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5 V - Nova sacerdotisa
Notas iniciais
Ártemis fez o juramento, e o que esta feito, feito esta. Atena havia, é claro, ficado triste pela amiga, já que esta não compreendia os motivos da deusa da lua para tê-lo feito, todavia, o deus que mais ficara triste com a decisão foi Apolo. Gêmeo de Ártemis. Apolo não entedia o que ele havia feito de errado, não entendia o que levou a deusa da caça a fazer tal juramento e pior, Apolo não entendia o que ele mesmo sentia.
Mudando um pouco os rumos da história de Ártemis, podemos ver uma mortal. Ninguém há notara, claro, pois ainda não era um problema para os deuses, mas um problema logo seria... Sob as nuvens brancas do Olimpo, dormia tranquilamente o bebê, que em breve faria toda Grécia temer Atena.
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Alguns anos depois...
Era um lindo dia de sol nas ilhas gregas. Apolo acordara cedo para distribuir sua luz pelo mundo,Zeus permitiu que o céu ficasse limpo e azul, com apenas nuvens brancas e fofas navegando sobre o azul brilhante.
Atena, deusa da sabedoria, encontrava-se em Atenas, sua cidade. A deusa observava os homens darem os toques finais, no que seria o templo mais importante destinado aos deuses, o Parthenon, localizado em uma campina verde no centro de Atenas.
Sua beleza encantava a própria deusa, que estava em êxtase pela sua nova obra prima. Uma obra prima onde todos os deuses teriam lugar, mas ela, como senhora do local, teria mais destaque.
A grande estatua de Atela, a Athenas Parthenon, uma estatua enorme de Atena, vestida com armadura e carregando seu escudo gigantesco, estava sendo arrastada para a entrada do templo. Assim que colocaram a enorme escultura ali, gregos e atenienses bradaram em vitoria a deusa.
A deusa estava a ponto de explodir de alegrias, quando os demais deuses desceram a terra para comemorar o termino do mair templo grego até o momento.
Depois de horas e horas, após inúmeras comemorações, tanto deuses, quanto mortais se retiraram do templo, deixando a deusa ali. Observando tudo que lhe fora atribuído por direito.
A deusa andou pelas amplas salas, percorreu os majestosos corredores, admirou as magnificas esculturas... Tudo ali a deixava feliz.
Por fim, quando estava prestes a ir embora Atena ouviu uma prese.
A deusa de olhos tempestosos se direcionou para a entrada do templo, onde viu uma jovem de longos e lindos cabelos negros ajoelhada perante sua estatua. Pedindo algo em baixo tom.
— Oh, deusa de todas as mulheres, senhora da sabedoria, oh soberana das guerras, conceda-me a honra de tirar-me dessa tortura — Atena se aproximou e notou os lindos olhos verde mar da moça —Estou prometida a casar-me com quem não amo. Ainda sou casta, e peço-lhe deusa, que me ajude... Permita-me ser sua sacerdotisa... Não deixe que me levem para os braços repugnantes daquele senhor... — a moça chorava, sua cabeça encostada no chão, seus lenços azuis tapavam-lhe o rosto.
— O que posso fazer por você mortal? — perguntou Atena, ciente que a moça apenas a ouviria no seu pensamento, e não conseguiria vê-la. Atena era uma deusa muito pura, nenhum mortal deveria-lhe por os olhos, como forma de seu imenso poder.
—Oh deusa! — a moça suspirou aliviada. — A senhora me escuta, muito obrigada! Muito obrigada, pelo Olimpo, como lhe sou grata minha soberana... — Atena deu uma leve risada, e continuou a encarar a menina, a espera que esta lhe explicasse melhor a situação. — Eu e minhas irmãs... Estamos sendo vendidas pelos nossos pais, eles querem ouro e pedras preciosas... Os homens que querem nos comprar... Querem ter-nos como esposas... Eles são nojentos, oh minha senhora, totalmente repugnantes... Eu peço-lhe, se tens benevolência com as mortais, salve-nos dessa tortura... Por Zeus, eu lhe imploro.
Atena percebeu a beleza da mulher, e enquanto falava ela soltava lágrimas como cristais, belos e puros. A deusa teve pena da mulher parada a sua frente, dela e de sua irmã, e em um ato sem tamanho lhe sussurrou ao ouvido.
— Tragá-las para cá. Desde já eu, Atena, lhe concedo a benção para serem minhas sacerdotisas... Vá! Chame-as, e diga para qualquer um que lhe barrar que Atena esta zelando seu caminho.
— Muito obrigada...— disse a mulher, se levantando de maneira desajeitada — O deusa, muito obrigada... — lágrimas brotavam de seus olhos.
—Mas lembre-se, esse lugar é sagrado. Jamais irá sujar-lhe, mantendo sempre sua beleza e pureza... Permaneçam castas, essa é a minha condição.
— Oh, claro senhora — disse a mortal. — Estou pedindo para ser sua sacerdotisa para livrar-me de homens, acha mesmo que vou quer eles depois?
A deusa riu da mulher, ciente que essa era nova e que ainda tinha muito a aprender, mas satisfeita por ela ser tão esperta.
— Será minha imagem na terra — disse Atena — Bela e sábia. Jamais deixe que qualquer um toque-a, e que ninguém tenha a ousadia de tentar barrar vossa passagem. Seja fiel a mim e garanto-lhe que nada de mal vai lhe acontecer.
— Obrigada... Oh senhora... Sou muito grata — a mulher saiu correndo desajeitada, provavelmente indo chamar as irmãs.
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— Eu, Medusa— disse a voz da mulher de cachos negros, tão diferente dos de Atena. — Proclamo-me imagem da deusa Atena na terra, como a mesma me ordenou. Se há algo errado em minhas palavras, que caia um raio sobre esse prato de água que carrego, e que isso me mate de uma vez por todas — bradava a mulher, de pé aos pés da estátua de Atena, onde todos os mortais que conseguiram entrar observavam a nova alta sacerdotisa, e também primeira, da deusa da sabedoria — Comprometo-me a permanecer casta, como a deusa ordenou, e comprometo-me a passar os pensamentos de Atena para os mortais, desta forma, garanto a deusa que serei fiel a ela, mais que a qualquer outro senhor do Olimpo, e que a ela, devo minha vida, assim como minhas irmãs.
As duas mulheres, ambas com cabelos negros, todavia lisos, assentiram com a cabeça. As três vestiam vestidos de seda dourada, e estavam com os cabelos presos para trás, com apenas alguns pedaços na frente de seu busto.
— Juramos que iremos ser castas até o fim de nossas vidas, ou pagar as consequências — disseram juntas, e Atena sorriu, satisfeita com o resultado.
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