Tinha Que Acontecer
32 Capítulo 32
Eles fizeram o caminho de volta com ela virada para ele em total solidariedade.
Suas mãos se tocando por todo o caminho.
_Deixa eu ver isso direito ! O que ele fez foi inconcebível ... – Ela tateou os dedos em seu queixo assim que chegaram em casa, tentando afastar os pelos de sua barba.
_Não precisa, Sara ! Está tudo bem !
_Nunca pensei que ele pudesse agir assim, quando estávamos jun ...
Ele olhou para ela, enquanto segurava suas mãos sobre o peito.
_Desculpe ... acho que isso é ... desnecessário ... é que ele nunca se mostrou agressivo ...
_Alem dele estar completamente bêbado, talvez ainda tenha ciume de você !
_Ciúme ??? E desde quando ele tem esse direito ? Ele é um hipócrita, Gris ! — Ela afastou os pelos de sua barba com delicadeza, da maneira que foi possível. _Nossa ! Acho que está ficando roxo, está doendo ?
_Não !
Ela suspirou, talvez devesse comentar com ele o que havia acontecido para que pudesse entender a situação. Era tudo tão ridículo.
Grissom, por sua vez, pensou um pouco e resolveu arriscar, aquela informação parecia pertinente no momento.
_Ele ... tem alguma relevância para você ?
O jeito que ele escolheu para falar com ela, fez seu coração chacoalhar no peito com força. Os olhos pareciam curiosos, mas tristes.
_Claro que não ! – Nada tinha mais relevância desde que ele entrara em sua vida. Sua duvida em dizer a ele se dissipou imediatamente. _Nós tivemos um ... relacionamento, até eu descobrir que ele tinha uma linda família !
_Oh ... meu Deus e ... como você se sentiu ? – Ele estava surpreso e muito curioso. Tudo que vinha dela, lhe interessava muito.
_Péssima, mas acabei descobrindo que o que sentia por ele era tão pequeno que nem valia a pena.
_E agora nós vamos esquecer esse assunto, basta de ex namorados esta noite ! O que você acha ?
Os braços dele rodearam sua cintura e ele a trouxe para bem perto, procurando sua boca.
De repente, um estrondo que fez com que se separassem imediatamente.
_Brat !!! – Os dois disseram juntos e correram em direção à área de serviço.
O cão estava tentando derrubar tudo o que havia em cima do compartimento de gás. O quintal estava um caos, com seus brinquedos espalhados e alguns, completamente destruídos, além de uma vassoura e um pá de plástico !
_Meu Deus, um tornado passou por aqui !
Ele pulou em cima de Grissom, sujando sua camisa com as patas imundas.
_Não ! Já pra sua casinha ! – Sara gritou e ele obedeceu imediatamente, com uma expressão de abandono que fez com que seu namorado liberasse uma gargalhada.
_Não ria, Grissom ! Assim tira a minha autoridade.
_Desculpe ! – Tinha sido inevitável, aquela carinha de coitado era impagável.
_Vou trocar de roupa e dar um jeito nessa bagunça. – Ela se virou para o cão e esbravejou. _Seu lambão !
Sara surgiu minutos depois com shorts jeans, camiseta cavada e chinelos, sorrindo com doçura, mas igualmente linda com seus cabelos presos e ainda maquiada, ele estava tão encantado quanto estivera com seu vestido de gala.
_Meia noite … sem sapatinho de cristal, sem carruagem e mandada de volta para o calabouço pela madrasta má. — Sara se aproximou devagar e o abraçou pelo pescoço.
_Não se preocupe, sempre terá um príncipe para salvá – la.
As mãos dele foram para sua cintura, os dedos acariciando sob a camiseta .
_Por acaso ele tem adoráveis olhos azuis ?
_Huhum ... e está completamente apaixonado por você !
Eles ouviram um resmungo, depois inacreditavelmente, o cão se virou, enfiando a cara engraçada no fundo da casinha. A visão de seu estranho rabo virado para eles, fez com que Grissom segurasse uma nova gargalhada.
_Nem pense ... se quiser rir, saia daqui !
_Sara ... tenha paciência, eles são assim mesmo ... – Ele arrancou o paleto, a gravata e arregaçou as mangas da camisa. _Eu vou te ajudar ...
_Grissom ...
Ele nem deu ouvidos, começou a recolher os brinquedos inteiros e recolocou alguns objetos de volta ao lugar, estavam espalhados por toda a varanda.
Alguns minutos depois, o encontrou com uma vassoura, ainda segurando uma risada.
_Você acha isso engraçado, não é ?
_Acho !
_Devia ficar de castigo junto com ele.
_Na casinha ? Acho que não vai dar certo.
Ela queria dizer que preferia aplicar o castigo dele em sua cama, mas ia parecer vulgar. Preferiu se calar, deixando sua mente fervilhar em pensamentos com a visão de sua calça social, marcando seu bumbum perfeito, assim como sua dianteira nada discreta.
O cão ia saindo sorrateiramente de sua casinha, mas ela o impediu.
_Volte já para onde estava, quer uma coleira no seu pescocinho, quer ?
Outro resmungo e ele voltou para o “castigo” !
Eles terminaram rapidamente, tudo voltou a ficar organizado do jeito que ela costumava deixar.
_Pronto, senhora ... mais alguma coisa ?
_Hum ... acho que ainda preciso de seus serviços ...
Ele a abraçou por trás, e a empurrou delicadamente para dentro, fechando a porta da cozinha.
_Hei … ainda não disse qual sua tarefa !
_É ? — Ele mordiscou sua orelha, depois sugou o lóbulo gentilmente. _E o que tem em mente ?
_Podemos limpar a casa !
_Podemos começar com a garagem …
Ela se virou rindo e socou seu peito.
_Grissom !
_Eu ??? E o que tem de errado em começar pela garagem ? Seria perfeito !
Ele a virou de frente no meio da sala de jantar, depois levantou seu corpo com facilidade pela cintura e a ajeitou sobre a mesa com tampo de madeira.
Sua cabeça foi parar em seu pescoço, ele abriu a boca e mordiscou de leve, depois sugou delicadamente seu ombro exposto. Sara se derreteu feito um a geleia.
Arrepios percorreram seu corpo ardente e ela o apertou com força, abraçando seu quadril com as longas pernas, ouvindo um gemido rouco bem próximo ao seu ouvido.
_Sara …
Grissom segurou seu rosto e beijou sua boca com suavidade , bem devagar, tomando completamente o que era seu, os lábios macios sabiam explorar deliciosamente cada parte que ela se deixava oferecer.
Foi um beijo longo e saboroso.
Ela segurou em sua nuca brincando com os pequenos cachos grisalhos, gemendo sensualmente, depois deslizou os dedos nos pelos sedosos de seu rosto arrancando uma pequena exclamação de dor.
_Ai !
_Aquele idiota machucou você.
Ele beijou seu dedos longos e sorriu.
_Tudo bem ...
Com habilidade ele a encaixou em seu corpo e rumou em direção ao quarto.
_Podemos usar a sua cama ?
_Ela é nossa cama, agora !
_Hum … é ?
_Huhum !
Eles caíram sobre o colchão macio, as mãos dele dentro da malha justa e canelada que ela usava, o estômago firme pressionando sua barriga lisa, seus centros ardentes se tocando.
Ele levantou a cabeça para encarar seus olhos marrons !
_Você é linda !
Ora, ora, ora … então era sobre beleza que ele ia falar ? E o que dizer dos olhos encantadores, a barba bem aparada que combinava perfeitamente com a imagem de homem sensual, o sorriso divino, e aquele cheiro que lhe invadia o fundo da mente, trazendo imagens iguais aquela, o gosto que nenhum outro jamais teve ! Isso era beleza, era encantamento !
_Gris … sou completamente sua !
“Deus do céu ! Como algum podia mexer com ele daquela maneira ? O que ela era ? Uma feiticeira com alto poder de sedução ?”
Ele estava entregue cada dia mais, nunca imaginou que um dia alguma coisa fosse mais importante que o seu trabalho !
_Eu preciso de você ... garota do FBI !
_E eu de você …. homem da ciência !
Ele sorriu antes de tomar sua boca mais uma vez, com um desespero que assustou até mesmo ele.
Suas roupas foram ao chão em segundos, e sem preliminares, ele a invadiu, batendo contra ela com tamanha urgência que não deixou margem para sequer se lembrar do mundo la fora.
_Oh ! Céus !
Ele a preenchia tão completamente que levava as lembranças de seus casos passados para tão distante que mal se lembrava de como era sua vida amorosa antes dele.
Ele levantou seu corpo, apoiando o peso nos braços fortes, para ganhar mais poder. Suas estocadas firmes chegavam até onde nenhum outro havia conseguido. A cama parecia tão frágil para suportar tamanho desejo.
As mãos bem feitas dela agarraram os músculos firmes e ela mordeu o lábio com força, controlando a vontade enorme que estava de gritar, o membro duro feito aço parecia querer dividi – la ao meio.
_Oh … Gris ! Eu estou ….
Juntos, eles se deixaram levar pela corrente poderosa do clímax.
De repente o som da campainha e eles ouviram os latidos assustados do cão.
Ele parou imediatamente, ofegante.
_Isso não está acontecendo !
As palavras dele saíram com dificuldade enquanto ela quase teve um ataque.
Ele saiu de dentro dela rolando para o lado.
_Quem pode ser uma hora dessas ? É madrugada, meu Deus !
A sensação era horrível, quando homens chegavam naquele estágio, tinham mais dificuldades de reagir que as mulheres.
Sara se levantou e vestiu seu robe aos pés da cama, apenas muitos segundos depois ele estava atrás dela, tentando vestir sua cueca e as calças com a pernas completamente trêmulas.
_Eu vou com você e não abra até sabermos quem é !
_Juro que não faço a mínima ideia.
_Saaaaraaaa !
Ela estacou no meio da sala e ele se chocou com ela, a amparando em seus braços para mantê – la em pé.
_Eu não acredito !!! É aquele idiota … — sara estava passada e muito nervosa.
_Vá acalmar Brat … eu atendo a porta. Isso já foi longe demais !
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