Tilintar.

14 Descobertas Parte II


Notas iniciais
Méu Déus olha eu aqui de novo...já que fiquei um tempo sumida resolvi presentear vocês com 2 capítulos de uma vez. Espero que gostem, eu amei escrever esse capítulo. Por favor, abstraiam os erros de português e os de concordância, tudo que faço é de fã para fã com carinho e não ganho nada em troca. Não sou profissional e nem professora de português então, abstraiam sim?!! Desejo a todos uma ótima leitura. Bjimmmm!!!!!!!!!! ;P

Degel antes de ir para casa passou no hospital para cumprimentar Sísifus e saber mais sobre o estado de Regulus. Trocou algumas palavras de incentivo com o amigo e depois de quase uma hora partiu. Ao chegar em casa encontrou Jim ainda na varanda que levou um susto ao ver o francês se aproximar sorrateiro para bisbilhotar o que ela pintava. A ruiva correu e agarrou o europeu dando um beijo apaixonado para distraí-lo alegando que ele não poderia ver sua “obra de arte” antes da que estivesse pronta. Com a travessura acabou por sem querer sujando o rosto andrógeno de tinta vermelha, o mesmo não se importou muito com aquilo, abraçou forte o corpo esguio e a carregou para um banho onde se amaram com carinho e trocaram juras de amor. Depois do almoço resolveram por assistir um filme enquanto comiam brigadeiro de panela, um dos preferidos de Jim. A ruiva cansada acabou apagando nos braços do amado com a colher na boca fazendo o europeu rir da situação. Deixou Jim dormindo no sofá – depois de lhe tomar a colher e a panela quase a força — e resolveu tentar trabalhar um pouco, mas não conseguiu sua mente não conseguia parar de maquinar sobre as coisas que Jim havia lhe contado.

Noite do dia anterior...

–E então Jim, pode começar. Non quero que fique com vergonha ou...insegura, sabe que pode confiar em mim agora non sabe?! – Disse Degel tocando os fios vermelhos com carinho. A ruiva respirou fundo e enfim começou.

–Eu o conheci quando tinha 5 anos. Ele e a família dele haviam chegado da Itália há três dias, o pai dele havia ido para o Japão por conta do novo emprego.

Konnichi wa!(Boa tarde) – Cumprimentou a menininha de cabelo carmesim fazendo o garotinho olhar espantado. – Anata no namae wa? (Qual seu nome?) – Perguntou a menininha, mas não obteve resposta. O garotinho somente abaixou a cabeça e enfiou as mãos nos bolsos pronunciando sem jeito uma das poucas frases que havia decorado como resposta.

– Nihongo ga amari dekimasen(Não falo bem japonês.). – A menina ficou observando por um tempo a timidez do novo amigo e sorriu levando a mão ao queixo. Depois de alguns segundo teve uma ideia, porque não brincar de mímica? Ela então começou a gesticular.

–Oikawa...- Fez uma pausa apontando para si mesma. – Oikawa Aya. – Disse levantando as sobrancelhas esperando o menininho se pronunciar. – Oikawa Aya. – Repetiu o ato e esperou até que menininho finalmente compreendeu.

– Ângelo... – Respondeu finalmente enquanto apontava para si mesmo. – Ângelo Auditore .... – Repetiu corando em seguida.

–Au...Auditore. – Repetiu sem jeito a ruivinha.

–No. – Falou balançando as mãos em sinal de negação. – Ângelo. – Disse apontando para si mesmo. A menininha entendeu de imediato o que ele que ele queria dizer e deu um largo sorriso contagiando seu novo amigo.

–Depois disso eu e...Ângelo éramos como unha e carne, sempre juntos. Ele aprendeu a se comunicar melhor com o tempo e isso só nos deixou ainda mais unidos. A família dele conheceu a minha e a pedido dele o pai o matriculou na mesma escola que eu. Ele era muito retraído e andava sempre com seu fiel caderno de desenho embaixo do braço e quando ele não estava comigo, estava sozinho desenhando... e foi dai que as outras crianças o apelidaram de...Alone. Virou um costume e por incrível que pareça ele adotou o nome, dizia que Alone combinava muito mais com sua personalidade do que Ângelo...Foi ele quem me apresentou ao mundo dos desenhos e pinturas pelo qual me apaixonei. Nós passávamos horas desenhando um ao outro. Lógico que ele era melhor do que eu em um milhão de anos, mas com o tempo e paciência fomos evoluindo cada vez mais.

Três anos depois...

– Ual você melhorou muito Aya...parabéns, agora não sou mais um mero boneco de palitos. – Disse Alone.

–Puxa obrigada Alone, mas eu nem chego a seus pés, você é incrível. – Elogiou Jim enquanto retocava o desenho que havia feito, uma cachorra vira latas e seus 3 filhotes que estavam deitados se alimentando próximos a árvore no campo onde sempre ficavam todos os dias.

– Não exagere Aya... eu ainda estou me aprimorando, mas quando eu crescer quero ser um grande pintor.

–Tenho certeza que conseguirá. – Completou Aya sorridente.

Mas infelizmente nem tudo é do jeito que queremos. Com o passar do tempo, a empresa onde o pai de Alone trabalhava faliu e eles ficaram em péssimas condições, o pai dele arrasado passou a beber constantemente e o que era pra ser um conto de fadas se transformou em um filme de terror.

Moleque desgraçado, eu vou arrebentar você!!! – Berrou o pai bêbado.

–Não!!! Não toca nele Enrico. – Gritava a mãe desesperada enquanto tentava a todo custo proteger o filho do esposo completamente embriagado. — Corre Angelo, sai daqui!

– Então ele correu, correu até seus pulmões quase estourarem. Ouvi o som de algo batendo na minha janela e quando vi era ele. Eu não queria que meus pais me vissem saindo então, eu saí pela janela do quarto e descer por uma árvore próxima.

–Alone o que houve? Meu Deus seu olho...ta...ta...roxo! Eu vou pegar gelo, espera aqui ta bom.

–Não Aya! Não quero que seus pais briguem com você. Eu só vim porque não tinha pra onde ir. – Confessou com lágrimas nos olhos.

–Não se preocupe, eu nunca iria deixar você assim, você sabe muito bem disso. Faz assim, vai pro nosso esconderijo e eu encontro você lá okay?!

– Mas Aya...

–Sem “mas” Alone vai... anda!!

Alone correu para um celeiro abandonado que havia próxima a casa e escondeu-se em um canto mais escuro e esperou. Na casa a ruivinha caminhou sorrateira até a cozinha pegando um pouco de gelo e juntando em um pano de prato, depois saiu do mesmo jeito e correu até o amigo.

–Ele bateu em você outra vez. – Disse Aya com a voz carregada de irritação.

–Deixei minha mãe sozinha Aya...sou um fraco.

–Não ele é um covarde isso sim.

–Você não devia estar aqui, seu pai pode achar ruim.

–Olha você me procurou não foi? Somos amigos e eu nunca vou deixar você esqueceu?! – Falou com convicção abraçando o amigo com força que chorava copiosamente.

–Depois de um ano o pai de Alone foi embora, simplesmente sumiu. Deixando a mãe dele sozinha desesperada e sem saber o que fazer, acabou se envolvendo no que não devia e caiu no mesmo erro que o marido... a bebida. Alone ficou ainda mais retraído e os meninos na escola...ahhh como eu odiava aqueles malditos garotos, implicavam com ele sempre que tinham uma oportunidade. Em um certo dia quando eu estava saindo da aula, uma das minhas amigas chegou correndo esbaforida...

– Aya!!! Aya!!!! Os meninos...os meninos...- Tentava falar a pobre menina esbaforida.

–O que houve Sayaka, diz logo. – Volveu Aya sentindo nervoso começar a crescer dentro de si.

– Aquele garoto, aquele...nojento está batendo no Alone de novo lá na saída.

Aya arregalou os olhos e correu o mais rápido que podia, sentindo como se seus pés mal tocassem o chão e quando chegou do lado de fora sentiu seus olhos arderem pela claridade. Semicerrou os olhos até que eles se acostumassem e quando finalmente enxergou saiu correndo passando no meio dos colegas que somente olhavam espantados. Um garoto bem maior havia dado um soco no rosto de Alone o deixando no chão com um belo corte abaixo do olho e o canto dos lábios sangrando. Aya irritada com a covardia empurrou com toda força o maior que caiu de joelhos.

–Seu babaca, por que não se mete com alguém do seu tamanho. – Berrou furiosa.

–E desde quando eu tinha o tamanho dele? – Sorriu lembrando-se da sua valentia na infância. – Quando ele levantou ficou tão furioso pela minha ousadia que nem pensou duas vezes, me deu um soco tão forte no estômago que pensei que iria morrer. Alone se aproximou de mim preocupado, senti tanto ódio daquilo que desejei que ele morresse.

–E o que você fez? – Perguntou Degel.

–Eu acertei uma pedra bem no meio da boca dele. A última coisa que lembro foi de o ver chorando enquanto cuspia seus dois dentes da frente, depois disso eu desmaiei e quando acordei estava no hospital. Ganhei uma bela dor no estômago, uma semana de suspensão e um belo esporro de meus pais, mas eu fiz minha parte, ajudei um amigo e nunca me arrependi disso. Os dias se passaram...os anos também... e aí chegou a tão sonhada faculdade e junto vieram nossos problemas. Eu e Alone havíamos conseguido bolsas para uma das melhores universidades do Japão, eu cursava Desenho industrial e ele Artes Plásticas e foi no segundo período que eu conheci os irmãos Griffen.

–Olha lá são eles!

–Nossa como eles são lindos mal dá pra escolher.

–Quem? – Perguntou Aya procurando com os olhos.

– Minos e Lune Griffen...eles não são lindos? – Disse uma das amigas.

– Eu acho eles incríveis. Imagina só ser a namorada de Minos ou Lune Griffen. – Gargalhou uma das meninas do grupo.

–Uall...eles são reais? – Aya falou consigo mesma.

Em uma fração de segundos Minos olhou para Aya mirando de longe seus olhos enquanto mantinha seu famoso sorriso de escárnio. O mais velho saiu do meio dos amigos e caminhou felinamente em direção a ruiva que estancou suas amigas ficaram de boca aberta sem acreditar que o primogênito dos Griffens estava vindo até elas, ou melhor, até Aya.

–Uall são naturais? – Perguntou Minos segurando uma mecha do cabelo de Aya e aspirando o cheiro de shampoo.

–Ah...sim, por incrível que pareça sim. Eu puxei minha mãe ela é...

–Eu estou falando de seus olhos. – Interrompeu Minos dando um sorriso sacana. Aya retribuiu o sorriso e somente acenou com a cabeça positivamente.

–Qual seu nome ruiva? – Perguntou Minos ainda cheirando a mecha rubra entre os dedos.

–Oikawa Aya. – Respondeu somente.

–Hum...vai ser um prazer conhecer você Oikawa. – Minos sorriu enquanto seus olhos decoravam cada detalhe do rosto de Aya.

– Eu nem preciso te dizer o que aconteceu depois não é?! – Passou a mãos nos cabelos jogando a franja farta para traz e respirou com pesar.

– Acabei virando a namorada de Minos Griffen, a universidade inteira sabia quem eu era e o que eu era. Aquilo fez me sentir como se fosse um astro, uma celebridade, mas o que eu não sabia era que por conta desse...excesso de vaidade eu pagaria um preço alto demais.

Alone para com isso eu já falei que Minos não é assim.

–Aya me escute, ele não é o que parece. Quantas vezes vou ter que repetir que ele não boa -companhia pra você e nem para ninguém?

–Ai Alone não exagera ta bom?! Eu sei que ele não é o mais certinho dos caras, mas também não é esse monstro que você pinta né?!! – Alone bufou não acreditando na teimosia de Aya.

– Olha eu preciso te contar uma coisa. – Fez uma pausa. – Eu o vi com umas garotas e...e ele...ele estava...aos beijos com uma delas. – Confessou fazendo Aya arregalar os olhos incrédula.

–Não! Não Alone...para!!

–Aya me escute! — Interrompeu

–Não Alone você deve estar enganado...ele...ele disse que...

–Aya!!! Eu não estou enganado, eu o vi. Estava ele, Lune e aqueles amigos...nojentos deles e um monte de garotas em uma picape. – Aya manteve-se em silêncio enquanto tentava processar o que o amigo havia lhe confessado. – Olha pra mim Aya, eu nunca mentiria pra você, somos amigos e eu só quero seu bem, ele não presta assim como o irmão seboso dele e aqueles “amigos”. Ele só quer você para desfilar por aí, acredite em mim, por favor!

Aya pensou por alguns minutos sentindo seus olhos arderem por lágrimas que marcaram seu rosto. Alone envolveu-a em um abraço carinhoso deixando que a amiga derramasse com força as lágrimas da decepção.

– No dia seguinte eu terminei com Minos e ele lógico não aceitou ainda mais quando descobriu que fora Alone quem havia me alertado sobre suas “peripécias”. Minos já tinha tentado me afastar de Alone algumas vezes, alegando que ele era estranho demais para andar com alguém como eu e que ele só me atrapalhava a evoluir. Perdi as contas de quantas vezes nós brigamos por causa da minha amizade e pelo fato de eu sempre estar do lado dele. — Suspirou fazendo uma pausa. – Depois de dois meses Sayaka deu uma festa de aniversário e lógico, os Griffens nunca ficariam de fora. Sayaka insistiu tanto para que eu fosse que acabei cedendo...es o meu erro. A festa estava super animada, arregrada a muita bebida e comida, eu não me lembro como aconteceu...tenho certeza de que não bebi naquela noite, mas eu fiquei tão zonza e descoordenada depois daquele...daquele maldito copo de refrigerante.

– Opaaaaa...a ruiva está doidona...hahahahahaha nem consegue ficar de pé – Gargalhou um dos amigos de Minos que se aproximou de Aya.

–Você está bem ruiva? Quer que eu te leve pra casa? – Disse Minos com sua máscara de falsidade.

–N...não! – Balbuciou enquanto forçava a visão turva a enxergar algo, a cabeça rodava e o corpo já não obedecia mais. Quando tentou levantar acabou perdendo o equilíbrio e caiu sendo amparada por um solícito Minos.

– Vem ruiva! Vou levar você pra casa.

Minos passou um dos braços de Aya em volta de seu pescoço e enlaçou a cintura com uma mão e caminhou com ela até a saída, enfiou-a no carona de sua pick up e partiu para casa dela. Quando chegou percebeu que não tinha ninguém, e como um bom “amigo” achou que não era nada viável que Aya dormisse sozinha em casa no estado em que estava então levou-a para sua casa e depositou o corpo desfalecido em sua cama.

– Hummm...- Resmungou a ruiva ao ser posta na cama.

–Você é linda sabia. – Minos sussurrou enquanto acariciava o rosto pálido. – Seria uma maldade deixar você dormir assim. – Deixou seus dedos escorregarem até o decote da blusa e apalpou o seio macio por cima da peça. O primogénito sorriu maldoso. Era a oportunidade que tanto queria.

– Eu não sei como...no estado em que eu estava...nós...nós transamos. – Jim levou a mão ao rosto envergonhada.

–Non tem do que se envergonhar chérri. – Volveu Degel se aproximando mais de Jim.

– Que jeito maravilhoso de se ter sua primeira vez né?! – Sorriu melancólica já sem forças para segurar as lágrimas. – Quando eu acordei no dia seguinte senti um enjoo horrível e uma dor de cabeça forte, olhei ao redor e notei que não estava em casa, olhei para lado e vi Minos...apagado...e...e...sujo de...de sangue deitado ao meu lado. – Falou com dificuldade.

Minos!!! Minos!!! – Chamou enquanto o sacodia, o primogénito resmungou alguma coisa e abriu os olhos com dificuldade e quando viu Aya sorriu levando uma mão ao rosto assustado.

–Bom dia! Dormiu bem?

–Que droga é essa Minos? Onde estou? Que sangue é esse? Você...você...

–Sangue? Ahhh tá não, relaxa não é meu. – Disse levantando-se.

–E de quem é? Questionou Aya assustada.

–É de porco. – Falou tranquilo

–Porco? Que história é essa Minos? Como eu vim parar aqui? O que houve? Por que está todo sujo assim? – Minos sorriu maldoso para Aya que ficou ainda mais assustada.

–Deixa eu te mostrar. – O Griffen mais velhos pegou o celular em cima do criado mudo e selecionou um vídeo entregando em seguida nas mãos de Aya que ficou em choque.

–Minos, Lune e os amigos deles fizeram uma emboscada para Alone alegando que eu havia passado mal na festa e que precisava de ajuda e ele largou tudo para me ajudar. – A voz saia completamente embargada pelo choro. – Eles o pegaram no meio do caminho e o levaram para um terreno baldio onde os amigos dos Griffens já haviam deixado tudo preparado. Cavaram um buraco e o jogaram, era fundo e ele não tinha como sair. Minos me disse que ele, Lune e os amigos mataram alguns porcos e...e...retiraram suas vísceras e seu sangue. Ah Degel... – Jim jogou-se nos braços do amado e chorou, chorou até perder o fôlego. O francês esperou pacientemente até que a ruiva se acalmasse e enfim continuasse. – Eles...eles ficaram jogando...jogando aquela...nojeira nele enquanto ele corria de um lado para o outro como um...um coelho amedrontado. Eles riam e escarneciam dele...eles achavam graça daquilo enquanto ele pedia por socorro e implorava para que eles parassem, mas eles não pararam...ficaram nessa...tortura por quase duas horas. Senti tanto ódio de Minos que sem pensar joguei o celular dele contra a parede e avancei pra cima dele...

Seu maldito, como você teve coragem de fazer isso? Eu te odeio!!! Te odeio!!!! – Berrada Aya enquanto dava socos e tapas em Minos que somente sorria.

–Ei calminha aí...você quebrou meu celular porra!!! Que droga você não viu a melhor parte.

–O que??? – Disse Aya completamente transtornada.

–Olha eu disse a ele que foi você quem mandou chamá-lo e que você sabia da emboscada. De início ele não quis acreditar, mas com um pouco de persuasão quem não acreditaria não é?! Afinal nós dormimos juntos. – Riu ao terminar. Aya trincou os dentes e disparou um soco e uma cusparada bem na face de Minos que mantinha o maldito sorriso. Ele passou a mão na saliva que escorria em seu rosto e lambeu a mão suja.

–Eu tenho nojo de você!!! NOJOOO!!!!!! – Berrou Aya saindo em seguida.

– Eu corri como um louca... eu...eu não sabia Degel, eu juro que não sabia de nada. Se eu não tivesse ido aquela maldita festa...se eu...se eu tivesse ouvido Alone na primeira vez em que ele me alertou sobre os Griffens isso...isso não teria acontecido. – Fez uma pausa recuperando um pouco o fôlego. – Eu corri para casa...

Okaasan*, otousan*!!!

–Aya onde esteve? – Perguntou a mãe aflita.

–Okaasan eu... – Aya engoliu em seco, sentindo a vergonha queimar a face ao lembrar-se de que havia passado a sua primeira noite com Minos mesmo contra sua vontade. – Eu achei que estava tarde demais e acabei dormindo na casa da Sayaka. – Mentiu. – Okaasan gomenasai, mais eu preciso ir preciso...eu preciso falar com Alone...eu tenho que...

–Aya minha filha, sente aqui. – A mãe vendo que Aya iria sair a segurou.

–Não okaasan eu tenho que ir agora. – Disse relutante.

–Minha filha...é melhor você se acalmar. Eu preciso te dizer uma coisa sobre Alone. – Aya mirou com espanto as esmeraldas de sua mãe e deixou-se devagar ser guiada até o sofá. – Meu anjo...aconteceu uma coisa horrível ontem à noite... – Fez uma pausa engolindo o choro.

Jim olhou em direção a janela do quarto de Degel observando a noite escura, sentiu o peito doer com as lembranças. Não era justo...por que tudo tinha que acabar daquele jeito?

– Eu corri para casa de Alone chorando desesperada na rua e quando eu cheguei não consegui acreditar. – Fez uma pausa fechando os olhos. – A casa dele...estava...completamente queimada. Havia sido devastada pelo fogo. Eu gritei por ele e tentei avançar, mas um dos bombeiros me impediu...

–NÃOOOOOO....ALONEEEEEEEEE!!!!

–Por favor acalme-se menina. – Pedia o bombeiro enquanto esforçava-se em segurar Aya que gritava e se debatia desesperada.

–ALONEEE...NÃO! ME LARGAAA, ELE...ELE PRECISA DE MIM...ME SOLTA!!!! AHHHHHHHHHHHHH – O berro de desespero e dor ecoou pelo quarteirão.

– A mãe dele, bêbada dormiu no sofá com um cigarro na mão. A casa se incendiou e...ela e...e...a irmãzinha dele mo...morreram no incêndio. – Jim levou a mão em direção à boca na tentativa de conter o choro em vão. – Não se sabe se ela já estava bêbada antes de Alone sair, mas eu o conheço e sei que ele jamais sairia de casa e deixaria a mãe bêbada sozinha com a irmã...ela...ela só tinha dois aninhos Degel...enquanto ele estava lá...preso naquele...MALDITO BURACO... por minha causa a mãe dele e a irmã morriam queimadas. Eu procurei Alone em todos os lugares, espalhei cartazes, mas nunca o encontrei. Depois desse episódio passou-se quase um ano e aí começou... primeiro um acidente de carro. Os amigos de Minos e Lune perderam a direção enquanto saiam de uma festa e bateram em uma árvore, mas o que era mais intrigante foi que eles morreram carbonizados e o incêndio foi criminoso. Depois de três meses foi a vez de Lune, encontraram ele no banheiro de sua casa assassinado. Suas mãos foram amarras atrás do corpo, sua boca havia sido...rasgada no formato de um sorriso e sua garganta foi cortada tinha um corte tão profundo que quando tentaram remover o corpo a cabeça se desprendeu. Minos ficou em choque e mudou radicalmente de comportamento depois da morte do irmão, mas dois meses depois... adivinha! – fez uma pausa. – Encontraram o corpo de Minos enforcado no ganho da árvore onde eu e Alone sempre desenhávamos. Havia um corte enorme que iniciava em sua garganta e acabava em seu baixo ventre, seus órgãos ficaram espalhados pelo gramado. O Srº Griffen não suportou a perda dos filhos e se suicidou com um tiro na boca na frente da esposa que enlouqueceu. As coisas se acalmaram por algum tempo, nós nos mudamos e quando eu pensei que o pesadelo havia acabado foi quando ele veio atrás de mim... Eu estava chegando da faculdade... era quase 22:00, estava frio e escuro. Estranhei quando vi a casa completamente escura...

– Okaasan*, otousan*, Kaeda-chan!

–Chamei por meus pais e meu irmão, mas não obtive resposta. Caminhei devagar e tentei acender a luz, mas ela não acendeu então olhei ao redor e percebi uma luz fraca que vinha da sala de estar. Caminhei devagar forçando a visão na tentativa de ver alguma coisa e quando abri a porta eu quase desmaiei de susto, mas eu nem tive tempo de respirar. Quando ameacei correr senti algo bater forte em minha cabeça. – Jim passou a mão na cicatriz da cabeça. – E eu desmaiei...Mesmo desmaiada eu podia ouvir os gritos deles, eu não conseguia distinguir muito bem o que eles diziam, mas eu sabia que era a voz de meus pais. Depois de um tempo eu pude ouvir a voz do meu irmão me chamar baixinho.

–Onee-chan...Onee..one...onee-chan, me ajude!!

A voz de suplica e chorosa do meu irmão me fizeram despertar completamente, levantei a cabeça amargando o gosto de ferrugem do sangue que escorria da minha testa e sujava meu rosto, olhei em direção a voz dele e quando vi senti meu corpo estremecer de medo. Fiquei desesperada e instintivamente tentei levantar, mas não consegui e foi aí que eu percebi que minhas mãos estavam...amarradas no braço da cadeira. Comecei a sacodir o corpo tentando me soltar e levantar, mas não adiantou, olhei em volta tentando me localizar e vi...vi meus ...pais enforcados no portal de entrada para o corredor que dava acesso aos quartos. – Fez uma pausa — Estavam um de frente para o outro, mortos. Meu pai tinha...várias marcas de...faca sei lá espalhadas pelo corpo e minha mãe...um corte horizontal fundo no abdômen. Fiquei desesperada, comecei a me sacodir ainda mais forte, olhei em direção ao choro e vi meu irmão jogado no chão como um cão acorrentado, havia várias marcas de sangue em sua roupa e seu rosto.

– Não...Kaeda?!! KAEDAAAAA!!!!!! – Gritou ao ver o corte profundo no braço do menor que chorava e implorava por ajuda.

– Me debati ainda mais forte tentando me livrar daquela maldita corda até que em um impulso a cadeira em que eu estava caiu. Senti uma dor aguda no ombro esquerdo quando bati no chão e trinquei os dentes para não gritar engolindo a dor... quando abri os olhos eu... olhei nos olhos do meu irmão e depois olhei em volta tentando.... tentando achar uma explicação para aquilo, mas eu não conseguia. De repente eu...ouvi...- fez uma pausa...ouvi passos. Forcei os olhos na direção do som que vinha...do...corredor...onde...onde meus...pais estavam mortos e fiquei paralisada. Os olhos azuis inconfundíveis, mas que agora carregava um... brilho malígno e o sorriso que antes era angelical agora era maldito. Eu não conseguia acreditar no que estava vendo, ele havia sumido e agora estava ali bem diante dos meus olhos e...mantinha...um sorriso cruel de quem gostasse do que via.- Fez uma pausa respirando fundo e soltando o ar devagar. — Sim ele estava gostando do que via, eu me perdi nem sei por quanto tempo no olhar dele tentando achar uma resposta para aquilo tudo até que...eu ouvi aquele...som...horrível... o som do tilintar...era o som das lâminas que ele havia usado para matar todos. Ele se aproximou devagar e abaixou perto de mim virando a cabeça para que ficasse na mesma posição que a minha sem desviar o olhar.

– Por quê? Maldito!! Por que? Por que fez issooooooooooo? – Berrou

– Você está linda assim, sabia? – Levou a mão direita ao rosto caído sujo de sangue.

–Não me toca!!!!!! – Gritou e em seguida lançou contra o rosto de seu algoz uma cusparada misturada com um pouco de sangue.

– Ele fechou os olhos com força e levantou-se de vagar enquanto...batia uma lâmina na outra...me obrigando a ouvir aquele maldito tilintar enquanto caminhava em direção ao meu irmão...

–Onee-chaaaaaaaann!!! Tasuketeeee!!!!!!!!!Onegai....Onee…onee-chan!!!!

–Não...não, não, não!!!Deixa ele em paz!!!!! – Gritou. — Por favor, não... deixe-o, por favor...ele é só uma criança. Não faça isso, ele não tem culpa!!!!!!!!!!

–Então ele parou e olhou nos olhos ...

–Diga! – Ordenou com a voz fria.

– O que?

–Diga a ele que ficará tudo bem. – A frieza na voz faz Aya tremer.

– DIGAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!

– Seu grito ecoou pela casa inteira e eu tremi de susto e de medo. Ele me obrigou...ele me obrigou a dizer que ficaria tudo bem quando eu sabia que não seria. – Jim tremia nervosa com as lembranças enquanto as lágrimas desciam com força em meio a soluços. – Eu olhei dentro dos olhos do meu irmão e...e...menti...Deus eu menti...

– Ficará tudo bem! Kaeda...olhe para mim...ficará tudo bem.

–Nunca me senti tão...impotente e inútil como naquele dia, eu não consegui fazer nada, somente observei meu irmão ser...decapitado.

–AHHHHHHHHHHHHHHHHH...NÃOOOOOOO...MEU DEUS NÃOOOO!!! AHHHHHHH...

–O sangue esguichou com tanta força que lavou meu rosto e uma parte do meu corpo. Eu senti o sangue quente do Kaeda molhar minha face e a...vi a cabeça dele rolar como...como...uma...bola de boliche em minha direção. Ele ficou me observando gritar por minutos antes de começar a falar...

Como se sente agora Aya? – Falou com a voz calma. – Como se sente perdendo as pessoas que você tanto ama? Qual é a sensação de ver seus... entes queridos morrerem e você estar impotente...presa.– Rosnou a última palavra. – Sem poder fazer nada?

–Por que está fazendo isso Alone? Por... por...que? – Disse com esforço.

–Por que? Você ainda tem coragem de me perguntar isso Aya? Aquele idiota saiu de casa por sua causa. Deixou a minha mãe e minha irmãzinha por SUA CAUSA pra que?? Pra você ir para cama com Minos. Você sabe o que eles fizeram? Ãhn?! Sabe? – Falou se aproximando. — Você é uma desgraça Aya sempre foi. Tudo isso é culpa sua!!! Você destruiu a todos, por sua causa ele perdi minha família, por sua causa a família Griffen foi a ruina e por SUA causa a SUA família está morta e será por SUA CAUSA que todos que estiverem a sua volta pagaram. – Berrou se aproximando ainda mais.

–Alone...por favor!! – O garoto parou por alguns instantes e gargalhou sinistramente.

–Alone? Alone não está aqui agora querida. – Aya arregalou os olhos sentindo como se punhos de gelo apertassem seu coração e o medo gélido fez seu corpo tremer.

Quando cai o braço da cadeira se partiu com o impacto. Quando Alone se aproximou e segurou meu cabelo eu o soquei e a madeira que ainda estava presa no braço acertou em cheio seu rosto e ele caiu batendo as costas na parede. Eu agi por impulso, achei que ele ia me degolar também. Me sacudi desesperada me libertando das cordas enquanto ele ainda estava zonzo no chão, levantei rápido, sem olhar para trás e quando eu tentei correr eu senti algo cortar meu braço. – Jim levou a mão ao braço esquerdo tocando a cicatriz do corte.

–Ahhhhh...- Gritou de dor.

–Onde pensa que vai? Não terminamos a conversa.

–Alone...por favor não faça isso. Por favor...me perdoe...eu...eu não...

–Cala a boca, pare de chamar por ele sua desgraçada!!! Eu vou fazer você se arrepender de ter nascido, vou fazer você sentir a dor de perder tudo que tem, tudo que ama, vou fazer você amargar a dor da perda de uma maneira que você irá implorar para morrer...Oikawa.

Quando Aya tentou correr Alone rapidamente pegou uma das lamparinas que iluminavam o local e arremessou em direção à porta bloqueando a passagem. A ruiva desesperada não sabia o que fazer enquanto Alone se aproximava como um leão preste a devorar sua presa. Sem opção Aya correu no meio do fogo passando para o corredor que dava acesso a sala e caiu no chão sentindo suas botas derreterem pelas chamas, bateu os pés desesperada na tentativa de apagar o fogo que devorava seus calçados e sua pele. Quando finalmente conseguiu a figura de Alone saltou do meio do fogo como um predador não dando tempo para Aya reagir cravando em sua coxa uma das lâminas e rasgando como a carne de um animal. Aya berrou de dor e institivamente lançou um chute com a perna livre que acertou o peito do garoto que sorria maldoso lançando-o para uma distância razoável de si. Com esforço a ruiva se agarrou ao móvel que possuía fotos da família e se levantou observando a figura de Alone se reerguer e começar a caminhar em sua direção. Aya olhou em volta e empurrou com esforço o grande relógio que já estava sendo consumido pelo fogo fazendo uma barricada de chamar entre si e Alone que sorriu.

Eu me arrastei como pude até a sala e sem forças fui ao chão. Não conseguia entender como ele havia se tornado alguém...tão cruel. Ângelo...como anjo... agora...ele era um demônio, um demônio me caçando como um predador faminto, rugindo no meio do fogo. Fiquei largada no chão não sei por quanto tempo inalando a fumaça e sentindo meus pulmões arderem enquanto eu observava a última foto que restava da nossa família. A foto que havíamos tirado na nossa viagem para a Ilha de Milos, eu estava quase desistido, não tinha mais forças, não tinha mais motivos, tudo havia acabado. Eu não tinha mais nada, não tinha amigos, não tinha Alone, não tinha meus pais, nada mais havia restado. Senti como se meu corpo fosse apagar, mas os sons daquelas lâminas me fizeram voltar à realidade, forcei meus olhos na direção do som e vi...Alone caminhar com o olhar sério... os olhos azuis se destacam no meio da fumaça, um azul tão...límpido que eu jamais iria esquecer.

–Ahh meu anjo...não foi nada cordial de sua parte fugir de mim assim. – A voz soou baixa, calma e melosa ecoando pelo local – Sabia que fica ainda mais bela quando chora? Sempre gostei muito mais ver seu lindo rosto banhado por lágrimas do que aquele seu “so-ri-zi-nho.” O medo e o desespero fazem você adquirir expressões que nem imagina minha cara. – Falou se aproximando devagar.

–Por quê? – Falou Aya em quase um grito – Por que fez isso a eles? Eles não mereciam... meu irmão, ...meus pais...não...ele...não... Isso não pode ser...real!

–Eu sabia que ele não iria me responder, mas era a única coisa que vinha em minha mente. Como o Alone, ou melhor, o Ângelo que eu conheci havia se tornado aquilo? Ele nunca havia feito mal a um inseto e agora estava matando...matando pessoas. – Jim chorava e soluçava sem parar, as palavras saiam com dificuldade e esforço. Degel aproximou-se ainda mais e segurou seu rosto entre as mãos, Jim fechou os olhos com força enquanto falava e chorava ao mesmo tempo...

– Ouvi vozes vindas lá de dentro, acho que ainda tem gente lá. Precisamos ajudar rápido, chamem os bombeiros. – O som de algo batendo forte contra a porta fez com que Aya e Alone voltassem seus olhos na mesma direção. Por instinto, a ruiva abrigou-se a retirar forças de onde não tinha, arrancando o grito mais alto que já dera clamando por socorro, sentiu gosto de sangue na garganta tamanha a força feita pelo grito.

– Eu já não tinha mais forças pra continuar, mas vi quando Alone se afastou e desapareceu em meio as chamas. Ouvi quando a porta de entrada foi derrubada por alguém que na hora eu não consegui identificar, eu já não conseguia mais distinguir o que estava acontecendo a minha volta. Por fim eu já havia cansado de lutar e me entreguei ao cansaço, mas antes de fechar completamente os olhos eu olhei pela última vez o porta-retratos gravando aquela imagem em minhas memórias. – Jim soluçava e chorava desesperada. – Ah Degel se eu pudesse...se...se eu pudesse fazer o tempo voltar. Se eu tivesse ouvido Alone desde o início. Por que tinha que ser desse jeito Degel por quê? – A ruiva se jogou nos braços do amado apertando-o com força em um abraço. – Eu não queria que tivesse sido desse jeito, eu nunca quis que isso acontecesse, eu voltei por ele, eu fui lá por ele... eu devia ter morrido naquele dia, mas eu ainda... estou...viva e eles...morreram por minha culpa, eu transformei Alone em um monstro, eu sou uma desgraça para todos a minha volta, eu destruo tudo que toco Degel...tudo!!!!

–Non chérri isso non é verdade. – Degel enfiou as mãos nos fios carmesim forçando Jim a olhar em seus olhos. – Isso non é verdade mon ange, non diga isso.

–Você não devia... não devia estar perto de mim, eu...eu não quero que algo de ruim aconteça com você por minha causa. – Jim tremia e respirava rapidamente. Degel acariciou o rosto transtornado da amada na tentativa de acalma-la sentindo suor frio brotar da pele pálida.

– Non vai acontecer nada comigo mon ange, acalme-se. Eu vou ficar bem non vai acontecer nada. – Jim começou a se movimentar na tentativa de se libertar dos braços de Degel que tentava a todo custo acalmá-la.

– Não...não fica...fica longe de mim...fica longe de mim Degel...eu não quero...não quero que você se machuque...fica longe de mim.

Jim levantou bruscamente e se afastou de Degel, seu corpo inteiro tremia, a respiração estava acelerada demais e o suor frio escorria em excesso pela pele branca. O francês observou o desespero de Jim com espanto, agora ele entendia por que Aspros nunca conseguiu arrancar a verdade dela. Levantou-se rapidamente e começou a caminhar devagar na direção de Jim que repetir sem parar para que ele se mantivesse longe enquanto caminhava em sentindo contrário a ele.

–Ele....ele...disse....ele disse que vai...te...vai te matar... – Jim enfiou as mãos nos cabelos segurando a cabeça desesperada fechando os olhos com força. – Ele vai te matar....vai...cortar...vai cortar sua garganta...ele disse que...vai fazer você...vai fazer sangrar...sangrar como...como um...porco que você é!!! – Quando terminou Jim caiu sentada no chão enquanto chorava e gritava desesperada ao mesmo tempo em que balançava a cabeça de um lado para o outro.

Degel correu escada abaixo se lembrando dos comprimidos que Aspros havia lhe mandado comprar, pegou uma cartela, uma garrafinha de água e voltou na mesma velocidade jogando-se de joelhos na frente de Jim que grunhia em desespero.

– Jim olhe para mim chérri... – Forçou o rosto de Jim em sua direção e tentou fazer com que ela aceitasse os comprimidos sem sucesso. – Vamos Jim abra a boca.

A ruiva parecia não ouvir presa em seu desespero e medo. Degel largou tudo e sentou-se atrás dela puxando-a para se recostar em si, mas Jim voltou a se debater forçando o corpo para frente tentando se soltar. O francês prendeu as penas da ruiva no meio das suas e a envolveu em um abraço ao mesmo tempo em que prendia seus pulsos.

– Vai ficar tudo bem, eu estou aqui...eu te amo...eu te amo chérri... eu te amo...non faz isso comigo mon ange. – Sussurrou rente ao ouvido de Jim. – S'il vous plaît...non faz isso comigo...non. – Degel ficou assim por alguns minutos até Jim cansar, pegou os comprimidos novamente e levou a boca dela que dessa vez aceitou bebendo um gole d’água em seguida. – Isso...bonne fille*!

– De...Degel...eu... – Balbuciou.

–Shiiiii... já chega mon amour.

–Ma...mas Degel...eu.. – Degel soltou os pulsos de Jim e somente a abraçou, em seguida pôs os dedos em sua boca impedindo que ela continuasse a falar balançando a cabeça negativamente.

– Non...você já falou demais. Agora me ousa... – Virou o rosto pálido da ruiva e olho com carinho dentro das esmeraldas assustadas. – Nada do que me disser irá me convencer a ficar longe de você, eu non vou me afastar de você por mais que me peça porque eu sei que você non quer isso, assim como eu também non. Sei que está com medo por mim, assim como eu estou com medo por você. Peça-me o que quiser mon ange, o que quiser menos que eu fique longe você ainda mais agora que eu sei...que non posso mais viver sem você. Se você acredita mesmo que se manter longe de mim...se me deixar irá me manter vivo, engana-se...se fizer isso aí sim estarei morto. Eu te amo e non será por causa de um louco que irei ficar longe da dona da minha vida. – Degel roçou a ponta do nariz pelo rosto de Jim e sorriu. A ruiva derrotada escondeu o rosto no pescoço do amado aspirando o cheiro bom da pele e dos cabelos. Ficaram assim durante longos minutos, Jim soluçando baixinho como uma criança amedrontada ao pé do ouvido de Degel que pacientemente a embalava com carinhos até que ela finalmente foi vencida pelo forte calmante e adormeceu em seus braços.

Continua...

Notas finais
Aí gente eu quase chorei escrevendo esse capítulo. Espero que vocês tenham gostado. Ah sim...Uma observação: Auditore eu tirei de um dos meus personagens preferidos dos jogos, o nome original é Ezio Auditore da Firenze, ele é meu assassino preferido da série de Assassin's Creed. Eu estava sem ideias para o sobrenome de Alone e resolvi por esse para homenagear um dos meus queridos. Beijos da angell para todos e um especial para minha querida Dona encrenca que tem me impulsionado bastante a continuar a escrever. Legendas bonne fille – Boa menina S'il vous plaît – Por favor