Titã dos Mares
1 Capítulo Único
Notas iniciais
O dia estava lindo, com um sol que brilhava como nunca, e as poucas nuvens nem pensavam em cobrir seu brilho e seu calor. O capitão Eren Jaeger andava pelo convés do seu navio, sentindo os salpicos do mar em seu rosto, ansioso pelo que a noite traria para si e sua tripulação. Observava a bandeira preta chacoalhando ao vento morno de verão – a qual possuía um significado bem claro para quem a via ao longe: Não demonstramos piedade.
Mas, se a mensagem da bandeira não fosse o suficiente para afastar qualquer inimigo, a fama do capitão faria com que ninguém se metesse com os tripulantes d'O Caronte¹.“Jaeger, O Titã”, sua alcunha entre os corsários da marinha espanhola, era conhecido por não deixar sobreviventes por onde passava. Os boatos diziam que era cruel, frio, porém muito impulsivo sobre seus atos, perdendo o controle fácil, se tornando um monstro. Jaeger estava muito orgulhoso que seu nome alcançou tais parâmetros dentro da marinha espanhola da qual não era nenhum fã, mas se sentia receoso que algum dia eles pudessem atrapalhar seus planos futuros.
Era quase meio dia e sua ansiedade só aumentava; tinha um ótimo pressentimento sobre o saque que se aproximava e podia ver no rosto de cada um dos marujos que se sentiam da mesma forma.
Ser um pirata não era fácil como as canções contavam. Não era só sobre beber rum, saquear cidades e navios e transar com prostitutas;havia responsabilidades e regras a serem cumpridas, ainda mais quando se era o capitão de um navio.
Claro, não comandava tudo sozinho, tinha ajuda de cada um dos tripulantes. Erwin era o Imediato; Hanji, a Mestre dos Navios; Connie e Sasha eram cozinheiros; Jean, carpinteiro; Mike, Homem das Armas e assim por diante... Toda sua tripulação era parte de um todo e, sem eles, com certeza “O Caronte” não teria a fama que tem hoje.
Mas é obvio que, se alguém pisasse na bola, não pensaria duas vezes em jogar o maldito em uma ilha deserta com uma pistola contendo só uma bala.² E teria a certeza que esta fosse rodeada por tubarões famintos que os devorasse assim que tentassem fugir.
– Sasha, me traga a garrafa de rum! Quero estar inspirado pra hoje à noite…
[...]
Levi arrumava suas vestes da marinha real, conferindo a cada dois segundos se estava limpa como havia requisitado. Queria tudo impecável para a missão que o aguardava.
Uma semana antes, um corsário mandara uma mensagem a Marinha Real dizendo que “Jaeger, O Titã” planejavasaquear uma cidade portuária ao sul do país, onde encontraria um mensageiro com informações sobre a localização de uma rota secreta para navios mercantes portugueses.
A Marinha Real inteira ficou alvoroçada com a informação, já que Jaeger tinha a fama de matar seus membros sem piedade alguma. Devido ao ódio que os membros com patente mais altanutriampelo capitão d’O Caronte, a recompensa para quem trouxesse a cabeça de Jaeger em uma estaca era um pouco gorda.
Então, o que não faltava era gente oferecendo o “sangue pelo bem da marinha”, que, na verdade, significava “faço qualquer coisa pra um salário digno”. Mas, mesmo que não parecesse, as condições pra quem trabalhava no ramo militar eram precárias e, por isso, alguns integrantes não pensavam duas vezes antes de abandonar sua patente para saquear umas cidades enquanto bebiam rum e cantavam sobre o orgulho de ser um pirata.
Levi claramente não fazia parte desse grupo. Odiava piratas mais do que tudo e sentia orgulho de ser um militar. Desde pequeno sonhava vestir a farda da marinha real enquanto navegava pelas águas turbulentas do oceano atlântico, e se tornou um dos homens mais felizes do mundo quando esse sonho se concretizou. Com toda essa lealdade e dedicação, o almirante Pixis não pensou duas vezes antes de lhe entregar a importantíssima incumbênciade capturar o Titã dos mares, e Levi aceitou-a com bom grado.
O dia da missão tinha chegado e, quanto mais o tempo passava, mais Levi ficava ansioso. Haviam tantas histórias e lendas sobre o Capitão Jaeger que, curioso, pensava até em interrogá-lo antes de decepar sua cabeça.
Ouvira uma vez que o Titã fora criado desde pequeno em um navio, sendo sangue do sangue de um dos piratas mais famosos da história: O Barba Negra.³ Segundo a lenda, foram necessários 20 golpes de espada e cinco tiros para finalmente abater Barba Negra, e que Jaeger seria tão inconquistável quanto seu ancestral.
Claro que não acreditava tão fácil nessas historias. Em seu tempo como militar, havia aprendido que poderia matar qualquer coisa com suas habilidades com a espada… E não esperava a hora de massacrar um dos piratas mais perigosos dos sete mares.
[...]
Os olhos esmeraldas do capitão brilhavam à luz da lua, enquanto repassava o plano pela última vez com sua tripulação. Procuravam falhas, qualquer coisa que pudesse atrapalhar ou interromper o saque mais importante do mês. Mais do que o dinheiro e os bens que encontraria, queria uma chance de se vingar daqueles malditos da marinha real por terem matado seu companheiro, Thomas, e tentado sujar sua lealdade perante o código pirata
Como todo pirata, Eren sabia que, se um companheiro ficasse pra trás, teria que abandoná-lo, mas tinha muito orgulho de dizer que isso nunca acontecera até dois meses atrás, em uma tentativa de emboscada da Marinha.
Sua impulsividade o deixou insano quando, há algumas semanas atrás, um ex-corsário da Marinha Real o abordou em um bar de uma cidade costeira; seu nome era Bertholdt. Junto com seu Imediato, Reiner, ele abandonara a vida de militar para se juntar a rotina dura de ser um pirata. Como a deserção acontecera há pouco tempo e ninguém sobrevivera para reportar o acontecimento à marinha, Bertholdt e Reiner tinham uma vantagem: para a realeza, ainda eram vistos como nobres corsários.
Berholdt era muito fã de suas histórias e, pensando em seguir os passos de Jaeger e montar sua própria frota, pedira metade do que Eren conseguisse no saque em troca de atrair os militares até a cidade portuária.Jaeger não pensou duas vezes antes de aceitar, e decidiu que daria até mais do que o requisitado se eles fizessem tudo como combinado.
A grande noite chegara, suas mãos suavam e tremiam, e a vontade de sair daquele navio o possuía como um demônio.
— ALTEAR AS CORES!³
A expectativa do sangue militar correndo por sua espada fazia o coração do Capitão acelerar. Os tripulantes preparavam para o ataque, pegando suas armas e deixando-as visíveis. Os gritos, vindos da cidade, só mostravam como os habitantes já haviam aceitado seu destino, e isso deixava Jaeger ainda mais animado.
Os tripulantes assistindo a empolgação do capitão comentavam no convés:
“Pareceque hoje o Capitão irá liberar o titã que aprisiona dentro de si…”
“Não o vejo assim desde a morte de Thomas...”
“Com aquele olhar ele amedronta qualquer frota naval!”
“Aquele comodoro irá conhecer o armário de Davy Jones!”.
O barco ancorou na costa e os piratas correram em direção ao cais, atirando nos civis que viam pela frente. Os gritos aumentavam, as crianças choravam e os homens corriam para salvar suas famílias. O cheiro do sangue e da pólvora se misturava no ar; Eren olhava para os lados, procurando os malditos engomadinhos da Marinha Real, mas só via sua tripulação arrancando as vísceras da população local na procura por algo de valor. Seu sangue já fervia de raiva, imaginando que seu plano não dera certo, quando avistou um navio da frota naval real chegando com seus canhões e homens armados.
Eren travou. Mas se engana quem acha que fora por medo. Foi por pura felicidade.
Capitão Jaeger subiu em um dos mastros e avisou sua tripulação:
— A festa começou seus inúteis! E o rum e a cabeça daquele comodoro anão são por minha conta!
Levi, escutando as palavras ofensivas de Jaeger, só pensou em como seria perfeito cortar sua língua e entregá-la em uma bandeja à Rainha. Mas logo se acalmou, lembrando que era uma missão importantíssima para a Coroa, já que Jaeger trazia problemas para o país há muito tempo.
— Atirem naquele insolente! — Ordenou mais alto possível.
Se Levi achou que O Caronte era só um navio pirata com canhões fracos e materiais pobres, estava completamente errado. O navio fora roubado de um corsário da Marinha Inglesa, e era um dos melhores já construídos até então. Seu poder bélico era impressionante e, se bem usado – como naquele caso –, era quase invencível em um combate.
Eren, cansado de batalhar como um covarde, decidiu passar pra luta corporal, pulando no convés do inimigo e sendo seguido por sua tripulação. Correra até o comodoro, que estava distraído com outro pirata, porém o maldito era rápido como um Marlin Azul.
— Finalmente nos conhecemos, Comodoro! —Jaeger pronunciou irônico. — Tu não imaginas como esperei por esse momento...
Andaram um, dois, três passos à frente. Levantaram a espada.
— Diga por você mesmo, Jaeger.— Levi rebateu, dando um passo à frente e forçando Eren a recuar— O Titã dos Sete Mares, intimidado pelo comodoro anão? Quem diria que-
Levi fora interrompido por uma rasteira de Jaeger que, apesar de não cair, dera vantagem a Eren. O pirata o jogou contra um dos mastros, apontando sua espada na direção da garganta de Levi.
—Poupe-me das suas asneiras, verme... Não sou um desses piratas insignificantes com quem você está acostumado.
O capitão tinha um sorriso maníaco na face enquanto roçava sua espada na garganta de Levi. O olhar desesperado do homem, encostado no mastro, só aumentava a excitação de Eren no momento, que só pensava em como seria engraçado rasgar aquela pele branquinha com sua espada. Mas, cego pela sede de sangue, não percebeu quando Levi mirou seu joelho em suas partes íntimas.
Cambaleou alguns passos pra trás, perdido pela dor que sentia. Levi se aproximou lentamente, feliz com sua pequena trapaça, mas Eren nada pode fazer para impedir, pois o golpe havia enfraquecido suas pernas. O sorriso confiante de Jaeger rapidamente foi substituído por uma expressão dolorosa e, para o marinheiro, aquela fora a melhor coisa que aconteceu naquela noite.
—Quem deve calar é você, pirata imundo. Sou um Comodoro renomado, escolhido especialmente pela Coroa para matá-lo, Jaeg-.
Pela segunda vez naquele dia, Levi não conseguira terminar sua frase. Petra, vendo que seu capitão estava precisando de ajuda, golpeou Levi na cabeça enquanto ele tagarelava. Aproveitando-se da distração do inimigo, aproximou-se de Eren e ajudou-o a se restabelecer.
— Espero que ainda possa ter vários filhotes Jaegers, capitão. — Petra disse, rindo da situação de Eren — Parece que seu titã é seu ponto fraco...
— Cale sua boca, rata imunda...— Petra continuou rindo.
Capitão Jaeger olhou em volta, percebendo que já havia ganhado. Havia dois ou três bobões resistindo, aos quais usou os miolos como tinta para as paredes desbotadas do convés.
— O que fazemos com ele, capitão? — Connie perguntou, trazendo Levi amarrado em seus ombros. — O jogamos no mar?
— Prenda-o e me chame quando ele acordar.
[...]
— Bebei, amigos, yo-ho!
Capitão Jaeger levantou sua caneca cheia de rum, derrubando em quem estava abaixo. Bêbado, pendurava-se em uma das velas, comemorando mais uma missão bem sucedida da maneira mais piratesca possível. Os tripulantes riram, cantarolandoa canção que todos conheciam, bêbados demais pra se preocuparem com o tom certo de voz.
— Você é um gênio, seu maldito! — Erwin gritou, escalando a vela para se pendurar do lado de Eren — Você é um maravilhoso e imundo gênio...
— Vou levar isso como um elogio, Erwin… — Eren riu alto e exageradamente, derrubando mais rum enquanto voltava a cantar. — Eu amo essa parte! Nós somos amigos em terra, nós somos amigos no mar!
— Juntos fomos a guerra, junto estamos no bar!— Erwin completou animado.
— Capitão, desculpe interromper sua comemoração, mas... O prisioneiro acordou.
Eren se apressou a escorregar do mastro e correu para a cela do prisioneiro. Não sabia o porquê daquilo, mas queria muito falar com o anão da marinha... Avistou Levi jogado no canto da cela, molhado e sujo, bem diferente de como chegara ali.
— Mate-me, por favor... — Levi tentou ao máximo manter a postura rígida, mas retorceu-se, enojado com toda aquela podridão — Não quero ficar neste ambiente imundo com pessoas asquerosas nem mais um segundo.
— Como se você tivesse alguma vontade por aqui, comodoro. — Eren sorriu, divertindo-se com o estado deplorável de seu inimigo.
— Então, pelo menos me coloque em um lugar limpo, pelo amor da Rainha... — Levi deixou o orgulho de lado e pediu baixinho.
Eren encarou Levi por alguns segundos e, não sabia se era o álcool ou uma loucura passageira, mas sentiu uma estranha atração pelo baixinho. Até que ele não era tão mal...
— Você ficaria muito melhor sem essa farda. — Pensou em voz alta, arrancando uma expressão surpresa de Levi — Arg! Não nesse sentido, tire esse olhar de garota molestada de sua cara!
— Eu gosto da minha farda onde está, Capitão Jaeger... — Sorriu sacana, percebendo o olhar de Eren sobre si. — Apesar de que digo o mesmo sobre o senhor.
Os olhos de Eren brilharam ao escutar essa afirmação. Levi estava provocando-o? Só os deuses sabiam como era uma má ideia provocar o titã dos mares… Mas Levi encarava-o com um olhar desafiador, fazendo com que o capitão se perguntasse o que diabos aquilo significava. Tentava achar um sentido que não fosse obsceno, mas, quanto mais tentava, mais sua imaginação agia.
E, como Eren previa, as intenções do comodoro não eram nada puras. Uma garota baixinha havia passado ali mais cedo naquela noite e, vendo sua expressão de horror por estar naquele lugar, lhe ofereceu uma garrafa contendo rum. “Espero que um bom grogue lhe ajude a passar por esta situação…”Ela disse, levantando seu próprio copo e saindo cambaleando porta afora. Bom, acho que ela não esperava que o elegante e leal comodoro da marinha real ficasse um tanto quanto animado quando bêbado.
Levi tinha se surpreendido com a boa aparência de Jaeger logo de início. Não entendia como um pirata que passou a vida inteira em um navio sujo e nojento conseguisse ser tão bonito e sexy… Jaeger sentiu que aquele olhar de ódio também se misturava com luxúria, e estaria mentindo se dissesse que não adoraria ver aquela putinha de quatro.
— Talvez nós possamos dividir essa cela hoje à noite, comodoro. — O sorriso que recebeu do capitão fez as pernas de Levi amolecerem, no entanto ansiava o momento que ele pararia com a conversa mole e partiria para a ação. — Espero que não seja nenhum plano sujo, senão, temo eu,terei que cortar sua garganta...
— Juro pelos sete mares que não... Me fode, Capitão. — Levi mordeu os lábios pelas palavras sujas que insistiam em sair de sua boca, porém a excitação com o momento só o fazia pensar em como queria ser jogado contra uma daquelas paredes.
Jaeger não esperou que ele dissesse duas vezes. Fechou a porta que levava ao convés,gritando antes que, se alguém os perturbasse, iria levar bala no crânio. Entrou na cela do militar, agarrando os pulsos de Levi e prensando-o contra a grade fria do local. O comodoro se arrepiou por inteiro, gemendo alto ao sentir uma mão perversa adentrando em sua calça e o massageando com força. E, como se isso não bastasse, para deixar Levi totalmente entregue, Eren começou a marcar seu pescoço, cada vez mais feroz.
— Você não imagina o quanto eu queria fazer isso… — Eren disse contra o pescoço de Levi, fazendo-o estremecer.
Com a mão livre, Eren puxou o cabelo de Levi com força, para que pudesse degustar mais daquela pele pálida e fria. Levi tentava conter os sons que julgava humilhantes enquanto arranhava as costas do capitão por baixo da camisa e, percebendo a resistência do menor em mostrar o quanto estava gostando dos toques dele, o capitão deixou seu pescoço e tirou suas mãos de dentro da calça de Levi.
— M-mas o quê? — Levi disse desconcertado com a situação. — O que houve? — Eren só lhe sorriu mais sádico ainda, vendo como Levi estava excitado com só aqueles toques.
— Tire as roupas.
Levi, tímido, se encolheu no canto, pensando se deveria atender aquele pedido; no entanto, seu estado não mentia em como queria ser possuído pelo maior. Hesitante, o comodoro começou tirando suas botas e camisa lentamente, e Eren não soube se aquilo era para provocá-lo ou se o baixinho era somente tímido, porém sentia sua ereção crescer mais a cada segundo.
Agora, exposto para o capitão, Levi sentia seu rosto esquentar, tendo a certeza que estava vermelho como um camarão. Eren, no entanto, estava totalmente vestido, apenas com os cabelos bagunçados pelos puxões inconscientes do marinheiro, o que lhe trazia uma impressão de superioridade.
Não aguentando mais esperar, o rapaz jogou Levi novamente contra as grades, beijando primeiramente seu pescoço e descendo lentamente pelo seu peito e abdômen, fazendo-o gemer baixinho enquanto se contorcia.
O capitão, escutando os gemidos, ficou ainda mais estimulado a ir logo com aquilo, abaixando suas calças e tirando sua camisa. Voltou novamente a dar atenção ao rapaz submisso a si, beijando Levi pela primeira vez naquela noite. Quando o menor sentiu as mãos do capitão em suas coxas, apertando a carne com vontade, passou as pernas em torno da cintura de Eren, encaixando perfeitamente em seu colo.
O beijo continuou até perceber Jaeger fazendo movimentos libidinosos, simulando uma penetração, enquanto roçava seu membro na bunda de Levi, o que lhe fez soltar um gemido alto e provocante na opinião de Eren. Levi escondeu seu rosto no pescoço do maior e sussurrou, tentando manter a voz firme:
— Me fode com força, capitão...
Quando sentiu Eren lubrificar sua entrada com seu membro melado, sentiu-se um pouco receoso com a situação, porém esqueceu qualquer vergonha ou receio quando Jaeger lhe invadiu sem dó alguma.
Levi gemeu alto enquanto os espasmos invadiam seu corpo. O rapaz atingia seu ponto erógeno de tal forma e velocidade que qualquer dor ou grade fria fora totalmente esquecida, junto com seu próprio nome. O único pensamento que se passava pela mente de Levi naquele momento é que queria mais, e com mais força, e mais rápido.
Levi estava quase em seu limite, mesmo sem estímulo nenhum vindo de Eren, que apertava suas coxas com força. Sua visão começou a perder o foco; os sons que saiam de sua boca estavam cada vez mais altos e os espasmos, cada vez mais frequentes. Quando finalmente teve o orgasmo, Levi não poupou as costas de Eren, arranhando-a de cima a baixo enquanto sentia seu corpo inteiro estremecer.
Eren, sentindo a pressão contra seu membro, não durou mais do que aquilo, gozando dentro de Levi com gosto.
Levi escorregou do colo do capitão assim que suas mãos soltaram as suas coxas, se sentindo zonzo e muito cansado. Não que fosse fraco ou algo do tipo, mas aquele fora um dos melhores e mais cansativos orgasmos de sua vida. Contra seu pescoço, Eren tentava retomar seu fôlego ao normal.
— Acho que não poderei te deixar nessa cela hoje à noite, comodoro. —Jaeger proferiu com sua voz rouca. — Tenho medo que o senhor fuja. Talvez eu precise te vigiar de perto... Talvez nos meus aposentos, enquanto lhe faço gritar meu nome.
— Deixe-me me limpar primeiramente, capitão. Tenho horror à sujeira.
Notas finais
² - Um dos códigos piratas que punia o marujo que desertasse seus companheiros.
³ - Altear as cores significa erguer a bandeira e se preparar para atacar.
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