Notas iniciais
Muito obrigada pelos reviewa, estão maravilhosos.
Denise, é isso aí !
Era exatamente isso que eu queria passar.
Um Grissom confiando em alguém, criando uma relação um pouco diferente, um pouco mais aberta.
Afinal é uma fic diferente mesmo !

E foi chegando devagar, bem devagar …

Sara sentiu seu hálito gostoso segundos antes de seus lábios se encontrarem.

Ele continuou bem devagar, ainda, abrindo sua boca com a dele, se encaixando e esperando a reação dela.

Não demorou muito para que ela aceitasse a maciez de sua língua acariciando a dela.

Foi explosivo.

Sensações inexplicáveis.

Sara depositou as duas mãos em seu peito e ele a abraçou, sem deixar de separar seus lábios.

E era bom. Muito bom.

As batidas do coração dele podiam ser sentidas no toque, alguns muitos segundos depois, suas bocas se separaram.

Grissom respirava pesadamente, tentando se recompor, e ela parecia hipnotizada naquele abraço.

_Tinha a impressão que isso estava para acontecer a qualquer momento. — Ela confessou.

_Eu também. — Ele retrucou.

Eles se separaram, tentando ordenar suas emoções.

Deus … que vendaval !”

_Nós … devíamos fazer isso ?

Agora, ela estava com as mãos em seu colo e o encarava, os lábios vermelhos pela fricção de seus pelos.

_E por que não, Sara ?

Ela se atrapalhou, estava sem jeito para tentar explicar.

_Quero dizer … ainda está em recuperação … isso é … você …

Ele arqueou as sobrancelhas, quase sorrindo.

Não sabia como dizer a ele, mas estava preocupada se ele, ainda em tratamento, devia viver emoções fortes.

Sim. Muito fortes, pois seu coração parecia mais uma bomba relógio sob as palmas de sua mão.

_Bem … entre minhas restrições … acho que um beijo .. não está entre elas.

Ela riu ainda mais quando ele continuou.

_Deixa – me ver …. bebidas alcoólicas, poucas horas de sono, situações de conflito ... estressantes ...

_Aí … isso aí.

_Eu pareço estressado ?

Ela mordeu o lábio e ele sentiu uma pequena mudança em sua temperatura !

_Não …

_Se isso a tranquiliza, posso passar o telefone de meu médico, para alguma emergência.

Ela o encarou mais uma vez, sentindo uma vontade louca de continuar com aquilo.

Diacho de homem, tinha que ser tão … irresistível.”

Grissom apertou os olhos, quase os fechando, depois concluiu.

_A não ser que … você … de alguma maneira … tem compromisso com alguém ?

_Acabou … há um tempo e acredite, foi a melhor coisa que eu fiz.

_Então me dê outra razão, para .... — ele apontou para os dois. _isso .. não acontecer.

_Posso te devolver a pergunta, alguém em seu caminho ?

_Eu não tenho ninguém … há muito tempo.

Desta vez, ela resolveu entrar naquela brincadeira perigosa e aproveitou a deixa.

_Isso pode ser um motivo.

_Por acaso está tentando encontrar pretextos ?

_Acho que isso me assusta um pouco.

Ela dissera a verdade, era o que estava sentindo, por se conhecerem a tão pouco tempo, era assustador.

_Por isso … fugiu dessa maneira ?

Ela não ia responder aquela pergunta.

_Está bem … eu confesso. Isso foi muito … revelador ! Eu gostei !

Ele sorriu, ela parecia uma ré confessa que não suportava mais torturas.

_Sara … — ele se aproximou e ela quase sentiu seu coração sair pela boca. Por que aquilo acontecia cada vez que ele a olhava daquele jeito ? _Hum … vamos … deixar acontecer !

Nem mesmo ele acreditou no que estava falando. Ele estava a convencendo ? Desde quando tinha essa habilidade ?

Não sabia se aquilo daria certo.

Era intenso demais, ficar assim com toda aquela proximidade lhe dava ideias de sussurros e gemidos, ela definitivamente não se encaixava no perfil. Gostava de sexo, mas era diferente, sem rompantes e aquelas sensações todas rondando sua porta, como se todos os outros que tivera fossem apenas “testes de laboratório” !

A tensão estava ali, era palpável e perigosa.

Não viera para aquele lugar buscar um novo amor. Era paz que procurava, não quele furação Katrina que levantava com força, toda sua vida.

_Eu … sinceramente não sei …

De repente ele se viu vencido, sentindo o corpo pesar.

Ele se levantou.

_Tudo bem … eu acho que devo ir agora … eu sinto muito !

Por que aquela sensação de impotência ? Ela o viu se levantar e teve vontade de pedir mais uma vez que ficasse. Estava tão confusa e sem ação.

_Espere …

Ele a olhou surpreso.

_Olha ... vamos devagar … antes que … as coisas fujam do controle !

_Tem certeza ?

_Não, mas quero tentar ! Isso … — foi ela quem apontou os dois desta vez. _ Foi bom !

_Podemos … atravessar do outro lado da margem e encontrar um restaurante … hum … quer jantar comigo ?

_Eu acho que devo aceitar.

_Amanhã ? Às oito ?

_Perfeito.

Na porta, quase sem jeito ele se virou para ela.

_Boa noite Sara.

Ela levou a mão até seu rosto, estava morrendo de vontade de fazer aquilo, tocar os pelos que pareciam macios na bochecha. E eram, diferentes do quase ásperos que envolviam sua boca.

_Boa noite Grissom.

Foi ela quem tomou a iniciativa de tocar seus lábios delicadamente. Ele segurou sua cintura com uma das mãos.

Bem devagar ela roçou seus lábios nos dele, o que lhe valeu arrepios na base da espinha.

De repente ela parou com a tortura,estava ficando difícil para ela também.

_Acho que deve ir.

Grissom se rendeu a verdade gritante, ela tinha razão … aquilo era assustador.

….......

Nada glamouroso, aquela cidade, talvez não comportasse seus vestidos de festa, caríssimos. As festas do departamento eram, em sua maioria, em hotéis de luxo, famosos centros de convenções e ela sempre tinha que estar à altura. Foi em uma dessas festas que conhecera Jared.

Não queria pensar nele, a enojava. Agora, ainda mais.

Sara escolheu um modelo simples e “caseiro”, com desenhos discretos, quase imperceptíveis à noite, de cor suave, sandálias se salto médio, joviais, escovou seus cabelos até ficaram brilhantes e sedosos.

Alguns minutos antes do horário combinado, ele chegou, em seu sedã escuro, que ela vira na garagem alguns dias atrás.

Ele desceu, e a chamou. Seria muita indelicadeza de sua parte, buzinar em seu portão. Ele era um cavalheiro.

Sara caminhou até ele jogando seus cabelos para trás, em um gesto bastante feminino.

Fez a coisa certa, caro Grissom !”

Seu subconsciente brincou com ele, no instante em que batidas descontroladas lhe ganhavam o peito.

Aquele cheiro de canela ….

_Você está linda, Sara.

Ela sorriu de lado, agraciada com o efeito desejado.

_Obrigada … você também, está bonito.

Suas calças de corte esportivo, em brim verde oliva, camisa polo preta, sapatos de couro queimado e um blazer escuro lhe caíam como uma luva. Sua barba parecia ter sido bem aparada.

_Vamos ?

Ele abriu a porta para ela, que antes lhe surpreendeu com um beijo suave nos lábios.

Sem ideias, você é um homem sério !”

O problema era não ter ideias com uma mulher maravilhosa como ela.

O tempo todo eles se encaravam, estava uma noite agradável e a lua estava os avisando que se quisessem se render a ela, que ficassem à vontade.

Perigo iminente !

Preste atenção ao volante !”

Eles trafegavam por uma rua alardeada de grandes coqueiros, e pararam em um sinal, antes de pegar a ponte.

Um camionete parou ao lado deles e imediatamente Grissom reconheceu os rapazes do restaurante, o grandalhão os encarou, com o braço para fora, depois apontou um dedo em direção a eles.

_Ei princesa, espero que saiba o que está fazendo com seu … tiozinho !

Ela caiu na gargalhada, quando ele recebeu um tapa ruidoso em sua cabeleira loura, do garoto no banco de trás.

_Cala essa boca, idiota !

Aquilo foi engraçado e ele mereceu, ela não parava de rir.

_Sara … você está bem ?

_Claro e você ? — Ele havia o insultado.

_Moleques ! Mas … isso é um problema para você ?

_O que ?

_Meus cabelos brancos.

_Gosto deles. São lindos ! Além do mais, do contrário … não estaria aqui.

Ele quase perdeu a noção de onde estava. Ele pediu, e levou.

_Quantos anos tem, Grissom ? É claro se … quiser dizer ...

_Eu digo, sem problemas … quarenta e dois … quarenta e três no próximo mês !

Ela arqueou uma sobrancelha, ele era de longe o homem mais velho com quem se relacionava, ia se relacionar … bem … que fosse, mas tinha charme como nenhum outro.

_Tenho vinte e oito, mesmo que não queira saber.

Ele riu.

_Bem … não podemos ignorar que é uma grande diferença.

_Para quem ? — Ela disparou zangada, olhando firme para ele.

Ele se calou. Brigar no primeiro encontro não estava em seus planos.

Grissom contornou uma enorme praça, bem movimentada.

_É bonito aqui … movimentado …

Ele olhou alguma placas, observou todos os lados.

_Deve ter um restaurante por aqui.

_Podemos perguntar …

Homens não gostavam de fazer isso e ela o insultou veladamente, apertando o botão para descer o vidro. Para surpresa dela ele se adiantou se voltando para um casal sentado em um banco.

_Boa noite !

Eles responderam.

_Pode nos dizer onde podemos encontrar um restaurante ?

_Claro senhor … vire à direita e siga por três … ou melhor quatro quadras …

Ele agradeceu e seguiu ao destino.

Gostei de ver, este é diferente !”

O lugar estava quase todo tomado do lado de fora.

_Prefere uma mesa mais reservada, senhor ? — O maitre veio ao seu auxílio.

_Por favor !

_Me acompanhem.

Ele olhou para ela e tomou sua mão.

_Posso ?

_Á vontade !

Ela não tinha tido isso com Jared, ele era um tanto grosseiro, nada delicado e tinha mania de lhe agarrar nas poucas vezes em que saíam, detestava seus modos, gostava do cheiro dele, era bastante ligada nisso, mas aquele perfume que Grissom estava usando era infinitamente delicioso.