Tiger's Life
6 Boas Novas.
– Ufa, enfim terminei – Kelsey disse para si mesma. Ela repousou a cabeça nos travesseiros, fechando os olhos por alguns segundos, o computador apoiado a sua barriga de grávida. Agora com seis meses. — Ren? – ela chamou, mas ao invés dele, um garotinho entrou correndo pela porta da varanda.
Ele tinha dois anos e muita energia. O pequeno Kishan, entrou correndo no quarto dos pais. Os cabelos lisos negros eram uma bagunça, os olhos dourados brilhando de alegria, e um grande sorriso, com os perfeitos dentes de leite na boca. Kelsey colocou o computador de lado a tempo de pegar o menino, que se jogou nos braços da mãe. Ele ria e escondia o rosto. Então Ren apareceu na porta, ele sorria, mas imitou um rugido, e o menininho correu para debaixo das cobertas com uma gargalhada.– Mamãe, onde será que o Kishan foi? – Ren perguntou para Kelsey com um tom fingido. – Eu não sei – ela respondeu sorrindo – talvez tenha saído pela porta. – Hmmmm... não sei não – Ren disse dando a volta na cama, — Eu acho que ele está.... aqui! Dito isso, Ren agarrou o pequeno volume nas cobertas e colocou nos ombros, Kishan gargalhava e se debatia. – Achei! – Ren disse puxando as cobertas e segurando Kishan pelos pés. O garoto gargalhava. Quando Ren o colocou na cama, ele se sentou, ainda sorrindo. – De novo papai! De novo! – ele exclamou. – Você é incansável não mesmo? – Ren disse – Papai, vai descansar um pouco, porque você não vai brincar com a sua baba no quintal? E com isso, o garotinho pulou da cama e correu porta a fora. Ren se jogou na cama ao lado de Kelsey. Ele estralou as costas, e depois de um suspiro, falou: – Como está indo o livro? – Na verdade, eu acabei de terminar — ela disse entregando o computador a ele. – Serio? Incrivel! – ele disse. – Leia o final, vou tomar um banho, depois me diga o que achou. Kelsey ligou o chuveiro antes de tirar a roupa, o jato de agua saiu com uma pressão incrível. Ela então se despiu, olhando a própria imagem nua no espelho. Os peitos estavam o dobro do tamanho, inchados de leite, como na ultima gravidez. A barriga projetava-se redonda e baixa. Ren dessa vez a convencera de não saber o sexo do bebe, mas ela sabia, podia sentir que estava carregando outro garoto. Quando Kelsey finalmente entrou no chuveiro, o banheiro já estava cheio de vapor. A agua estava fervendo, e em pouco tempo sua pele ficou vermelha. Ela saiu logo depois de lavar os cabelos, se enrolando nas toalhas brancas. Ren estava no quarto, com o computador no colo, lendo. Foi o tempo de Kelsey colocar uma roupa. Calças de elástico para caber a barriga e uma blusa de grávida; arrumar os cabelos, que agora ficavam mais soltos do que trançados, e colocar meias nos pés. Ren terminou sua leitura, ele colocou o computador de lado e encarou Kelsey. – Você tem uma ótima memoria, Rabanete – ele sorriu. – Serio Kels, como você se lembra disso, eu nem... de qualquer forma, eu gosto de rabanete. – Eu sei — ela disse sorrindo. – E aliás, você foi muito boa em descrever como eu, mesmo tendo levado um fora, fui imensamente generoso em lhe dar um carro, uma casa, e pagar por seus estudos. – Se você continuar se gabando, vou alterar essa parte – ela disse. – Você terminou seu prólogo? – Sim, por mais que não seja muito agradável de me lembrar – ele disse com uma careta. – Eu estava pensando, você não pode mandar isso com o seu nome para a editora... é simplesmente errado.. – Eu estive pensando nisso. Podemos inventar alguém falso não é? Uma mulher do Oregon, que tenha imaginado a coisa toda. – Eu vou falar com meu agente – Ren disse se levandando. – Vou dar uma saída. Você e Kishan querem vir junto? – Para encontrar com um monte de advogados e acionistas? Nem pensar. Vou levar Kishan para conhecer um templo de Durga, já está na hora de, aos poucos, ir contando a historia a ele. – A esposa de meu irmão – disse Ren. – Você faz tudo parecer uma estranheza – reclamou Kelsey. – Isso não é nada, estranheza mesmo seria se eu te lembrasse que o tigre deitado ao lado da deus É meu irmão. – Urhhh Ren! – Kelsey disse batendo com o travesseiro nele. Ren sorriu. Depois beijou Kelsey. – Vejo vocês mais tarde.– Kishan? – Kelsey chamou no jardim. O menino saiu de trás de um arbusto, com a baba correndo atrás dele. Ele se jogou nos braços da mãe. – Mamãe! – ele disse abraçando-a. – Hila – disse Kelsey para a baba – você pode ir embora mais cedo hoje, eu vou levar o Kishan para dar uma volta. – Obrigado senhorita Kelsey, — ela disse sorrindo. – Nós vamos passear? – o menino perguntou. – Sim, mas antes, você tem que tomar um banho, tudo bem? –Mas mamãe! Eu nem estou sujo! – Ah não? Olha a cor do seu pé! – ela disse, e o garoto riu – Já estou enchendo a banheira para você. – Eba! – ele disse. Se a banheira já era grande para Kelsey, para Kishan, ela uma piscina. Ele podia literalmente mergulhar e nadar nela. Kelsey não enchia muito, a agua na altura da coxa do menino quando ele ficava de pé era mais do que suficiente.
Depois de dar banho no garoto, ela colocou nele uma camiseta amarela, muito parecida com os olhos dele, calça jeans, que estavam um pouco largas, uma jaqueta preta de moletom e tênis. – Esta com frio? – ela perguntou, e ele fez que não com a cabeça. – Então vamos. Kelsey colocou Kishan na cadeirinha do banco de trás e dirigiu quase por duas horas até o templo mais próximo, era cerca de quatro horas da tarde quando eles desceram. – Que lugar é esse mamãe? – Um templo meu filho, um templo dedicado a deusa Durga. Kelsey deu ao menino uma aula completa. Em inglês, claro, o hindi dela ainda era ruim, e ela não queria confundir a cabeça do garoto com o que o pai vinha ensinando. Alguns turistas pararam para ouvir as explicações de Kelsey. Ela se ajoelhou ao lado de Kishan e apontou para ele cada uma das armas, disse seus nomes, para que serviam, e até falou um pouco sobre o tigre. Ela não citou para ele a ligação que ela e Ren tinham com a deusa, ainda era muito cedo para isso, mas o menino ficou fascinado na historia. No caminho de volta para casa, ele voltou falando, a primeira hora da viajem inteira, fazendo perguntas sobre a Deusa e seu tigre e pedindo para que Kelsey repetisse o nome das armas das quais ele tinha esquecido. Na segunda hora da viajem, no entretanto, o carro ficou um completo silencio. Kishan tinha caído no sono, o que era de se esperar, já que passou o dia todo correndo de um lado para o outro. Kelsey chegou em casa por volta das oito da noite, Kishan nem sequer se mexeu quando Kelsey o tirou do carro e carregou para dentro. Nilima e Sunil estavam assistindo TV na sala de estar. – Senhorita Kelsey – disse Nilima – Quer ajuda? – Não, eu dou conta – disse Kelsey. – Ren já chegou? – Sim, a quase uma hora, ele subiu e não desceu mais. – Tudo bem, obrigada, boa noite para vocês. – Boa noite – eles responderam em conjunto. Kelsey subiu as escadas e foi diretamente para o quarto de Kishan. Ela colocou pijamas no menino e depois o colocou no berço, apagou a luz e saiu. Quando Kelsey chegou ao quarto dela e de Ren, encontrou ele deitado meio sentado, dormindo desconfortavelmente, com um livro aberto no colo. Kelsey suspirou a meio um sorriso. Ren tinha uma capacidade incrível que cair no sono em qualquer lugar, posição ou hora. Ela tirou o livro do colo dele. Era sobre administração. Não era atoa que ele tinha caído no sono. Ela vestiu o pijama e se deitou ao lado dele. – Ren – ela sussurrou. – Hm? — ele murmurou sem abrir os olhos. – Deite, é mais confortável. – ele assentiu, ainda de olhos fechados, e deslizou para baixo, se deitando ao lado dela. Depois passou o braço por cima dela e a puxou para perto. – Ren – ela disse em meio a uma risada baixa – Você está me esmagando. – Shhh – ele disse, semiconsciente, ajeitando o corpo no dela. – Eu gosto de pêssegos. – depois ele voltou ao sono profundo que se encontrava antes de Kelsey chegar.Quando Ren acordou na manha seguinte, Kelsey não estava mais na cama. Ele sentou e esfregou os olhos, focando a visão. Deviam ser cerca de nove horas da manha, de acordo com a posição do sol ( Ren tinha aprendido isso já que na sua época não existiam relógios ). Ele encontrou um bilhete em cima do livro de poesias. Dizia: “ Fui levar resolver algumas coisas com a editora, Hila levou Kishan para o parque, Nilima e Sunil saíram para acampar e voltam daqui a dois dias. Eu chego a noite. Com amor, Kelsey.” Ren suspirou. Ele teria o dia de folga mas passaria sozinho. Ele pegou o calendário dentro da gaveta, o dia que Kelsey tinha marcado com caneta vermelha tinha chego. Era aniversario dele, e pelo visto, ninguém se lembrara. A casa estava estranhamente vazia. Ele tentou fazer um pouco de academia, mas logo desistiu. A manha estava quente, então ele entrou na piscina, depois de nadar muito e sentir o corpo cansado, Ren deitou-se de costas no chão quente de pedra, os pés ainda dentro da agua, enquanto ele se esquentava um pouco. Nilima tinha deixado almoço pronto na geladeira. Depois de comer, ele pegou um dos seus livros. Não os livros chatos sobre economia e administração. Mas os livros que ele realmente gostava. Livros que Kelsey tinha separado para ele. Ele leu, escreveu um pouco de poesia, e até tocou o velho violão. Já era final da tarde quando o telefone tocou. – Ren? – disse Kelsey do outro lado da linha. – Sim, o que foi iadala? – Preciso que você vá na farmácia e compre um pouco de xarope. Hila disse que Kishan passou a tarde tossindo. – Tudo bem – ele disse suspirando, um pouco decepcionado. – te vejo mais tarde. – Te amo – ela disse. – Também te amo, iadala.Quando Kelsey viu o carro de Ren deixar a garagem, ela correu para dentro, acompanhada de Nilima, Sunil e Kishan. Eles teriam vinte e cinco minutos para preparar tudo antes que Ren voltasse. A verdade era que Kelsey não tinha ido falar com a editora, nem Nilima e Sunil tinham ido acampar, ou Kishan tinha passado o dia com a baba. Os quatro passaram o dia organizando e comprando coisas para uma festa de aniversario surpresa para Ren. Kelseye enchia os balões, enquanto Sunil pendurava-os na parede, enquanto Nilima servia o bolo e os doces, com a ajuda do dedicado Kishan, que comia dois a casa cinco brigadeiros que levava a mesa. – Kishan – Kelsey disse – fique de olho na janela, me avise se vir um farol tudo bem? – Sim! – ele disse entusiasmado e correu para o parapeito. Depois de dez minutos, Kishan gritou. – Ele está vindo, está vindo! O garoto correu para os braços da mãe com um sorriso travesso. Ela o levou e o escondeu atrás no sofá com ela. Sunil apagou as luzes e se escondeu atrás da bancada, enquanto Nilima ficou entre a estante e a parede. Ren abriu a porta, no momento que ele acendeu as luzes, todos pularam para fora de seus esconderijos, gritando “ SURPRESA” Kishan pulou dos braços da mãe e correu para abraçar o pai. – Feliz aniversario papai – ele disse. – Obrigado garotão – ele disse beijando a bochecha do filho.Já para o final da festa, eles já tinham tomado duas garrafas de vinho e ouvido muita musica, enquanto riam. Kelsey subiu para colocar Kishan na cama, depois dele ter caído no sono no colo do pai. Quando ela voltou, Nilima e Sunil se entreolharam, sorrindo um para o outro. – Bom, eu gostaria de fazer um comunicado – Nilima disse se levantando e alisando a saia. – Estamos aqui reunidos — ela começou rindo, e todos riram também, — Não, agora é serio gente, — ela se recompôs- . Estamos todos aqui, quem podemos chamar de família. Passamos pelas maiores esquisitices juntos, e seria quase impossível que nossa família aumentasse com alguém de fora, sendo que ninguém acreditaria em nada do que passamos. Mas eu não escolheria outra família para mim. Eu não trocaria tudo o que eu vivi com vocês por uma vida normal, absolutamente não. Vocês são incríveis, e eu tenho orgulho de fazer parte dessa família. Senhor Kadam e Kishan, bem, eles fazem muita falta, e nossa família está um pouco vazia ultimamente, a chegada do pequeno Kishan foi uma alegria para todos, e do próximo bebe também sera. Eu queria dizer que, será que tem lugar para mais um? – Ah meu deus, Nilima! – Kelsey disse se levantando, ela correu para abraça-la. – Meus parabéns!– é claro que tem lugar para mais um – disse Ren sorrindo – e para mais quantos quiserem, parabéns
Notas finais
espero que tenham gostado! deixem reviews para me incentivarem a escrever mais (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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