Tinha Que Acontecer
19 Capítulo 19
Ela queria ir para jun to dele, de verdade. Tinha jogado a deixa, mas ele não insistiu, então tinha ficado com um pé atrás.
Talvez se tivessem um tempo mais de convivência ela pudesse até dizer claramente suas intenções.
Mas naquele momento, as coisas pareciam um pouco confusas, a única certeza que poderia ter era que ele realmente fazia diferença a ela. E muita !
Precisava dar tempo ao tempo. Por que parecia tão ansiosa, qual o problema dela ?
Nunca tinha agido como se nada pudesse esperar, estar com ele parecia "prioridade".
Ele tinha a impressionado de uma maneira inacreditável !
Era um homem completamente diferente de qualquer um que havia passado por sua vida.
“
Não sabia nada dela, nem mesmo sabia o que fazia ali !
Naquele instante … ele percebeu … o quanto estava apaixonado por ela !
.”
_Ai meu Deus !
Ela ficou paralisada , olhando as letras miúdas pulando aos seus olhos.
_Apaixonado por ela !
Ela piscou várias vezes e um largo sorriso se abriu.
Logo Grissom ganhou seus pensamentos e ela teve a sensação que ele jamais havia saído de sua cabeça.
Estava mesmo enlouquecendo.
“
_Hei !
Ela se virou, o rosto completamente molhado, seus olhos foram ao chão, como uma fuga.
_Eu … eu … sinto muito … isso não deveria ter acontecido !
.”
_Ahhhh …. que ódio, porque os homens sempre dizem isso ! Seus babacas !
“
Ela concordou, apenas balançando a cabeça.
_Você … se lembra de alguma coisa ?
_Hannah !
_Este é o seu nome ?
Ela negou, depois levantou as mãos em dúvida. Ela parecia ter dificuldades em proferir as palavras.
_Você não consegue … falar ? É isso ?
Apenas outro aceno.
_Mais alguma lembrança ?
O som saiu bastante estranho.
_Não !
Ele não sabia o que fazer.
_Acha que eu deveria levá – la até a cidade, é uma longa viagem, mas pode ajudar ! Um médico .. talvez ?
Ela negou.
Aquilo tudo era tão estranho quanto confuso. Qual o problema ? Ela precisava de ajuda, mas não queria. Talvez estivesse mentindo !
Fora enganado tantas vezes que nada mais o surpreendia. Talvez estivesse mesmo fugindo.
Ela levou a mão à cabeça e a abalançou, como se estivesse incomodada com alguma coisa.
_Sente … dores ?
_Não !
Com os braços para cima, o elástica da manga de seu vestido simples subiu, foi então que ele viu uma cicatriz, talvez uma letra.
Ele olhou com mais atenção e reconheceu um “m” ou talvez “w”.
Céus … ela tinha sido marcada feito um gado !
_Se lembra disso ?
Seus olhos foram parar onde seu dedo tocava e ela arregalou os olhos, puxando imediatamente a manga do vestido.
Ela estava mesmo mentindo !
.”
….......
Jim estava dando voltas pela quadra onde o suspeito havia usado o telefone, pensando em Gil. Havia o deixando em seu apartamento, mas ficara desolado.
Seu amigo tinha razão. Era difícil para ele se afastar do caso. Nick fazia parte de sua família e não merecia o que estava acontecendo.
Ele jurou a si mesmo, não descansar até que tivesse uma luz, por menor que fosse.
Algumas voltas mais e ele parou na cabine de telefone novamente.
De repente ele notou John, um dos policiais, entrando em um hotel logo mais à frente !
Imediatamente ele contatou Cath para descobrir, sem levantar suspeitas, onde ele morava.
Em segundos, a resposta. Era do outro lado da cidade.
O que ele estava fazendo ali ?
Ele resolveu entrar, mas não tinha um plano específico para abordá – lo. Não podia deixar que percebesse.
Se sentou no pequeno saguão, abriu um jornal e ficou à espreita.
Algum tempo depois, ele desceu acompanhado de outro homem, bastante parecido com ele. Talvez fossem irmãos.
Ele viu quando o suposto irmão, deu a volta pelo balcão de atendimento e lhe entregou um envelope. Depois continuou ali para atender um novo hóspede. Talvez fosse o proprietário do lugar.
Jim viu quando John saiu, resolveu segui – lo.
Ele entrou no banco, há duas quadras dali, pelo jeito fez um depósito rapidamenmte e entrou em seu carro.
Assim que chegou ao laboratório, reuniu sua equipe.
Eles resolveram montar campana em sua casa.
Uma residência bastante incomum para um o salário de um policial, assim como seu carro.
A casa possuía um enorme muro que mais parecia um paredão e ficava em um bairro mais afastado.
Eles tinham que arranjar uma maneira de saber sua rotina, sem que levantassem suspeita.
O capitão teve um bom pressentimento.
E em sua profissão, a sensação era uma boa aliada, pois na maioria das vezes, estava certo.
Sam, a pedido de Jim, resolveu vigiá – lo.
…........
Grissom estava sentado em seu sofá, tentando para ficar tão ansioso.
Toda a ação foi contada por Jim, que parecia ter lhe dado mais esperanças, seu amigo estava mais animado e isso era bom. Tinha que contar à Sara.
Ele pegou seu telefone e discou o número dela. E se fizesse um convite ? Quem sabe ...
Nada.
Tentou novamente, e outra decepção.
Ele bufou.
Ligou a TV, depois se esticou no sofá.
Alguns minutos depois, ele se levantou, foi até a geladeira, tomou um grande gole de água, depois voltou à sala.
As imagens dela se confundiam com suas preocupações com Nick.
_Oh Deus … isso está me torturando.
Queria tanto vê – la, sentir sua presença, seu cheiro. Mas não queria se afastar de Vegas. Ele tinha que tomar coragem.
Tentou o telefone mais uma vez.
O toque parecia longo demais, os minutos se arrastando e nada dela atender.
_Onde você está, Sara ?
Em um momento o toque nem chegava a completar, em outros ela não atendia.
_Droga !
Antes dele decidir desligar, ouviu uma voz ofegante.
_Alô ?
_Hei … estava desistindo.
_Oi Grissom … estava aspirando meu carro. Está imundo !
Ele sorriu. Era bom ouvir sua voz.
_Eu … achei que não estivesse em casa … já liguei algumas outras vezes.
_O que aconteceu ? Alguma novidade ?
Ele explicou sobre as novas suspeitas do capitão, suas esperanças e ela adorou.
_Puxa ! Vou torcer por vocês.
_Sara … conhece Las Vegas ?
_Sim … estive aí, mas não como turista.
_Eu … gostaria de … aceitaria um convite, para …. ficar em minha casa ?
Ele fechou os olhos esperando que ela dissesse não, ou fizesse rodeios para não ser indelicada. Ela não tinha nada lá … apenas ele !
Apenas ele ???
Se ele pudesse estar dentro dela, saberia que naquele momento ela se deixou cair no sofá, abismada !
_Em sua casa ?
_É … sei que tem Brat … e que está de férias, quer descansar, mas – Ele engoliu em seco, mas confessou ! _Sinto sua falta.
_Você tem certeza ?
Ela já nem sabia mais o que dizer !
_Absoluta … por favor … fique comigo !
Fale com o autor