Tilintar.

22 A outra metade do meu coração - Parte II


Notas iniciais
Oiiii gentiiii tudo bom com vocês? Espero que sim porque para mim não. Snirf Snirf.. =’( Brincadeira!! Kkkkkkkkkkkkk... É com grande pesar, mas tbm um prazer imenso que finalmente dou a vocês o final dessa fic que fiz com tanto carinho. Espero imensamente do fundo do meu kokoro que vocês tenham gostado e curtido tudo nessa história que eu amei de paixão dividir com vocês. Agradeço imensamente pela minha leitorinha fiel Tati Alvarez que sempre me dá vários incentivos. Agradeço também aos outros leitores e aos fantasmas tbm porque eles também contam, mesmo sendo invisíveis. Espero que vocês gostem esse final que para mim nunca vai ser o suficiente para vocês. Perdão pelos erros e pela demora. *A música desse capítulo é a música lindíssima do Boyce Avenue – Find me. Vale a pena conferir e ouvir junto do capítulo para dar mais...emoção ao final da Jim e do Degel. Bj grande da Angell e até. =D Boa leituraaa!!!

– Ah Asgard eu...eu sei que não devia, mas...eu não quero mais voltar. – Jim disse enquanto segurava firme o pescoço grosso do grande taurino que mantinha seus olhos presos aos sérios de Defteros sobre os ombros de Jim.

O taurino respirou fundo tentando manter o controle e não chorar juntos com ela. Precisava ser forte e confortar Jim e não deixá-la ainda pior.

– Sabia que eu odeio ver você chorando? – Disse acariciando os fios vermelhos.

–Asgard...não...não é que eu simplesmente não queira voltar a Grécia, eu só...eu só não quero deixá-lo sozinho novamente e isso está acabando comigo. Você cuidou de mim quando não tinha mais ninguém...e não é justo porque...eu... – Jim soluçou forte fechando os olhos com força e cravando as unhas na camisa do “pai”. – eu...não quero ficar sem o Degel também.

Defteros olhou para a figura de Degel que se afastava mais e mais pelo corredor da grande casa enquanto mantinha uma das mãos segurando a franja para trás em um sinal claro de confusão. O geminiano estreitou os olhos verdes e caminhou a passos largos alcançando-o e o segurando com certa rudeza pelo braço. Degel arregalou os olhos com o susto inicial quando sentiu o solavanco e antes que começasse a protestar o mais velho o interrompeu.

– Antes que comece a resmungar como um velho ranzinza é melhor voltar aquela sala. – Falou entre os dentes.

Degel olhou da mão que o segurava para os olhos faiscantes do geminiano que não se intimidou, assim como ele.

– Non se mete onde non foi chamado Defteros. – Respondeu no mesmo tom. Degel simplesmente odiava sempre, sempre que o geminiano insistia em se meter entre ele e Jim. Por que Defteros sempre insistia nisso? Será que o geminiano não podia desistir daquele “amor platônico” de uma vez? Será que não entendia que Jim era SUA namorada? SUA?!

– Ponha uma coisa em sua cabeça teimosa Degel Marchand. – Apertou mais a mão forte no braço do menor que trincou os dentes sem saber se era de raiva ou de dor, o arrastando e obrigando-o a vir consigo – Eu e Aspros sempre nos meteremos em qualquer assunto em que Jim estiver envolvida quer você goste ou não... — Degel ainda segurou o pulso da mão que quase quebrava seu braço fazendo uma careta de dor enquanto era arrastado pelo gêmeo mais novo de volta a sala. — Então antes que você só porque o meu “amado” irmãozinho que não tinha que ter aberto a porra da boca e você se quer pense em deixá-la só novamente como fez da outra vez eu sugiro que é melhor para o seu bem estar calar a droga da sua boca e ouvi-la antes de fazer qualquer bobagem e eu perca minha paciência e lhe parta em dois.

Defteros praticamente jogou Degel porta a fora deixando o francês vermelho de ódio e arrancando uma risada baixa de Aspros que se mantinha sentado na poltrona da sala como um rei em seu trono. O francês em toda sua vida nunca odiou tanto aqueles gêmeos como naquele momento, principalmente o mais novo. Quem ele pensava que era para tratá-lo como um moleque de quinze anos? Sentiu um nó em sua garganta e uma raiva queimar sua face, virando bruscamente em sua direção e quando abriu a boca para tirar satisfações com Defteros o som do choro de Jim fez sua voz sumir. Virou devagar em direção a cena sentindo o coração em frangalhos.

A ruiva sentada em meio às pernas de Asgard falava baixinho em seu idioma coisas que ele não conseguia entender, mas de uma coisa ele tinha certeza: De seu nome. Seu nome que era repetido, várias e várias vezes. Defteros aproximou-se por detrás dele quase colando o corpo no seu e baixo, quase como um sussurro traduziu ao pé do ouvido de Degel as palavras de Jim...

– Eu não quero que o Degel fique triste, eu prometi. Eu jurei que não faria nada que magoasse Degel. Eu não quero perdê-lo, não quero ficar sem Degel nem por um dia. Eu o amo demais, mas também não quero deixar você sozinho...não quero abandoná-lo novamente Asgard. Só de pensar na despedida sinto-me em pedaços.

– Aya...olhe para mim. – Jim obedeceu secando as lágrimas com as costas da mão. – Eu vou ficar bem. – Ele soltou uma gargalhada com o olhar de reprovação que ela lançou-lhe. – Não olhe e fale comigo como se eu tivesse cinco anos mocinha! Você quer ficar aqui comigo e perder Degel?! É isso mesmo? Pense Jim: Se você ficar aqui teria que abrir mão do Degel...é isso que você quer? Ou quer sacrificá-lo mais?

– Não! – Disse exacerbada. – Nunca eu...não consigo, não quero nunca ficar sem ele...e eu...

Jim fungou passando as costas da mão no rosto novamente para em seguida fitar a neve que começava a voltar a cair. O vento frio soprou sacudindo seus cabelos devagar e queimando levemente o rastro das lágrimas em seu rosto. Em sua mente as memórias de tudo que passou com Degel fizeram brotar um leve sorriso no canto de sua boca vermelha e levemente inchada.

– não consigo Asgard. Eu não consigo viver se ele não estiver comigo. Não é justo pedir que ele ficasse. Eu não quero sacrificá-lo ainda mais. Não seria justo e nem certo. Ele já fez tanto por mim, tanto que...que eu acho que nunca vou poder retribuir. Nem em mil vidas eu poderia retribuir. – Jim fechou os olhos sentindo o vento soprar um pouco mais forte, sacudindo os fios vermelhos e deixando seu rosto totalmente exposto, assim como a cicatriz de sua bochecha e de sua testa. Asgard observou as marcas sentindo aflição e alívio ao mesmo tempo. Alone estava morto, mas havia deixado marcar no psicológico e no corpo de Jim que ela nunca iria esquecer.

– Sim Aya... a vida não é justa. – Tocou levemente a cicatriz da bochecha fazendo-a olhar novamente para si. — Você poderá me visitar sempre que quiser. Sempre! Sempre será bem vinda em minha casa. Agora... não seja boba e teimosa a ponto de dizer que não quer mais voltar e perder o Degel. Imagina como ele se sentiria se ouvisse você dizer isso.

Jim baixou o olhar pensando nas palavras do taurino. Realmente ele tinha razão. Ficou tão nervosa ao imaginar que teria que deixar o grandalhão novamente que acabou falando sem pensar. Agradeceu mentalmente por ele estar dormindo àquela hora (ou era o que achava) e principalmente por ele não entender seu idioma de origem. Asgard a abraçou novamente dando um beijo terno em sua testa e levantando-se em seguida.

Jim voltou a fitar a neve enquanto cada detalhe de Degel martelava em sua memória. Seu rosto, seu sorriso tímido e o raro em que mostrava seus dentes brancos e perfeitos. O jeito naturalmente sério, mas ao mesmo tempo atencioso e carinhoso. O cheiro da pele e dos cabelos que se desprendiam em cada movimento. A voz rouca e baixa que vira e mexe sussurrava amenidades ao pé de seu ouvido e no calor da cama lhe fazia juras de amor. Como poderia viver sem isso? Viver sem ele? Não poderia. Era essa a resposta. Degel estava tatuado em cada parte de seu corpo, em cada poro, cada célula e em cada pensamento com a mesma força arrebatadora em que arrancava de si o ar para em seguida lhe entregar de volta em cada beijo, em cada toque, cada olhar.

“Onde estou com a cabeça?”, sorriu enquanto balançava a cabeça repreendendo a si mesma.

Degel se manteve imóvel quando Asgard lhe lançou um sorriso passando por si e Defteros. O hálito quente dele bateu contra sua nuca causando um leve arrepio pelo contraste do vendo frio que balançava seus cabelos e a respiração do outro em suas costas. Defteros respirou fundo antes de praticamente cuspir as palavras:

– Invejo você por isso, então faça um favor a si mesmo, não desperdice a sorte que tem. – Disse voltando para a sala e fechando a porta atrás de si.

Degel ficou parado observando Jim sentada na varanda de tábua corrida, embrulhada em um edredom preto enquanto mantinha o olhar perdido na neve. Sorriu ao lembra-se das palavras de Defteros ao traduzir o que ela dizia ao mesmo tempo em que se sentia vitorioso. “Que você morra de inveja Defteros”, sussurrou para si mesmo enquanto caminhava até Jim sem deixar que ela percebesse sua presença.

– Você vai se resfriar se continuar nesse vento frio e eu non ia gostar nem um pouco disso sabia?!

Jim fechou os olhos e sorriu, sentindo um arrepio malicioso percorrer todo seu corpo com a voz fria e sexy do francês acariciando seus ouvidos.

– Eu não vou me resfriar se você me esquentar. – Devolveu também em um sussurro. Degel sorriu. – Está acordado muito tempo?

A ruiva finalmente virou o rosto, contemplando o belo rosto andrógeno do aquariano e o olhar violáceo e naturalmente sexy que como sempre parecia desnudar sua alma. Às vezes chegava a se questionar se Degel não fazia aquilo de propósito somente para provocá-la, porque sinceramente era quase impossível se manter imune a aquele olhar e também não fazia a menor questão de ser.

– Já faz quase uma hora. Acordei e vi que non estava mais do meu lado. Procurei você pela casa e non encontrei, mas vi que estava conversando com Asgard assim que cheguei à sala e non quis incomodá-los. – Segurou uma mexa vermelha levando as narinas e aspirando o cheiro mentolado que se desprendia.

– Então acordou porque sentiu minha falta? – Jim levantou os braços fazendo o edredom cair por seus ombros enquanto prendia seus dedos na nuca de Degel e o puxando para um beijo calmo, mas sexy. Deixando sua língua pequena vasculhar toda boca macia e quente do amado que não se opôs a deixar a sua dançar junto à dela e só interrompendo o ato quando um vento mais forte e extremamente frio tocou sua pele fazendo-o tremer e se arrepiar por inteiro, afinal somente Jim se encontrava protegida pelo edredom enquanto estava somente com um conjunto de moletom cinza. A ruiva ao sentir o tremor dele abriu os olhos observando o cenho de Degel se franzir e um sorriso sem graça se formar em seu lábio levemente avermelhado pelo beijo.

– Você é lindo sabia?! Ainda mais quando está assim todo arrepiado de frio. — Ela então abriu os braços novamente segurando o edredom chamando Degel para se acomodar consigo ali. Ele logicamente aceitou, sentando-se atrás dela e a acomodando entre suas pernas, enquanto envolvia todo o corpo de Jim dentro de um abraço e embrulhava ambos no edredom. Respirou fundo quando sentiu o calor gostoso do corpo dela tocar o seu e um conforto sem igual tomar conta de si. Era incrível como era tão confortável estar com ela. Seu corpo se moldava e o encaixe era perfeito. Apertou-a mais dentro do abraço enfiando seu rosto na curva do pescoço dela.

– Sou seu. — Deslizou a ponta dos dedos frios na barriga dela que arfou com o contato. — Esse fuso horário está acabando comigo. Odeio essa sensação de cansaço que simplesmente non passa. — Subiu um pouco mais os dedos acariciando a curva dos seios dela. — E nas poucas vezes que eu consigo relaxar e dormir gostoso você me abandona com frio e sozinho. — Sugou o lóbulo fazendo Jim suspirar.

– Degel. — Jim sentiu o corpo responder de imediato e só não soltou um gemido mais alto quando ele tomou o bico do seio entre os dedos porque usou a outra livre para silenciá-la.

– Eu quero te contar um segredo Jim. Eu posso confiar em você chérie? — Lambeu o lóbulo, descendo para o pescoço. Jim somente balançou a cabeça positivamente. Era melhor assim ou poderia gemer ao em vez de responder somente um sim. — Que bom. — Envolveu todo o seio com a mão massageando devagar. — Eu estou louco para transar com você decentemente já que desde que viemos para cá eu mal consigo ficar sozinho com você. Vejo você todos os dias e odeio ter que ficar somente nisso porque aqui as paredes tem ouvido. Você sabe disso non é?! Que as paredes daqui têm ouvidos? — Ela balançou a cabeça novamente. — Humm... Então porque você non me contou como se sentia ao em vez de me deixar descobrir por Aspros?

Jim engoliu em seco. Tentou se virar, mas Degel a manteve presa na mesma posição.

– Degel...eu...eu só...

– Shiii...- Jim obedeceu sentindo o corpo tremer sem saber se era de frio ou de nervosismo. — Eu quero que você entenda que eu non vou e nem quero nunca competir seu amor com Asgard, isso está fora de cogitação, mas também jamais iria aceitar de bom grado ter que voltar para a Grécia sem você comigo, mas nada me doí mais do que ver você triste Jim e... — Degel fez uma pausa respirando fundo como se buscasse coragem em algum lugar dentro de si para fazer o que iria fazer. Não queria admitir, mas sentiu seu sangue gelar nas veias só de pensar naquela situação. — E por isso...eu quero saber se você...se você realmente quer ficar aqui.

Jim ficou estática. Pensando na proposta tentadora de Degel. Ela queria sim e muito isso, mas...

– Eu posso aprender sua língua e arrumar um emprego. Posso comprar uma casa perto daqui e fazer o máximo para lhe dar uma vida confortável. Vai ser difícil no início, mas eu sei...sei que se eu me esforça posso me adaptar. Você pode me ensinar muitas coisas e...

Degel não terminou. Jim virou-se tão rápido que ele não conseguiu nem perceber quando ela se soltou de seus braços e tapou sua boca com as duas mãos como se tivesse dito alguma blasfêmia. Seus olhos dançaram sobre a feição assustada dela. Os olhos verdes marejaram quando ela negou o que havia acabado de ouvir.

– Não! Não eu não vou fazer isso com você. Não é justo fazer você deixa tudo que conquistou com todo seu suor e esforço, abandonar seus amigos, seu lar por minha causa. Você já fez demais por mim. Eu quero muito ficar com Asgard sim, mas também eu não quero mais sacrificar você.

Degel movimentou o rosto se desvencilhando das mãos de Jim. Tentou falar — Jim eu...- mas ela novamente tapou sua boca enquanto repetia sem parar "não". Puxou com certa força o pulso fino e segurando-os com somente uma mão enquanto a outra tocou com carinho o rosto dela.

Mon ange me ouça, eu sei que posso conseguir. — Jim balançava a cabeça negativamente. — Será um pouco difícil no início, mas com esforço eu posso recomeçar. Eu quero ver você bem mon amour.

– Para Degel! — Jim praticamente berrou. Degel estancou em surpresa soltando os pulsos finos e sentindo as mãos gélidas envolverem seu rosto firmemente. — Para Degel, por favor, para! Eu não quero que você faça mais nada por mim que venha a te prejudicar. Eu não quero fazer você sofrer e se sacrificar mais por mim. — O francês ficou mudo. Seus olhos não se desprendiam dos verdes de Jim nem por um segundo. — Degel...será que não entende? Eu quero estar onde você está. Eu quero ir onde você for, estarei feliz se estiver com você ao meu lado, mas para isso eu preciso que você também esteja feliz. Você fez tudo para me manter segura, o mais protegida possível de Alone, perdeu sua liberdade para me proteger, você nos salvou Degel. Você matou uma pessoa para nos proteger, para me proteger. Por minha causa. — A voz de Jim tremia em cada palavra embargada pelo choro. — Por minha causa você matou uma pessoa e eu...eu nunca vou poder...vou poder recompensar o que...o que você fez por mim. Nunca! Nem que eu viva mil anos eu poderei te recompensar por tudo que você fez e faz por mim. Eu te amo! Te amo tanto que dói. Dói saber que fiz você sofrer comigo quando eu só queria ver você sorrir. Dói saber que mesmo Alone sendo um monstro, por minha causa você o matou para que eu pudesse viver e carregará isso para o resto de sua vida. Dói saber que...que eu só te trouxe problemas quando eu só queria te dar meu amor, te dar alegria. Eu só quero fazer você feliz...é isso que eu quero Degel! Eu nunca devia ter dito aquilo. Nunca! Eu amo Asgard demais, ele é como um pai para mim, mas eu...eu não posso viver sem você.

Degel não sabia o que responder. Nunca imaginou que Jim se sentisse daquela maneira. Sabia sim que ela sofria por muitas coisas, mas nunca se quer cogitou que ela se sentisse tão culpada por tudo que havia feito por ela. Nunca havia feito aquelas coisas por obrigação e sim porque a amava de toda alma. Queria que Jim vivesse para continuar vivendo ao seu lado e mesmo com todas as dificuldades nunca havia se sentido sacrificado como ela pensava.

– Jim...eu..

Jim não queria mais ouvir nada, calando Degel com um beijo afoito e faminto. Enlaçando seu pescoço enquanto seus dedos se refastelavam em seus fios oliva, se deleitando em seus lábios também afoitos. Os dentes se bateram e uma mordida levou gosto de sangue à boca de ambos, mas Degel não se importou com aquilo. Não se importou com seus cabelos sendo puxados e muito menos com o lábio cortado. O desejo e a ânsia de Jim compensava tudo aquilo. Estar assim com ela era sua recompensa, era o que valia e não precisava de nada mais do que um “Eu te amo”, sussurrado rente a seus lábios para que tudo que havia feito tivesse valido e muito a pena. Estar com ela era o que o recompensava por todos os seus sacrifícios, mesmo achando que não era sacrifício nenhum.

As unhas grandes rasparam em seu tórax, descendo por seu abdômen marcando-o e espalmando em seu membro, massageando-o com firmeza e carinho. Um gemido gutural só não saiu por sua garganta por ter a boca macia cobrindo a sua. A língua atrevida buscando a sua em total sincronia causando arrepios e um calor em seu corpo mesmo com a neve e o vento frio. Sentiu seu coração bater como um louco dentro do peito e seu sangue que pareciam lavas que incendiavam todo seu ser, pulsando seu sexo entre os dedos que o bolinavam atrevidamente.

– Eu te amo, eu te amo e só quero ficar com você, eu poderia repetir isso quantas vezes fosse necessário, quantas vezes você me pedisse e eu nunca me cansaria. – Jim confessou com dificuldade, pois mesmo sem ar não queria parar com aquele ósculo tão delicioso. Degel mal conseguia processar algo graças aos dentes de Jim que se apossaram de seu pescoço, mordendo e sugando, marcando a pele alva sem piedade.

De seus lábios, um gemido estrangulado saiu sem autorização. Jim estava abusando de seu autocontrole sem dó, nem piedade, fazendo-o lembrar de Aspros, Defteros e principalmente Asgard somente pela tossida forte do mesmo, ao qual não soube explicar se fora proposital ou não. Abriu os olhos que brilharam com tanto desejo como nunca havia antes. Sua mão subiu pela cintura fina, apalpando com força a carne macia dos seios por cima do moletom fazendo Jim arfar de desejo.

– Faz amor comigo? – Ela pediu vendo seu reflexo nos olhos luxuriosos de Degel.

– Eles ainda estão na sala. Eu non posso passar por eles desse jeito. – Apontou para o próprio membro que marcava o tecido da calça. – E também se eu fizer amor com você agora, farei o Japão inteiro ouvir você gemer.

Jim sorriu. Estava louca de desejo também e com certeza não iria conseguir se conter caso fizessem amor em qualquer lugar daquela casa.

– E quem disse que precisamos passar por eles? – Sorriu maliciosa. Degel manteve o olhar agora curioso no rosto de Jim. – Vem comigo.

Jim puxou o francês ajudando-o a levantar. Degel embrulhou-se no edredom novamente e se deixou ser guiado por Jim.

♒ ♒ Tilintar ♒ ♒

A neve fria parecia congelar todos os dedos de seus pés. A sapatilha e nada era a mesma coisa. Jim corria um pouco mais a frente, indo por um caminho em meio às árvores. Ela conhecia aquele bosque que mesmo de dia parecia ser noite como a palma de sua mão. Já havia passado por ele muitas e muitas vezes quando queria fugir de tudo e chorar sem ser incomodada. Era seu lugar secreto e pela primeira vez dividiria com alguém e ninguém melhor que Degel. Caminharam mais alguns minutos até finalmente avistarem uma pequena casa abandonada que parecia mais velha que Degel e Jim juntos. Ela era totalmente no estilo japonês com tatames e portas de correr. Ele parou por um segundo na entrada observando o lugar que mais parecia ter saído de algum filme de terror japonês. Jim ajoelhou em um ponto estratégico e começou a dar pequenos socos no chão até finalmente achar a madeira oca. Arrancou com um pouco de dificuldade e tirando do fundo falso uma chave pequena e pondo a madeira de volta no lugar. Usou para abrir o cadeado enferrujado que segurava a porta que parecia ter sido forçada antes, empurrando-a com jeito para o lado e entrando em seguida.

– Que foi? Está com medo? – Perguntou irônica. Pegando o edredom das mãos de Degel e o colocando em cima de uma mesa velha que ainda resistia a aquele lugar.

– Bom eu...sinceramente só tinha visto esses tipos de casas em filmes de terror. – Disse caminhando e observando o lugar e alguns detalhes digamos... interessante.

Jim sorriu segurando as mãos de Degel e o puxando consigo para um lugar que parecia um quarto. O chão de tábua corrida. Algumas folhas secas jogadas no chão, uma janela no alto da parede deixando um feixe de luz iluminar o local. Uma pequena escrivaninha velha, uma cadeira, uma cama sem colchão e um pequeno armário. Jim caminhou até o mesmo enquanto rezava consigo mesma para que o que tinha deixado ainda estivesse ali. E para sua surpresa e felicidade...sim.

Duas almofadas velhas, um colchonete, um coberto xadrez e um lampião a óleo. Alguns livros velhos e um caderno de desenho grande. Um estojo com lápis de todas as cores e tipo assim como uma caixa de giz pastel já bem desgastados também estava guardados ali naquele pequeno armário onde havia escondido tudo antes de ir embora.

Ajeitou o colchonete e o cobertor como podia e as almofadas. Como ainda era dia não achou necessário acender o pequeno lampião.

Mon Dieu que arsenal. Como você encontrou esse lugar?

Jim sorriu enlaçando-o pelo pescoço. Se apossando de seus lábios sem vontade alguma de parar de saborear para responder aquela questão. Deixaria para conversar sobre isso depois.

Os dedos de Degel se perderam em seus cabelos enquanto as unhas dela causavam arrepios em toda epiderme alva dele. As línguas travando uma batalha por espaço dentro das bocas, causando uma onda de calor em ambos. Degel cravou os dedos no bumbum firme puxando-a forte para si e roçando seu corpo no dela. Estava tão entorpecido pelo desejo que nem pensou em calcular a força, quase a tirando do chão. Jim o segurou pela gola de seu moletom invertendo as posições e sem avisar forçou seu corpo contra o dele, empurrando Degel e o fazendo bater contra o pequeno armário, sacudindo tudo e derrubando as coisas velhas que ainda estavam ali. Gemeu com o impacto, assim como Jim que aproveitou para arrancar o casaco dele o jogando em qualquer canto, iniciando uma trilha de saliva e beijos pelo peitoral, provando e marcando com seus dentes a pele alva. Degel arfou de deleite quando ela mordiscou um de seus mamilos enquanto massageava seu sexo por cima da calça o atiçando por completo. Estava faminta e isso era mais do que óbvio.

– Ahhh Jim. – Disse em meio aos gemidos.

– Eu estou aqui. – Ajoelhou para beijar os músculos delineados do abdômen e dos quadris dele.

– Você vai me enlouquecer desse jeito sabia?! – Enfiou os dedos nos fios vermelhos.

– Não faz ideia de como eu quero enlouquecer você Degel. – Mordiscou o sexo rijo ainda coberto que latejou pelo contato.

Puxou a calça de moletom dele até a metade das coxas torneadas expondo-as e também a cueca box preta marcada por uma pequena mancha mais escura, deixando o tecido úmido graças ao pré-gozo que emanava da glande rosada. Jim lambeu os lábios só de imaginar provar aquele pedaço de músculo que pulsava carente por atenção.

Deixou a ponta da língua tocar a parte úmida da box, sentido o sabor agridoce. Em seguida, abaixou devagar a peça expondo enfim o membro altivo. Seus dedos envolveram a base e sua boca sem avisar cobriu toda a extensão fazendo Degel quase urrar de prazer pelo contato a tanto tempo ausente. Seus dedos se fecharam com mais força instintivamente nos cabelos vermelhos guiando aquela felação conforme o agradava.

Em cada investida um gemido escapava de sua garganta fazendo Jim se deliciar com tudo e mesmo quando com dificuldades ele pediu para que parasse, não obedeceu, até sentir sua boca ser preenchida por todo o prazer que Degel sentia. Escorrendo pelo canto dos lábios o que não conseguiu segurar dentro da boca e engolindo tudo que podia.

Sorriu de satisfação ao ver as pernas do francês fraquejar e ele ir de joelhos ao chão e apoiando a testa em seu ombro.

Gomen ne. Eu não consegui resistir.

– Percebi. – Fez uma pausa recobrando o fôlego. – Me dá só dois minutos.

– Até dez se você quiser. – Respondeu deitando no colchonete com o corpo de Degel.

– Acho que quando voltarmos para casa continuarei com a rotina de uma vez por mês para que você sempre esteja assim, faminta. – Jim franziu o cenho enquanto Degel sorriu malicioso.

– Só por causa da sua cara de pau aviso que seus dois minutos acabaram de acabar.

Voltaram a se beijar apaixonadamente. As mãos de Degel entraram pelo moletom de Jim acariciando a pele com firmeza e carinho. As unhas raspando na pele, causando arrepios por todo o corpo. Jim apertou as pernas uma na outra. Estava tão excitada que sua feminilidade chegava a doer. Degel percebendo a impaciência da ruiva desceu sua mão até lá e sentindo o quanto ela estava “encharcada”. Um gemido alto escapou pela garganta dela quando os dedos brincaram com sua parte mais sensível. Tremores e arrepios corriam por todo o corpo escultural de Jim. A ruiva rebolava sob os dedos do francês, que agora entravam e saiam de dentro de si. A voz rouca e sensual sussurrando obscenidades em seu ouvido fazendo Jim chegar ao ápice de forma avassaladora. Seus músculos se contraindo em espasmos levando aos seus ouvidos somente o som de seu próprio coração batendo tão forte quanto um tambor.

Degel mal deu tempo dela se recuperar. Precisava demais daquilo. Daquele contato gostoso, quente, úmido e maravilhosamente apertado envolvendo todo seu membro já novamente desperto. Era demais ouvir os gemidos lânguidos de Jim chamando seu nome e pedindo por mais. Enterrou-se por completo, para em seguida sair novamente e voltar ao ponto de partida. A ruiva arqueou as costas quando se sentiu totalmente preenchida em movimentos ritmados como só Degel sabia fazer. A boca que marcava sua pele, beijando e sugando. A voz rouca a incitando mais e mais pelas palavras luxuriosas proferidas sem o menor pudor. Suas unhas se cravando nas costas largas e talhadas pelos músculos que se contraiam pelo esforço do ato. O suor pingando em seu corpo, se misturando ao seu e o cheiro da pele entorpecendo seu juízo a fazendo gemer e pedir por mais e mais.

E se era isso que ela queria, então era isso que iria dar.

Degel virou o corpo de Jim de costas para si e ergueu sua cintura deixando-a de quatro sobre o colchonete. A ruiva sentiu as bochechas esquentarem ainda mais, mas não se opôs. Muito pelo contrário; quando sentiu o membro voltar a lhe invadir forçou seu corpo para trás e intensificando o ato enquanto um gemido morria em sua garganta. Seu corpo se arrepiou por inteiro novamente, quando uma mão firme segurou em sua cintura e a outra em seu ombro. Voltou a gemer sincronizada com a melodia dos quadris que se chocavam com força e ritmo. Degel cobriu o corpo de Jim com o seu, envolvendo a cintura fina com um dos braços enquanto com o outro buscava apoio na cama velha.

– De..Dejeru...Teishi... shinaide kudasai (Degel, por favor, não pare!) - Jim gemeu, proferindo palavras em sua língua materna fazendo Degel se excitar ainda mais. Ela sempre se enrolava nas línguas quando estava próximo ao orgasmo.

– O que foi ange, hum?! Non está bom o suficiente para você ainda?! Hum?! – Ironizou mordiscando o pescoço de Jim em seguida.

Jim sentiu seu corpo tremer ainda mais, estava no limite e não conseguiria aguentar muito tempo naquele ritmo.

– Wa...watashi wa sore o mōgamandekinai.(Eu não aguento mais.) – Aquela frase ele sabia de cor, pôs já a havia ouvido inúmeras vezes quando fazia amor com Jim.

– Que bom mon amour, porque eu disse que faria o Japão inteiro ouvir você gemer então...é isso que farei.

Degel segurou ainda mais firme na cintura de Jim aumentando a velocidade das investidas e consequentemente a sensação do próprio orgasmo se aproximar. As unhas de Jim se cravaram no cobertor e os gemidos ficaram ainda mais altos. E quando o orgasmo veio novamente forte e intenso ela não suportou soltando um gemido tão alto que ecoou por todo aquele bosque vazio. Degel segurou o corpo de Jim sob o seu, a sentindo tremer e convulsionar junto a si que não suportou mais segurar seu próprio prazer, se desmanchando em um orgasmo forte e intenso dentro do corpo dela. As respirações ofegantes ecoando pelo quarto velho e abandonado, o suor escorrendo de seu corpo para o de Jim e sumindo no cobertor velho e surrado. Os corpos ainda trêmulos pelo prazer recente...

– Eu te amo Jim...por todos os deuses como eu amo você. – E a declaração de amor de Degel sussurrada ao pé de seu ouvido.

– Eu também...eu também te amo Degel. Te amo muito, muito. – Fez uma pausa recobrando o fôlego. – Será...será que me ouviram lá...lá de Tóquio? – Perguntou fazendo Degel mesmo ofegante explodir em uma gargalhada enquanto tombava sobre o colchonete. Jim gargalhou junto enquanto se aconchegava sobre o peitoral do amado e se cobriam com o edredom que Degel havia trazido. Ficaram ali se curtindo por um bom tempo. Tocando e sentindo a pele um do outro com carícias e um carinho sem igual. Degel não podia estar mais feliz...

Ou poderia?! Ah sim...poderia sim, afinal, ainda havia mais uma coisa.

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Oito meses depois...

– Você está a coisa mais linda desse mundo!! – Disse Kardia fazendo um biquinho. – Eu nunca pensei que um Ewoks* como você ficaria a coisa mais fofa desse mundo dentro desse terninho tão cut cut. – Completou fazendo um gesto engraçado e ajeitando a gravatinha minúscula que Radi usava.

O peludo sentado em um banco de madeira alto olhava com atenção a todas as ações e palavras que Kardia tagarelava sem parar.

(O que esse idiota está dizendo? Bom isso não importa, o que importa mesmo é que ele é bem divertido. Olha só a cara de retardado dele me olhando.).

– A nossa querida Jim ficará orgulhosa quando vê você. – Fez uma pausa terminando o paparico. – Pronto! Está um verdadeiro gentleman...ou melhor “gentledog” – Disse caindo na gargalhada.

O bichinho virava a cabecinha de um lado para o outro curioso, observando a forma escandalosa que o grego ria de si mesmo.

– Bom agora que eu e você estamos prontos é hora de ver se o “Senhor mau humorado” está precisando de nós. – Kardia antes de sair lançou mais um olhar sexy para o grande espelho onde aproveitou para fazer mais alguns ajustes em seu nada modesto terno Armani preto com linhas finas mais escuras e um blusão branco que vinham combinados com uma gravata lisa na cor vinho e um lenço no bolso da mesma cor.

Deu um assobio forte caminhando com sua bengala negra com um escorpião dourado na ponta em direção a porta fazendo com que Radi entendesse prontamente o recado. O pequeno deu um salto desengonçado e caminhou todo pomposo atrás de Kardia que acabou cruzando com El Cid no corredor que também trajava um Armani cinza, gravata negra e um blusão azul marinho.

Ao chegar o grego abriu a porta do quarto devagar observando Degel terminar de ajeitar sua gravata branca com listras também brancas, assim como o colete e o terno Dolce e Gabana grafite. Radi ao ver o rival, como já era de costume saiu em disparada e quando pulou para abocanhar a perna de Degel o mesmo se virou para a direita fazendo o pequeno bater de cara no espelho. Deu um sorriso vitorioso observando o pequeno se sacudir e disparar em direção ao escabelo vermelho deitando completamente sem graça.

Degel somente ignorou voltando a se observar charmoso no espelho, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo bem baixo deixando-o ainda mais elegante. O grego sorriu ao vislumbrar o amigo que por sinal estava esplêndido. Degel tinha muito bom gosto e isso era indiscutível. Aproximou-se dele por trás o abraçando com um braço por cima do ombro. O aquariano olhou para ele através do reflexo por onde recebeu o sorriso sincero e feliz do amigo de infância.

– Até que você não é de se jogar fora sabia?! Se eu fosse mulher, transaria com você fácil-fácil.

– Merci Kardia. Você também está muito elegante. – Devolveu o elogio.

– Nervoso? – Perguntou Kardia encostando a testa no rosto de Degel.

– Non. – Respondeu somente enquanto ajustava os punhos de seu terno.

– Sei... – Fez uma pausa. – Adoro quando você mente para mim francês metido a besta. – Kardia se afastou, mas não sem antes deixar de bater na “bunda” de Degel com a bengala e se atirando na bela poltrona de couro negro em seguida. O francês levou um susto e franziu o cenho pela cara de pau do amigo.

Fuzilou Kardia com o olhar o que lógico não fez a menor diferença. Achou melhor ignorar por hora. Não deixaria que nada e nem ninguém o aborrecesse naquele momento. Estava tudo indo conforme havia planejado e não deixaria que ninguém levasse embora seu ótimo humor. Estava nervoso, muito nervoso, mas para que admitir? Não precisava. Nunca pensou em passar por uma situação como aquela, mas o que podia fazer?! Os deuses haviam escolhido assim e quem era ele para contestar a bênção que havia recebido, até porque ele agora nunca esteve tão feliz em toda sua vida.

Deu mais uma olhada no espelho observando Radi brincar com Kardia no sofá. Franziu o cenho virando-se para a dupla sem conseguir acreditar no que seus olhos viam. Só podia ser uma das brincadeiras de Kardia mais uma vez.

– Esse fedorento está com a mesma roupa que eu? – Perguntou apontando para o pequeno que o ignorou totalmente.

Kardia gargalhou pegando Radi no colo e caminhando com ele até Degel.

– O que você acha? Não ficou uma graça? – Disse segurando Radi e o mostrando para Degel como se fosse seu próprio filho.

– Eu non acredito nisso Kardia. Então foi para isso que me fotografou no dia da prova de roupa?

– Mas é lógico. Você pensou o quê? Que era pra guarda uma foto sua de recordação? Fala sério né?!

Degel bufou se afastando para borrifar um pouco de perfume em si mesmo enquanto resmungava alguns impropérios em francês.

– Não começa a me xingar em francês não. Isso é por você não ter me deixando preparar uma despedida de solteiro decente para você. – Resmungou

– Ah sim...com um monte de prostitutas, whisky e muita, mas muita cerveja non é?! – Rebateu Degel caminhando pelo quarto.

– Não eram prostitutas. Eram dançarinas, dan-ça-ri-nas quantas vezes vou ter que repetir isso?

– Nenhuma Kardia, porque eu non quero mais ouvir essa sua voz esganiçada. Adeus! – Saiu batendo a porta atrás de si. Kardia deu uma risada anasalada pondo Radi de volta ao chão e seguindo atrás do amigo.

– Adoro quando ele perde a paciência.

So many nights trying to hide it
But now I stay awake just pleading for more
To think this heart was divided
I'm losing sleep cause I can't ignore...

(Tantas noites tentando esconder isto
Mas agora eu fico acordado implorando por mais
Pensar que esse coração foi dividido
Eu estou perdendo o sono porque eu não posso ignorar...)

Jim se observava no grande espelho enquanto refletia sobre tudo que havia passado até estar ali. Finalmente estar ali. Achou que nunca sobreviveria para passar por aquilo. Para ver-se daquele jeito. Fechou os olhos verdes, sentindo o abraço tão familiar envolver sua cintura.

– Você está linda demais. – Sorriu.

– Você também está incrível. – Respondeu abrindo os olhos em seguida.

– Está nervosa? – Jim respirou fundo.

– É engraçado...mas estou. Mesmo sabendo que já vivemos tanto tempo juntos, eu mesmo assim estou. – Respondeu sorrindo e se virando de frente a ele.

Aspros esticou a mão pegando em cima da mesa o lindo buquê de rosas vermelhas e entregando nas mãos de Jim.

– É normal se sentir assim, afinal depois de hoje você não será mais Jim Kinneas. – Posicionou seu braço. – Será Aya Marchand.

Jim observou o braço de Aspros posicionado para si enquanto um sorriso singelo surgia em seu rosto corado. Os olhos verdes que brilharam pelas lágrimas que insistiam em se formar, mas não queria chorar. Não agora. Queria estar linda para Degel. Respirou fundo envolvendo o braço de Aspros com o seu e se posicionando para enfim sair ao encontro de quem lhe aguardava.

Feeling your touch all around
Peacefully hearing the sound
Of silence around us, so glad we found us this way

(Sentindo seu toque por todo lado
Pacificamente ouvindo o som
De silêncio ao nosso redor, tão contente por termos nos encontrado essa maneira)

– Está pronta? – Perguntou sorrindo.

– Sim!

Caminharam pelo corredor lindamente decorado. Na porta Asgard em um terno preto aguardava Jim e Aspros com um sorriso iluminando seu rosto. Sentindo um orgulho encher seu peito com a visão de Jim sendo guiada pelo amigo. O taurino posicionou-se do outro lado e envolvendo seu grande braço no de Jim e seguindo com ela e Aspros para o lugar esperado.

A vista para o mar estava espetacular. Degel fizera questão que tudo fosse perfeito. Ela merecia isso. Merecia tudo e muito mais que pudesse fazer. Os convidados cada qual em seu lugar aguardavam ansiosamente a entrada da noiva tão esperada.

O francês sentia as mãos úmidas pelo suor. Sísifo tocou seu ombro em sinal de apoio, pois o grego sabia e muito como o amigo estava se sentindo.

– Ela virá. – Disse próximo ao ouvido do amigo.

– Eu sei. – Degel respondeu olhando para o sol que já começava a se pôr.

– Olhem é ela! – A voz de Akemi vibrando de felicidade ao ver Jim finalmente apontar na ponta do tapete de pétalas de rosas fez o lugar inteiro voltar-se em direção a ruiva.

Find me, here in your arms
Now I'm wondering where you've always been
Blindly, I came to you
Knowing you'd breathe new life from within
Can't get enough of you

(Me encontre, aqui em seus braços
Agora eu estou perguntando onde você sempre esteve
Cegamente, eu vim a você
Sabendo que você sopraria uma nova vida pra dentro de mim
Não me canso de você)

Os olhos violáceos de Degel se prenderam na visão esplendorosa de Jim. Não tinha como ela estar mais linda. Ou tinha? Não tinha respostas no momento. Seu mundo pareceu parar e nenhuma palavra saiu de sua boca, mas seus dentes ficaram completamente a mostra tamanha foi seu sorriso de felicidade.

– Vê se não vai desmaiar. – Sussurrou Kardia ao pé do ouvido do amigo.

– Non mesmo.

I want to be where you are
In times of need I just want you to stay
I leave a note on your car
When I can't find the right words to say

(Eu quero estar onde você está
Em tempos de necessidade eu só quero que você fique
Eu deixo um recado em seu carro
Quando eu não consigo achar as palavras certas para dizer)

Jim seguiu o caminho conforme mandavam as regras entre os braços de Aspros e Asgard. O taurino fez questão de estar presente e ser ele a levar Jim até o altar, mas o geminiano mais velho não deixou por menos, quase saindo no tapa para decidir quem levaria Jim. Por fim decidiram que os dois fariam isso e para que não houvesse mais brigas e nenhum dos dois se magoasse ela concordou.

– Ela está linda! – Comentou Akemi com os olhos cheios de lágrimas para Manigold que concordou.

O detalhe da gola do vestido de Jim tomava todo seu pescoço em uma renda trabalhada com pedras em formato de cristais de gelo, descendo por seu busto que era coberto com tecido branco em formato de tomara que caia. Os ombros desnudos e luvas na altura dos pulsos. Os cabelos presos em uma trança embutida lindíssima e pequenas pedras em formato de flores de cerejeira deixavam seu rosto totalmente visível, assim como as costas que era coberta somente pela renda muito bem trabalhada.

– Eu não quero chorar. Irá borrar toda minha maquiagem. – Resmungou a japonesinha enterrando o rosto no peitoral de Manigold que riu da cena.

Hearing your voice all around
The last place we're going is down
I'll blindly follow knowing you're leading the way

(Ouvindo sua voz por todo lado
O último lugar para onde estamos indo é para baixo
Eu cegamente a seguirei sabendo que você está conduzindo o caminho)

Jim deu um abraço aperto em Asgard sussurrando palavras doces em seu ouvido. Em seguida fez o mesmo com Aspros. O taurino deu um aperto forte de mão em Degel e em seguida o abraçou. O francês quase foi tirado do chão o que levou alguns dos convidados a caírem na risada. Em seguida Aspros olhou diretamente em seus olhos e lhe apertou a mão. Degel devolveu na mesma intensidade e sem dizer uma só palavra.

Jim sorriu para Degel quando foi entregue a ele. Trocando um olhar carinho e tocando a face do francês com carinho. O mesmo a olhou nos olhos e disse o quanto ela estava linda e ela fez o mesmo com ele.

Find me, here in your arms
Now I'm wondering where you've always been
Blindly, I came to you
Knowing you'd breathe new life from within

(Me encontre, aqui em seus braços
Agora eu estou desejando saber onde você sempre esteve
Cegamente, eu vim a você
Sabendo que você sopraria uma vida nova para dentro de mim)

– Degel Marchand, você aceita Aya Oikawa como sua legítima esposa? Para Amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

– Oui! – Sorriu.

– Aya Oikawa, você aceita Degel Marchand como seu legítimo esposo? Para Amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?

– Sim!

– As alianças? Onde estão? – Perguntou o padre.

Degel olhou para Kardia que começou a apalpar a própria roupa com cara de desespero. Enfiando a mão nos bolsos exacerbadamente. O francês franziu o cenho não acreditando que o escorpiano havia feito aquilo. Só que antes de Degel dizer algo, Kardia ergueu as sobrancelhas como se lembrasse de algo. Um latido chamou a atenção de todos no lugar e no fundo, Calvera com um lindo longo vermelho apareceu com Radi à tira colo. O bichinho correu todo pomposo quando Kardia assobiou alto carregando em um pequeno saquinho dourado com o par de alianças do casal. Todos acharam a cena à coisa mais fofa do mundo e vários flashes caíram sobre o cãozinho que correu todo feliz ao encontro de Kardia.

– Isso aí garoto mandou muito bem. – Elogiou o grego, mas na hora de entregar as alianças... – Tudo bem Radi, me dá. Solte, anda. Me dá logo isso. – Pedia Kardia enquanto tentava arrancar o embrulho da boca do cãozinho que rosnava sem querer largar. Jim se aproximou e estendeu a mão para Radi que de imediato abriu a boca soltando o saquinho deixando Kardia com cara de besta na frente de todos.

– Bom menino. – Disse a ruiva dando um beijo no bichinho.

Todos riram da cena o a cerimônia ocorreu sem mais interrupções.

– Eu os declaro marido e mulher. – E o beijo entre eles selou a união.

Todos começaram a gritar e a aplaudir. Akemi se debulhava em lágrimas, assim como Esther que fazia um esforço tremendo para não chorar. Mathure deu um abraço singelo em Jim que aceitou de bom grado.

Aspros como um bom grego não fizera nenhuma questão de economizar, dando a Jim e Degel uma festa de quebra de pratos. Kardia, Dohko e Manigold beberam tudo que tinha direito, assim como Sísifo que acabou indo na onda dos amigos. Tirando suas gravatas e amarrando-as na cabeça enquanto dançavam e cantavam como loucos abraçados. As meninas riam e fofocavam, observando os empresários bonitões espalhados pelo lugar. Sayaka a amiga de infância de Jim sentiu-se muito animada ao conhecer todos os novos amigos da ruiva e principalmente quando foi apresentada a certo grego de olhos verdes cujo nome era Defteros. A garota sentiu-se nas nuvens quando a mão grande tocou a sua e o perfume amadeirado do grego invadiu suas narinas deixando-a hipnotizada. Jim achou melhor deixá-los conversando a sós e quando voltou sua atenção a Degel, um casal ao fundo a fez sorriu curiosa e feliz. Era Aspros conversando ao pé do ouvido com uma linda moça de longos cabelos lilases que lhe respondia em forma de sorrisos enquanto suas bochechas rubras davam a ideia do que se tratava a conversa.

“Nada poderia estar mais perfeito”, pensou.

Todos dançaram e cantaram. Pularam e dançaram, beberam e comeram, riram e choraram. E quando Esther sentiu-se tonta e um pouco enjoada ao levantar-se da mesa todos do grupo se voltaram para Sísifo em um coro: “Será o papai do ano!”, deixando o grego com cara de bobo enquanto Esther mais vermelha que um pimentão. Até Mathure e Asmita entraram na brincadeira. A mais velha deu um abraço apertado na irmã enquanto dizia estar radiante de felicidade porque agora seria titia mesmo a mais nova negando o estado de gravidez.

– Degel eu...queria te mostrar uma coisa. – Disse Jim puxando o francês para um lugar mais afastado. – Mas você tem que fechar os olhos primeiro.

– Hum...uma surpresa?

– Sim. – Respondeu sorrindo enquanto guiava o aquariano para o jardim que era afastado da baderna. – Não vale espiar. – Disse quando o viu abrir um dos olhos.

– Pronto, já pode abrir.

Degel abriu os olhos devagar e ficando completamente perplexo, sem acreditar no que estava diante de si. Caminhou devagar para assim observar mais de perto aquela obra de arte.

– Jim isso...isso é...incrível é... – Degel ficou de boca aberta com a imagem da pintura apoiada no grande cavalete. Seus olhos observando com atenção cada detalhe incrivelmente retratado com perfeição e delicadeza naquela tela. As cores habilidosamente usadas dando um realismo impressionante à imagem.

–Bom eu...disse que só deixaria você ver quando eu terminasse. Eu demorei, mas enfim ...eu terminei.

– Está perfeito. – Degel tocou a imagem pitada nos mínimos detalhes na grande tela.

A imagem de Jim deitada completamente adormecida em um sofá enquanto Degel em forma de anjo a beijava carinhosamente na testa. Suas asas quase a envolvendo por completo e as pequenas penas pareciam voar por sobre a tela. O olhar sereno e carinhoso expressavam todo o cuidado e dedicação que tinha por ela e a mãos de dedos finos tocava gentilmente a sua.

– Eu nem sei o que dizer. – Os olhos violáceos brilhavam enquanto dançavam pela imagem. Jim sorriu tocando com a ponta dos dedos o rosto de Degel na tela pintada.

– Eu só passei a dormir quando encontrei você. Em cinco anos eu nunca havia tido uma noite de sono tão...tranquila quanto as que tive quando estava com você. Eu sempre tive a sensação de que você...sempre estava lá velando meu sono e me protegendo, mesmo sabendo que era impossível todas as vezes você...está lá me vendo dormir e tomando conta de mim, mas em meus sonhos você sempre esteve.

Degel sentiu como se o nó de sua gravata se apertasse ainda mais em volta de seu pescoço. Engoliu em seco, puxando Jim para um abraço apertado e carinhoso na tentativa de desviar sua mente da vontade de chorar, mas a tentativa não deu muito certo graças a ela que caiu no choro primeiro e por mais frio que fosse aquilo era demais para seu coração suportar.

With you in time
There's nothing else
My life stands still
You are the will that makes me strong
Make me strong
If ever alone in this world I know I'll always...

(Com você a tempo
Não há mais nada
Minha vida fica parada
Você é a vontade que me faz forte
Me faça forte
Se sempre estiver só neste mundo eu sei que eu sempre vou...)

– Eu queria...queria ter ficado acordado todas as noites velando seu sono, mas non consegui. Eu tentava o máximo que podia e mesmo quando non conseguia... eu...eu continuava cuidando de você em meus sonhos. – Jim segurou o rosto de Degel entre as mãos deixando somente as testas unidas. Sentindo as lágrimas dele tocar seus dedos. – Eu juro que fiz tudo que eu pude e mesmo já... já tendo feito essa promessa antes eu...eu...vou continuar a fazer tudo que eu puder para que você tenha pelo menos...pelo menos um pouco da vida que...lhe foi tirada Jim. Eu prometo. – Confessou com dificuldade.

Jim sorriu feliz. Era a primeira vez desde que conhecera Degel que ela o via chorar daquela maneira. Com um menino.

– Eu sei e eu nunca vou poder lhe agradecer por tudo. – Sua voz saiu por um fio.

– Você já me agradeceu quando disse “Sim” hoje. – Degel puxou Jim para um beijo intenso e cheio de carinho. – Eu te amo. – Voltou a beijá-la e só parando quando o ar lhe fez falta.

Merde. – Resmungou se afastando um pouco e levantando o rosto.

– O que foi? Eu fiz alguma coisa de errado? – Jim ficou sem entender aquela atitude.

– Oui! Você me fez chorar como um garoto de cinco anos. – Passou a mão rosto enquanto respirava fundo na tentativa de tomar de volta o controle de suas emoções.

Jim começou a rir da atitude de Degel. Ele era o “senhor odeio perder o controle” e para ele se debulhar em lágrimas assim era porque realmente havia sido demais para ele. Será que merecia um troféu?

– Não precisa se envergonhar. – Puxou ele de volta para mais perto e o abraçando pela cintura. – Eu prometo que não vou contar para o Kardia okay?! – Degel praticamente lhe assassinou umas mil vezes com o olhar, mas para Jim aquilo só tornou as coisas mais engraçadas. – Vamos fazer assim: Que tal voltarmos para a nossa festa e aproveitarmos tudo que temos direito?

– Concordo. – Degel sorriu voltando devagar com Jim para a festa.

Os dois voltaram a curtir a festa e depois de muito aproveitar resolveram descansar a sós em uma das espreguiçadeiras que havia espalhadas pelo local enquanto observavam o céu estrelado. Bom, não tão a sós porque Radi nunca dava trégua.

– Lá vem ele. – Resmungou Degel quando sentiu a cabecinha do cãozinho se enfiar embaixo da sua que estava apoiada na barriga de Jim em um pedido mudo para um cafuné.

– Tadinho ele só quer carinho. – Disse Jim se acomodando mais no peito de Degel.

– Sei...Acho que já passou da hora de arrumar uma namorada para ele. Estou cansado dele tentar roubar a minha esposa.

– E você se sente ameaçado por uma bola de belos de dois quilos? – Ironizou Jim.

– Non, só non gosto que mexam com o que é meu. – Volveu envolvendo Jim dentro de seus braços.

– Vai me amar Degel? Me amar como ele disse? Até que a morte nos separe? – Jim levantou o rosto fitando os olhos violáceos de Degel detalhar todo seu rosto.

– Non Jim. – Fez uma pausa. – Eu vou ter amar muito mais do que isso.

Jim sorriu deixando seus lábios dançarem com os de Degel, tendo a certeza de que finalmente havia encontrado a paz e convicção para tudo naquele lindo sorriso, assim como a vida que havia perdido estava agora nos braços de Degel, seu amor, sua alma, seu anjo.

Find me, here in your arms
Now I'm wondering where you've always been
Blindly, I came to you
Knowing you'd breathe new life from within
You sleep, here in my arms
Where the world just shuts down for a while
Blindly, you came to me
Finding peace and belief in this smile
Find some peace and belief in this smile

Can't get enough of you

(Me encontre, aqui em seus braços
Agora eu estou desejando saber onde você sempre esteve
Cegamente, eu vim a você
Sabendo que você sopraria uma vida nova para dentro de mim
Você dorme, aqui em meus braços
Onde o mundo se fecha por algum tempo
Cegamente, você veio a mim
Achando paz e convicção neste sorriso
Ache um pouco de paz e convicção neste sorriso

Não me canso de você)

Fim!!!!!!!!

Notas finais
Ainnn gentennn eu acho essa música linda, linda, linda. Fiz com maior carinho e já estou morrendo de saudades da Jim, da Akemi, Degel, Manigold e os outros. Estou muito feliz de ter concluído essa fic e espero mesmo que vocês gostem. Muito obrigado novamente aqueles que chegaram até aqui, vocês são guerreiros e guerreiras muito valentes e persistentes hauhauahuhaa.... * Ewoks - Os ewoks são uma raça que se origina no universo fictício da série de filmes Star Wars. Na série, eles são uma tribo de seres inteligentes, semelhantes a um urso de pelúcia, caçadores nativos da lua florestal de Endor. Obrigada a todos e fuiiiiiiiiiiiii!!! Ahhhh...só para constar, não vou abandonar vocês nãooo! Estão pensando que vão se livrar de mim?! Não mesmo. Já publiquei uma nova fic com o gostosão e fodão do Saga como protagonista. Quem quiser pode dar uma passadinha lá – Uma estranha no ninho, minha nova fic. Bjs pra vocês e fuiiiiiiiiiiii.... Epílogo? Será??? ¬ .¬