Notas iniciais
Um agradecimento especial à Joygrislide que recomendou esta fic.
Muito obrigada, de coração.
E não poso deixar de comentar mais uma vez dos reviews que tenho recebido.
São maravilhosos e não me cansam de me surpreender.
MINHAS FÉRIAS TERMINAM SEGUNDA FEIRA, PARA MINHA TRISTEZA, VOLTO AO TRABALHO NA TERÇA.
Até lá não terei terminado essa fic, mas com certeza farei o possível para postar os caps o mais rápido que puder !
Super beijo !

Ainda era muito cedo quando seus olhos se abriram lentamente.

Ela virou para o lado e o viu. O lençol cobrindo apenas sua cintura, estava de bruços e dormia profundamente.

Por um tempo, ela analisou seus braços abertos, suas costas, os ombros, as mãos esparramadas.

Aquilo tinha sido incrível.

O melhor sexo que já tivera em sua vida !

E se deu por vencida. Estava deliciosamente dolorida, suas entranhas sensíveis, havia marcas dele por todo seu corpo.

As lembranças vinham com força e ela começou a se sentir diferente, começou a perceber que estava ficando excitada.

Era impossível resistir à tentação de tocá – lo. E ela o fez, bem devagar, para não acordá -lo.

Comprovadamente, ele sabia o que fazer com uma mulher na cama !

Por onde andava aquele homem, meu Deus ?

Como é que uma mulher, em sua sã consciência deixaria um homem como aquele escapar ?

Ela se levantou, vestiu a camisa dele, e se sentou na poltrona, velando seu sono, que parecia mesmo profundo.

Ela precisava pensar, analisar a situação !

Sabia muitas coisas, bem mais que a maioria, mas naquele momento, se sentiu frustrada, sem repostas.

Ela sabia sobre teorias, sobre análises de comportamento, sobre muitas coisas do universo !

Sabia por exemplo, que a Terra, num passado remotíssimo, era tão concentrada que caberia na ponta de uma agulha, mas que, toda a matéria que existia no Universo, distribuída em 100 bilhões de galáxias, cada uma com mais de 100 bilhões de estrelas, como o Sol, foi resultado de uma explosão magnânima, chamada a Teoria do Big Bang !

Com todo seu conhecimento em cosmologia e astrofísica, a ciência do macrocosmo e do microcosmo, infinitamente grande e infinitamente pequeno, nessa ordem, ela não conseguia encontrar uma resposta plausível.

E era como se aquele fenômeno, além da imaginação, tivesse sido repetido naquele quarto.

Ela olhou para o seu livro e pensou em seu rancheiro.

_Você não teve isso com sua mulher misteriosa !

Se viu ali, sussurrando baixinho para um livro ! Deus, estava enlouquecendo !

Ela o apanhou, foi até a cozinha, aqueceu uma caneca de chocolate, e foi para a sala.

Precisava de mais algumas páginas, talvez o que havia acontecido ali, pudesse ter uma explicação, mesmo pequena, mas que a convencesse que era apenas uma junção de corpos que deram certo !

Apenas sexo !

E ele sabia como fazer ! Ele sabia como levar uma mulher à loucura !

Tinha que admitir, mais uma vez.

...

Enquanto banhava seus braços fortes, expostos pelas mangas enroladas, ele se pôs a pensar se alguém poderia estar à procura dela !

Ninguém aparecia do nada ! Sem palavras, sem memória, sem um resquício de lembrança !

Pendleton, circundou a cabana, sentindo cheiro de ovos e algum cozido que não conseguiu distinguir, mas saboroso o bastante para saber que estava com fome !

Estava vazia, apenas o vapor das panelas, espalhando calor.

Ele olhou através da janela, que precisava de um bom conserto ….”


Ela riu, ponto para ela, mais vez ! Trabalho adiantado. Sua “cabana” estava em perfeitas condições, nada avariado.


“ …. precisava de um bom conserto, e a viu.

Uma nesga de desespero atravessou seu coração. O astro rei ...”


_Que ridículo ! Por que não chamá- lo simplesmente de sol !


“ … O astro rei, lançava seus raios através dela, criando uma imagem irreal.

Ele passou as mãos pelos seus cabelos, imaginando – a sob seu corpo quente, ela era tão pequena … precisava de todo cuidado que pudesse ter, não sabia se estava preparado para tantas emoções, seu coração só conhecia a rudeza ...”


_Sara !

Ela deu um pulo no sofá, se assustando. Estava lendo em voz alta e não ouviu ele abrir a porta do quarto.

_Oh …

_O que está fazendo ?

Grissom esfregou a mão em sua barba e olhou para ela, com uma expressão de menino carente !

Seus cabelos estavam em desalinho, vestido apenas com suas calças, o cinto aberto, descalço e é claro, sem camisa.

Ela havia a tomado para si.

_Há quanto tempo esta aí ? — Ela escondeu o livro debaixo das almofadas, seria vergonhoso se ele a visse lendo aquela aberração literária !

_Há alguns minutos.

_Você .. me ouviu ?

_Não muito, acho que … ainda estou dormindo. Que horas são ?

Ele se inclinou e bebericou uma grande gole de seu chocolate.

Ela se aproximou dele, o abraçando.

_Ainda é muito cedo.

Seus braços em volta dela, pareciam casacos de inverno feitos sob medida. Seu cheiro era tão bom.

Grissom beijou o alto de sua cabeça.

_E o que está fazendo acordada … de madrugada !

_Perdi o sono, não quis te acordar. Vamos voltar para a cama.

_O que estava lendo ?

_Nada interessante.

Ela o empurrou pela porta adentro, não queria nem pensar se ele insistisse mesmo em saber o que era, depois continuou o trajeto para a cama, rindo de sua expressão sonolenta. Se deitou com ele, se aconchegando em seu peito.

De repente ela sentiu seus dedos tocando a pele de sua barriga, por baixo de sua camisa enorme.

_Não está com sono ?

_Não !

Aqueles carinhos estavam subindo à sua cabeça e lhe avisando que uma onda de excitação estava chegando.

Desta vez, ela deslizou sobre o corpo dele, mordendo seu peito com sensualidade e ouvindo um gemido rouco.

Sara levantou a cabeça e encarou seus olhos azuis.

“É a minha vez !”

Suas mãos despiram a calça dele, depois erguendo os braços, tirou a camisa que vestia, voltando a se encaixar sobre seu corpo.

Ela distribuiu muitos beijos pelo seu tórax, parando para brincar com sua boca, entre seus pelos macios e sedosos.

Outro gemido.

Sua boca desceu para seu quadril, e ele agarrou o lençol, o amassando.

_Oh !

Ela precisava saber se ele gostava daquele tipo de carinho, era sabido que, com certeza gostar de dar ! Restava saber se gostava de receber !

Ela mordeu os lábios, e viu ele engolir em seco !

Seus lábios passearam por cima de sua boxer e ele repetiu o gesto de agarrar o lençol, quando ela o tomou nas mãos.

Ela teve sua resposta assim que o acariciou com as unhas.

_Oh céus …

Ele fechou os olhos e respirou com dificuldade, depois acariciou seu rosto com o polegar, e ela decidiu que precisava fazer aquilo, era tentador demais.

Com bastante cuidado, deslizou seus lábios sobre ele, sentindo toda sua maciez aveludada, depois tomou parte dele para si, guardando em sua boca quente.

Ela trabalhou com a língua, sugou com delicadeza e o levou ao delírio.

Grissom se abandonou ás delícias daquelas carícias, e mais uma vez se lembrou de suas noites solitárias. Sua memória recente buscou alguns dias atrás e ele imaginou que aquilo era infinitamente melhor que sua imaginação.

Seus gemidos aumentaram quando ela também aumentou a pressão em torno dele.

_Sara …

Ela sorriu pra ele, estava no caminho certo.

Ele a puxou para seus braços, rolou com ela na cama, terminou de tirar a peça presa em suas coxas e a possuiu com força, ouvindo ela soltar um longo gemido, pedindo para ele não parar.

Suas bocas se uniram em um beijo e ele diminui o ritmo.

Bem devagar, entrava e saía a torturando mais uma vez.

Sua voz rouca pronunciava seu nome e ela quase foi à loucura.

Sara tomou a iniciativa de afastá – lo delicadamente de cima dela e se virou de lado.

Ele arqueou suas sobrancelhas, entendendo que ela gostava daquela posição.

Seria perfeita para ele, pelo seu tamanho extraordinário, assim ela ganharia mais conforto.

Grissom enterrou a cabeça em seu pescoço, o mordendo de leve, enquanto se insinuava dentro dela lentamente.

Seu corpo queimava e pedia por ele que, lhe dava as respostas certas.

Ela suspirou, era tanto prazer que se perdeu em seus delírios.

Até que ele, percebendo que ela logo chegaria, aumentou o ritmo, chegando ao êxtase logo depois, em sincronia com ela.

Suas mãos entrelaçadas se apertavam com força, potencializando o prazer.

Ele se segurou um pouco mais dentro dela, mordendo delicadamente seu ombro, a deliciando com a sensação inebriante.

Depois ele se ajeitou em seu colo, distribuindo pequenos beijos em seus seios.

Sua cabeça tombou sobre ela e suas mãos acariciam as laterais de seus quadris e coxa, prolongando a sensação de bem estar.

Por alguns minutos eles ficaram em silêncio ouvindo suas respisrações voltarem ao normal.

Sara encaixou suas costas em seu corpo e ele jogou uma de suas pernas sobre ela, beijando seus cabelos.

….......


Ela se sentou e o encarou, ajeitando seus cabelos, enquanto ele permaneceu de lado, com a cabeça apoiada em uma de suas mãos e com a outra, acariciando suas pernas lisas.

_Você tem pernas lindas ! — Ele a viu corar e sorriu.

_Está com fome, quer que lhe prepare um café ?

Ele precisava tomar seus medicamentos, mas pelo jeito, ainda era muito cedo.

_Vai me trazer café na cama ?

_Bem … vamos considerar que estamos no século dezoito e acabamos de ter nossa primeira noite. Você merece este prêmio !

_Como é ?

_Os maridos das cortes mais tradicionais, em meados de 1725, costumavam ter uma avaliação após … após … seus desempenhos. Eles tinham um número que era exposto em uma flâmula, no alto do castelo, afixadas por cavalheiros a pedido das esposas …

Ele olhava para ela como se quisesse soltar uma gargalhada a qualquer momento, seus lábios apertados, se espremendo para não sucumbir ao deslize. Que história ridícula !_ …. eles tinham um prêmio, avaliado pela maior quantidade de alimentos, como mel, frutas silvestres e vinhos, o que pudesse caber em seus cestos de cerâmica..

_Uma cesta de café da manhã !

_É … quase isso !

Desta vez ele não se segurou e soltou uma sonora gargalhada.

Ela o cutucou e se mostrou zangada.

_Não ria … Grissom !

_Sara… isso é assustador ! Você já imaginou um povoado inteiro, ciente de seu desempenho na cama, o que eles ganhavam com isso ?

_Quer deixar eu terminar ?

_Sim … senhora !

Ela o olhou com o canto dos olhos, aquilo era perigo iminente !

_Vou ignorar isso ! Eles eram avaliados dessa maneira. Os cestos eram trazidos pelos serviçais e deixados na porta do quarto de núpcias, usado somente para aquele propósito, escolhidos previamente pelas esposas. Os maridos, por sua vez, teriam mais de uma esposa. Quanto melhor o desempenho, maior o número de esposas.

_Interessante … mas se ela trapaceasse … e lhe desse uma nota insignificante apenas para não ter que dividi – lo ?

_Não … isso seria um orgulho para as mulheres, quanto mais esposas, mais benefícios. Elas ganhavam joias, poderes sobre as demais esposas, autonomia no castelo, maquiagens e perfumes trazidos da França. O que era considerado tesouros inestimáveis.

_Meu Deus !

_Não acreditou em uma palavra do que eu disse, não é ?

Ela se levantou rapidamente, vestiu de novo sua camisa e ouviu ele choramingar.

_Onde vai … espere … eu … acreditei.

_Não se mexa !

Ele arqueou suas sobrancelhas e em segundos ela voltava com um livro que mais parecia um antigo conto de fadas, ornado com uma capa aveludada em azul marinho e escrita com grandes letras douradas.

“Histórias Interessantes”

Ele tinha que concordar que aquilo era mesmo ridículo e caberia um título mais adequando. “Cultura Desnecessária”

Ele analisou o livro, estalou a língua e olhou para ela.

_Onde conseguiu uma “raridade” dessas ?

_No sótão.

_Quem morava aqui, um historiador ?

Ela tirou o livro de suas mãos e o deixou sobre a mesa de cabeceira.

_Chega de gracinhas.

_Não … Sara ! O que mais tem de interessante nele ?

_Vou preparar o café !

_Quer ajuda ? — Ele declarou, tombando sua cabeça de lado, graciosamente.

Mas ela não respondeu, bateu a porta e saiu.

Sorrindo, ela ligou a cafeteira, aqueceu o leite, preparou algumas torradas, frutas, mel, e em alguns minutos estava de volta ao quarto.

Ao abrir a porta com o ombro, ela se deparou com ele “tentando” ler alguma coisa naquele livro.

Seus olhos estavam apertados e com toda certeza, usava óculos para leitura.

_Tem algumas coisas interessantes aqui ! Algumas invenções, curiosidades …. _Ele olhou para ela e sorriu._Meu prêmio !

Ele arqueou uma de suas sobrancelhas e esticou o pescoço para ver o que tinha na bandeja.

_Parece uma “cesta” razoável.

Razoável ? Será que ele sabia o quanto era maravilhoso ?

Sara depositou a bandeja entre eles, se sentou dobrando as pernas, ajeitou seu cabelo atrás da orelha e declarou em alto e bom tom.

_A julgar por mim … teria quantas esposas quisesse, dezenas delas !