Time After Time
3 A Kiss May be Grand...
Notas iniciais
Em Los Angeles, Rachel trabalhava determinadamente em seu álbum, compondo músicas em tempo integral enquanto Artie terminava de contratar o resto do elenco e tomava as decisões finais com relação ás locações.
Todas as manhãs se dirigia á gravadora, um enorme e espelhado edifício com arquitetura modernista e uma vista de matar, onde sempre era recepcionada por Mary Margaret com um alegre bom dia, a simpática secretária tinha lhe ajudado no primeiro dia em que se perdera pelos cinquenta andares do local e entrou no elevador conversando com a cantora ou cantor que estivesse também se dirigindo para as salas de gravação.
Suas backing vocals já estavam no local aquecendo e conversando entre si, Rach cumprimentou a todos e se sentou no sofá preto recostando-se nas almofadas brancas enquanto avaliava as quatro músicas que gravariam naquele dia. Tinha escolhido algumas enviadas por Sia e Cristina Perri e iria gravar demos para ver quais se encaixariam em sua voz e no perfil de seu álbum e quais seriam descartadas.
Gravou algumas vezes a primeira música e quando Adam Anders, seu produtor, afirmou que estava bom, ela parou para ouvir, era sua pura voz com as backing vocals e ficara orgulhosa do quão bom estava soando, relaxou um pouco no sofá fofocando com as meninas e voltou a gravar quando Adam a chamou para continuar. Gravou a segunda música, mas essa não ficara muito boa e foi logo descartada, gravou a demo da terceira e enquanto ouviam comeu o seu Veggie Wrap, uma tortilha de espinafre recheada com pimenta, coentro, rúcula e aipo com uma garrafa de tamanho médio de suco verde.
A terceira música tinha ficado boa, já a quarta... Apesar de ter gostado da letra, a música não parecia o perfil do CD e quebraria a coerência, por isso descartou sem dó. Conversara com os produtores e depois com Sia, a mulher concordara em ajuda-la a escrever algumas músicas para o álbum, apesar de que na escola e na faculdade a judia ter escrito algumas canções, era uma honra ter a ajuda da loira.
Após um tempo, ela beliscava desinteressadamente o final de sua tortilha quando ouviu batidas em sua porta, Melanie, a secretaria de Jay-Z, abriu a porta apenas o suficiente para colocar a cabeça e falou animadamente.
“O Sr. Jay-Z mandou lhe entregar essas músicas, algumas foram mandadas especialmente para você, outra que ele acredita que se encaixariam no seu perfil e do álbum. Também tem algumas demos caso queira escutar.”
“Obrigada.” Rachel agradeceu pegando as pastas e vasculhando obsessivamente. Ouviu alguns dos demos encontrando coisas que lhe interessavam e outras que queria ver na sua voz, e quando achou um número razoável, descartou o resto. Sentia-se grata pela oportunidade de gravar seu álbum e ainda mais grata por estar na gravadora de Jay-Z, o homem era um gênio da música,produzindo só os melhores e conseguira tudo graças ao Paul e Mercedes.
Quando o homem falara que pesquisara tudo sobre sua vida, estava falando sério! Ele descobrira que as duas eram amigas nos tempos de colégio e aproveitando que Mercedes estava na gravadora, pediu que ela entregasse o LP de Berry e o final era claro, lá estava Rachel Berry realizando outro sonho.
Gravou o demo e enquanto ouviam recebeu a ligação de Artie, o diretor queria que ela fosse para a Paramount a fim de tirar suas medidas para o figurino, finalmente pegar o script e ensaia-lo com os outros atores. Avisou para Adam que não poderia ficar mais, se despediu de todos agradecendo pela ajuda e caminhou para o elevador, Demi Lovato também entrara no local e as duas conversaram enquanto o elevador ia descendo, no térreo se despediu da cantora, da secretaria e entrou em seu carro indo para o set da FOX.
Durante o caminho seu celular começara a tocar e apertando alguns botões no volante, atendeu a ligação via bluetooth.
“Srta. Berry? Quero dizer, Rachel?”
“Oh, olá Mason. Me ligou numa ótima hora!”
“Espero não estar atrapalhando.” O rapaz falou timidamente.
“Não, eu pedi para você ligar lembra? Então eu tenho uma ideia perfeita, mas prefiro falar pessoalmente, passe na minha casa mais tarde?”
“Okay então, que horas?” Mason pergunta sem jeito. “20h me parece bom, espero já ter saído do set e podemos pedir algo para comer.”
“Está combinado, você me confirma seu endereço por mensagem?” Mason perguntou já que o cartão que a mulher tinha lhe passado, ela tinha escrito o endereço numa letra minúscula.
“Assim que chegar ao set eu te mando.” Rachel respondeu. Despediram-se num clima desajeitado e Berry desligou o celular, estacionou o carro e caminhou para o set, ao longe viu o letreiro de Hollywood e sorriu ao ver que tudo estava dando certo na sua carreira, um filme dirigido por seu amigo e um dos melhores diretores de Hollywood, um álbum sendo produzido pelo imperador da música pop e se tudo desse certo, um dueto arrebatador.
Entrou no set ainda em construção e encontrou Artie e Brian discutindo algumas cenas do filme.
“Como você vê Brian, Rachel possui um Tony, você duas indicações ao Oscar.” Se virou vendo a morena caminhar na direção dos dois. “ótimo você chegou, me sigam....” Os três começaram a caminhar na direção de uma mulher no meio do amplo salão. “E é nesse pensamento que contratamos a melhor figurinista disponível, essa é Sandy Powell e...” O diretor foi interrompido por Rachel.
“Ai meu Deus, você é uma das minhas figurinistas favoritas, vai ser um prazer trabalhar contigo.”
“Obrigada querida, mas eu que estou ansiosa por trabalhar com a famosa Rachel Berry, você estava esplendorosa em Evita!”
As duas logo começaram a conversar, discutindo sobre as vestimentas do filme e o que a figurinista pretendia usar, hora ou outra Rachel dava um palpite, mas tentando mantê-los ao mínimo, não querendo se intrometer no trabalhar da mulher.
Começando por Brian, Sandy tirou todas as medidas anotando em um caderninho, depois mediu todos os locais possíveis do corpo de Rachel e começou a fazer alguns desenhos do tipo de roupa que imaginava Regina e Josh, os personagens principais do filme usando casualmente, depois partiria para as roupas mais formais.
i. “Novamente passando mal Josh?” Regina questionou ajudando o marido a sair do banco do piano e sentar no sofá confortavelmente.
“Quantas vezes já não lhe disse para ir ao médico?”
“Você se preocupa demais querida.” O marido respondeu sorrindo fracamente por causa da dor e da tontura.
“Claro, se eu não me preocupar você não dá á mínima.” A morena respondeu, segundo o script ela pegaria um copo de água e algumas pílulas para tontura e entregaria a Josh, mas como o set não estava pronto, apenas fingiu pegar o que precisava e entregou ao homem.
“Essa é a última vez que você passa mal, vou ligar para o médico e marcar uma consulta o quanto antes, essas tonturas e roxos não são normais e...”
Voltando da cozinha a morena deixou o ‘copo’ cair e soltou um grito estrangulado, seu marido que antes estava no sofá, agora estava no chão desacordado. Correu na direção do homem e se ajoelhou próximo da cabeça.
“Josh, por favor, me responde. Josh querido, acorde!.” Chamou entrando em pânico ao ver que o homem não respirava e aos poucos seus lábios ficavam azuis.”
Josh! Acorde, não faça isso comigo, querido acorde por favor!” Implorou deixando as lagrimas caírem por seu rosto. Levantou correndo na direção da bolsa e pegou o celular ligando para 911, falou com a atendente explicando a situação e voltou na direção de seu marido, ia começar os procedimentos que a “mulher” lhe passava quando foi interrompida por Artie.
“E corta!” O homem na cadeira de rodas se aproximou do casal sorrindo. “Vocês dois são brilhantes!” Brian que estava no chão se levantou ajeitando as roupas e sorriu. Para a primeira lida do script, eles realmente tinham se saído muito bem considerando que estavam no meio de um set ainda em construção tendo que improvisar a maioria das cenas.
“Mandou bem Berry.” Brian elogiou colocando a mão sobre o ombro da morena.
“Obrigada, você também mandou muito bem, mesmo que a maior parte da cena você esteja no chão como um gato preguiçoso.”
“Ei.” O rapaz abriu a boca para se defender, mas fechou quando viu a morena rindo. Sorriu também gostando que sua protagonista tivesse senso de humor e que não tivesse medo de ser brincalhona com ele, como já enfrentara uma vez em outro filme.
“Muito engraçadinha.”
“Eu sei, sou hilária.” A morena respondeu confiantemente, dando um olhar desinibido ao colega e ajeitando o vestido que havia ficado amarrotado por ter de se abaixar.
“Vamos passar mais alguma cena?”
“Claro, por que não tentamos essa aqui?” Ele pegou o script mudando à página até encontrar a que queria. Ensaiaram mais algumas cenas continuando a improvisação, quando ao invés de sentar numa mesa posta, sentaram-se ao chão e atuaram um jantar a dois, trocaram os primeiros beijos técnicos, se permitindo naquele momento sair do personagem já que Artie no momento não os observava e sim discutia algo com os outros diretores do outro lado e queriam quebrar a tensão inicial e deram um tempo conversando sobre suas vidas.Rachel notou que ele beijava muito bem, mesmo que tecnicamente.
“Então, o que uma vencedora de Tony e diva da Broadway vêm fazer em Hollywood?” Brian questionou curioso, não sabia muita coisa sobre sua protagonista e gostaria de começar uma amizade, afinal seriam meses juntos gravando diversas cenas e depois mais tempo promovendo o filme e em entrevistas.
“Mudança de carreira, nove anos fazendo a mesma coisa cansa. Eu queria novos desafios e aqui estou.” Rachel respondeu resumindo a história.
“E você Brian Morley, o que lhe levou a escolher a carreira de ator?”
“Sempre gostei de atuar, desde criança, entreter a família. É algo que eu sempre soube que queria e iria fazer.” Brian deu de ombros. “E você?”
“Eu sempre amei a Broadway, desde que meus pais me levaram para NY para assistir meu primeiro show, foi amor à primeira vista e desde então se tornou meu sonho e depois de realiza-lo, eu precisava de um novo, isto, é ele.”
Ela respondeu gesticulando ao redor e sorrindo, então voltaram a conversar sobre causalidades e ensaiaram mais uma cena até Artie voltar os dispensando. Caminharam juntos para o estacionamento e se despediram com um rápido abraço ao notarem os flashes de câmeras vindo dos arbustos próximos, logo essas fotos estariam na internet com os mais diversos e ridículos rumores. Entraram em seus respectivos carros e seguiram seus caminhos.
ii. Entrando em seu apartamento, Rachel não se surpreendeu ao ouvir as vozes de Kitty e Tina. A loira, como sua agente, tinha a cópia da chave de seu apartamento e Tina que estava de folga naquele dia, provavelmente tinha ido visita-la e encontrou Kitty lá. Entrou no lugar deixando as coisas sobre a mesinha próxima da porta e caminhou até a sala sentando no sofá oposto das meninas.
“Sobre o que estão conversando?” Questionou vendo as duas encarando os próprios celulares. Pegou seu aparelho quando ele começou a apitar e estranhou ao ver que Kitty tinha lhe mandado uma foto.
“Quinn e Puck tiveram um menino e mandaram essa foto fofa.” Tina explicou. “Mike e Sugar começaram a namorar inesperadamente, Mercedes voltou a namorar o Tank e...”
A partir dai Rachel desligou a voz da amiga enquanto ela e Kitty tagarelavam sobre a vida de seus amigos, pelo menos, os que ainda mantinham contato. Seu pensamento foi para Jesse, o advogado dele tinha ligado dias atrás dizendo que enviaria os papeis do divórcio para seu advogado, ele iria analisar e depois que ela assinasse, seria uma mulher livre novamente. Dava até uma sensação de alívio em saber que pelo menos essa parte de sua vida estava se fechando sem problemas e por fim pensou em Sam, chegou a tal ponto que precisou balançar e piscar algumas vezes para arejar a mente e voltar à ‘realidade’.Também voltou a prestar atenção no que suas amigas falavam.
“... Santana lançou um single ontem, e já está no top 3 de música latina e em 80 no Hot 100. Deixa eu achar aqui.” Kitty falou caminhando para o aparelho de som de Rachel e encaixando seu celular, deu play na música e começou a dançar enquanto uma animada música no ritmo latino tocava.
As três comentavam o quanto a música era boa quando o interfone tocou interrompendo-a, Rachel se levantou caminhando até ele e o porteiro disse que era um tal de Mason, ela sorriu e mandou deixar ele entrar, pouco depois ela abriu a porta e observou o rapaz, que vestia uma camiseta dos Beatles de segunda mão com uns óbvios rasgados na lateral, uma calça jeans desgastada e trazia seu violão na capa desgastada, fruto de seu trabalho como cantor desempregado.
Rachel o convidou para entrar no apartamento e fechou a porta. Juntos caminharam para a sala. Mason timidamente entrou no enorme apartamento de luxo, o lugar tinha uma ótima vista e era confortável, a decoração era em tons neutros e os móveis num estilo moderno e elegante.
Sentia-se oprimido por estar em um apartamento tão lindo e tão sofisticado.
‘Então é assim que alguém bem sucedido vive’, pensou, observando a estante cheia de decorações vintage, notou que, no alto da estante, numa posição privilegiada, estava o Tony de Rachel.
“Pensei que tinha vindo ás pressas para cá” Comentou.
“Eu vim, mas Kitty veio depois com as minhas coisas. É uma ótima amiga, nunca irei poder recompensar tudo que ela faz por mim...”
“Pare de drama Rachel” Cortou Kitty “Você me paga para isso, Lembra? Mas mudando de assunto, onde está sua gêmea incestuosa Mason?” Kitty perguntou indiscretamente ao rapaz.
Mason abaixou a cabeça, constrangido enquanto Rachel fuzilou a amiga com o olhar por ser tão indiscreta. Calmamente Mason resumiu a situação, enquanto Tina e Rachel trocavam olhares de pena pelo rapaz.
“Graças a Deus os irmãos Lannister acabaram com a orgia, já era tempo hein?” Kitty retruca.
“Kitty, você e a Tina não estavam de saída?” Rachel falou rispidamente, além de saber que a melhor amiga estava deixando o rapaz mais desconfortável do que já estava, também queria começar a trabalhar em sua ideia o quanto antes possível.
“Na verdade...” Kitty começou, mas foi interrompida por Tina.
“Sim, estávamos. Eu preciso ir naquela loja comprar aquele vestido e você prometeu ir comigo.”
“Eu não prometi nada.” Kitty resmungou confusa.
“Prometeu sim, agora vamos que já tomamos muito tempo da Rachel e do Mason. Tchau amiga.” Se despediu com um abraço da morena. “Foi um prazer vê-lo novamente Mason.” Falou educadamente também dando um abraço no rapaz. Kitty fez o mesmo e logo as duas estavam saindo no apartamento.
Pelo corredor dava para ouvir a risada escandalosa de Tina, sinal que a loira tinha contado uma piada. Aos poucos um silêncio desconfortável se alastra pelo cômodo. Rachel encara a estante enquanto Mason encara discretamente o tapete persa da sala, a TV que está sintonizada em um canal qualquer, mesmo em um volume baixo o rapaz nota que o programa é sobre adolescentes cantando pela escola, de uma maneira pouco convincente e até ridícula.
“Esse seriado é uma versão horrível do McKinley.”
Rachel acenou concordando, desligou a TV e chamou o rapaz enquanto caminhava para o escritório que transformara numa sala de música. “Vamos ao trabalho.”
“Acho que primeiro você tem que me explicar sua ideia.” Mason observou.
“Você sabe que estou gravando meu primeiro álbum e algumas dessas músicas serão compostas por mim, minha ideia é que uma delas seja um dueto composto por nós dois, você vai vir para o estúdio e vai gravar comigo, alguém vai ter ver seu potencial e você fará sucesso, nem que eu tenha que ir ao produtor e fazer você cantar na frente dele!”
“Isso não vai te dar problemas? E se eles não quiserem que eu cante o dueto? Queiram alguém famoso?” Mason perguntou preocupado, a última coisa que queria era dar problemas para Rachel.
“Mason, o álbum é meu e assim que ouvirem o nosso dueto e sua voz, eles não vão pensar em mais ninguém. Eu garanto! Para confessar, sempre achei você um dos meus melhores alunos, e meu dever é fazer você alcançar seus sonhos.”
Eles entaram confortavelmente em lugares separados da sala e começaram a escrever. As horas passaram e o dia se escureceu, adentrando a noite estrelada. A frente de ambos tinham pilhas de folhas amassadas e outras rabiscadas.
Claro que compor musica não era simples e ambos estavam cientes que não terminariam a música em um dia, mas queriam pelo menos ter um começo.
“And now my world is crashing down, now that i can’t have you around.” Rachel cantou baixo sorrindo do que tinha escrito, erguendo os olhos ouviu Mason cantar algo baixo também, se não estivessem em completo silêncio, provavelmente nem teria ouvido.
“I can see you now in shades of grey, our memory fading.”
Levantou do chão e caminhou para onde o rapaz estava sentando ao lado dele, juntos começaram a comparar o que tinham e juntar o que parecia ter sentido.
“Will someone tell me i’m insane, throw reason out of the door...” Ela cantou uma parte que havia escrito, mas ainda não tinha pensado numa continuação.
“Will make a difference no more.” Mason continuou e ambos sorriram quando fez sentido, passaram a anotar em uma folha diferente as partes e sorriram quando notaram que uma boa parte da música estava escrita. “Que tal darmos um tempo da escrita e irmos procurar uma melodia?” Mason sugeriu.
“Séria ótimo, minhas costas estão me matando.” Rachel falou erguendo os braços e se espreguiçando, distraída não notou que sua blusa erguera um pouco deixando sua barriga de fora, mas os olhos de Mason notaram.
Balançando a cabeça para espantar os pensamentos indesejados, o rapaz levantou e ofereceu a mão para ajuda-la a se levantar.
Sentaram-se no banquinho do piano, Rachel de frente começou a dedilhar e Mason ao seu lado de costas enquanto segurava o violão e dedilhava algumas melodias, juntos passaram a trabalhar em uma melodia que agradasse à ambos e que tivesse o caimento certo na música, mais algumas horas passaram até Rachel tocar a nota correta e Mason praticamente pular de emoção.
Juntaram a melodia com a letra e passaram a cantar a poderosa ballada sobre o sofrimento de perder a pessoa que se ama, seja por morte ou por uma besteira. Cantaram até a metade que eles haviam escrito e se viraram um para outro sorrindo.
Foi ai que Rachel notara o quão próxima estava do rapaz, seus rostos a centímetros um do outro e quando seus olhares se encontraram, não tinha como impedir o que estava para acontecer.
Mason desviou seus olhos para os lábios carnudos de Rachel e de volta para os olhos castanhos escuros, só para descobrir que assim como ele, Rachel encarava seus lábios.
O beijo foi uma explosão de sensações: desejo, paixão, necessidade e por vários minutos se perderam no conforto que o beijo lhes dava.
Separaram-se quando o ar foi necessário e foi quando a realidade bateu com força. “Que porra que eu fiz?” Pensaram simultaneamente, enquanto se encaravam com olhos arregalados.
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