Notas iniciais
Eu sei que tenho milhares de histórias para terminar, mas prometo que não as pararei, só dividirei meu tempo com mais uma delas :)

Olivia esperava nervosamente no consultório de sua medica. Em alguns dias, ela começou a sentir-se cansada, sem animo para fazer nada. Estava com falta de ar, sua tosse era crônica, muitas vezes seguidas por sangue. Tinha dificuldade em comer, quando comia, não tinha mais apetite, o que causou uma grande perda de peso. Sentia muita dor em seu peito, e as vezes, sua febre chegava a altos números.

E seus amigos não podiam deixar de notar esses súbitos sintomas. Ela estava doente, sabia disso, mas não era algo que eles precisavam se preocupar, dizia-lhes o tempo todo. Mas eles não a ouviram, a ponto de Cragen manda-la para casa e não voltasse até que visse um médico ou estivesses melhor.

Com medo de que realmente cumprisse a ameça, ela foi, e ainda se lembrava totalmente da expressão de sua médica ao lhe dizer o que estava sentindo. E aqui ela estava, a espera dos resultados de seus exames.

"Olivia, desculpe-me por te deixar esperando desculpou-se dra. Star, ao entrar em seu consultório.

"Oh, não se preocupe, você tem os resultados?" Olivia perguntou, medo evidente em sua voz.

Dra. Star suspirou. Essa sempre foi a pior parte de seu trabalho, dizer às vítimas sobre suas doenças, o que não era fácil. "Olha, o que lhe direi, não significa pena de morte, mas também não significa que será fácil" ela tomou uma quantidade de ar necessária antes de continuar "Você esta com câncer de pulmão"

Não, não podia acreditar. Câncer? De pulmão? Como? ela se perguntava, dificilmente conseguindo formar palavras "Como eu contrai isso? Eu nunca fumei anteriormente"

"Bem, esse câncer é cinco vezes mais provável se um dos pais morreram disso"

"Minha mãe não morreu disso, e meu pai, bem, eu não sei nem se ele ainda esta vivo. Ele foi o homem que estuprou minha mãe, e nunca o pegaram" lamentou, tentado esconder as lágrimas que ameaçavam sair de seus olhos. "Qual é a chance de mim sobreviver?"

"Eu não mentirei para você, 13 a cada 15 pessoas morrem com essa enfermidade, tendo apenas 13% de chance de você sobreviver"

Finalmente permitiu que um par de lágrimas caíssem de seus olhos "O que preciso fazer?"

"Nós temos de fazer uma cirurgia para tentarmos retirar o tumor, o mais rápido possível, e se tivermos sorte, você estará livre do câncer. Mas isso não significa que o tumor não voltará a crescer, por isso recomendo que faça a radioterapia ou até mesmo a quimioterapia"

"Quando podemos fazer a cirurgia?" perguntou.

"Sexta-feira?" sugeriu dra. Star."Sim, sexta. Bem, obrigada dra. Star"

Mas quando Olivia ia saindo, ela a chamou: "Olivia, tem alguém que eu possa chamar por você? Eu digo, você não deve passar por isso sozinha, há índices que indicam que pessoas que buscam ajuda a seus familiares se curam mais facilmente do câncer"

"Não, eu não tenho família, e meus amigos, eu não quero incomoda-los"

"Ok, mas não deixe de falar-lhes disso, eles merecem saber a verdade"

"Ok, obrigada novamente" e com isso, ela saiu.