Time After Time
12 Your Love
Notas iniciais
O delicado toque dos dedos dele em sua pele e os beijos deixados em seu ombro descoberto a fizeram sorrir preguiçosamente, por alguns minutos tivera medo que a noite anterior fora apenas um sonho, mas não. Sam realmente estava ali.
Tinha que ligar para Emma e agradecê-la pela enorme ajuda, Sam lhe contou sobre sua conversa com a ruiva e que depois de muita consideração não aguentou esperar e depois de deixar os alunos em Ohio, pegou o primeiro voo para ir vê-la e enfim, ficarem juntos.
Ela estava extremamente feliz e queria gritar aos quatro ventos, mas também não podia deixar de se preocupar. Com a volta de Sam sua vida se complicara cem vezes mais. Como iria namorar Sam e Mason ao mesmo tempo? Tudo bem que um era falso namoro apenas para publicidade, mas como fazer sem magoar seu verdadeiro namorado?
‘Merda, merda, merda! Será que não posso ter uma folga de tantas complicações e drama?’
“O que foi babe?” Sam questionou vendo-a ficar seria e tensa. Virando de barriga para cima e puxando o lençol para cobrir seus seios, a morena sentou na cama e o loiro fez o mesmo.
“É o álbum e os produtores, eles meio que querem que eu faça algo para promover...” Ela se calou, sem coragem de continuar.
“E...?” Questionou Sam, não gostando nem um pouco do rumo dessa conversa.
“Por causa do dueto, para promover meu álbum e o filme, eles pretendem fazer a imprensa acreditar que eu e Mason estamos namorando.” Explicou mordendo o lábio inferior, algo que ela só fazia quando estava bastante nervosa.
“E isso significa que nosso namoro teria que ser escondido.” Ele completou pensativo, esperou alguns minutos a morena se roendo de apreensão e então sorriu. “Seria injusto e idiota caso eu tivesse algum problema com isso, você se sacrificou quando eu pedi para escondermos nosso relacionamento da Mercedes anos atrás, além disso,umas semanas de namoro escondido não fara mal, vai ser muito divertido.”
“Jura?” Rachel questionou surpresa e animada. “Você é o melhor namorado do mundo!” Exclamou, pulando em cima dele e o beijando por todo o rosto.
“Só me promete que isso não vai demorar muito.” Ele implorou, afastando-a um pouquinho para que pudesse encará-la nos olhos, e que lindos olhos.
“Prometo babe, vai acabar tão rápido que você não vai nem notar.” Ela respondeu e dessa vez foi Sam que a beijou.
i.
Rachel estava apreensiva, Sam pedira para ela lhe encontrar num lugar que nunca tinha ouvido falar antes e ela estava morrendo de curiosidade e muito empolgada, sentia-se como uma adolescente namorando escondido o garoto que seus pais não aprovavam.
Saiu com roupas discretas e o máximo de acessórios possível para esconder seu rosto completamente e impedir que os xeretas lhe reconhecessem e a seguissem. Entrou em seu carro o mais depressa possível e pediu que Alfred desse umas voltas aleatórias para despistar paparazzis que estivesse lhe seguindo, quando se certificaram que estavam sozinhos, seguiu para o endereço que Sam lhe passara.
Abriu a porta do galpão confusa e fechou com pressa antes que alguém que não devesse lhe encontrasse ali, o local estava completamente escuro e Sam não estava em lugar algum. Respirou fundo para manter a calma e foi andando entre as madeiras e outros entulhos que se acumularam ali durante o tempo que esteve abandonado. A pouca luz do sol que entrava era tão rala que ela não enxergava quase nada e por isso tropeçou na cadeira a sua frente, o objeto arrastando no chão parecia ter chamado outros sons e ela ouviu o som de passos de ratos caminhando e assustada, se preparou para correr de volta a rua e esperar Sam.
No momento em que se virou parte do local se iluminou. Pequenas estrelas iluminavam o teto e as paredes, fazendo-a se sentir no espaço sideral, e bem no meio do galpão, sentado numa cadeira com o violão em mãos estava Sam, sorrindo jocosamente.
Love is a verb
It ain't a thing
It's not something you hold
It's not something you scream
When you show me love,
I don't need your words
Yeah, love ain't a thing
Love is a verb
Love ain't a thing
Love is a verb
Se ela acreditava que não podia se apaixonar mais por Sam, estava completamente errada. O rosto relaxado, o convencido sorriso e a voz maravilhosa faziam seus olhos ficarem vidrados no homem, não querendo nem piscar para não perder um misero segundo dele.
Love ain't a crutch
It ain't an excuse
No, you can't get through love
On just a pile of IOU's
Love ain't a drug
Despite what you've heard
Yeah, love ain't a thing
Love is a verb
Love ain't a thing
Love is a verb
Sam lutava para segurar a risada desde que ela entrara no galpão, a expressão apavorada de alguém que preferia estar em qualquer lugar menos ali, os movimentos cuidadosos e o olhar preocupado, indo de um canto ao outro tinham sido trocados pela surpresa, agrado e por algo que ele não conseguia definir, mas que tinha certeza de que era bom.
So you gotta show, show, show me
Show, show, show me
Show, show, show, me
That love is a verb
You gotta show, show, show me
Show, show, show me
Show, show, show me
That love is a verb
Love ain't a thing
Love is a verb
Enquanto cantava, levantou-se da cadeira e foi se aproximando de Rachel. Ao final da canção estava a alguns palmos de distância e quase não conseguira largar o violão a tempo de segurar a pequena furiosa massa de cabelos castanhos que pulou em seu colo e não parava de bater e beija-lo ao mesmo tempo.
“Como... ousa... me... dar... um... susto... desse?” Ela brigava entre um beijo e um soco em seu peito. “Mas eu vou perdoá-lo porque foi tão adorável, as estrelas, a canção, você é tão fofo!”
“E você linda.” Sam respondeu, caminhando com a morena até o fundo do local. Enquanto organizava aquilo, encontrou um divã num estado razoável e aquela máquina de estrelas, coisas abandonadas possivelmente pelos donos do local. Limpou e arrumou os objetos assim como o canto que estava, estendeu um lençol que levara e ficou satisfeito que as estrelas iluminavam o bastante para deixar o local romântico.
Deitou Rachel no divã e ficou por cima da morena trilhando alguns beijos da boca até a clavícula onde deu algumas mordidinhas e um chupão, sua parte primitiva queria marca-la para deixar claro que ela era sua, mesmo que para os outros ela estava com outro.
Balançou a cabeça para espantar tais pensamentos e sorriu maliciosamente, hora de aproveitar o tempo que tinham.
ii.
Em Julho suas vidas estavam numa enorme correria.
Para Rachel, o filme finalmente tinha uma data de estréia e os trailers lançados atiçaram muitas pessoas que já estavam ansiosas para ver o produto final, fazendo com que divulgações e tapetes vermelhos requeressem que ela e Mason posassem juntos para fotos e entrevistas e se isso não bastasse, seu álbum estava completo e a estreia estava marcada para alguns dias ou seja, muitas divulgações as mais diversas horas do dia, tarde ou noite.
Para Sam, a escola finalmente terminara a completa reforma a que fora submetida e era hora de abrir para que no começo de Setembro começasse a receber seus primeiros alunos. Era um eufemismo dizer que ele estava nervoso, era apavorante saber que em logo iria ter o comando de uma escola de grande sucesso em suas mãos, mas para seu conforto Rachel estava sempre ali para acalmá-lo.
“Vai dar tudo certo Sam, ninguém é mais perfeito para esse cargo do que você, sua inteligência, amor pela arte e natureza gentil impedirão qualquer coisa de dar errado.” Afirmou, abraçando-o pelas costas já que ele estava de frente ao espelho do banheiro naquela manhã e ela acabara de acordar e fora o procurar. Soltando as mãos dela, ele se virou ficando frente a frente e encarando-a olho no olho perguntou.
“Realmente acha isso? Afinal eu não sou o Wil, muito menos o Finn...” De olhos arregalados, percebeu que tinha ido longe demais e já ia se desculpar, quando ela o interrompeu.
“Não se preocupe.” O assegurou sorrindo. “Você é o meu presente e futuro Sam, com você é o melhor lugar que eu poderia estar, e você é tão bom quando os dois, talvez até melhor afinal, foi treinado sua vida inteira por Will. Você vai arrasar meu amor, lembre-se: “O medo corta mais profundamente que as espadas.”” Citou uma frase de GoT, o antigo vicio de Sam e relaxou, vendo que ele não estava mais tenso e nervoso. “Agora que tal aproveitarmos o vazio desse edifício e irmos tomar banho de piscina?”
Por ser um prédio relativamente novo, a maioria dos apartamentos ainda estavam vazios, os poucos moradores que moravam ali estavam viajando e os que ficaram tiveram que deixar o prédio para a inspeção sanitária, devido à sabotagem que ela, Tina e Kitty fizeram, colocando algumas dezenas de ratos na recepção.
Os outros moradores só não precisavam saber que eram de estimação e vindos de um pet shop. Tudo para ela e Sam poderem poder ficar sozinhos sem incômodos.
Não resistindo aos olhos pidões e o biquinho, o loiro riu e concordou e sem delongas ela o puxou pela mão até a porta.
Desceram até a piscina do edifício e sorriram ao ver que as luzes da cidade iluminavam parcialmente o local e refletiam na água deixando-a ainda mais bela. A juventude parecia ter retornado e corria por seus corpos novamente fazendo-os se sentirem livres, já que suas vidas atualmente requeriam que tudo fosse bastante calculado.
Lentamente para provocar um ao outro retiraram suas roupas e foram nadar nus. Sam de graça espirrou água nela e depois de uma gostosa gargalhada, Rachel revidou pulando no loiro e tentando empurra-lo para embaixo da água. Ora nadavam em plena sincronia, ora brincam como crianças ou trocavam beijos dentro da água, o contato de suas peles arrepiando e revigorando-os.
Quando a madrugada bateu à porta e o frio tomou conta, Sam deixou a piscina pegando sua toalha e enrolando em sua cintura e fazendo o mesmo com Rachel que tinha todos os pelos de seu corpo arrepiados. O tecido molhado contornava sua silhueta magra e esbelta e não escondia os efeitos do frio em seu corpo, mais especificamente em seus seios e seus olhos esverdeados não desgrudavam do local, fazendo a morena rir.
“Vendo algo que você gosta Sammy boy?” Questionou a morena provocativamente.
“Sem a menor dúvida.” Ele não perdeu tempo.
“O mais rápido que conseguir me levar para o quarto, o mais rápido essa toalha sai.” Ela murmurou sedutora no ouvido de Sam e sorriu maliciosamente. Não precisou esperar muito, Sam passou os braços por sua cintura e pernas e a jogou sobre seu ombro praticamente correndo de volta para o elevador. Voltaram para o apartamento em tempo recorde e logo suas toalhas estavam descartadas no chão da sala de estar enquanto seus corpos aproveitavam um ao outro na cama.
iii.
A luz do sol entrando pelas cortinas de seda entreabertas acordou Rachel, naquela manhã. Sentou na cama e espreguiçou, tinha acordado bem disposta e num humor maravilhoso. Olhou para o lado e sorriu afeiçoadamente ao ver Sam ainda dormindo, o cheiro de seu perfume impregnando no travesseiro e lençol, os cabelos caindo um pouco nos olhos e a expressão relaxada.
Deixou-o dormindo e foi para a cozinha preparar algo para comerem, depois das atividades da noite anterior estava faminta e tinha certeza que Sam também estaria quando acordasse. Cortou algumas frutas, colocou a massa de panqueca para assar e pegou alguns ovos, depois de ligar a cafeteira. Enquanto os mexia, notou o loiro no batente da porta com uma expressão de sono, claramente acabara de acordar.
“Bom dia babe.” Cumprimentou com um sorriso. “Excitado com a grande estréia?”
Caminhando calmamente até a cadeira alta, sentou-se enquanto se espreguiçava e liberava um bocejo.
“Excitado e assustado, para falar a verdade.” Respondeu sinceramente.
Terminando os ovos, colocou-os num prato e caminhou até a bancada deixando a comida e se aproximando do namorado e subindo no colo dele, dando um demorado beijo em seus lábios. Passando cada perna por um lado do homem, podia sentir a pele dele por entre as aberturas do roupão e ela amava aquela sensação.
“Que tal nós livrarmos dessa tensão?” Indagou Rachel sutilmente.
“Eu sou o rei no mundo!” Exclamou Sam dramaticamente, imitando Leonardo DiCaprio e levando a mulher até o sofá da sala de estar onde ficariam mais confortáveis.
iv.
O auditório da escola estava decorada com perfumadas flores brancas, lustres gigantescos alugados especialmente para a ocasião e diversos panos vermelhos cobriam o palco simbolizando a cor do William Schuester Arts School.
Sam estava na futura sala do coral, com alguns ex-colegas como Kitty, Artie, Rachel, Tina e seu ex-aluno Mason, mas seus olhos não deixavam sua namorada vestida num longo e lindo vestido preto, com um enorme corte da perna direita, que ele apreciava e muito. Kitty usava um lindo vestido branco decotado e Tina em um vermelho da última coleção da Prada. Já os homens revezavam em ternos que variavam do azul marinho para o vermelho vinho.
Espalhados pela sala Artie e Rachel conversavam algo sobre o filme, Tina e Kitty conversavam animadamente sobre as últimas fofocas de Hollywood e ele e Mason estavam próximos dos instrumentos dedilhando notas nos violões que pertenceriam à futura banda do glee club.
“Você é um cara de sorte.” Mason falou timidamente enquanto com a cabeça apontava para a escola e depois para Rachel no canto da sala. “Fico feliz que tudo esteja dando certo para vocês dois.”
“Obrigada cara.” Agradeceu. Em seu bolso sentiu o celular vibrar e ao visualizar, viu que era uma mensagem de Emma. Ela pedia desculpas por sua ausência na estréia da escola, mas estava extremamente ocupada com os afazeres da escola e não podia deixar, mas desejava toda a sorte do mundo para ele.
Ele sabia que era uma meia verdade, por mais que estivesse ocupada não seria o suficiente para impedi-la de ir e sim seu luto pelo marido, mas não a culpou. Se fosse consigo não tinha ideia de como iria agir, guardou o celular e se virou para os amigos.
“Acho melhor a gente ir indo.”
“Que a sorte esteja ao seu favor.” Rachel sussurrou em seu ouvido ao passar por ele quando estava saindo da sala, numa imitação de Effie Trinket. Depois de se certificarem de que estavam sozinhos, Sam a beijou demoradamente e murmurou um “Volto já.”, enquanto seguiam em rumos separados.
~~
O prefeito Robert Brown, um homem baixo e redondo, com um enorme bigode e quase nenhum cabelo, discursava algo clichê sobre as artes, enquanto ao seu lado Sam tentava não transparecer a tensão que estava. Ou o fato de não ter prestado atenção alguma ao que o homem falara.
“E é por isso que as Artes são importantes, elas nos libertam, são a expressão da nossa alma, e não podemos deixar isso acabar, assim sendo, estou oficialmente abrindo a William Schuester School of Arts.” Em meio a ovação de aplausos, Robert cortou a faixa vermelha com uma enorme tesoura dourada, os pedaços de tecido caindo levemente sobre o palco onde rapidamente foram varridos pela faxineira. Então continuou. “Quero agora chamar aqui, uma grande mulher, que participou de uma escola como essa e conquistou seus sonhos, a ganhadora do Tony Awards, Srta. Rachel Berry!”
Após levantar da cadeira, ajeitou seu vestido e elegantemente caminhou até o palco ao som dos aplausos. A platéia era composta basicamente de professores, diretores de escolas da região e pais e alunos da futura escola e a imprensa.
“Obrigado pelo carinho pessoal, quando eu estava andando pelos corredores dessa escola, eu me lembrava da minha adolescência no McKinley, e nossa experiência com o Glee Club” Ela acena para os antigos companheiros e sorriu com a lembrança. “Nós éramos chamados de perdedores, mas nunca desistimos, e no final conseguimos mostrar para as pessoas que nos ofendiam que sim, nós podemos ser bem-sucedidos seguindo esse caminho, seguindo seus sonhos, independente de quais forem, quando voltei ao colégio depois de uma fase ruim e vi que o Glee Club tinha sido removido da grade, eu batalhei para colocá-lo de volta na vida desses adolescentes, pois sei como foi necessário para mim e como é necessário para todos os estudantes, e hoje estamos aqui, na abertura de mais uma escola de Artes, e estou extremamente animada por estar presente aqui. Agora vou passar a palavra ao diretor dessa Instituição, Sr. Evans” Rachel entregou o microfone a Sam, e o desejou boa sorte baixinho com um olhar fatal.
Os privilégios de estarem namorando às escondidas eram que cada momento era extremamente perigoso e excitante, e eles aproveitavam ao máximo. Um pouco desajeitado e bem nervoso, o loiro pega o microfone e sorri.
“Obrigado Srta. Berry, você sempre é bem vinda nessa escola, quando Will me chamou para vir a LA, eu nunca pensei que seria convidado para ser o diretor da escola, eu pensava que somente viria acertar os termos da quando Will me chamou para vir a LA, e quando a Sra. Schuester disse que era a vontade do seu falecido marido eu ser o diretor da Instituição, eu não pude recusar, porque acima de tudo, Will era meu amigo, meu tutor, meu guia e eu tinha que honrar a ultima vontade dele. Sendo assim, estou muito empolgado para começar o trabalho, e que podemos inspirar juntos novas gerações de artistas.” Sam agradeceu os aplausos, embora só enxergasse Rachel no meio da multidão, o aplaudindo orgulhosamente. Disfarçadamente piscou para ela enquanto devolveu o microfone ao prefeito para fazer as considerações finais.
~~
Atrás das cortinas, Sam andava de um lado para o outro nervoso. Aquela seria a primeira performance naquele auditório e precisava ser perfeita, tinha mudado a música durante a mágica noite que tivera com Rachel e era especialmente para ela que cantaria.
Sorriu ao notar que aquela obsessão com perfeição vinha de sua convivência com a morena, uma perfeccionista nata.
“E com vocês, o diretor Samuel Evans!” O prefeito exclamou, descendo do palco para dar lugar ao loiro.
As cortinas se abriram e uma spotlight centrou no loiro, com o violão já em mãos e o microfone sem fio posicionado em seu rosto.
“Essa música é de um dos meus músicos preferidos, e é dedicada ao verdadeiro amor.” Olhou de soslaio para Rachel, sentada na primeira fileira, ao lado da primeira dama e Mason, ignorou o fato de estarem de mãos dadas e focou no vermelho que tomara conta de seu rosto.
We got the afternoon
You got this room for two
One thing I've left to do
Discover me
Discovering you
One mile to every inch of
Your skin like porcelain
One pair of candy lips and
Your bubblegum tongue
Lembrava-se do cheiro de seu corpo, sua mão contornando a silhueta dela, começando pelas pernas e subindo até a cintura, o tórax e enfim o pescoço, onde gostava de tirar seu tempo até subir para sua boca carnuda.
And if you want love
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile
Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Your body is a wonderland
Seus olhos castanhos, sua boca, o nariz a principio desproporcional, mas tão característico dela, seus cabelos naturalmente cacheados. Tudo vinha à tona em seus pensamentos e ele continuava a cantar, de soslaio olhando-a nos olhos, já que infelizmente não podia chamar atenção indevida.
Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it
You want love?
We'll make it
Swim in a deep sea
Of blankets
Take all your big plans
And break 'em
This is bound to be awhile
Your body is a wonderland
Your body is a wonder (I'll use my hands)
Yourbody is a wonderland
Terminou a canção sorrindo para Rachel. Sentia-se nas nuvens. A plateia inteira o ovacionava, mas tinha impressão de que sua baixinha gritava mais alto que todos. Tinha sido um sucesso e não havia dúvidas, apenas esperava que Will estivesse orgulhoso dele. Ainda ao som dos aplausos, Rachel e Tina discretamente deixaram seus lugares e caminharam para o palco, combinaram de fazer uma apresentação, afinal eram estrelas e quanto mais atenção chamassem para a escola, melhor.
Posicionando-se no palco como muitas vezes antes, começou a falar ao público.
“Essa música é Beeeem Old School, mas é uma de minhas favoritas e um verdadeiro hino para nós mulheres.”
Rachel / Tina / Juntas
I come home in the morning light
My mother says when you're gonna live your life right
Oh mother dear we're not the fortunate ones
And girls they wanna have fun
Oh girls just wanna havefun
Uma segunda spotlight se acendeu e passou a focar em Tina, que caminhou em direção à Rachel e juntas cantaram e uníssono.
The phone rings in the middle of the night
My father yells what you're gonna do with your life
Oh daddy dear you know you're still number one
But girls they wanna have fun
Oh girls just wanna have..
That's all they really want
Some fun
When the working day is done
Oh girls... they wanna have fun
Oh girls just wanna havefun
Enquanto cantava, seus olhos sempre pairavam em Sam e mesmo que algumas vezes tivesse que ir para Mason, sempre voltavam para quem queria, cantava sobre se divertir e o professor sorria dublando-a e dançando de sua forma divertida e engraçada, mas nas raras vezes que seus olhos se encontravam, uma mini explosão de química ocorriam, mais forte que seus próprios corpos.
Some boys take a beautiful girl
And hide her away from the rest of the world
I wanna be the one to walk in the sun
Oh girls they wanna have fun
Oh girls just wanna have
Wanna have fun
Girls wanna have...
They just wanna.... (girls)
They just wanna.... (girls just wanna have fun)
They just wanna have fun...
Ao final a plateia foi à loucura, enquanto a dupla finalizou a musica magistralmente a canção. Conforme a música ia passando, o loiro foi notando a malicia nos olhos castanhos que com o desejo se tornavam quase pretos, Rachel era tão sexy e somente sua. Era definitivamente o filho da puta mais sortudo do mundo.
Algumas apresentações depois e o jantar de abertura, o casal finalmente conseguira escapar do amontoado de gente, o que era um alivio, já que não podiam demonstrar afeto nenhum em público e Rachel estava o tempo todo ao lado de Mason.
Caminharam até o telhado da escola, Sam sabia que a morena sempre teve uma fascinação por estrelas de todo o tipo e já sabia todas as constelações de cor e salteado, e mesmo que com as luzes da cidade não dava para ver todas, era o bastante para agrada-la. Encostada no parapeito do telhado, ela as apontava e informava seus nomes para o loiro, que não prestava atenção no céu, mas sim na estrela mais brilhante ao seu lado.
“Aquela ali é a Cisne, a outra é Pegasus, e essa aqui é Hércules...” Informou Rachel, mas ao desviar o olhar para Sam, não segurou a risada ao vê-lo flexionando os músculos imitando a posição do herói grego.
Uma brisa gelada soprou e a morena esfregou os braços para manter o calor. Notando o desconforto dela, Sam chegou perto e a envolveu num abraço caloroso. Ficaram naquela posição por um tempo, refletindo sobre nada além da gratidão de estarem juntos e livres de problemas.
Virando-se até ficar frente a frente com ele, Rachel ficou na ponta dos pés e o beijou intensamente. Aos poucos fora deslizando pelo parapeito até estarem deitados no chão.
“Babe não, você vai sujar seu vesti...” Sam tentou alertar em meio aos beijos ofegantes da amada.
“Eu não ligo para esse vestido Sam.” Respondeu, beijando o novamente. Tateou a lateral do pano até encontrar o zíper e o abriu deixando claro o que queria naquele momento. Estavam sozinhos e ninguém viria procura-los, além disso, estava se sentindo um pouco aventureira e queria aproveitar.
“Você tem certeza?” Ele questionou preocupado.
“Sou inteiramente sua.” Respondeu sensualmente, mordendo o lábio inferior dele e puxando.
~~
Naquela manhã acordara com bastante frio e por mais que tateasse, não conseguia encontrar seu cobertor. Além disso, o sol batia em seu rosto fazendo-a despertar confusa. Sentou-se e olhou em volta por vários minutos até se lembrar de onde estava. Haviam dormido no telhado e olhando acima do parapeito notou o vento forte, que chegava a balançar as árvores fortemente.
Voltou a se abaixar ao notar o estado de nudez que estava e pegou suas roupas espalhadas pelo chão, vestindo ligeiramente. Cutucou Sam e o fez se vestir rapidamente, juntos deixaram o telhado com cuidado. Não podia correr o risco de ser flagrada naquela situação, era uma estrela de Hollywood em ascensão, não podia ter uma manchete comprometedora agora.
Infelizmente para eles, mal sabiam que um paparazzi estava escondido a alguns metros da entrada do colégio e fotografara tudo.
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