ela espera conseguir essa informação e ir atrás deles.” Ichika completou. “E por que não perguntar diretamente aos Skill-out que capturaram ontem?”
“Tentamos mas, as suas memórias foram apagadas. Nem nossos telepatas conseguiram algo.” Quem disse foi Uiharu.
Foi quando o telefone tocou.
“Uiharu, você disse que a passagem foi lacrada?” Kuroko dizia.
“Sim. Com concreto. De acordo com os dados que consegui acesso, acho que seria algo como uma parede de três metros de espessura.” Uiharu falou.
“Bem, realmente tem uma parede aqui. Mas, também tem um enorme buraco na lateral do túnel. Acho que caberia até um caminhão pequeno.” Kuroko disse. O túnel era algo como uma antiga passagem de água, ou era isso que as marcas nas laterias faziam-se pensar. Não parecia ser usado há um bom tempo, e além do fedor, muito musgo crescia por ele. “Eu irei ver onde ele irá dar.” Ela disse e adentrou a escuridão. “Se eles usaram esse túnel, então a Onee-sama estará do outro lado. Não precisarei ir atrás dos Skill-out. Como Mii-senpai disse, é muito arriscado. Mas, se esse for o local, a Onee-sama estará aqui e Kuroko irá salvá-la!” Ela pensou consigo.
A medida que foi andando, percebeu que o caminho não existia antes. Ele fora criado recentemente, as marcas que antes estavam nas paredes, não mais eram vistas, nem havia ali o musgo de antes da entrada. Até que, quando virou numa curva que o túnel fazia, estava lá a espera dela, a encapuzada...

CONTINUA...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.