Time After Time
6 Thinking of me, Thinking of you
Notas iniciais
I can see you now in shades of grey, Our memory fading…
“Está bom ou gravamos de novo?” Rachel questionou enquanto ouviam a demo que haviam gravado, era de baixa qualidade e uma versão acústica, mas era o que dava para fazer no momento.
“Rachel, melhor não tem como ficar. Você arrastou nessa música!” Mason elogiou passando os braços pela cintura da morena e puxando-a para seu colo.
“Nós arrasamos nessa música, não é a toa que é um dueto!” Rachel o corrigiu, dando um selinho no rapaz. “Mais tarde eu vou passar no estúdio e mostrar para o meu produtor e já quero marcar para gravar um demo lá o quanto antes.”
“Mas e se eles não gostarem?” Mason questionou preocupado. Uma coisa era os dois gostarem, outra bem diferente era um produtor musical com grande experiência no ramo.
“Duvido muito Mazz, nosso dueto tem tudo para dar certo e eu o quero no meu álbum de qualquer forma, sou alguém que recuso a ouvir um não.” Rachel explicou usando o apelido que tinha dado para o rapaz.
“Eu já te falei o quanto você é maravilhosa?”
“Não hoje.”
“Então ao invés de falar, vou te mostrar.” Mason respondeu aproximando seus lábios e beijando-a ardentemente. Não perdeu tempo e começou a subir sua mão pelo plano estômago e quando se aproximava do seio direito dela, foi surpreendido pelo barulhento toque do celular de Rachel.
Popular! You're gonna be popular! I'll teach you the proper poise, When you talk to boys…
Nem teve tempo para dizer qualquer coisa, Rachel praticamente pulou de seu colo e correu na direção do aparelho que carregava do outro lado da sala.
“Kurt!” Ela praticamente gritou animada e surpresa, tirou o aparelho do carregador e voltou para o colo de Mason, colocando a chamada no viva-voz. “Que saudades de vocês, quando vão vir me visitar?”
“Se tudo der certo, esse final de semana!” Kurt contou afastando o celular do ouvido quando a morena soltou um gritinho, teve a impressão de ouvir uma voz masculina ao fundo, mas ignorou achando que fosse algo de sua mente. “E também estamos com saudades de você, Audrey não para de falar o quanto sente sua falta.”
“Eu sinto falta da minha bonequinha também, não ouse vir sem trazê-la, Blaine também!”
“Vamos todos, Blaine tirou alguns dias do musical e eu... bem eu vou à trabalho. Inclusive é um dos motivos que te liguei, esse ano vou ajudar a Anna Wintour com o Vogue Fashion FundEvent e você está mais do que convidada para ir.” Kurt explicou. Depois de se formar em NYADA, ele acabou seguindo a carreira de estilista e depois que Isabelle se demitiu, não agüentando a pressão de dizer inúmeros nãos, foi convidado a assumir o posto dela. Com o passar dos anos foi sendo promovido e agora comandava a sede da Vogue em NY. “Eu só liguei pra te avisar mesmo, agora tenho que correr e concertar a merda que meu último estagiário fez.”
“Kurt, pegue leve com o coitado, você já foi estagiário também.”
“E não cheguei a onde estou com as pessoas pegando leve, mas tomarei o cuidado para não arrancar a cabeça do idiota. Se cuida diva e eu te ligo quando estivermos indo.”
“Você também, manda um beijo para o meu bebê e pro Blaine.” Se despediram e a Berry encerrou a chamada.
“Então eles vão vir... Você vai contar sobre a gente?” Mason questionou curioso. Exceto Kitty que sabia que eles estavam juntos apenas pelo sexo e conforto, todo o resto acreditava que eles estavam namorando.
“Deixe-os pensarem como todo mundo, evita perguntas desnecessárias e lições de moral.” Rachel deu de ombros. “Então onde estávamos?”
Sorrindo maliciosamente, Mason começou a beija-la no pescoço até ser interrompido por uma sorridente Rachel.
“Não mente poluída, eu me referia ao dueto. Vamos ensaiar!”
i.
De óculos escuros, boné dosgiants, all star, calça jeans e moletom, Rachel esperava seus amigos no desembarque do aeroporto. Não queria chamar atenção para si, já que desde a semana passada em que foram divulgadas mais noticias sobre o filme e seu álbum, alguns paparazzis começaram a segui-la.
Acenou para Kurt e Blaine e se segurou para não pegar Audrey. Com a ajuda de Alfred, o casal pegou as malas e seguiram para a entrada. Foi uma enxurrada de flashes, mas como o carro estava próximo, logo entraram no automóvel e foram embora.
Na segurança do carro foi que enfim se cumprimentaram e Rachel aproveitou para salpicar Audrey de beijos, estava acostumada a vê-la quase todos os dias e ficar longe dela estava sendo uma tortura. Colocou a pequena de volta na cadeirinha junto com sua boneca Anna, do filme Frozen e ficou conversando com os amigos.
No apartamento foi que relaxaram, Kurt e Blaine ficariam três dias em LA e a morena insistiu que ao invés de gastarem com hotel
desnecessário, ficassem com ela. Mason ficaria os três dias dormindo com ela e o casal no quarto dele e Audrey ficaria no próprio quarto, que Rachel tinha arrumado para a filha. Em NY tinham a rotina de alguns finais de semana ou menos um dia na semana, a pequena iria ficar com a mãe e Jesse na época, e agora não seria diferente. Apesar de que decidiram que as estadias ficariam mais para frente, quando a pequena fosse um pouco mais velha.
“Vocês aceitam algo?” Rachel perguntou entrando na cozinha e pegando iogurte e sua tigela de frutas, pegou também as garrafas de água que os homens pediram e voltou para a sala. Entregou a água para os Hummel-Anderson e sentou ao lado de Audrey no chão, entregando o iogurte e uma colher e comendo suas frutas, Rachel estava numa dieta
balanceada e tinha que comer de três em três horas, entre as principais refeições gostava de comer frutas ou tomar iogurte. Enquanto mordiscava um pedaço de manga, deu para Audrey um pedaço de maçã, a pequena graças a Deus preferia comer coisas saudáveis como ela, ao invés da preferencia de Blaine por doces e fastfood.
Blaine contou que tinha trocado de musical pela milésima vez aquele mês e agora fazia parte do elenco de A Família Addams, como Pugsley Addams, já Kurt ficou com a parte interessante: as fofocas.
“A atriz de Wicked está grávida do ator de Chicago, enquanto namorava o diretor de A Chorus Line e quando explodiu a noticia, foi o maior barraco com direito a briga. E o Tevye de Fiddler on the Roof está dando ataques de estrelismo e ninguém mais aguenta.” Kurt fez uma pausa e trocou olhos preocupados com o marido. Observando os amigos, Rachel rolou os olhos sabendo do que se tratava.
“Vocês podem me contar, eu não vou começar a chorar ou algo do tipo se mencionarem o Jesse.”
“Ele foi afastado da direção de Jane Austen Sings! em Chicago por estar distraído e quando explodiu com as figurantes por erro mínimo, foi a gota d’agua. Ele está sem nenhuma direção, e eu sei que ele é a última coisa que você quer ouvir, mas a situação do coitado é deplorável...”
“Isso vai soar grosseiro, mas... Jesse não é mais problema meu. E eu imagino o quão triste é, mas a separação iria acontecer de uma forma ou de outra, meu casamento desmoronava a cada dia e eu era a única tentando concertá-lo. Agora é minha vez de seguir em frente.”
“Falando em seguir em frente, eu ouvi sobre um certo alguém estar aquecendo sua cama.” Kurt insinuou maliciosamente.
“Kitty!” Rachel falou irritada, mas foi interrompida por Blaine.
“Na verdade, Tina, mas vamos ao que interessa. De onde surgiu Machel? Quase não acreditei quando ela contou.” Ao seu lado Kurt acenou.
“Foi algo surpreendente, estávamos compondo ao piano e num piscar de olhos, ele me beijou...” Rachel explicou, tentando suprir as lembranças de seu primeiro beijo com Sam. Bizarramente, ambos tinham sido bem parecidos.
“Diva, você não precisa se explicar, eu só quero saber, você está feliz?” Kurt perguntou.
“Eu estou menos solitária, Mason me entende. Ele sabe quando eu tenho meus momentos e sabe como lidar com eles, é definitivamente melhor e por enquanto, eu vou deixar vida seguir o curso e o que for pra ser, será.” Rachel deu de ombros. Era difícil explicar sem entrar em detalhes sobre seu ‘relacionamento’ e Sam.
“E como é contracenar com o maior gostoso de Hollywood?” Blaine perguntou, mudando de assunto antes que o clima ficasse melancólico.
“Brian Morley é um amor de pessoa, simpático, adorável, realmente gostoso e principalmente, um grande amigo.” Rachel falou sinceramente. “Além de ser o completo oposto do que as revistas falam dele, não entendo como podem criar que ele é um insuportável de se trabalhar junto, quando na verdade ele é tão fácil para ter química.”
“Eu estou com ciúmes. Como assim ‘um grande amigo’?” Kurt questionou fingindo indignação, a qual ela retribuiu com um enorme sorriso e uma gostosa gargalhada. Depois de certificar que Kurt sempre seria seu melhor amigo e sua posição não estava sendo ameaça pelo galã de Hollywood, voltaram a fofocar, dessa vez sobre Harmony, já que a judia contara de seu encontro com a garota.
“Com cuidado Audrey, ela não é um brinquedo.” Blaine repreendeu a pequena. Audrey conseguira agarrar Elphaba quando a gata veio cheirar a visitante e a a menina apertava o pobre animal igual apertava seus brinquedos, soltando gargalhadas.
Rachel não pode se impedir de observa-la, seus cachos castanhos que balançavam enquanto ela brincava com a felina, sua pele esbranquiçada e olhos azuis que demonstravam claramente quem era seu pai, o formato do rosto, tamanho do nariz e boca idênticos ao seu. E toda vez que a via, se perguntava quando teria um filho, seu instinto materno ansiava por isso.
Saiu de seus devaneios quando o interfone tocou, era o porteiro avisando que Sam Evans estava ali para sua surpresa, ele era a última pessoa que imaginava lhe visitando. Mesmo assim mandou que deixasse o subir.
Abriu a porta e deu espaço para um receoso Sam entrar. Cumprimentaram-se rápido, já que o clima entre os dois estava estranho depois do que acontecera no restaurante e seguiram para a sala.
“Sam!” Blaine falou surpreso, se levantando do sofá e abraçando o amigo. Tinha contado para o loiro que iria para LA, mas não esperava que ele fosse aparecer.
“Ei Blaine, ei Kurt.” Cumprimentou o homem. Abaixou-se e brincou com Audrey comentando o quão grande ela estava já que a última vez que tinha visto a, ela tinha um ano e ainda estava engatinhando. “Então Blaine, se você não tiver ocupado, eu poderia usar de uma ajuda com os assuntos da escola, o que acha?”
“Cara, seria um prazer!” Respondeu o homem animado.
“Papai.” Audrey chamou indo até o homem e apontou para sua frauda, sinal de que precisava ser trocada. Rachel apontou para o quarto e observou quando ambos os homens seguiram pelo corredor. Blaine iria trocar de roupa e Kurt a frauda.
“Apartamento maneiro.” Sam comentou, sentando no sofá, mas ficando tenso ao ver Rachel sentar ao seu lado.
“Sam relaxa, eu não vou te atacar, não precisava ficar ass...” A morena tentou se explicar, mas foi interrompida.
“Você ultrapassou todos os limites ontem na frente de todos e não vai tentar enquanto nós dois estamos sozinhos? Vou fingir que acredito. Rachel, o que você fez ontem foi errado, Scarlett é a mulher que eu amo. Você é meu passado, ela meu futuro e presente. Não vou largar ela só porque você ficou disponível de novo, não é assim que as coisas funcionam. Além disso, nós estamos noivos e pretendo cas...”
“Sam...” Rachel o interrompeu, cansada do sermão. “Você pode negar o quanto for, mas é a mim que você ama. Eu não tinha certeza, mas depois de ontem, ficou claro, cristalino feito água! Eu vi com meus próprios olhos, você só está se enganando e levando uma mentira pra frente.”
Sam abriu a boca para revidar, mas perdeu todas as palavras quando encontrou os olhos castanhos de Rachel. Estavam próximos o suficiente para sentir o ar quente da respiração um do outro, seus lábios estavam quase se tocando, até ouviram o casal de amigos e Audrey voltando para a sala. Sam praticamente pulou do sofá e arrastou Blaine para fora do apartamento, gritando um rápido adeus para Kurt.
“O que houve?” O Hummel questionou confuso.
“Não tenho ideia.” Rachel mentiu, encarando a porta por onde o loiro tinha passado. Tão distraída não viu o olhar suspeito de Kurt.
‘Tem caroço nesse angu e eu vou descobrir o que é.’ Pensou o homem.
ii.
Enquanto dirigia, Sam não conseguia parar de pensar sobre sua escolha.
De cinquenta escolas, tinha diminuído para três e naquele dia tinha que decidir qual prédio seria a nova William McKinley, Escola de Artes de Los Angeles. Na primeira escola, ele e Blaine quase nem conseguiram entrar. O diretor rabugento os recepcionou incrivelmente mal e a escola parecia um local abandonado por Deus. Incrivelmente suja e com algumas estruturas que pareciam que iriam cair a qualquer momento.
Teriam um trabalho do caralho para concertar as estruturas rachadas e as manchas de umidade. Caminharam para o auditório, onde fariam uma apresentação para os alunos torcendo que pelo menos eles fossem mais receptivos. Mais da metade das cadeias ficaram vazias e os que estavam presentes não tinham uma cara amigável.
“Bom dia alunos, eu e meu amigo temos uma apresentação surpresa para vocês, espero que gostem.”
Blaine / Sam
I'm hurting baby, I'm broken down
I need your loving, loving
I need it now
When I'm without you
I'm something weak
You got me begging, begging
I'm on my knees
I don't wanna be needing your love
I just wanna be deep in your love
And it's killing me when you're away
Ooh baby, cause I really don't care where you are
I just wanna be there where you are
And I gotta get one little taste
Os dois nem tiveram a oportunidade de chegar no refrão, pois bolinhas de papeis e chicletes mascados estavam sendo jogados em suas direções.
“Parem de cantar música velha.” Alguns alunos gritaram, enquanto Sam desviava de um fedorento tênis.
“Velhos cafonas.” Dessa vez uma garota gritou, Sam trocou olhares com Blaine em minutos estavam correndo por suas vidas, enquanto uma massa furiosa de alunos os perseguia, jogando o que tivessem nas mãos. Na segurança do carro e quando estavam longe do prédio foi que se olharam rindo da estranha sensação de nostalgia.
“Quase me senti de volta ao McKinley.” Blaine comentou, enquanto apontava para onde deveriam ir.
“Não deveriam ser mais receptivos na cidade do entretenimento?” Sam questionou surpreso com tamanha ignorância.
A segunda escola tinha sido pior, quando começaram a cantar Animals, também do Maroon 5, uma cozinheira atirou certeiramente um tomate na cara de Sam enquanto gritava obscenidades.
“Por isso votei da Sua Sylvester para presidente, ela tinha que acabar com essa corja de artistas vagabundos que deturbam Los Angeles.” Gritou outra cozinheira. As duas mulheres, junto com o louco do diretor e uma multidão de alunos perseguiram os dois homens. Sam quase teve um infarto ao notar que estavam sentados no banco de couro de seu carro cobertos de tomate e outras frutas podres que a servente distribuiu aos alunos, mas era isso ou a morte.
Passaram numa loja de departamento para comprar algumas roupas novas e se limparam o máximo que deu e se entupiram de perfume para cobrir o cheiro.
Na terceira escola, entraram com cautela. Sam estava exausto e Blaine com uma terrível dor de cabeça, não teriam paciência para aturar mais gente mal educada. Mas ali, diferente das duas outras, foram extremamente bem recebidos pela diretora, uma agradável senhora que mostrou alegremente todas as acomodações do local.
Essa escola estava bem conservada e apenas um ou outro retoque na pintura ou acrescentar um isolante acústico nas salas que formariam os corais, era o que precisava. Sem sombra de dúvidas, essa era a escolhida.
O auditório foi só a confirmação da escola.
Blaine / Sam / Juntos
I miss the taste of a sweeter life
I miss the conversation
I’m searching for a song tonight
I’m changing all of the stations
I like to think that we had it all
We drew a map to a better place
But on that road I took a fall
So, baby, why did you run away?
I was there for you
In your darkest times
I was there for you
In your darkest nights
But I wonder where were you
When I was at my worst
Down on my knees
And you said you had my back
So I wonder where were you
When all the roads you took came back to me
So I’m following the map that leads to you
The map that leads to you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, following to you
The map that leads to you
Ain't nothing I can do
The map that leads to you
Following, following, following
Junto com eles, a maioria dos alunos cantavam junto, alguns apenas curtiam e outros ficam na deles, provavelmente não gostavam ou não conheciam a música, mas tinham a educação de respeitar os cantores.
Não demoraram muito, afinal os alunos ainda tinham aulas e não queriam atrapalhar, repetiram o refrão mais uma vez e terminaram, agradecendo a oportunidade a adorável diretora e foram embora.
Exaustos chegaram ao hotel que Sam estava hospedado, Scarlett tinha ido para a piscina pegar uma cor e disse que só voltaria no final do dia. O loiro abriu a garrafa de uísque e ofereceu ao amigo, ambos tomando em um só gole.
“Nem minha rotina na Broadway cansa tanto quanto hoje.” Blaine desabafou, se servindo de outra dose.
“Estou tão acostumado com a paz do McKinley, que até esqueço que um dia lá era exatamente assim.” Riu Sam. Ficaram conversando sobre as loucuras do dia até o celular do loiro tocar, Will estava curioso para saber como as visitas tinham ido, já que recebera um email de uma das escolas avisando que nenhum deles voltasse a pisar no local. Sam explicou todos os acontecimentos e deixou claro que a terceira seria o local perfeito. Despediram-se rapidamente e caminhou para a cama, jogando-se e suspirando de alivio.
“Como vai o namoro?” Blaine perguntou curioso.
“Noivado na verdade, mas...” Antes que pudesse continuar, foi interrompido pelo amigo.
“Você ama outra pessoa.”
“Não!” Sam respondeu rápido demais, cruzando os braços e fechando a cara.
“Cara, eu te vi com a Rachel mais cedo, tinha tanta tensão sexual ali que pensei que Rachel fosse sair grávida.” Blaine brincou, mas voltou a ficar sério quando viu que Sam não tinha gostado. “Você gosta dela.”
“Eu amo a Scarlett.” Sam insistiu indignado. Por que todos queriam dizer como ele se sentia ou não?
“Sam, eu te conheço lembra? Somos melhores amigos! Você nunca superou a Rachel, é tão óbvio quanto à luz do dia.” Ele se levantou da cama ajeitando a roupa e caminhando para a porta. “Pense nisso. Eu tenho que ir, até mais cara.”
“Porra Blaine...” Sam murmurou colocando as mãos no rosto.
Era óbvio que seu amigo estava errado, ele não amava Rachel. Ela estava em seu passado, quem ele realmente amava era Scarlett, ou era isso que queria acreditar?
“Tão típico desse pau no cu, me solta uma bomba e me deixa sozinho para resolver.” Murmurou, fechando os olhos e suspirando frustrado. Era ruim que a primeira pessoa que ele pensava era Rachel Berry?
“Oi amor.” Scarlett cumprimentou entrando no quarto horas mais tarde.
“Oi Ca.” Sam cumprimentou desanimadamente.
“Tudo bem?” Ela questionou preocupada.
“Só cansaço, o dia foi difícil. Mas no final ocorreu tudo bem.” Respondeu. ‘Ou quase tudo bem.’
“Isso é um pedaço de tomate atrás da sua orelha?” Ela questionou confusa enquanto o loiro limpava o local com a manga de sua blusa, fazendo-a rir.
“Longa historia.” Sam falou, vendo a cara dela de quem queria perguntar algo, resolveu falar. “Ca... sobre o jantar de ontem...”
“Tudo bem, eu só fiquei com ciúmes, mas foi besteira. Eu confio completamente em você!” Scarlett fala o interrompendo. Sabia que não tinha sido culpa de Sam e sim daquela vadia. Sorrindo maliciosamente, ela retirou o vestido que usava sobre seu biquíni azul marinho e subiu na cama, sentando sobre a cintura do namorado. “Já que fizemos as pazes, acho que merecemos uma comemoração.” Falou sensualmente se aproximando e beijando o noivo.
iv.
“Sim Anna, eu vou resolver. Você não precisa se preocupar.” Kurt falava ao telefone com sua indignada chefa. “Sim, eu já estou indo para ai e vou resolver tudo, não se preocupe que vai dar tudo certo. Confie em mi...” Não teve oportunidade de terminar, já que a mulher desligara na sua cara. “Vadia!”
“Kurt.” Rachel o repreendeu, tampando os ouvidos de Audrey.
“Eu estou exausto, não me leve a mal, amo minha família, mas entre Audrey, Blaine e trabalho, não tenho tempo algum para mim.” O homem reclamou se jogando no sofá e respirando fundo. “Ainda mais com esse desfile e Anna pegando no meu pé.”
“Kurt você está péssimo. Vamos fazer assim, vá e resolva o que for do seu trabalho e quando terminar, você vai para o spa que fica a duas ruas daqui, por minha conta.”
“Rachel, eu não posso aceitar...”
“Não só pode, como vai. Você necessita disso! Relaxe e aproveite, eu e Audrey vamos ao píer de Santa Mônica, ainda não tive oportunidade de visitar o lugar, só vi de longe.”
“Você não sabe o quanto eu te amo nesse exato momento Rachel Berry!” Kurt falou abraçando a mulher, apertado. Juntos arrumaram tudo que a pequena fosse precisar, colocaram uma roupa de verão já que estava fazendo calor e deixaram o apartamento.
O carro de Kurt já estava o esperando, assim como Alfred. Informou para onde deveriam ir e sorriu para a pequena.
“Hoje é o dia das meninas, só eu e você querida.”
Santa Monica é uma cidadezinha litorânea próxima a Los Angeles, e é mundialmente conhecida pela famosa construção de um parque de diversões em cima de um píer. O Pacific Park tem a maior roda gigante movida á energia solar no mundo e é diversão garantida para toda a família.
O lugar perfeito para passar á tarde com Audrey.
Como a pequena só tem dois anos, Rachel passou longe dos brinquedos radicais. Foram no carrossel onde a morena tirou diversas fotos, no carrinho bate-bate onde a pequena não parou de gargalhar um segundo e deixou que ela fosse sozinha num pequeno carrossel de aviões.
Juntas foram para as barraquinhas, onde Rachel atirou em alguns patos e acertou as argolas ganhando dois enormes ursos de pelúcia para a pequena. Na hora do almoço foram para Pizza Hut onde saborearam pizza de peperone e uma garrafa de Dr. Pepper. Próximo do pôr do sol, foi na roda gigante com a pequena e sorriu com a carinha de felicidade e surpresa, além de ficar encantada com Los Angeles em tons de laranja, roxo e amarelo.
Caminharam até a praia e próximo do mar, molhando seus pés e jogando água uma na outra. Voltaram para a areia e sentaram sobre a toalha que Rachel estendera, não querendo sujar suas roupas. Audrey lhe contava animadamente sobre a creche que estava ficando, A Corcoran Daytime e sobre sua melhor amiga em todo o mundo, quando ouviu um barulho estranho. Olhou em volta e não foi difícil entrar a meia duzia de paparazzis que vinham em sua direção.
‘Merda.’ Pensou, assustada.
Nunca tinha sido perseguida pelos urubus, quando estava na Broadway não apareciam muitos e sempre era fácil de esquivar. Esperava que pelo menos, aquilo significasse que estava virando alguém importante em Hollywood.
“Rachie.” Audrey murmurou igualmente assustada. Acordando de seus devaneios, guardou as coisas rapidamente, pegou a pequena no colo e começou a andar apressada. Uma coisa era tirar fotos suas. Outra bem diferente era de sua filha.
Não iria deixar que sites ridículos de fofocas tivessem uma foto da pequena sem a permissão de Blaine ou Kurt, sabia que os dois sempre foram bem protetores da pequena e as poucas fotos que haviam de Audrey foram cuidadosamente selecionadas por eles.
Correu os últimos metros até o carro, já que os flashs estavam mais perto e assustavam a pequena e suspirou aliviada ao ver Alfred já a postos, com a porta aberta. Praticamente se jogou dentro do carro e fechou a porta com um estrondo. Estava irritada por eles terem estragado sua noite e assustado sua filha, por isso não pensou duas vezes antes de abaixar um pouco a janela e mostrar um mal educado dedo do meio para aqueles sanguessugas nojentos.
Ajeitou a pequena na cadeirinha e respirou aliviada quando viu que em minutos, Andrey estava dormindo como o anjinho que era.
“Se me permite Srta, acredito que está na hora de contratar seguranças. A tendência é só aumentar.” Alfred comentou preocupado, sempre trabalhara com estrelas e já estava acostumado com o assedio dos paparazzis e algumas vezes até de fãs.
“Concordo com você, vou conversar com Kitty para ela providenciar urgentemente.” Rachel respondeu.
O trajeto para casa foi sem problemas, Audrey dormiu todo o caminho e não acordou nem quando Rachel a retirou da cadeirinha e levou para dentro. Entregou a pequena para Blaine e se jogou no sofá, exausta.
“Acho que quem precisa daquele spa agora é você.” Kurt brincou. Estava com uma aparência bem melhor que antes.
“Engraçadinho.” Rachel deu de ombros e mandou uma mensagem para Kitty falando sobre a possibilidade de conseguir um segurança, não precisava mais do que isso.
“Kitty vai lhe matar.” Kurt comentou, virando o celular e mostrando a foto que já estava na internet, não aparecia seu rosto, mas era claro seu dedo do meio. “Obrigada pelo dia e por não ter deixado que tirassem uma foto de Audrey.”
Por ser uma diva da broadway com um recente prêmio tony na época, a mídia tinha ficado um pouco em cima quando Rachel aparecera grávida, mas sendo apenas barriga de aluguel para seus amigos. Mas pela segurança e privacidade, os três decidiram manter Audrey o mais afastada desse mundo possível, evitando fotos e matérias sobre a bebê e só quando ficara impossível, que deixaram alguns fotos saírem, mas era sempre algo bem planejado por Kurt e Blaine e tentavam manter dessa forma.
“Não foi nada demais.” A Berry respondeu, levantando-se do sofá e dando um beijo na bochecha do amigo. “Amanhã vamos atrás de uma roupa para o desfile, hoje eu só quero descansar, boa noite.”
“Boa noite diva.” Kurt desejou também indo para o próprio quarto, passou pelo de Rachel e ficou observando a interação dela com Mason, pela fresta da porta. O rapaz que lia um livro, o largou na hora e se virou na direção da morena. Os dois trocaram um singelo beijo e ele se sentou atrás de Rachel, fazendo massagem e sorrindo maliciosamente.
Decidiu que era hora de ir, a última coisa que queria era ver o que não devia.
Talvez estivesse errado e entre Sam e Rachel não tinha nada, torcia que estivesse errado já que sua melhor amiga merecia algo novo.
Chega de homens repetidos para Rachel Berry!
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