Notas iniciais
Oiiii Meu povo e minha pova, eis-me aqui novamente e como prometido mais um capítulo de Tilintar sem demorar muito. Sinto informar que a fic está na reta final (coisa que me esqueci de mencionar no capítulo anterior) então, acredito que terá somente mais um capítulo. Buáááááááá... Espero que vocês tenham curtido e que possam aproveitar ao máximo a leitura independente dos erros de ortografia e gramaticais. Fiz o máximo que pude e com maior carinho. A musica da fic é My Immortal – Evanescence e quem quiser pode ouvi-la enquanto leem, acho que dá um chan. ;P Bjs a todos e boa leituraa!!!!! ***Cap não revisado!!!! Perdãooo!!! >.

A mente de Degel fora envolvida em um turbilhão de memórias e emoções assim que seus olhos pousaram sobre Jim fazendo-o paralisar de imediato. Não sabia se continuava a avançar ou se se mantinha parado no mesmo lugar. Sentiu seu sangue gelar nas veias fazendo-o tremer diante a situação que agora se encontrava.

Estava em uma corda bamba, entre a cruz e a espada: De um lado Jim, com a feição completamente transtornada mal conseguia ficar de pé, seus olhos sem vida, totalmente sem brilho e perdidos de uma maneira que Degel jamais imaginou vê-los. A mão tremia, mas sem perder a firmeza enquanto apertava o bisturi no pescoço, tingindo sua camiseta de sangue pelo corte que o objeto havia feito somente com a pressão sobre a pele pálida.

Do outro lado, Alone encontrava-se somente a alguns míseros passos de si, de pé na varanda do quarto. Seu sorriso maquiavélico deixava somente um pouco de seus dentes a mostra e o olhar semicerrado ostentava um brilho de prazer. Os azuis que outrora eram tão límpidos como o céu de uma linda manhã de primavera, dando aquela sensação gostosa de paz e tranquilidade havia adquirido um tom arroxeado como o céu sem vida e medonho do meikai, assim como eram descritos nos livros que Degel lera. A pele branca contrastando com os cabelos negros que esvoaçavam com a brisa fresca da madrugada causando pequenos arrepios; o peito estufado coberto pelos braços cruzados e o nariz arrebitado transmitiam ainda mais segurança, confiança e controle total sobre a situação juntamente com a penumbra que o deixava ainda mais sinistro.

Alone havia sido mais esperto do que imaginou, armando uma emboscada para si e Jim que havia caído como um patinho. Sabia que o atentado contra Kardia a deixaria inconsolável, mas pelo estado em que ela estava e a presença macabra que se encontrava em sua varanda havia muito mais envolvido. Alone não jogaria para perder, faria tudo que fosse necessário para fazê-la perder completamente o juízo e seja lá o que ele havia feito ele estava a milímetros de conseguir. Degel tinha que ficar esperto, atendo em ambos e qualquer vacilo seu seja em ações ou em palavras faria Jim perder totalmente o resto de sanidade que ainda possuía. O garoto havia conseguido deixá-la no limite e a sua presença ali com certeza iria deixa a moça ainda mais nervosa. Sabia o quanto ela temia por si, quantas e quantas vezes ela já havia pedido para que se mantivessem longe, mas simplesmente não conseguia e Alone lógico, tiraria vantagem disso. O garoto sabia que assim que Degel soubesse de sua presença viria sem pestanejar e era isso que ele esperava; esperava que mais um dos pontos fracos de Jim aparecesse o que a deixaria ainda pior e Degel sabia — o que fez seu nervosismo triplicar — que se Alone se quer tencionasse a avançar sobre ele, Jim não excitaria em acabar com a tortura que sua mente e corpo sofriam a mais de 5 anos.

– Oh pelos deuses! – Madellene levou as duas mãos a boca. Degel fez um sinal com as mãos para que a senhora voltasse e não entrasse no quarto. Ela, mesmo preocupada obedeceu, saindo do campo de visão de Jim, mas mantendo-se onde seus olhos podiam ver tudo que se passava. A senhora sentiu pena de Degel e de Jim; eles estavam tão felizes pela manhã e agora, assim tão de repente tudo parecia desmoronar.

– Non faz isso Jim. – Fez uma pausa. – Abaixa isso agora. – Degel sentiu seu coração em frangalhos quando ela finalmente olhou para si, mirando bem dentro de seus olhos violáceos. Ela piscou somente uma vez fazendo uma lágrima solitária escorrer por seu rosto. Os sentimentos confusos eram tão transparentes em seu olhar que para Degel era quase palpável.

– Por que você...porque você apareceu? – Jim perguntou em um fio de voz.

– O que você queria chérri? Que eu...deixasse você? É isso? – Volveu Degel tentando manter a calma, mas realmente estava sendo quase impossível.

–Você não devia ter vindo. Eu...não quero que...que você se machuque. Por que você tinha que vir? Porque? Já não basta o que houve com Kardia? Eu não posso mais, não dá ...eu sinto...sinto tanto. Sinto muito!! – Disse Jim

– Jim...non faz isso mon ange...você non pode fazer isso...non pode fazer isso comigo. – Degel levantou uma das mãos e muito devagar deu um misero passo em direção a ela fazendo Alone descruzar os braços ficando ainda mais alerta. – Non pode fazer isso conosco. Pense em Aspros, Defteros e...Asgard. – Fez outra pausa somente para empurrar a saliva garganta abaixo. — Eu sei que está triste...- Aproveitando da distração de Jim, o francês arrastou mais um passo em direção a ela. — Está triste com o que aconteceu com Kardia...mas...se você fizer ele também ficará triste.

– Ficará triste? – Ela franziu o cenho sem entender o que ele queria dizer.

– Oui Jim. Eu sei que isso está te matando, mas...o Kardia...ele...ele está bem e...-

–Bem?! – Alone gargalhou na tentativa de desestabilizar Jim ainda mais, cruzando os braços sobre o peitoral magrelo fazendo Degel desviar o olhar de Jim somente por alguns segundo e voltar a fitá-la. O garoto não ia deixar por menos e não deixaria Degel convencer Jim com tanta facilidade assim. – Dá para ver o quanto ele está bem. Por que não olha a sua volta...Marchand? – Perguntou desdenhoso.

Degel somente ignorou, pois ele sabia que aquilo não passava de uma tática de Alone para convencer Jim a se matar, independente do que ele tivesse feito para deixá-la naquele estado ele sabia muito bem que Kardia estava ótimo, lógico dentro da medida do possível. Não podia vacilar e muito menos se deixar levar pela manipulação do garoto sádico.

– Jim...olha para mim ange...Kardia está bem. – Afirmou carinhosamente.

– Está mentindo. – Respondeu com a voz embargada pelo choro.

– Eu mentindo? – Degel fez uma pausa franzindo o cenho tristemente sem suportar mais a tristeza que sentia. – Acha que estou mentindo Jim? É isso mesmo que ouvi? – Ele levou uma das mãos ao peito como se aquele gesto pudesse aplacar a força com que seu coração bombeava todo o sangue por suas veias, fazendo seu rosto esquentar e seus olhos queimarem por lágrimas de tristeza. – Você acha que eu...mentiria para você? Então, você acredita mais nele que tirou tudo de você do que em mim? É isso Jim? — Ao ver o olhar entristecido de Degel, Jim sentiu seu coração se apertar.

– Mas...mas ele...ele trouxe...ele arrancou os olhos... – Fez uma pausa. – Os olhos de Kardia estavam na minha mão. – Degel engoliu em seco. Olhou em volta e viu no chão os dois globos oculares de íris cor de safira. Agora tudo fazia sentido: Alone tentou matar Kardia, mas como não havia conseguido, ele pôs outro em seu lugar e para tornar sua mentira uma realidade, arrancou os olhos da vítima entregando-os como presente para Jim fazendo assim com que ela acreditasse ser de Kardia. No estado emocional em que ela se encontrava seria muito fácil a fazer acreditar e foi justamente isso que o garoto fez. Ele sabia que Kardia era uma das únicas pessoas que fariam Degel perder a calma e abaixar a guarda em relação a ela.

O francês fechou os olhos e deu uma risada anasalada o que fez Alone franzir o cenho sem entender bem a mudança de postura do outro. Há segundos ele transbordava aflição e agora havia mudado drasticamente para uma postura altiva e segura, o que era a marca registrada da personalidade de Degel.

– Qual é a graça francês? – Perguntou cínico.

Degel abriu os olhos e prendeu-os nas íris verdes de Jim que sem entender foi tomada por uma sensação de calmaria e bem estar. Um olhar de segurança, carinho e seriedade. Olhos violáceos e tão profundos que desnudava sua alma e a desarmava por completo. Era o mesmo olhar da primeira vez, o mesmo pelo qual havia se apaixonado. Ele deu um leve sorriso torto o que o deixava ainda mais sexy e que fez até mesmo Jim estranhar. Alone aprumou o corpo dando um passo em direção a ele fazendo seu corpo ser totalmente iluminado pela luz de um poste que vinha da rua.

– Eu perguntei qual é a graça! – O garoto quase berrou. Realmente aquela postura de Degel havia alfinetado bem no seu íntimo, atingindo em cheio seu orgulho. O aquariano sem desprender seus olhos dos de Jim então começou:

– A graça é você Alone. Você é tão mesquinho e ao mesmo tempo tão fraco. Teve a audácia de vir a minha casa tentar enganar Jim, se aproveitando de minha ausência, me afrontando em fazer com que ela chegasse a acreditar que eu estivesse mentindo?! Ah Alone! Eu tenho pena de você. Você é tão fraco que nem ao menos tem coragem de admitir seus próprios erros e se esconde atrás dessa postura de assassino, perseguindo uma pessoa que é tanto vítima quanto você, sendo que no fundo você sabe que o responsável por tudo já está morto e enterrado. Mas...sua fraqueza em admitir que ninguém nunca o forçou a sair de sua casa, que deixar sua família sozinha foi escolha sua e non de Minos ou de Jim e que mesmo ele estando morto nada do que perdeu irá voltar e que jamais sua família irá estar com você, você culpa Jim mesmo sabendo que ela nunca abandonou você.

Alone arregalou os olhos e cerrou os punhos sentindo um ódio horrível crescer dentro de si. Maldito Degel, quem ele pensava que era para falar consigo assim?! Alone levou uma das mãos para trás, tirando do cinto uma lâmina grande e curvada que cintilou com o brilho da luz ao mesmo tempo em que dizia:

– Você tem uma língua grande demais francês. Acho que você está sentindo saudades de seu amigo, então... eu vou providenciar para que vocês fiquem juntos. – Quando Alone mostrou a lâmina Jim arregalou os olhos sentindo seu coração falhar uma batida, mas antes mesmo de seu corpo reagir Degel foi mais rápido respondendo à pergunta de Alone fazendo a ruiva estancar de imediato:

–Onde? No hospital? – A voz rouca e carregada de sotaque soou mais alta do que deveria, fazendo ambos estancarem. — Por que é o único lugar onde Kardia está, assim como Regulus, Asmita e Mathure estão...lógico porque você os colocou lá e sabe muito bem disso, mas você é tão fraco e inútil que o máximo que conseguiu foi fazer o escorpião belicoso bater com a cabeça em um canto qualquer.

Alone ficou sem reação. Pensativo assim como Jim que não sabia mais em quem acreditar. O garoto sabia sim que o grego não havia morrido, mas a explosão havia feito um grande estrago em Mathure e Asmita, então Kardia que estava com eles jamais poderia sair ileso. Não era possível o que aquele francês metido a besta estava dizendo ser real. Ele só poderia estar blefando, não havia outra explicação.

– Hospital?! – Jim sussurrou mais do que propriamente disse chamando novamente a atenção do amado para si sem se desfazer do olhar altivo.

– Oui chérri...Kardia está no hospital e está melhor do que você. – Disse calmo, mas firme fazendo a ruiva adquirir um semblante interrogativo.

– Ele está mentindo Aya. Está dizendo isso porque quer te poupar da verdade. – Alone cuspiu as palavras, completamente irritado. – Está mentindo para você Aya igual Minos fez. Está iludindo você... ele é igual a ele e você está cometendo o mesmo erro. – O garoto cuspia as palavras juntamente com pequenas gotas de saliva, os dentes trincados e a íris contraídas mostravam o grau de sua irritação.

– Poupe-me de suas afrontas Alone, Minos era um lixo e mereceu o que você fez a ele e a toda sua trupe, então non me comparece aquele...verme. – Degel interrompeu o rompante do garoto quase aos berros para em seguida dar mais três passos em direção a Jim que agora olhava interrogativa de um para o outro. — Você sabe que eu non mentiria para você ange. Eu non sou como ele e você sabe disso.

Alone crispou os punhos ainda mais e sem aviso prévio deu uma gargalhada sinistra, fechando os olhos ao mesmo tempo em que seus ombros sacolejavam no ritmo da gargalhada. Levou a mãos que segurava à lâmina a testa encostando-se à mesma. Jim olhou para Alone observando o semblante macabro do rapaz e se perguntando como aquilo era possível. Como alguém como Alone podia mudar tanto assim? Como alguém tão doce pode ter se tornado tão cruel e sádico daquela forma? Seus olhos novamente se encheram de lágrimas que logo caíram por seu rosto triste.

O garoto respirou fundo recobrando o fôlego e em seguida olhou para Degel sinistramente por baixo das sobrancelhas e ainda mantendo o sorriso cínico, desafiou:

–Prove. – Mesmo nervoso Alone tinha certeza de que Degel estava somente blefando. Ele mesmo havia visto Kardia voar violentamente contra uma pilastra na hora da explosão e sabia que o grego não podia ter saído ileso e se tivesse Degel não teria como provar no momento que Kardia estava realmente bem, o que seria suficiente. – Se está dizendo a verdade Marchand...prove para sua amada que você não é como Minos.– Fez uma pausa. – Um mentiroso. – Arregalou ainda mais o sorriso o que o fez ficar ainda mais sinistro.

Jim desviou os olhos de Alone e mirou Degel que engoliu em seco, mas não se deixou abater e muito menos demonstrar, pois agora era tudo ou nada. Um sorriso desdenhoso se formou nos lábios finos e bem desenhados do francês que piscou vagarosamente voltando a olhar para Alone fazendo o sorriso maléfico sumir quase instantaneamente.

– Aceito seu desafio.

oOoOo Tilintar oOoOo

Aspros caminhava de um lado para o outro enquanto massageava o pescoço dolorido. Defteros desolado deixou-se cair, largado em uma calçada com os cotovelos apoiados nos joelhos e o rosto escondido entre as mãos. Aiacos xingava todos os palavrões possíveis em todas a línguas que conhecia totalmente irritado. Não conseguia acreditar que aquilo realmente tinha acontecido, só podia ter chutado algum despacho ou excomungado alguém ou algum deus para estar passando por aquilo.

–Droga! Não acredito que isso está acontecendo! – Berrou chutando um pedaço da lataria do Porsche de Defteros.

Defteros levantou o rosto somente um pouco fitando com desgosto as atitudes do investigador.

No desespero em acompanhar o carro de Degel, Defteros acabou ultrapassando um sinal vermelho e como consequência acabou batendo em cheio em um carro que vinha do outro lado do cruzamento. O grego mais novo sentia os ossos de seu corpo reclamar e a cabeça latejar, mas nada doía mais do que seu orgulho.

– Jim. – Sussurrou completamente desolado. – Pelos deuses espero que Degel tenha chegado a tempo.

– Ele vai chegar meu irmão. — Aspros parou olhando para o irmão e em seguida para Aiacos que agora corria em direção a uma viatura que havia acabado de chegar. — Defteros! – Chamou fazendo o gêmeo mais novo levantar totalmente o rosto surpreso. Levantou rápido trocando um olhar cúmplice com o irmão e correu em direção a Aiacos.

– Nós iremos com você. – Disse Aspros. Aiacos olhou de um para o outro bufando.

–Vai andem, mas não atrapalhem. Hakurei já está a caminho também. – O mais novo bateu a porta da viatura com força ligando a sirene. – Pisa fundo. Hoje nós pegamos aquele filho da puta!

oOoOo Tilintar oOoOo

Degel olhou novamente para Jim e abaixou sendo seguido por dois pares de olhos completamente atentos a seus movimentos. Quando voltou a posição inicial Alone engoliu em seco.

O celular de Jim estava em suas mãos. O celular que ela havia deixado cair no momento que em fora jogada por Alone estava quase embaixo da cama. Degel pegou e discou um número que nenhum dos dois sabia de quem ser; colocou no modo viva voz e pediu a todos os deuses que aquilo desse certo. Os olhos se mantiveram presos nos de Jim sem se quer piscar, seu coração batia freneticamente enquanto sua mente recitava um mantra aos deuses para que aquilo desse certo e depois do terceiro tom de chamada...

– Jim?! É você?– A voz alta e firme de Kardia se fez presente no local. Madellene que até então observava tudo do corredor quase deu um pulo de alegria quando ouviu a voz do grego. Alone sentiu seus lábios se abrirem por conta própria sem acreditar que tudo estava indo por água abaixo. Assim como Jim que ao ouvir a voz do amigo sentiu as pernas bambearem, mas desta vez de um alivio ao qual jamais poderia explicar.

– Jim você esta ai? Fala alguma coisa sua idiota, quer me matar do coração?– Kardia praticamente gritou do outro lado da linha com aquele jeito maluco e brincalhão. Nem quando o assunto era sério o grego levava a sério o que fez Jim esboçar um leve sorriso e a mão que segurava o bisturi involuntariamente se abaixou.

Quando Degel correu acabou sem querer deixando seu celular cair de suas mãos e das mãos de Kardia, já que o grego praticamente o obrigava a dividir o aparelho. Nervoso e com pressa acabou por fim deixando o aparelho de lado, correndo sem pensar duas vezes ao encontro de Jim.

–Kardia!!- Disse sofregamente.

Degel desviou os olhou para Alone que se mantinha imóvel, sem conseguir acreditar no que estava acontecendo. O outro olhou novamente para ela que sem muito autocontrole deu um passo em direção a ele que esticou a mão para que ela pegasse o aparelho. A ruiva obedeceu e mirou os olhos do amado com um brilho que fez seu coração se encher de alívio e esperança. Sorriu de volta em um gesto simples, mas que mostrava todo o carinho e amor que sentia por ela.

– Jim?!- Kardia berrou novamente fazendo a ruiva mirar o aparelho entre suas mãos como se aquilo fosse a personificação do próprio Kardia. – Olha só sua retardada se você fizer alguma bobagem eu juro que vou te dar uma surra de mil dias ta me entendendo?! E se esse muleque psico tocar em um fiapo do seu cabelo eu vou arrancar as bolas dele.

– Kardia! Kardia você...você... – Jim mal sabia o que dizer. A voz do amigo estava exatamente igual, como se ele nem ao menos tivesse sofrido um arranhão se quer o que deixou Alone ainda mais furioso.

– É roux sou eu sim. – Respondeu carinhoso.

– Kardia...eu...eu pensei que você estivesse...morto.

–Eu? Morto?– Kardia deu uma gargalhada que quase fez com que ela derrubasse o aparelho tamanho o susto e surpresa. – Fala sério né roux, até parece que ele ia me derrubar com uma bombinha de nada. – Gargalhou novamente. – Vai precisar de muito mais para derrubar o Kardia aqui ouviu seu moleque capado?! Ei está me ouvindo? Quando eu te pegar se você não for eunuco eu mesmo vou fazer com que seja ouviu bem?!

Alone trincou os dentes com tamanha força fazendo com que sangue escorresse por seus lábios, o cabo da lâmina em sua mão rangia tamanha pressão imposta por seus punhos, assim como a palma de sua mão era cortada freneticamente por suas unhas fazendo sangue tingir a madeira do chão do quarto.

Degel se manteve ainda mais em alerta, era notável o quanto aquilo havia deixado Alone furioso e com certeza ele perderia a cabeça. Ele não tinha mais nada a perder e era óbvio que tentaria matá-lo a qualquer momento.

– Eu nunca pensei que diria isso, mas...Kardia é tão bom ouvir sua voz. – Jim sorriu completamente alheia a situação que estava.

– Então já que é assim Jim presta bem atenção no que vou dizer: Nós te amamos ruiva. Eu, Aspros, Defteros e principalmente esse picolé que está aí na sua frente. Ele te ama e mesmo não dizendo morreria por você roux, então... não faz o que Alone quer. Não dê a ele o gosto de ver você tirar sua própria vida e causar sofrimento as pessoas que realmente te amam e que estão dando seu sangue para protegê-la e ajuda-la da melhor forma que podem. Você não tem culpa de nada, nunca teve e nunca terá, o único culpado de tudo é Alone. – Fez uma pausa. – Nós te amamos demais Jim, então...não nos cause a mesma dor que ele causou a você. Não nos obrigue a conviver com a mesma dor que você convive há anos. Não desista okay?!

Jim sentiu os olhos arderem e sua visão embaçar pelas lágrimas que agora eram de felicidade. Depois de cinco anos, mesmo tendo todo apoio dos gêmeos e Asgard ela finalmente tinha certeza de que não estava sozinha. Estava tão envolta a sua própria dor que não conseguia enxergar a sua volta. A vontade de se livrar da dor e tristeza eram tão grandes que a cegaram violentamente levando-a a acreditar que morrer era a única saída. Não via que mesmo que morresse a dor que causaria a seus amados seria a mesma que Alone causava em si a tantos anos. Não queria que eles passassem pela mesma dor, queria protegê-los da melhor forma possível e se queria que eles ficassem livres daquele horror teria que lutar e vencer. Jim prendeu seus olhos marejados no rosto sério de Degel que não desviada o olhar de seu algoz nem um segundo se quer. “- Ah Degel...eu sinto muito, sinto tanto por tudo que estou lhe causando.”

– Roux... ainda está aí?! – A voz de Kardia despertou Jim de seus devaneios, fazendo-a volta a mirar o aparelho.

– Sim, ainda estou aqui Kardia.

– Então...me prometa que não vai fazer nada...absolutamente nada que esse “capadinho” quer?! – Jim sorriu fechando os olhos para em seguida responder:

–Sim Kardia...eu prometo.

– Que bom, agora olha para esse cara de bunda que está aí a sua frente. É esse fresco que você se apaixonou desde a primeira vez que se viram.

Jim sorriu lindamente quando seus olhos se encontram com os violáceos de Degel. Intocável era isso que ele parecia ser, mas Jim e Kardia sabiam melhor do que ninguém que não era bem assim.

– Agora faça uma promessa a ele também. – Kardia praticamente mandou e Jim mais certa do que nunca obedeceu:

– Eu prometo Degel Marchand que eu nunca vou causar a você a mesma dor que Alone me causou. Eu te amo e não quero perder você nunca. Me perdoe por ter desconfiado de você... – Fez uma pausa. – Você não é como Minos, nunca foi e nunca, jamais em hipótese alguma será como ele. Eu confio em você Degel e não quero nunca mais fazer você ficar triste.

Degel sorriu lindamente, levando seus dedos ao rosto dela tocando com carinho. Seus olhos sem desviar um segundo dos verdes cintilantes que transbordavam sinceridade e amor. Ela fechou os olhos só um pouco e quando os abriu novamente foi contemplada pelo sorriso raro dele, o sorriso só seu. Sem mais, ela praticamente se jogou nos braços de Degel que a abraçou com carinho e firmeza, sentindo os batimentos acelerados de seu coração.

– Eu te amo Degel...eu...eu sinto muito. Por favor...me perdoe eu...eu...

– Shiiiii...está tudo bem mon amour, non tem porque se desculpar. Non é culpa sua, se il vous plaît non se culpe mais oui?! – Degel olhou os olhos verdes com carinho e deu um beijo suave na testa levemente gelada para em seguida voltar a envolvê-la novamente em seus braços fazendo a ira de Alone subir a níveis extremos.

O garoto viu a cena diante de si com nojo e revolta. Não era possível que aquele francês e aquele grego maldito iriam atrapalhar novamente. Ah não mais. Possuído de um ódio indescritível Alone correu em direção ao casal, subindo em cima da cama como um leão preste a devorar sua presa.

– Maldito!!! Eu vou cortar sua cabeça!! – Berrou ao mesmo tempo em que avançava sobre Jim e Degel que arregalou os olhos ao ver Alone saltar sobre si com a lâmina em sua direção. O francês só teve tempo de empurrar a ruiva para não ser pega pelo golpe que rasgou a pele de seu braço o fazendo soltar um grunhindo de dor.

Jim caiu sentada no chão sem entender bem o que estava acontecendo. Degel levou a mão ao ferimento olhando rapidamente para o mesmo sentindo o líquido carmesim escorrer quente entre seus dedos.

– Eu vou te matar Degel. – Alone encurralou Degel entre si e o espelho ficando de costas para a porta. – Você vai desejar nunca haver nascido seu francês imundo. – Berrou e quando começou a avançar sobre Degel, Alone sentiu o peso de algo sobre si e unhas afiadas grudarem em seu rosto.

– Não!!! Deixa-o em paz! – Jim berrou pulando sobre as costas de Alone e cravando suas unhas no rosto dele que berrou de dor. O garoto começou a se sacudir, balançando a lâmina de um lado para o outro não dando chance para que Degel se quer se aproximasse. Desesperado ele finalmente soltou a arma e segurou as mãos dela puxando-as para que saíssem de seu rosto, o que agravou o ferimento fazendo as unhas arrancarem a pele da sua face em um horrível arranhão. E para completar, a ruiva atacou a curva de seu pescoço dando uma mordida forte, rasgando a pele e tingindo-a de vermelho. Alone berrou ainda mais quando sentiu o pedaço de sua carne ser arrancada pelos dentes dela quando finalmente conseguiu tira-la de cima de si, empurrando-a para mais distante. O gosto de ferrugem tomou conta de toda a boca de Jim fazendo-a cuspir sangue juntamente com o pedaço da carne de Alone que havia arrancado com seus dentes. O garoto levou uma das mãos a ferida e a olhando sujas de sangue com incredulidade. De onde ela havia criado tanta coragem? Ele franziu o cenho e trincou os dentes de ódio.

– Você vai me pagar por isso Aya!! – O garoto gritou e quando agachou para pegar a lâmina novamente Degel rapidamente a pegou primeiro fazendo o garoto bufar de ódio.

Astuto, Alone enfiou a mão dentro de um dos bolsos sacando um canivete e apontando para o aquariano que ficou em posição de defesa. Jim novamente voltou em sua direção, só que dessa vez ele fora mais rápido, graças ao espelho atrás de Degel. O garoto desviou fazendo Jim passar por si e quando Degel tentou segura-la não teve tempo; Alone a puxou para perto de si pelos cabelos fazendo-a berrar de dor. Puxou o corpo para perto de si ao mesmo tempo em que forçava o canivete contra o pescoço dela fazendo o aquariano paralisar de imediato.

– Ahahahaha...Acho que estou na vantagem de novo Degel. O que acha ahn?! – Alone pegou a lâmina e passou pela bochecha de Jim fazendo um corte não tão fundo. – É...parece que não vai ter jeito Degel, eu ia te matar por último, mas estou vendo que é você quem dá coragem a ela.

Madellene ao ouvir o som de sirenes correu escada abaixo e olhando pela janela a formação dos policiais ao redor da casa. Hakurei organizava tudo com gestos e palavras que a senhora não pode ouvir. Voltou até a sala e abriu a porta dando acesso ao detetive e alguns policiais.

A viatura onde Aiacos e os gêmeos estavam chegou logo em seguida. Os irmãos desceram rapidamente, mas foram impedidos de avançar porta adentro pelos policiais que deixaram somente o investigador passar. Defteros bufou assim como Aspros que ainda tentou forçar a barra, mas sem sucesso.

– Eu quero todo mundo a postos. Ele está usando Jim como refém, ninguém atira! – Ordenou Hakurei que subiu as escadas rapidamente junto com Aiacos e se posicionou no corredor.

Jim mirou os olhos de Degel para em seguida ver pelo espelho o reflexo de Hakurei e Aiacos de tocaia na porta do quarto. A ruiva mirou novamente os olhos do amado que até então não havia visto os policiais ali.

– E então, irão correr o risco de acertá-la policiais?! – Gritou Alone virando em direção à porta e usando Jim como escudo.

– Alone já chega. Acabou você perdeu. – Disse Hakurei apontando sua pistola 9mm. Alone gargalhou novamente caminhando em direção a porta usando Jim como escudo. Ele olhou para Degel e ordenou aos berros que ele empurrasse o gaveteiro para que prendesse a porta arrombada. Sem saída o francês obedeceu e com dificuldade fez o que lhe fora ordenado. Ao término caminhou devagar para sua posição inicial.

–Merda! Filho da puta! – Xingou Aiacos olhando para Hakurei que crispou os lábios e desceu as escadas deixando o mais novo e mais dois policiais na porta do quarto.

– Agora somos só nós três. – Disse irônico.

– Alone, por favor, já chega. – Jim pedia com a voz chorosa. O garoto gargalhou para enfim dizer:

– Ah querida Aya, quantas vezes terei que dizer a você que Alone não está mais aqui? – Degel franziu o cenho assim com Jim. – Mas ah! Também o que eu queria, eu nem me apresentei. – O garoto cheirou os cabelos vermelhos até onde seus pulmões aguentaram, para em seguida bem ao pé do ouvido dela revelar-se:

– Pode me chamar de...Hades...minha querida Aya. – Lambeu o rosto dela que fechou os olhos e esboçou uma careta de nojo. Degel sentiu raiva e apertou o cabo da lâmina entre seus dedos. – Então está na hora de acabar com isso...e já que você não quis ser uma boa menina em fazer um belo corte nesse pescocinho, eu serei obrigado a pôr sua cabeça em outro corpo... Jim Kinneas.

Quando “Hades” terminou sua frase sentiu sua perna ser atingida por algo afiado, penetrando funda sua carne ao mesmo tempo em que o objeto rodava causando ainda mais dor fazendo com que soltasse a ruiva de imediato. Quando ela havia caído pela segunda vez ele havia se distraído dando a chance para que ela pegasse o bisturi que havia soltado, mas que agora estava enterrado em sua perna direita.

– Aya!!! – Berrou. A ruiva correu em direção a Degel, sentindo Hades mesmo ferido ao seu encalço e quando ela sentiu seu rosto se chocar contra o peito do francês tudo ficou silencioso.

Ela manteve-se imóvel por alguns segundo, os olhos fortemente fechado se abriram devagar. O som do coração de Degel acelerado retumbava sob seu ouvido colado no peitoral que inflava devagar pelo ar que entrava pela boca levemente aberta. O corpo de Hades encostando levemente ao seu, causando um arrepio de medo, mas estranhamente tudo estava quieto. Jim levantou o rosto e viu a face de Degel frente a frente com Hades. Os olhos fixos um no outros sem se desprenderem nem um segundo.

Hakurei apareceu correndo na varanda do quarto e estancou quando viu a cena diante de si.

– Acabou. – Sussurrou abaixando sua arma em seguida.

I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone

(Estou tão cansada de estar aqui
Suprimida por todos os meus medos infantis
E se você tem que ir
Eu desejo que você apenas vá
Porque sua presença ainda permanece aqui
E ela não me deixará deixar sozinha)

Quando Jim se jogou contra seu peito, Degel a envolveu com seu braço direito protegendo ela do canivete que acertaria em cheio o pescoço. Por outro lado, em uma reação de defesa cravou a lâmina que segurava no abdômen de Alone. O garoto franziu o cenho e entreabriu os lábios em uma expressão de dor sem desprender seus olhos dos violáceos do outro. Degel puxou a lâmina rapidamente arrancando a mesma do corpo de Alone que deu um suspiro e um passo para trás. Jim sentindo o afastamento virou somente um pouco e viu, assim como Degel os olhos que antes eram sinistros brilharem com o azul mais límpido que Jim já havia visto na vida.

– A...Aya-chan! – Balbuciou fazendo a moça arregalar os olhos marejados. Deu mais dois passos para trás e esticou a mão livre para ela. – Go...gomen-nassai. – Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto triste do rapaz.

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

(Essas feridas não vão cicatrizar
Essa dor é muito real
Há muita coisa que o tempo não pode apagar)

– Alone!!! – Jim balbuciou ao mesmo em que erguia sua mão em direção à dele e quando seus dedos iriam se tocar ele tombou indo ao chão.

When you cried, I'd wipe away all of your tears
When you'd scream, I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim)

– Você acha que um dia eu vou ser um pintor muito famoso?

–Que pergunta besta é essa Alone?! É logico que sim! Você é incrível. – Disse Aya recostando sua cabeça no ombro do amigo que desenhava enquanto ela observava. – Eu queria ficar assim para sempre sabia?! Sentada aqui, sob nossa árvore, olhando você desenhar para o resto da minha vida.

– Não tem porque se preocupar com isso. – Alone recostou sua cabeça na de Jim e fechou os olhos aproveitando o momento de carinho e cumplicidade. – Eu vou estar sempre com você.

– Idem! – Respondeu e sorriu.

– Alone! – Jim gritou e se soltou de Degel que resmungou de dor pelo canivete que ainda estava cravado em seu braço, mas nada disse e nada fez. Ele sabia que mesmo depois de tudo que o garoto havia feito Jim sempre se culpava pelo atual estado dele.

You used to captivate me
By your resonating light
Now, I'm bound by the life you've left behind
Your face it haunts my once pleasant dreams
Your voice it chased away all the sanity in me

(Você costumava me cativar
Com a sua luz ressonante
Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade em mim)

– Ah não, Alone! – Jim ajoelhou ao lado do corpo ferido, mas sem tocá-lo. Seus olhos verdes dançavam pelo rosto machucado. Ele abriu os olhos e os azuis que ela já não via há tantos anos refletiram nos seus.

– Eu nunca vi olhos tão azuis como os seus? – Disse a menininha de cabelos vermelhos, olhando bem perto os olhos do menino loirinho que tinha suas bochechas vermelhas de vergonha.

– E...e...e eu nunca vi olhos tão verdes como os seus Aya. – Respondeu sem jeito. – Eu queria que os meus fosse assim. – Completou.

–Então vamos fazer assim! – Pegaram papel e lápis de cor e cada um desenhou e pintou da forma que via os olhos um do outro, recortando em seguida e prendendo-os com barbante. – Pronto! Agora temos máscaras com nossos olhos! – Disse a menina cheia de empolgação e em seguida pôs a “máscara” no rosto.

– Ahahahaha... ficou estranho. – Disse o menino rindo gostosamente.

– Hahahah... Você também. – Respondeu a menina ruivinha e então ambos caíram em uma gostosa gargalhada.

These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase

(Essas feridas não vão cicatrizar
Essa dor é tão real
Há muita coisa que o tempo não pode apagar)

Aya... Eu... eu sinto...muito. – Balbuciou.

– Não. Eu sinto muito Alone...a culpa foi minha, eu devia ter ouvido você. – Lágrimas peroladas desciam pelo rosto de Jim pintando a madeira do chão do quarto com pequenas gotas peroladas.

When you cried, I'd wipe away all of your tears
When you'd scream, I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim)

O garoto soluçou sentindo sangue subir por sua garganta. Tossiu fortemente deixando o líquido carmesim escorrer pelos cantos de seus lábios. Olhou novamente para os olhos verdes.

I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along

(Eu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi
Mas mesmo você ainda estando comigo
Eu estive sozinha todo esse tempo)

– Aya... Onegai...onegai...guarde as melhores lembranças e por favor... se...se um dia puder... espero que...me...perdoe.

As pupilas do garoto se dilataram assim como o rosto que levemente virou para o lado de Jim. O peito que puxava o ar com força parou e a mão que se encontrava em cima da ferida tombou inerte no chão.

– Ahhhhh nãooo!!!!! – Jim gritou em meio ao choro, desesperada jogando-se sobre o corpo de Alone.

Os policiais em volta não conseguiam entender o porque dela estar daquela maneira, ele era seu algoz, o assassino de seus pais, então porque chorar sua morte? Mas Degel que observava com pesar sabia que mesmo depois de tudo, Jim nunca havia desejado a morte dele...

Nem uma vez.

When you cried, I'd wipe away all of your tears
When you'd scream, I'd fight away all of your fears
And I held your hand through all of these years
But you still have all of me

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim)

Continua...

Notas finais
* Angell com os olhinhos cheio de lágrimas* Gente, espero que tenham gostado, beijos a todos que leram e que deixaram seus reviews e aos leitores fantasmas também. Até!!