Tigers

15 Os Esforços de um Líder


Notas iniciais
Mais um cap postado em mais um sábado chegado!
Tenho várias referências, mas os desenhos não estão muito bons. Mas não desistirei!
Acredito que até o 3º sábado de Fevereiro conseguirei postar a foto da Onihime!
Bom... chega de papo!
Boa leitura!

Lika – MIKKE!

O grito desesperado de Lika ao ver o irmão lentamente ir de bruços ao chão e ver suas costas coberta com sangue.

Geixa – Gashi Nadok traga o Ganeshi Akato imediatamente!

Elie – Agora mesmo!

Janessa – Espere!

Lika – Não podemos esperar! O Mikke vai-

Mikke – Ai! Minha nuca.

Lika – VOCÊ TÁ BEM! (abraço de urso no irmão) VOCÊ TÁ BEM! VOCÊ TÁ BEM! VOCÊ TÁ BEM!

Mikke – Calma!

Geixa – Mas o que-

Kalie – Erigashi!

Janessa – O sangue não é dele.

Todos se surpreendem ao ver Kalie de bruços rendido por Akishiba que o segura pela nuca com sua mão esquerda.

Kalie – Por que me atrapalhou Erigashi? Por quê?

Akishiba – Vossa Grisma. Peço sua permissão para confinar este homem com a acusação de tentar tirar a vida do portador do Presente Sagrado do Fogo até sua sentença.

Kalie – O que?

Janessa – Concedida.

Akishiba – Gashi Nadok. Peça para que dois membros da Oren acompanhem este homem até o calabouço.

Elie – Sim Erigashi.

Kalie – Me soltem! ME SOLTEM! (já sendo erguido com as mãos nas costas pelos membros da Oren) Erigashi!

Akishiba – Vou escolta-los para que não existam imprevistos. Vossa Grisma. Eu humildemente peço desculpas pelo ocorrido hoje, assumo total responsabilidade e lhe garanto que não ocorrerá novamente.

Janessa – Que assim seja.

Geixa – Erigashi Askishiba. Quero ter uma audiência com você e com Vossa Grisma quando voltar.

Akishiba – Entendido. Vamos.

Ao se retirar todos notam a séria ferida em sua mão direita: uma grande abertura entre os dedos mínimo e anelar.

Geixa – Mas o que aconteceu aqui?

Janessa – A mão dele já diz tudo. Antes que pudesse acertá-lo, Erigashi colocou sua mão diante a lâmina para que ela não o perfurasse. Você foi acertado pelas costas de sua mão.

Mikke – Por que ele me salvou?

Geixa – Qualquer ato de violência dentro do hall da Grisma será-

Mikke – Não é isso. Ontem mesmo ele tentou me matar. Não entendo.

Lika – Não esquente com isso irmãozinho. Frankiba é um cara legal. Eu acho que ontem ele estava meio confuso.

Mikke – Sei.

Janessa – De fato ele estava estranho ontem, mas acho que está voltando a si.

Lika – Ainda bem.

Mikke – ‘Que droga tá acontecendo nesse lugar? Todos os que conheci aqui ou tentaram me matar… ou- (olha para Janessa e cora) O que acontece com esse lugar?’

Janessa – Ei Lika. Que história é essa de “Frankiba”?

Lika – Uma história meio antiga. Há! Há!

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Após ser trancado em uma das selas Kalie fica a sós com Akishiba.

Kalie – Desculpe-me Erigashi.

Akishiba – Pensei que poderia confiar em você. Se você queria se vingar era só me falar, mas mata-lo não mudaria o que aconteceu.

Kalie – Eu quero mata-lo, mas não por vingança!

Akishiba – Como é?

Kalie – É complicado. Você não entenderia.

Akishiba – Não. Eu entendo sim. Sinto muito por Celta. Sinto muito mesmo.

Kalie – Ela foi escalada nos times de teste entre Eren e Oren. Quando a conheci eu senti algo que… não dá pra explicar em palavras. Em uma das audiências com o grande Loritai, ele viu que seriamos realizados se nossa união fosse concretizada. Eu iria me oferecer a ela. Iria me oferecer a Celta no próximo Ritual da União.

Akishiba – Caramba.

Kalie – Eu só precisava esperar mais oito dias Erigashi. Oito malditos dias para que ficássemos juntos! Você sabe o que é isso? Ter a felicidade quase em suas mãos e alguém tirar isso de você?

Akishiba – Eu… (relembra de Zeriga) não tenho a resposta.

Kalie – Eu te agradeço Erigashi, mas a responsabilidade não é sua sobre o que aconteceu. Volte lá e diga que eu assumo o que eu fiz e aceitarei o que for decidido.

Akishiba – Engano seu. Tudo isso aconteceu por que eu te contei sobre o garoto.

Kalie – Eu apontei o punhal em seu pescoço. Eu tentei mata-lo.

Akishiba – Eu também tentei.

Kalie – Você?

Akishiba – Sim, mas diferente de você eu não sabia que ele foi controlado pelo Jintsugari. Ele também é uma das vítimas. Eu sei que é difícil, mas eu quero que você não tente isso novamente.

Kalie – Eu… vou tentar.

Saindo da sala Akishiba aborda os dois membros da Oren anteriores.

Akishiba – Estarei na sala de Vossa Grisma. Vigiem-no. Não o deixem escapar e me avisem se necessário.

- Sim Erigashi.

- Erigashi! – a tenacidade da conhecida voz que o chamara o espantou.

Akishiba – Z-Zolay?

Zolay – Venha rápido. Zeriga está-

Sem esperar mais detalhes ele corre como se seu mundo fosse acabar. Zolay percebe que os dois membros da Oren não o seguem.

Zolay – Vocês não vêm?

- Temos quer vigiar o prisioneiro.

Zolay – Prisioneiro? Quem está preso?

- Kalie Onetish.

Zolay – Kalie? Por quê?

- Não sabemos dos detalhes, mas parece que teve uma briga na sala de Vossa Grisma.

Zolay – Entendo. Espero que isso seja resolvido logo. Eu vou indo. Bom trabalho para vocês dois. (começa a caminhar)

- Obrigado.

Zolay – ‘Isso é estranho. Pelo pouco que conheço de Kalie ele não iniciaria uma mera briga assim do nada. Alguma coisa séria aconteceu. O que você está escondendo Erigashi?’

Diante da sala do Ganeshi vários membros da Oren aguardam notícias de Zeriga.

Rati – Já disse e vou repetir: falarei apenas com o Erigashi!

- Só queremos saber como ela está.

Rati – Não me faça repetir!

Akishiba – Ganeshi Akato!

Rati – Deixe-o passar! Entre! Rápido!

A porta se fecha quando os dois entram. Os olhos de Rati exibiam uma profunda angustia.

Akishiba – Como ela está Rati?

Rati – Ela acordou, mas logo dormiu.

Akishiba – Ela… disse alguma coisa? O que aconteceu?

Rati – Ela te chamou. Nada mais além do seu nome.

Akishiba – Entendo. Mais alguma coisa?

Rati – Como você pediu eu chequei e-

- Francesco.

Akishiba – Zeriga. (ajoelha ao lado dela e segura sua mão)

Rati – Behina e Meretish voltaram para a Eren e nossa convidada não parece que acordará tão cedo. (referindo-se a Safira ao lado) Vou deixa-los sozinhos.

Akishiba – Obrigado Ganeshi Akato.

Rati sai pela porta e logo uma multidão da Oren o cerca.

Zeriga – Francesco. (sua voz estava muito fraca)

Akishiba – Eu estou aqui Zeriga. O que aconteceu com vocês?

Zeriga – Eu recebi um soco na perna e uma ferida se abriu. Cravei minha adaga nela tentando parar o sangramento, mas perdi a consciência. Eu morri?

Akishiba – Não. Você não morreu. Estamos em Sairati na sala do Ganeshi. Eu te achei e te trouxe pra cá.

Zeriga – Eu consegui continuar viva até você me achar?

Akishiba – Sim.

Zeriga — (começa a chorar)

Akishiba – O que foi Zeri-

Zeriga – Me desculpe Francesco.

Akishiba – Por que está se desculpando?

Zeriga – Eu quis ir nessa patrulha e você disse que era uma má ideia.

Akishiba – Não precisa se desculpar por uma coisa dessas.

Zeriga – Nós discutimos por causa disso e por teimosia eu fui. Se eu tivesse te ouvido nada disso teria acontecido.

Akishiba – Não foi culpa sua Zeriga.

Zeriga – Você não entende Francesco. A minha teimosia causou a morte da nossa criança.

Akishiba – O que disse?

Zeriga – Nossa criança não vai nascer por minha causa. É tudo culpa minha, Francesco.

Akishiba – (se solta dela e vai ao chão desnorteado)

Zeriga – Eu matei nosso filho.

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Ainda na sala púrpura Kayera está de olhos fechados. Movimenta as mãos formando círculos com elas enquanto dez Denairovers assistem.

Kayera – EZIRUDIS MA JINTEI NEU ZARRIOKURAI! (círculos brancos aparecem em suas mãos) AZAN ARAMTUI! (unindo os círculos uma forte luz se forma) CARUILA POROSTE RIOSA TERENSITIA! (leva as mãos ao solo e uma espécie de portal se ergue) Agora vão!

Dois Denairovers se separam do grupo e correm até o portal, atravessam-no e vão ao chão.

Kayera – Tsc!

Venks – Algum resultado?

Kayera – Nenhum. Como pode ver qualquer coisa com vida que passar pelo portal, retorna sem ela.

Ela aponta para um canto da sala: uma grande pilha com vários Denairovers mortos.

Venks – O que está faltando?

Kayera – Luz. Os requisitos restantes para o feitiço são simples, mas precisamos de luz.

Venks – Pedirei que lhe acendam uma fogueira.

Kayera – Então queime todo o planeta. Não preciso de claridade ou calor. Preciso de Luz.

Venks – Explique melhor.

Kayera – Uma única fonte de luz capaz de ser vista de qualquer lugar. A Luz de uma Alma.

Venks – Creio que Skorug possa te ajudar. Uma de suas habilidades transforma sua alma em energia pura.

Kayera – Mesmo assim não é o suficiente.

Venks – E o que é preciso?

Kayera – O único capaz de queimar sua vida e gerar a Luz de uma alma. Preciso do garoto.

Venks – Você está se contradizendo. Primeiro diz que não quer fogo e agora diz que precisa dele?

Kayera – O Presente Sagrado do Fogo não é só o fogo. É mais do que isso. Muito além do que compreendemos.

Venks – Entendo.

Kayera – Onde existir luz, existirá o fogo. Se conseguirmos que ele eleve seu poder o bastante para queimar a sua alma conseguirei fazer o que quiser com ela.

Venks – Ordenarei Xanferhion que o capture.

Kayera – Não é só isso. Também precisamos ir para lá.

Venks – Por quê?

Kayera – O primeiro mundo. O lugar mais próximo para concluir com o nosso objetivo.

Venks – Apressarei o concerto do Zaeron e você será a próxima a passar.

Kayera – Estarei esperando.

Venks Dregon se retira e Kayera volta a fazer seus feitiços.

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Zeriga – Eu devia ter te escutado

Akishiba – (leva a mão até os olhos)

Zeriga – Minha teimosia destruiu todos os nossos planos. Todos os nossos sonhos. Tudo o que estávamos-

Akishiba – Pare.

Zeriga – Mas-

Akishiba – Não quero ouvir isso.

Ele se levanta, se vira e caminha até a porta, mas é segurado por Zeriga.

Zeriga – Você sempre disse que sentia coisas. Que sonhava com coisas que ainda não aconteceram e de repente elas aconteciam. Você sonhou com isso não é?

Akishiba – Sim.

Zeriga – Me desculpe Francesco. Você estava certo e eu não-

Akishiba – Dizer que eu estava certo não fará com que eu me sinta melhor. (se solta e caminha)

Ao sair da sala Akishiba é abordado por vários membros da Oren.

- Erigashi! Como está Zeriga?

Akishiba – O que disse a eles Ganeshi Akato?

Rati – Que seus ferimentos foram tratados e que não morrerá tão cedo.

Akishiba – E eu confirmo. Ela está bem, ficará ainda melhor a cada novo descanso e logo retornará ao seu posto junto a nós. Peço que a faça melhorar logo Ganeshi.

Rati – Farei o que puder. (volta para sua sala)

- Que bom! Maravilha!

- Erigashi?

Akishiba – O que foi Zolay?

Zolay – E sobre a audiência com Vossa Grisma? Já pode nos adiantar algo?

Akishiba – Devido á um imprevisto não consegui realizar essa audiência. Assim que a fizer informarei a todos.

Zolay – E sobre Kalie?

- Kalie? O que houve com Kalie? O que tem ele?

Akishiba – Kalie está afastado de seus serviços na Oren por um tempo.

Zolay – Afastado? Eu soube que ele foi preso.

- O que? Preso?! Por que o prenderam? O que ele estava fazendo lá? Ele é um membro da Oren. O que ele fez?

Akishiba – O que mais você sabe Zolay?

Zolay – Soube que foi preso por que brigou com você.

- S-ério? Por uma briga? Por que fez isso Erigashi? Solte o Kalie Erigashi!

Zolay – ‘Vamos Erigashi! Conte-nos o que aconteceu.’

Akishiba – CALADOS! Todos sabem e se comprometeram a seguir as regras impostas na Oren e de suas limitações. Kalie está preso apenas para relembrar de uma das regras que poderia ter custado sua vida em Sairati se não houvesse uma intervenção minha. Nada acontecerá com ele. A princípio a prisão de Kalie foi exagerada e um pouco injusta, mas não foi pelo capricho de uma simples “briga” e sim para garantir que um bom amigo volte a caçar conosco. Eu quero a soltura de Kalie e conversarei com Vossa Grisma e com Enishi Sigren sobre o ocorrido para garantir sua soltura.

Zolay – O que?

- A Enishi? Ela voltou? Nossa Enishi Sigren está de volta?

Akishiba – Sim. Nenhuma injustiça ocorre diante dos olhos dela. E eu garanto a vocês que nenhuma injustiça ocorrerá diante dos meus!

A vibração de alegria corre por todo o corredor diante do pequeno discurso de Akishiba chamando, também, a atenção de Rati.

Rati – Eu achei que o grande Loritai havia ficado louco em escolher aquele garoto como Erigashi, mas eu me enganei. A segurança de Sairati está em boas mãos. Você também está em boas mãos Zeriga.

Zeriga – (continua chorando)

Rati – O seu noivo tem um bom coração. Ele só precisa de tempo para assimilar a notícia e logo vocês ficarão juntos novamente.

Zeriga – Obrigada Ganeshi.

Rati – Creio que nossa outra convidada logo acordará. Até algum tempo ela estava deitada para cima e agora está de lado. Quando se mexem tanto é que a cama não está muito confortável.

Rati se vira, ficando de costas para Zeriga. Nenhum dos dois percebeu os abertos e encharcados olhos de Safira. segur� am�?�@

Rati – Behina e Meretish voltaram para a Eren e nossa convidada não parece que acordará tão cedo. (referindo-se a Safira ao lado) Vou deixa-los sozinhos.

Akishiba – Obrigado Ganeshi Akato.

Rati sai pela porta e logo uma multidão da Oren o cerca.

Zeriga – Francesco. (sua voz estava muito fraca)

Akishiba – Eu estou aqui Zeriga. O que aconteceu com vocês?

Zeriga – Eu recebi um soco na perna e uma ferida se abriu. Cravei minha adaga nela tentando parar o sangramento, mas perdi a consciência. Eu morri?

Akishiba – Não. Você não morreu. Estamos em Sairati na sala do Ganeshi. Eu te achei e te trouxe pra cá.

Zeriga – Eu consegui continuar viva até você me achar?

Akishiba – Sim.

Zeriga — (começa a chorar)

Akishiba – O que foi Zeri-

Zeriga – Me desculpe Francesco.

Akishiba – Por que está se desculpando?

Zeriga – Eu quis ir nessa patrulha e você disse que era uma má ideia.

Akishiba – Não precisa se desculpar por uma coisa dessas.

Zeriga – Nós discutimos por causa disso e por teimosia eu fui. Se eu tivesse te ouvido nada disso teria acontecido.

Akishiba – Não foi culpa sua Zeriga.

Zeriga – Você não entende Francesco. A minha teimosia causou a morte da nossa criança.

Akishiba – O que disse?

Zeriga – Nossa criança não vai nascer por minha causa. É tudo culpa minha, Francesco.

Akishiba – (se solta dela e vai ao chão desnorteado)

Zeriga – Eu matei nosso filho.

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Em outra sala ligada a Gashi iluminada por raios de sol que passavam por aberturas feitas em sua estrutura, esta lembrava um refeitório por possuir quatro mesas de pedra com oito cadeiras cada. E era exatamente isso que Mikke e os outros estavam fazendo: tendo uma refeição. Várias frutas foram trazidas: uvas cinzas, bananas azuis, morangos dourados… mas nada disso chamava a atenção de Mikke. Nem a alegre conversa a sua volta.

Lika – “Fran”; “ki”; “ba”. O nome completo dele é Francesco Nakitsu Akishiba. Eu sempre me enrolava quando falava o nome dele então… abreviei.

Elie – “Abreviou”?

Lika – Isso! Então nasceu o Frankiba!

Geixa – Hum! Entendi.

Janessa – O Erigashi tinha um apelido assim? Legal.

Lika – Você não lembra Janjan?

Janessa – Nem um pouco. Sempre o achei meio sombrio.

Geixa – Ora! Mas é uma noticia interessante. Não sabia que vocês tinham esse tipo de relacionamento. Lika sua danadinha!

Lika – (fica vermelha)

Janessa – ‘Relacionamento?’

Lika – Não é nada disso!

Elie – O que quer dizer?

Geixa – Só casais bem íntimos dão apelidos carinhosos assim. E pelo que me lembro, vocês eram bem grudados quando novos.

Lika – Tia Geixa!

Janessa – ‘Casais (cora) bem íntimos?’

Geixa – O amor puro que vem da infância. Hoje em dia são poucos os casos onde isso funciona, mas ainda sim é lindo.

Elie – “Amor de infância”?

Geixa – Sim minha pequena Elie. Mesmo na flor de sua inocente e pura infância o amor pode brotar, se transformar em algo muito maior e-

Mikke – Já chega disso tia.

Geixa – Ah! Mikke seu chato. Deixa sua tia se divertir com os sobrinhos dela um pouco. Por que você tá tão chato assim? Será que é por causa da Lysa?

Mikke – (fica sem graça) C-claro que não.

Janessa – (seu olho contorce)

Geixa – Ruiva e olhos azulados. Qualquer garoto na sua idade ficaria maluquinho por esse tipo. Mikke – Isso é coisa da sua cabeça. Por que ela me deixaria assim?

Geixa – Me diga você. Aquele abraço entre vocês dois foi tão bonitinho.

Lika, Elie e Janessa – ABRAÇO?!

Mikke – (cora) TIA!

Geixa – Era segredo?

Mikke – Q-que segredo o que! Eu estava feliz em ver que ela estava bem. Nada mais. Não temos nada um com o outro.

Geixa – Então por que ficou vermelho desse jeito?

Mikke – Não me sinto confortável em falar disso com você. (leva um copo com água até a boca)

Janessa – (come uma fruta)

Geixa – Será mesmo isso ou… você não quer falar disso na frente daquela que te deu um baita beijo assim que chegou aqui?

Janessa se engasga com a fruta e Mikke joga fora a água que bebera.

Lika – AH! Então é isso?

Mikke – Cof! Cof! Não! Cof!

Elie – Aqui Grisma. (cede um copo com água)

Janessa – (pega o copo e consome o líquido rapidamente) Como soube? Lika?

Lika – Eu não disse nada!

Geixa – Ah! O amor dos jovens! É nessa idade onde o coração mais brinca com os sentimentos! Quem vencerá e conquistará o coração desse nosso herói? Lysa: a garota de olhos azuis como o céu e cabelos vermelhos como o fogo? Janessa: olhos azuis que lembram a suavidade de um rio e cabelos negros que trazem a beleza do céu noturno? Elie: crescerá uma bela jovem e se tornará um obstáculo nessa união?

Elie – Até eu?

Lika – Acho que está exagerando tia.

Janessa – Também acho. Cof!

Mikke – Somos três. (come uma fruta)

Geixa – Posso estar exagerando, mas essa novela eu não posso perder! Definitivamente!

- Estou interrompendo?

Mikke – (engasga pela repentina chegada)

Geixa – Ah. Aproxime-se Erigashi. Ou melhor dizendo… Frankiba.

Akishiba – “Frankiba”?

Janessa – Lika estava nos contando à história desse seu apelido. Não sabia que tinha um.

Elie – E amor de infância!

Akishiba – Amor de infância?

Lika – (corada) Vamos mudar de assunto? Está um belo dia não?

Geixa – Mas e você Akishiba? Chamava Lika por algum apelido?

Lika – Eh?

Janessa – Apelido da Lika? Também quero ouvir.

Lika – Não íamos mudar de assunto?

Akishiba – Talvez possamos conversar sobre isso em outro momento.

Geixa – Não gosto dessa sua expressão Erigashi.

Akishiba – Enishi Sigren. Vossa Grisma. Não podemos perder tempo. Preciso de uma audiência para tratar de um assunto com vocês. Com você também Gashi Nakashiro.

Lika – Comigo?

Janessa – Pode nos adiantar o assunto Erigashi? (com uma expressão séria no rosto)

Akishiba – Os Tigers.

Os sorrisos ali logo desaparecem.

Akishiba – Se possível não quero falar mais fora de sua sala Vossa Grisma.

Janessa – De acordo. (se levanta) Gashi Nakashiro. Enishi Sigren.

Mikke – Esperem. Se for sobre os Tigers eu também quero participar.

Akishiba – Como é?

Geixa – Eu senti algo diferente nele quando nos encontramos, mas não sei o que é.

Mikke – Eu também não sei, mas eu tenho algo dentro de mim que me torna um Tiger.

Geixa – O que?

Akishiba – Você é um Tiger?

Mikke – Sim, mas-

Akishiba – Você sabe o que é um Tiger? O que fazem? Contra o que nos levantamos?

Mikke – Eu-

Akishiba – Vossa Grisma. Eu faço um apelo sobre essa questão: gostaria que alguém sem a mínima ciência sobre o que está acontecendo não se envolvesse nessa audiência.

Janessa – Não posso aceitar seu pedido.

Akishiba – Por quê?

Janessa – Como você sabe, esse rapaz possui o Presente Sagrado do Fogo.

Geixa – ‘O que? O poder de Yroko?’

Janessa – Eu iria lhe informar a respeito Erigashi, mas aproveitarei essa audiência para lhe deixar ciente de solicitações futuras que envolvem vocês dois.

Akishiba – Como quiser Vossa Grisma.

Janessa – Não perderemos mais tempo. Vamos.

Janessa sai acompanhada por Geixa, Elie e Mikke. Antes que saísse, Akishiba segura Lika que treme um pouco.

Lika – O que foi Frankiba?

Akishiba – Ele foi treinado?

Lika – O que?

Akishiba – Qual o controle que ele tem sobre o Presente Sagrado? Ele recitou o Cântico da União Espiritual? O quanto de sanidade ele mantém após isso?

Lika – (lembra-se do comportamento de Mikke na Terra) Ele recitou o Cântico, mas… não controla.

Akishiba – Então… o Jintsugari o controla livremente.

Lika – Sim.

Akishiba – Você sabe o que é preciso para ser um Tiger e controlar o Presente Sagrado. Ele tem isso? Ele consegue controlar suas emoções?

Lika – Ele… pode tentar.

Akishiba – Lika! Você sabe o quão perigoso é um Jintsugari?

Lika – Já ouvi rumores, mas-

Akishiba – Impeça-o. Tem que convence-lo a abandonar o Presente Sagrado e passa-lo para outra pessoa ou mais vidas se perderão.

Lika – O que? Não entendi. Como assim “mais vidas se perderão”?

Akishiba – Você… não sabe?

Lika – (balança a cabeça negando) O que eu deveria saber Francesco?

Akishiba – A equipe que estava comigo quando trouxemos vocês para cá foi morta.

Lika – M-morta? Quem- N-não pode...

Akishiba — O Jintsugari dominou a mente e o corpo do seu irmão assim que vocês chegaram.

Esse simples comentário fez com que Lika cambaleasse e se apoiasse na parede.

Akishiba – Seu irmão os matou.

…

Notas finais
YES! 15º online!
Bom... é isso.
Se você chegou até aqui... se incomodaria de ficar mais um pouco?
Críticas... posta um review.
Elogios... posta um review.
Xingamentos... posta um re- não. Deixa quieto.
Até a próxima!