Throw Away

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Gente, posto esse capítulo primeiramente em luto pela perda de uma amiga e autora linda. AnaBeatrizSouza, que Deus esteja iluminando o seu caminho.
Em segundo, queria pedir desculpas pela demora. Explicações nas notas finais, leiam que é importante.

Suspirei enquanto olhava para o meu reflexo no espelho. Tinha colocado uma blusa preta de regata com uma jaqueta de couro vermelha por cima, conseguindo evitar que meus hematomas adquiridos no banho aparecessem e admirei minha saia de pregas preta. Estava quase perfeita, obviamente ainda estava um pouco gorda para usar uma roupa daquela forma.

Quando meu pensamento se completou, eu lembrei do pedaço de frango que eu havia jantado e senti meu estomago embrulhar.

Com pressa, corri pela extensão do quarto e me debrucei sob o vaso sanitário, devolvendo tudo que havia no meu estomago para ele. Senti minha garganta queimar e a boca do meu estomago reclamar, mas respirei fundo e me levantei, ignorando a tontura e voltando para a minha cama.

A festa de Halloween ia ser perfeita e eu não podia me dar o luxo de passar mal antes de aproveitá-la.

Com esse pensamento na cabeça, calcei minha bota preta de cano alto e corri para a sala precisa.

Erik já estava recolhendo os convites vips e os normais, separando cada aluno em uma parte da sala diferente.

–Boa noite, amor... – ele disse me dando um selinho.

Sorri e entreguei meu convite a ele.

–Posso entrar senhor? – perguntei brincalhona.

Ele assentiu.

–Claro. Dafne está lá dentro e Nate pediu para que alguém tomasse conta dele antes que ele bebesse demais e ficasse de ressaca para o jogo de amanhã. Presumindo que sua amiga já deve estar bêbada... – ele disse olhando para dentro da festa. Segui seu olhar e encontrei Dafne dançando em cima da mesa, sem a blusa e rebolando alegremente.

–Eu vou cuidar deles. – disse calma, entrando na festa e me dirigindo na direção da minha amiga.

–Dafne, desça já daí! – disse autoritária, tentando fazer minha voz sair mais alta que a música.

A garota chutou uma abobora da decoração e olhou para baixo.

–Dominique, que prazer em vê-la aqui... – ela disse enrolando as palavras.

Suspirei.

–Sim, Dafne, agora vamos descer daí por favor. – pedi firme, indicando o chão com o dedo.

Ela negou com a cabeça feito uma criança mimada e cruzou os braços.

Ela só podia estar de brincadeira.

–Dafne, eu estou mandando você descer daí AGORA! – disse já irritada, segurando a parte de trás da minha saia para subir e busca-la sozinha.

A menina continuou dançando sozinha. Já estava prestes á subir na mesa, quando um garoto subiu no meu lugar e pegou a garota no colo, a descendo para o chão.

–Obrig... James? – disse incrédula, olhando ferozmente para ele e não acreditando que haviam convidado ele.

Ele abriu um sorriso malandro.

–De nada, priminha. – disse revirando os olhos.

Segurei Dafne pelos ombros e olhei para ele com firmeza.

–Quem te chamou para a nossa festa? – perguntei.

Ele deu de ombros e suspirou.

–Sou popular, priminha, convites de festas não faltam. – disse com naturalidade.

Abri a boca para falar algo, mas senti alguém me abraçando lateralmente.

–Dominique... Como você está, fofinha? – Nate me perguntou, com dificuldades de parar em seu próprio eixo.

Encarei ele com incredulidade.

–Eu não acredito que você está bêbado! O jogo é amanhã, como você vai jogar assim? – perguntei exasperada, lançando um olhar fulminante para o idiota do meu primo que gargalhava ao nosso lado.

Nate sorriu bobamente.

–Amanhã tem JOGOOO.

Dafne começou a rir junto com ele e eu bufei. Eu tinha um primo da onça, dois bêbados e um jogo amanhã. O que eu faria?

–Domi, dê isso para eles. – uma voz fria, mas muito conhecida soou atrás de mim.

Lentamente, eu me virei e me deparei com os olhos prateados de Scorpius Malfoy.

–O que é isso? – perguntei, pegando na mão o vidrinho de poções que ele estendia a mim.

–Cura a ressaca e a sensação de estar bêbado. É uma poção simples...

–E ilegal. – James completou sem estampar aquele sorriso maroto nos lábios.

Olhei para os dois rapidamente e depois para o vidrinho.

–É mesmo ilegal? – perguntei ao Scorpius.

Ele deu de ombros.

–É, mas do jeito que a Lufa-Lufa está, os únicos aptos a jogar vão ser você e o Erik. Isso se ele já não sumiu e se embebedou por ai. Ele acabou de trocar de turno com um de seus amigos. – o loiro me informou com simplicidade.

Suspirei e olhei para Nate, percebendo que se ele não morresse de coma alcoólico seria uma grande evolução.

Eu sabia que não era justo fazer aquilo, seria contra todos os meus princípios e ideais, mas eu havia transformado aquele ano em um ano de metas, e se eu não cumprisse elas, eu preferiria sumir do mundo. E usar algumas coisas ilegais não faria tão mal.

Guardei o frasco no cano de minha bota, sentindo o olhar incrédulo de James em mim.

–Se eu contar para a diretora...

Ri nasalmente.

–Ridículo, James. Quem acreditaria em você?– pergunteiretoricamente, olhando para ele de forma desafiadora.

Meu primo respirou fundo e me olhou mais feio ainda.

–Você vai trapacear. Isso é injusto com o outro time!

Scorpius gargalhou.

–O jogo não vai ser contra a Grifinória, e sim contra a minha casa! Por que se preocupa então? – ele perguntou friamente.

James o fuzilou com o olhar.

–Minha irmã vai se prejudicada porque ela é da sua casa...

Revirei meus olhos.

–Você não pensou muito nisso quando jogou contra a Sonserina ano passado. – rebati.

–Se a Lufa-Lufa ganhar esse jogo... – ele disse enfatizando o “se”.

Meu sangue esquentou e eu franzi o cenho para ele.

–Nós vamos ganhar, o problema é que eu vou ter que ser melhor que a Lily! – afirmei nervosa, sentindo minha pele queimar de raiva.

James me olhou feio e sem mais palavras, saiu batendo o pé.

Olhei para Scorpius preocupada.

–Ele vai contar para alguém? – perguntei.

O loiro negou com a cabeça.

–Ele tem amor a própria vida, creio eu. Ou então é só você negar. Quem vai poder provar o contrário? – ele perguntou sorrindo e por um minuto eu desejei ter aquela mentalidade Sonserina. Pratica e útil.

Eu sorri um pouco desconfortável. Aquele não era minha natureza, mas situações como aquela requeriam ações como a minha.

–Obrigado, Scorpius. – disse sorrindo.

Ele assentiu e pegou um dos copos que flutuava em uma bandeja de prata.

–Á sua disposição, madame. – disse me olhando através de seus cílios claros e longos.

Senti minhas pernas derreterem um pouco, mas mantive a pose, sorrindo de volta.

–Então deixe todos aproveitarem a festa, Uma gotinha na manhã seguinte curará até o mais bêbado dos Trolls. – disse me levando até a pista de dança e começando a dançar comigo.

Rapidamente percorri meus olhos pelo local, procurando por Erik.

–Relaxa, Dominique, é só uma dança. – ele disse me fazendo voltar a olhar para ele. Relaxei meus ombros e comecei a seguir o ritmo que ele ditava, dançando graciosamente ao som de uma música trouxa.

Pelo canto do olho vi Nate e Dafne dançando abobalhadamente e sorri. Eles conseguiam ser idiotas de qualquer jeito.

Ignorei eles e voltei minha atenção ao loiro dançando a minha frente.

*_*

Respirei fundo e tranquei o que restou da poção no meu baú. Havia feito todos os jogadores da festa tomarem antes mesmo de dormirem e como todos já estavam sóbrios, ou quase isso, pedi para que dormissem o máximo que conseguissem, já que eram quatro horas da manhã.

Sorri para Erik, que estava com a camisa toda amassada e suada, e para Nate, que tinha perdido as calças em algum lugar da festa, tentando tranquiliza-los.

Erik e Nate questionaram a ilegalidade da poção, alegando que eu estava começando a ficar paranoica com aquilo, mas eu ignorei e subi para dormir também. Não estava ficando paranoica, estava apenas cuidando de vencer aquela competição.

Repetindo isso na minha mente, corri até o banheiro antes que Dafne se apoderasse dele e apoiei minhas mãos na pia.

Senti um papel fino roçar na ponta dos meus dedos e suspirei, já me preparando para mais um papel com um bilhete anônimo.

Com cuidado, abri ele e li:

“Será que você continua sendo a mesma Dominique de sempre?”

Foi então que eu ércebi uma coisa. Eu não era mais a Dominique de sempre, eu só nao sabia se tinha melhorado ou piorado.


Notas finais
Gente, eu demorei para postar porque estou em uma época de provas, somado ao cursinho, a pressão de fazer o social, estudar e etc. E todo dia eu parava cinco minutos para escrever a fic mas aparecia um trabalho, ou uma prova e eu nunca tinha tempo.
Mil desculpas, mas eu peço que vcs entendam. Juro que vou postar uma vez por mês, eu só não sei se vai dar duas, como era antes.
Outra coisa, eu me senti muito decepcionada com a quantidade de reviews anteriores. Se vcs não me derem o feedback, eu paro de escrever, pessoal. É muita pressão para fazer tudo isso, e se eu escrevo, é por vcs. Por favor comentem e recomendem.
Eu preciso dessa injeção de animo.
è só isso.
XOXO
Ps: Próximo capítulo vai ser o jogo da lufa-lufa com a sonserina. Alguém arrisca quem vai ganhar?