Titãs da Justiça

1 I - Uma Noite Em Gotham City


A risada macabra era ouvida na noite de Gotham City.

—Ele está escapando, você tem que ser mais rápido! — disse a voz no pequeno comunicador em sua orelha.

—Não se preocupe, tenho tudo sobre controle! — respondeu o homem dentro da roupa de morcego.

A perseguição pelos terraços da cidade das trevas se dirigia para o seu fim.

—Desista Batman, você precisa de mais ginga, você nunca vai conseguir parar o palhaço, o bobo, o Coringa. — e novamente ele soltou sua risada característica.

—Eu odeio essa risada! — o homem morcego sussurrou.

—Pare de pensar em besteiras, foco na missão! — respondeu a voz no comunicador.

Batman pensou em retrucar, mas percebeu que não valeria o esforço. E no fim a verdade era que de fato a missão precisava ser o foco.

Ao pular para o próximo telhado o Coringa parou, olhou para seu perseguidor e disse:

—Batboy, escute bem, pois não quero ser escroto, mas a grande verdade é que nossa disputa só vai acabar se tiver um morto! — e então se jogou em direção as ruas de Gotham.

—Droga! — berrou o homem morcego correndo pelo terraço em que estava e se lançando as cegas na esperança de ainda ter tempo de salvar o palhaço.

Ao se jogar Batman já tinha seu equipamento em mãos, atirou prendendo o gancho no topo do prédio, se agarrou firme na corda com uma mão e com a outra pegou o Coringa que descia em meio a risos, como se nada estivesse acontecendo. Quando a corda chego ao máximo os dois foram se aproximando cada vez mais, em uma alta velocidade, do prédio, mas para a sorte de ambos eles passaram por uma janela caindo assim dentro de um galpão.

Os dois se levantaram com dificuldades.

—Desista, é o seu fim! Tem uma cela com o seu nome a sua espera.

—O que é isso Batboy, seria algum tipo de pilha? Não vê que você acabou de cair em uma armadilha?

Batman olhou para os lados esperando detectar algo, mas nada aconteceu, seria um blefe do palhaço do crime?

Aos poucos uma música foi sendo escutada, aumentado o volume gradativamente, até chegar as alturas. O Coringa então berrou:

—Meu caro Batboy, dessa vez você não se salva, o que eu tenho a lhe dizer é: bem vindo a selva!

Quatro portas do armazém explodiram e de lá saíram quatro adolescentes vestidos como coringa.

—São só cinco, não vou ter problemas. — sussurrou no comunicador o homem morcego — Pelo menos temos que admitir que ele tem bom gosto musical, está tocando Welcome To The Jungles do Guns!

—Já te disse para não se distrair com bobeiras, foco na missão! — respondeu a voz no comunicador.

Todos os cinco coringas riam, Batman pegou dois batarangues e lançou em direção ao que estava mais perto, que desviou, mas tudo que o homem morcego queria era criar uma distração, e com isso conseguiu correr em direção ao adversário acertando uma voadora na cara do palhaço, que foi ao chão desacordado.

O próximo palhaço era maior, tinha pelo menos dois metros de altura, Batman foi em sua direção, jogou algumas bolas de flash no rosto do adversário, que ficou cego momentaneamente, se aproveitando do momento Batman desferiu um soco no queixo do inimigo, seguido de um chute no joelho, deixando a perna do palhaço de dois metros em um ângulo aparentemente impossível. Ele foi ao chão urrando de dor.

Os outros dois resolveram atacar ao mesmo tempo, um arriscou um chute, mas Batman parou o golpe enquanto a perna pendia no ar, puxou a perna do adversário com tanta força que jogou um palhaço contra o outro, fazendo os dois coringas caírem. Pegou uma espécie de cubo do cinto de utilidades e jogou nos dois. O cubo se expandiu em um tipo de gosma cinza adesiva, prendendo os dois ao chão.

Agora só restava um e o homem morcego o encarou.

Os risos do palhaço continuavam a ecoar quando ele partiu correndo em direção ao morcego, tentou um soco sem habilidade, que o Batman conseguiu esquivar se abaixando e, ao levantar, levou a mão ao rosto do palhaço, empurrando com tanta força que o levou ao chão, batendo forte a cabeça do Coringa contra o piso do armazém.

—Escute bem, o Coringa está morto! Essa brincadeira de gangue de vocês adolescentes tem que acabar.

—Ora Batboy, essa é uma sociedade livre! Enquanto a Mãe Arlequina existir o legado do Coringa Vive! — e mais risadas, até o morcego bater a cabeça do Coringa de forma brusca, desacordado ele.

—Pronto Bruce, tudo resolvido. — disse o Batman pelo comunicador.

—Bom trabalho Tim. — Bruce Wayne respondeu pelo comunicador — Mas você ainda precisa de mais foco! De qualquer modo precisamos descobrir onde está a Arlequina e descobrir porque ela voltou para Gotham. Quando o Coringa morreu há dez anos ela sumiu, mas agora ela voltou e parece estar controlando todas as gangues de coringas da cidade.

—Essa juventude é estranha, quem diria que o Coringa seria tão lembrando assim pela nova geração? — indagou Tim Drake, o Batman — Eles não tem ideia de quem era o Coringa e do que ele fez, só por isso rendem toda essa homenagem.

—Entrei em contato com a comissária Montoya, ela já está chegando aí com uma equipe para prender esses marginais. Qualquer novidade sobre o caso ela irá entrar em contato — Bruce continuou no comunicador — Agora eu acho que é melhor você se apressar, pela hora você pode acabar perdendo o seu vôo para Metropolis. Hoje é o dia não é?

Tim Drake suspirou fundo lembrando do passado e respondeu de forma seca:

—Sim, é hoje.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.