Tigers
6 Mudanças inesperadas
Notas iniciais
Boa leitura!
Mikke – O que… Lika? (ele a olha, mas ela está com os olhos fechados) Aconteceu algo? Hã… meu braço está… eu perdi o meu braço. Eu preciso do meu braço. Lika? Você viu o meu bra… (puxa seu braço direito e o corpo dela vem junto) N… não…
A realidade da qual estava tentando fugir o abraça. Tentando inutilmente remover seu braço dela, Mikke começa a tremer incontrolavelmente quando, em um ultimo esforço, o braço direito de Lika dificultosa e lentamente se ergue e acaricia seu rosto. As palavras que saiam da boca dela pareciam sussurros.
Lika – N… não trema.
Ela abre seus, até então, fechados olhos e a luz de sua vida desaparecendo fica ainda mais visível. Aqueles olhos praticamente sem brilho deixaram a mente de Mikke ainda mais perdida.
Mikke – Não… ão… (a Iris de seus olhos começam a tremer)
Lika – Não se… assuste
Mikke – ‘Lika’
Lika – Vai ficar… tudo… bem. Não foi… culpa… sua.
Mikke – (percebendo agora que estava com a mão esquerda segurando a cintura dela, a solta e segura à mão dela que está em seu rosto)
Lika – Eu… não protegi… nossa mãe.
Mikke – ‘Não fale’ (as veias em seus olhos começam a ficar negras)
Lika – Eu não… protegi… meu irmão.
Mikke – ‘PARE!’
Sua mão esquerda começou a apertar a mão dela, ao ponto de se ouvir alguns ossos sendo quebrados e os últimos gritos fracos de dor saírem da boca de Lika.
Mikke – LIKA!
Mas, mesmo suportando este terrível de sofrimento, um sorriso é visto em seu rosto.
Lika – Me per… doe……… Mik-
Seu rosto padece e seus cabelos o cobrem. Seu braço esquerdo enfraquece, mas continua sendo segurado por Mikke.
Mikke – O que? Eu… não entendi o que disse. Você não terminou Lika. Continue falando. Vamos… Fale. Diga qualquer coisa só… não pare… de falar. Lika… por favor… NÃO PARE DE FALAR! LIKAAA!
Achou estar sonhando… daquele tipo realista de sonho, quando não conseguimos nos mexer. Ele não conseguia se mexer. Desejou, profundamente, que fosse um sonho ruim. O mais realista e assustador que já sonhara. Desejou não sentir, através de seu braço, o calor da vida de sua irmã se esvaindo. O corpo de Lika, com o próprio peso, se solta do braço dele e vai ao chão. Mikke olha aquela queda de segundos como se levassem horas para acabar.
Mikke – Minha irmã… eu… matei minha irmã? M-matei.
Leva as mãos até a cabeça e começa a rodar, enlouquecida mente.
Mikke — Minha irmã. Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! Matei minha irmã! AAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!
Seus olhos começam a queimar e não consegue enxergar mais nada. Quando se da conta, não está mais na floresta: está em um lugar dominado pelos vulcões e pela lava. O céu negro devido às cinzas vulcânicas e o ar impossível de ser respirado por causa do enxofre. Uma pequena torre, com três degraus brancos a sua volta, estava a sua frente. O corpo de Lika não estava mais lá, mas o sangue sobre Mikke prevalecia. Sem aparentar medo ou receio, Mikke começou a andar em direção aos degraus. Pisando no primeiro degrau, este começa a pegar fogo e fica vermelho. Passando para o segundo e terceiro degraus, o mesmo acontece. Sem perceber, no primeiro degrau estava escrito “LIKA”, no segundo “NAKIXA” e no terceiro “VIDA”. Chegando ao topo dessa pequena torre, ele caminha até a ponta e vê uma mesa de pedra. Um Altar para Sacrifícios. Não alterando a velocidade dos passos ou o olhar, continua caminhando e deita no altar.
- QUER CONTINUAR VIVENDO? – uma voz o questionava.
Mikke – Não mereço viver depois do que fiz.
- DESISTE DE TEU CORPO?
Mikke – Sim.
- DESISTE DE TUA ALMA?
Mikke – Sim.
- DESISTE DE TUA VIDA?
Mikke – Sim.
Um enorme olho de fogo aparece queimando os céus e fica encarando Mikke, que ainda está deitado.
- FALE DEVAGAR… O QUE VOCÊ QUER?
Mikke – Eu… quero… Mor-
Antes que terminasse, uma luz dourada atravessou as densas nuvens e pairou sobre o corpo de Mikke, que desmaiou logo em seguida. Abrindo os olhos ele está deitado no chão em uma espécie de templo. Ao seu redor estão oito pessoas ajoelhadas e encapuzadas por mantos brancos com uma lâmina dourada desenhada sobre os ombros. Uma delas levanta e caminha em sua direção. Sem saber o porquê, Mikke começa a tremer incontrolavelmente.
- Não trema.
Mikke – (uma reconfortante voz vem daquela pessoa)
- Não se assuste. – retira o capuz, revelando seu rosto – Vai ficar tudo bem.
Mikke – Li… ka.
Lika – Você está entre amigos, agora.
- As pessoas ligadas aos Tigers estão chegando Senhor. 20 minutos se passaram desde sua mensagem.
Venks – Quantos já chegaram?
- Quase 500 pessoas Senhor e o número continua aumentando.
Venks satisfeito – Oh!
- Familiares, amigos, familiares dos amigos, inimigos, familiares dos inimigos.
Venks – Elas se entregaram por bem?
- Negativo Senhor. Elas foram entregues pelas próprias pessoas sem laços com os Tigers.
Venks – Quero ver isso. Essas pessoas sendo entregues aos nossos soldados.
- Como fará isso, Senhor?
Venks — Cada Denairover é equipado com um dispositivo de captação de som e imagem. Quero ver todas as gravações.
- Agora mesmo, Senhor.
Os vídeos chegam e as imagens assustam. Pessoas sendo presas aos prantos enquanto Venks ri. Homens, mulheres, crianças e idosos sendo denunciados pelos próprios vizinhos e estes, achando que se salvariam, acabam sendo presos por envolvimento com essas pessoas. Uma aterrorizante risada emana de sua voz. Todos se perguntando o porquê e a respostas básicas eram “Por que você conhece aquelas pessoas!” ou “As pessoas vão parar de sofrer se você morrer!”. Venks Dregon assistia aquelas imagens com um sorriso tão maléfico nos lábios que até o mais sanguinário assassino ficaria com medo de sua face.
Venks – Maravilhoso! Medo! Maravilhoso! Pânico! Humanos são isso! ESCRAVOS DO MEDO! FAZEM QUALQUER COISA PARA VIVER!
- S-Senhor?
Venks chateado pela intromissão – O que foi?
- O Zaeron está com força total, Senhor.
Venks – Excelente!
No Japão, Melisson, irmã de Lysa vê o pânico que está sobre a cidade.
Melisson – Por que estão fazendo isso?
- Ei! Você aí? – um estranho chama sua atenção.
Melisson – (se assusta)
- Você se mudou pra cá recentemente com aquela menina não é? (e aponta para a foto de Lysa)
Melisson apreensiva – E se eu for?
- Nossas vidas estão em perigo por causa deles! (aponta para as quatro fotos e se aproxima mais dela) Eles vão parar de nos atacar se eu te entregar.
Melisson – E por que vai fazer isso?
- Eu não quero morrer. (se joga para cima dela, tentando agarrá-la, mas ela esquiva) Facilite as coisas, garota!
Melisson – Me deixe em paz!
Ele avança novamente tentando agarrá-la, mas, desta vez, Melisson não foge. Abaixa na frente dele e com a palma da mão direita acerta o queixo do estranho com um forte golpe. O mesmo cai no chão e perde a consciência.
Melisson – Aikido realmente ajuda nessas horas. (olha para a foto de Lysa) Espero que esteja bem.
Na fortaleza de Venks Dregon, uma grande movimentação acontece.
- Tudo está sendo perfeitamente controlado para este momento Senhor.
Venks – Ative!
- Agora mesmo!
Alguns botões são apertados, o espelho montado começa a brilhar.
- Mais 10 minutos e tudo pronto Senhor.
Venks – Onde está Xanferhion?
E em outra sala, no refeitório, Xanferhion está em uma mesa farta e come feito um bárbaro descontrolado enquanto Onihime está com um prato simples em outra mesa.
Onihime – Ele não cansa? Está a quase meia hora no mesmo ritmo.
Xanferhion – MAIS! ME TRAGAM MAIS!
Onihime – E parece que não vai parar.
Volgan – (apenas afiando sua katana que a muito estava sem ser usada) Ficou parado por 75 anos e sempre teve o estômago igual ao de um elefante: grande e espaçoso. Não podemos culpá-lo.
Um dos empregados trazia mais bandejas, mas acaba escorregando e jogando as bandejas para o alto. Xanferhion se dobra para tentar abocanhar a refeição no alto e termina por despencar de costas para o chão. Onihime olha pasma para a burrice do companheiro.
Volgan – Também não podemos culpá-lo por ter um cérebro igual ao de um esquilo: pequeno e insignificante.
Onihime – (apenas balança a cabeça concordando)
Venks – Senhores. (todos olham para ele que acaba de chegar) Está na hora.
Xanferhion – Há! Há! Finalmente! (com uma mão se apóia ao chão e levanta facilmente)
Onihime e Xanferhion passam por ele, mas, param alguns metros adiante devido Volgan parar no caminho de Venks Dregon e o clima começar a ficar tenso.
Volgan – Este é um belo disfarce. Quase não te reconheço… Meleck. (com ironia em sua voz)
Meleck – (com a provocação, transforma seu braço em uma cabeça de machado e a lança em Volgan)
Volgan – (saca sua katana e com apenas um balançar faz a arma de Meleck literalmente virar pó) Só isso?
Meleck – O que pretende Volgan? Sempre a me irritar! (a mão esquerda vira uma espada) Fazendo-me perder a cabeça! (a mão direita vira um machado) Provocando-me! O que ganhará com isso?
Volgan – (com um grande sorriso nos lábios) É divertido!
Onihime e Xanferhion se entreolham sem entender.
Volgan – Gosto de provocar os outros e você perde a cabeça muito fácil. (joga a katana nos ombros e transmite um olhar louco) Uma vítima perfeita pra mim!
Meleck – (suas mãos voltam ao normal) Você é louco.
Volgan – Não diria que sou louco. Sou… curioso.
Onihime – Tsc! (se vira) Vamos, Xanferhion!
- Sra. Onihime? – o assistente de Venks aparece.
Onihime – Sim?
- Lorde Venks Dregon solicita sua presença.
Sem dizer mais nada, Onihime segue sua ordem.
- Sr. Xanferhion? (este o olha) Siga para a sala do Zaeron.
Xanferhion – Imediatamente! (e segue seu caminho)
- Sr. Volgan e Sr. Meleck aguardem novas ordens. (e se retira)
Meleck – Vai continuar no meu caminho, Sr. “Curioso”?
Volgan libera o caminho para Meleck e faz um sinal de “pode passar” com a mão direita.
Meleck – (mesmo incomodado com o gesto, passa por ele)
Volgan – (não tira nem o sorriso sarcástico nem os olhos dele) ‘Sim, sou um curioso. E essa minha curiosidade irá se acalmar quando você mostrar esse “monstrinho” que se esconde em você, Meleck’
Guarda a katana e o acompanha. Mesmo Meleck aparentando estar calmo, as veias de sua mão direita começam a saltar, como se um verme estivesse percorrendo por elas.
Nizuka – Melissa! Melissa! (a encontra com Toni em seu colo) O que aconteceu?
Melissa – (olha séria para o lobo branco)
Nizuka – Rum! Sábia que não ia acabar bem. Vamos levá-lo para dentro, depressa.
Melissa – (olha para Nizuka apreensiva)
Nizuka – O tempo vai mudar, e muito. Vamos.
Melissa – OSS! (o lobo se aproxima) IGI! (se abaixa. Ela pega Toni e o coloca nas costas do lobo que se incomoda) JI IRU! (ele se levanta, vai caminhando ao lado dela e ambos entram na casa)
Nizuka – ‘Como ela consegue fazer isso?’ Rum! Consegue dar ordens para um lobo, mas não diz nenhuma palavra na nossa língua.
- Nizuka! – Um homem a chama. Ele é negro, alto, careca e com um cavanhaque branco. Está vestindo uma camisa branca com mangas até os bíceps, uma calça e coturnos militares.
Nizuka – Rum! Finalmente chegou! Achei que você tinha sido pego por algum Tixica.
- Um Tixika pode até me pegar, mas quebraria os dentes se me mordesse. – entregando-a uma cesta com várias ervas – Espero que isso ajude.
Nizuka – Vai sim. Você vai ficar?
- Não. Preciso treinar. Um Jambaru quase me derrubou hoje.
Nizuka – Rum! Jambarus não derrubam pessoas. Eles as abrem para comerem seus ossos e você ta reclamando que um deles quase te derrubou?
- Isso não costuma acontecer. Estou começando a ficar velho e lento.
Nizuka – Se treinar vai te ajudar, boa sorte. Quer levar nosso convidado contigo?
- Convidado?
Nizuka – Melissa o encontrou pendurado em um penhasco, inconsciente, cheio de feridas e quase morto. Ele me lembra vagamente você.
- Vagamente?
Nizuka – Naquele mesmo lugar há 17 anos… você se lembra?
- Eu nunca me esq-
Nesse momento o mesmo lobo pula em cima dele, derrubando-o. O homem grita, mas Nizuka não demonstra ação de que irá ajudá-lo ou expressão de espanto. Melissa aparece e observa a cena daquele grande lobo lambendo o rosto daquele homem.
- Você (lambida) não perde (lambida) esse costume (lambida) não é? (lambida)
Melissa – I… I… IPASHA! (o lobo para e se afasta)
Nizuka – Rum! Precisava disso, Melissa?
- Obrigado, Melissa. – senta apoiado pelos braços.
Melissa – (chega perto e o encara triste)
- O que foi?
Com os olhos lacrimejando, Melissa aponta para seu ombro esquerdo que, por cima da camisa, estava normal. Ele fecha os olhos e sorri.
- Percebeu só olhando? – Se levanta.
Nizuka – Percebeu o que, Barok?
Barok – Eu… disse que um Jambaru quase me derrubou, não disse?
Nizuka – Disse, mas… (ficando espantada) Quer dizer que…
Barok – Ele me pegou desprevenido e me acertou com a ponta de sua calda. (abre os olhos e levanta sua manga esquerda, mostrando um corte roxo em seu ombro) Devo ter, apenas, mais um mês me sobrando.
Nizuka – T-temos que te curar! Eu posso cuidar disso! (começa a vasculhar as ervas que ele trouxe) Alguns Nirohagais para retirar o veneno e… e… FANIERIS! Fanieris para anular a febre e…
Barok – NIZUKA! (ela para) Você, melhor do que ninguém sabe disso.
Nizuka fecha os olhos e aperta forte uma erva em sua mão.
Barok – Não tenho salvação.
Na fortaleza de Venks Dregon, Xanferhion está há uma distância de 100 metros do grande espelho.
- Não se esqueça de liberar todo o seu poder antes de passar.
Xanferhion – Ordens adicionais?
- Plante um Nizou em um lugar seguro assim que chegar, para facilitar as nossas ações. Sem restrições quanto a recrutamento ou confrontos.
Xanferhion apenas sorri, adorando a mensagem passada e começa a correr. Na floresta…
Nizuka – O que pretende fazer, agora?
Barok – Treinar, proteger vocês enquanto ainda posso e… Passar o Presente Sagrado adiante.
Nizuka – Você… já tem alguém em mente? (com os olhos lacrimejando)
Barok – He! He! Vou dizer que isso foi uma intromissão de Êerrha.
Nizuka – Como assim?
Barok – Não conheço ninguém por aqui e, sinceramente, não tinha a intenção de passá-lo tão cedo. O seu convidado vai ter que servir.
Melissa chega mais perto, pega a mão dele e leva até seu rosto. Fartas lágrimas escorrem de seus olhos. Barok abaixa e acaricia a cabeça dela.
Barok – Melissa. O Caminho das Almas… não se esqueça de olhar por mim. Tá?
Ela, em prantos desesperados, o abraça forte e Barok retribui o abraço. Nizuka está tão perdida em seus pensamentos que não percebeu quando o grande lobo começa a rosnar em sua direção.
Nizuka – O que foi? Por que está rosnando pra mim?
Ela olha para trás e vê Toni em pé, olhando com espanto Barok e Melissa. Na fortaleza, Xanferhion se aproxima mais e mais do espelho. Eram passos lentos, mas largos.
Xanferhion – ESTÃO ESCUTANDO ISSO? O Destino está chorando! A cada passo meu mais perto faz o Destino chorar. Estão ouvindo seu choro? Sua lamentação? Ele está se lamentando. Lamentando o amaldiçoado dia em que escreveu O MEU NOME EM SEU LIVRO!
Na floresta…
Nizuka – Hey! Você ainda não está curado. Volte e descanse.
Toni – Ba… rok.
Barok olha para Nizuka, percebe a presença de Toni e demonstra espanto ao vê-lo.
Nizuka – Barok, você conhece ele?
Barok – Sim, mas… Não pode ser!
Toni – Vovô… Barok?
Um estrondoso som de vidro sendo quebrado chama a atenção deles. Aquele barulho ensurdecedor vindo do céu e a figura de um homem surgindo do nada ocupam as suas mentes.
Xanferhion — CONTEMPLEM O LÍDER DO CLÃ DE XONTOR! XANFERHION!
O tempo está para mudar e, igual Nizuka havia dito, vai mudar e muito.
…
Notas finais
Alguns personagens:
Lika Nakashyro - Chinesa/Japonesa, 1,80 de altura, 19 anos de idade, pele clara, olhos verdes, longos e lisos cabelos castanhos.
Nakixa Nakashyro - Chinesa, 1,70 de altura, 42 anos de idade, pele clara, olhos verdes e longos cabelos loiros.
Toni Kinaka - Chinês, 1,78 de altura, 16 anos de idade, pele parda, olhos castanhos e espetados cabelos negros.
Lysa Savana - Brasileira, 1,65 de altura, 15 anos de idade, pele morena, olhos azuis e longos cabelos ruivos.
Melisson Savana - Brasileira, 1,79 de altura, 25 anos de idade, pele morena, olhos cinzentos, cabelos castanhos e curtos.
Nas notas finas do próximo cap, alguns malvados >]
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