Notas iniciais
Meninas
Eu estou sem palavras para expressar meus sinceros agradecimentos pelo tempo que dedicam na leitura de minhas fics.
Minhas ferias estao bem aproveitadas, pois estou fazendo o que gosto.
Falando sobre o GRISSOM e a Sara !
AMO VCS ! OBRIGADA

Olhando para ela, à sua frente … tão linda, íntegra, com certeza a mulher mais impressionante que conhecera em toda sua vida ele teve uma certeza, que não tinha explicação, uma lógica palpável, algo que ele pudesse, como um cientista, entender. Não tinha cabimento, mas estava ali, escancaradamente gritando em seu coração, feito um adolescente em seu primeira experiência. Ele se assustou !

Ele apenas sorriu, mas não tão divertido, desta vez.

O jantar terminou e ele chamou o garçom, ainda bastante quieto. Ele estava estranho, ela pôde sentir.

De volta ao estacionamento ele não se atreveu a pegar em sua mão.

O que ela havia feito ?

Fora sua inconveniência ?

Sentada, bem quieta e olhando para ele, que parecia pensar um pouco antes de girar a ignição.

_Grissom ?

_Sim … querida ?

_O que há ?

_Nada !

_Como nada ! Há alguma coisa e quero saber o que é !

_Não se preocupe …

_Não está se sentindo bem … é isso ?

_Estou bem !

Ele deslizou o carro devagar para fora bastante cauteloso, foram duas quadras apenas e ela pediu.

_Pare esse carro, por favor !

_Parar ?

_Por favor, Grissom.

Ele obedeceu.

Sara desatou o cinto e virou seu corpo em direção a ele.

_Você é bipolar ?

_De que mais vai me acusar, até o final desta noite ? — Ele sorriu meio amargo. Querendo demonstrar um humor, que parecia não estar ali._Não sou bipolar, nem tampouco tenho dupla personalidade.

_Então o que é ?

_Podemos … ir para outro lugar ?

_Se for para me dar uma explicação, pode me levar onde quiser !

Ele ligou o carro novamente e ela ajeitou o cinto.

O carro ganhou as quadras e eles pararam em uma lago enorme ladeado por uma grama verde, e no centro, uma pequena mata.

_Oh … que lindo !

A lua refletia sobre as águas e o cenário era primoroso.

Alguns casais estavam acomodados em bancos largos, outros sentados na grama, namorando.

Com uma mão em suas costas, Grissom a direcionou para um banco, bem próximo à margem e se sentou ao lado dela.

_E então … o que aconteceu ?

_Desculpe … Sara …. eu acho que … os últimas acontecimentos foram … um pouco além do poderia imaginar !

_Como é ? Está me dizendo que se arrependeu ?

Ele colocou um dedo em seus lábios, quase desesperado.

_Não … querida … você sempre entende tudo errado ? Meus Deus, estou tentando dizer que … eu não sei … eu … estou me sentindo … perdido … isso é …estranho.

_Como pode me acusar de entender tudo errado, eu .. apenas estou interpretando o que está escancarado em minha frente. Grissom … faço isso o tempo todo … eu analiso pessoas !!!

_Desculpe …

_E para um adulto razoável, pede desculpas demais !

_Ok.

Ele pegou suas mãos e as beijou delicadamente, roçando os lábios sobre o dorso em uma carícia suave e agradável.

_Eu sei que … isso vai soar bastante estranho e … acredite … muito mais para mim !

_O que é ?

_Estou me apaixonando por você !

Ela abriu a boca, incrédula. Então era isso !

E em meio a tudo aquilo, ela enxergou uma verdade explícita.

Ele era diferente.

Sensível, íntegro, bastante confuso, mas adorável. Agora ela entendia o que ele dizia. Talvez todas as mudanças, que ele mesmo havia tentado explicar, mexeram com ele profundamente.

_Grissom …

Ela não se conteve e o beijou. Mas não foi suavemente, foi algo impactante, forte, quase lascivo e demorou … muito tempo até se separarem.

_Oh céus !

Ela ouviu ele murmurar contra sua boca e sorriu.

Suas mãos foram até seu rosto e ela encostou sua testa na dele.

_Você está bem ?

Ela estava preocupada com ele, aquilo podia ser considerado “fortes emoções”, estaria ele, preparado para elas ?

Grissom não entendeu aquela pergunta, qual seria o contexto ?

_Eu quero dizer … fortes emoções … — ela sorriu sem graça.

_Do que você está falando ?

_Seu tratamento … Grissom ..

_Oh … não se preocupe com isso. — Ele ficou surpreso.

Ele a beijou novamente.

Alguma coisa chamou a atenção deles na água e eles se viraram.

_Patos ?

Suas mãos estavam entrelaçadas e eles observavam uma família inteira, nadando em direção ao centro, na pequena mata.

_Olha que bonitinho !

_Senhor ?

Grissom se virou e viu um homenzinho baixo, com uma boina estranha.

_Uma foto ?

Ele olhou para Sara que ergueu os ombros.

_Tudo bem !

_Vocês podem se levantar, podemos aproveitar a lua, e os reflexos na água, vai ficar incrível.

Bastante sem graça, ele a enlaçou pela cintura e ela descansou a cabeça nele.

_Pronto, me dê alguns minutos e estarei de volta.

Eles se sentaram e continuaram a observar a família de patos nadando felizes.

_Acho que são pai, mãe e três filhotes.

_Uma graça.

Ele se virou para ela e passou um de seus braços no acento do banco,como se fosse abraçá – la, chegando mais próximo dela, suas pernas se tocando, num contato bastante íntimo.

Ela deitou a cabeça novamente em seu ombro, e por vários minutos ficaram fitando o infinito, até serem interrompidos novamente.

A foto, envolta em uma moldura simples em tom de vermelho, de muito bom gosto, havia ficado perfeita.

A lua e seus reflexos, a família adorável de penas, logo atrás deles, e aquele ar de intimidade, acabaram formando um cenário perfeito.

_Puxa … ficou incrível.

….......

De volta, Sara se permitiu entrelaçar seus dedos nos dele, enquanto ganhavam as ruas daquela cidade simples mas muito agradável. Com suas praças e ruas arborizadas, pessoas tranquilas e lugares surpreendentes como o lago, o parque com suas árvores em formato de animais, pontos de encontros espalhados por todo lugar e o que era mais incrível, o trânsito tranquilo.

Aquela sensação gostosa de encantamento, de início de relacionamento tomou conta dela.

Tão prática, tão racional, e agora ali, enamorada de um homem que pensou não existir.

A todo momento ele a olhava carinhosamente.

_Quer parar em algum outro lugar ?

_Não … nós podemos ir se quiser.

Aquela noite tinha sido deliciosamente perfeita. Ele era gentil e apaixonante.

Encontraram alguns semáforos pelo caminho, e assim que ele parava, ela tocava seus cabelos grisalhos, acariciando sua nuca e têmporas.

_Você é um homem bonito, Grissom !

_Sou ?

_Bastante.

Ele sorriu para ela, jamais havia se imaginado uma situação tão inusitada feito aquela. Sua natureza complexa, não lhe permitia.

O carro estacionou em frente ao seu portão, ele desatou seu cinto e a puxou para seus braços, sem que ela oferecesse resistência.

Sua boca buscou a dela e ficaram assim, por longos minutos.

Ela tinha aquele cheiro que parecia fazer parte de sua própria essência natural. Era delicioso.

Ele pensou em suas noites sozinho, em sua cama, e no delírio de dias atrás.

Na verdade, ele agradeceu por estar sentado, e não com seus corpos se tocando, seria constrangedor se ela comprovasse seu estado de alerta.

Mas de repente, ele se viu torturado pelas unhas dela riscando sua camisa escura, passeando em seu peito e próximo, bem próximo à linha de sua cintura. Ele contraiu o estômago, com a sensação alucinante, e ela pareceu notar. Pois seus olhos desceram até onde sua mão descansava.

Ele engoliu em seco.

Suas calças largas, e a posição que lhe permitia uma menor visibilidade do que estava acontecendo, lhe trouxe um alento, mas apenas por alguns segundos, pois ele continuava a senti – lo se movimentar lentamente, empurrando o zíper com força, em um desejo latente e vigoroso.

Sara sentiu seu corpo todo se arrepiar, aqueles beijos todos que trocavam eram deliciosos e quentes e não podia negar, extremamente excitantes, a vontade de continuar descendo sua mão para abaixo de sua cintura estava quase insuportável.

Se fosse Jared, com certeza já estariam até no banco de trás, ele era impetuoso, puramente físico e totalmente diferente dele.

Sua mãos deslizaram de volta ao seu peito, na altura de seu coração.

Ele batia descompassado.

_Quer entrar ?

Ele sentiu uma leve vertigem assim que fechou a porta do carro e se apoiou nele, demorando alguns segundos.

_Hey ! — Sara contornou rapidamente até ele e lhe tocou o ombro. _Você está bem ?

Ele demorou um instante para ordenar seus pensamentos e responder.

_Sim …

_O que está sentindo, Grissom ?

_Eu estou bem.

_Não está não ? Você está pálido ! Vamos para dentro. Tem tomado seus medicamentos regularmente ?

_Sim … claro. É só um pequeno mal súbito, eles passam rápido.

_São frequentes ?

_Não, são em intervalos cada vez mais distantes.

Sara o fez se sentar no sofá e foi até a cozinha pegar um copo de água.

_Tome !

_Não é necessário. — Ele fez uma careta, havia bebido água o suficiente para uma semana.

_Beba Grissom ! — Ela parecia sua mãe, lhe enfiando remédios goela abaixo quando ele tinha dez anos !

Ele arregalou os olhos e teve um ataque de risos.

_Qual a graça ? Pelo jeito está se sentindo melhor.

_E estou. — Ele disse entre risos. _Eu disse que são passageiros, querida ! — Enfatizou o final de sua frase, havia percebido que ela gostava quando a chamava assim, quem sabe transformaria a fera !

A morena se sentou ao seu lado, ainda insistindo.

_Mas não custa nada, beba apenas um pouco.

Ele suspirou e obedeceu. Ela era mesmo intensa !

_Quer se deitar ?

Todo aquele clima havia ido por água abaixo, e ela ficou com receio de que ele não estivesse apto para uma possível atividade impactante. O sexo !