Three Federations: R-103

7 Capítulo 6: The Hope's Day - Part 1


Notas iniciais
Olá caros leitores! Tudo bem? o/Eu, na verdade, não planejava postar esse capitulo hoje, porque não terminei. Mas como ele estava ficando muito extenso resolvi postar a metade dele, assim ele não ficará cansativo para vocês.Espero que goste dele. Ficou meio parado, mas é porque a parte agitada ficou na outra metade kkk Que eu postarei logo logo u.uJá escrevi bastante da segunda parte, então não vai demorar muito mesmo, só preciso acertar umas coisas e ajeitar outras...Aé! O que acharam da nova e oficial capa? Ficou legal? Espero que sim =DBem, chega de enrolar! Aproveitem o capitulo o/

Federação Flutuante – Cidade Nº 3

Era uma noite como qualquer outra. O senhor Morallez fazia a janta para sua família como sempre fazia. Ele era o pai de Zoe e o pai adotivo de Rebecca. Seu nome era Hunter, um homem moreno, calvo, corpo alto e forte e — pelo o que aparentava — um ótimo cozinheiro.

Esta noite ele preparava uma macarronada com molho de tomate e almôndegas.

A cozinha de sua casa era apertada e desorganizada, a mesa quadrada de madeira escura sintética ocupava a maior parte do espaço livre, enquanto as paredes amarelas eram ocupadas apor balcões e armários escuros, e também por um fogão e por uma geladeira.

Antes que percebesse Zoe já subia a escada caracol até a cozinha, se sentando a mesa.

– Já está pronto? – ela perguntou.

– Já, mas espere esfriar um pouco. – ele alertou, colocando a bandeja de macarronada sobre o suporte no meio da mesa. – Rebecca, venha jantar! – ele a chamou logo em seguida

– Já estou descendo! – ela respondeu, mas já estava descendo a mesma escada, vindo do andar de cima da casa. – Hum... Parece bom... – ela disse quando chegou à cozinha, deliciando o cheiro da comida.

– Ryan não vem hoje? – ele perguntou repentinamente, estranhando a falta no rapaz naquela noite.

– Não, ele voltou lá pra baixo hoje à tarde. – ela respondeu enquanto se sentava ao lado de Zoe, que já colocava seu prato.

– Entendi. Ele tem ficado muito lá em baixo ultimamente. – ele comentou.

– Ai! Quente, quente! – exclamou Zoe de repente, quando havia colocado um pedaço quente de almôndega na boca, que agora estava quase cuspindo pra fora.

– Eu disse que estava quente. – afirmou Hunter com um olhar de “eu te disse” estampado na cara, enquanto Rebecca gargalhava da situação.

Na mesma hora o telefone tocou. Hunter foi até uma das paredes onde estava um pequeno monitor mostrando a ligação e lá ele deslizou um dos dedos na tecla de atender.

– Olá Hunter, como está sua noite? – do outro lado da linha estava Alexander, mostrando no pequeno monitor uma filmagem dele.

Alexander também recebia uma filmagem com uma visão panorâmica da cozinha e com Hunter aparecendo ao canto.

– Com essas duas aqui? Agitada como sempre. – ele brincou como de costume. Ele e Alex eram velhos amigos, já haviam trabalhado juntos há muito tempo. – Como você está?

– Ocupado, como sempre. – ele brincou também. — Na verdade, tenho um assunto muito importante para tratar com você.

– E o que seria? – Hunter perguntou mais sério.

– A verdade é que... – ele parecia desconfortável a pedir aquilo. – Preciso de Zoe aqui em baixo por alguns dias.

– Eu? Na Federação Subterrânea? Sério?! – Zoe pulou da cadeira em um segundo, se apoiando sobre a mesa, animadíssima com a ideia.

Hunter aparentava um humor totalmente oposto. Percebendo que a animação da filha atrapalharia a conversa, ele passou a ligação para seu P.M. e saiu do cômodo.

– O que você está tramando, Alex? – ele perguntou bastante sério.

– Não é nada de mais Hunter. – Alexander garantiu, mas Hunter se manteve desconfiado. – Estamos com falta de pessoal, e ela se encaixa perfeitamente no perfil que eu preciso. Além do mais, Zoe também faz parte da R-103.

– Sim, mas a daqui de cima! Onde eu posso ficar de olho nela! – ele retrucou.

– Zoe já é maior de idade, Hunter. Ela pode tomar suas próprias decisões.

Nas três Federações a maioridade legal era aos 16 anos, sendo que até mesmo os estudos terminavam aos 16.

– Não comece Alex! Ela continua sendo minha única filha de qualquer maneira! — Hunter se irritou.

– Hunter, Por favor... Eu prometo que ficarei de olho nela. – insistia Alexander, tentando ser o mais compreensivo possível.

Hunter respirou um pouco antes de responder. Sabia que a filha já era maior de idade, mesmo ela sendo tão ingênua às vezes, e que ela sempre quis conhecer as outras Federações. Mas só pensar em ficar longe dela já o agonizava.

– Quero saber todos os passos dela, entendeu? – ele exigiu, permitindo a partida de Zoe.

– Entendido. – Alexander concordou aliviado. – Te mando as informações daqui a pouco.

Hunter desligou. A única coisa que pensava agora era como a filha se sairia lá em baixo.

Federação Subterrânea – Cidade Central

Faltava uma semana para o Dia da Esperança, e as coisas não poderiam estar mais agitadas. Em um grandioso galpão na Cidade Central ocorria um dos preparativos principais da passeata, e Nina não poderia estar em outro lugar, por ordem de Alexander, claro. Lá estava sendo montado um dos carros alegóricos e nesse especifico estaria o presidente da Federação Subterrânea, o principal motivo para Nina estar lá, para poder ficar de olhos nas coisas caso alguém tentasse aprontar alguma coisa.

Nina não era a única agente ali, havia mais alguns misturados na multidão de voluntários.

Para ficar de olho melhor nas coisas, ela se sentou no alto do topo de uma pilha de caixotes esquecida num canto. O galpão era amplo e onde Nina estava podia se enxergar tudo e mais um pouco.

No meio dessa bagunça e agitação havia três grupos específicos. O maior deles se organizava para terminar os ajustes finais no carro alegórico, que para Nina era espalhafatoso de mais. A maioria dos detalhes dele era em prata, em cima ficava um enorme ornamento também em prata no formato do símbolo da Federação – um círculo com quatro quadrados dentro dele – e na frente do ornamento estava o palco onde ficaria o presidente e as varias dançarinas ao seu redor.

Falando em dançarinas, essa era um dos outros grupos do galpão. Um grupo de mulheres ensaiava sem cima de um grande tatame ao som de várias músicas diferentes, nas quais Nina não aguentava mais ouvir. Não havia nada de mais naquele grupo, a não ser o fato de uma novata ter aparecido de ultima hora. Ela era a mais nova entre todas as outras dançarinas, que aparentavam ter entre 20 ou 25 anos, porém ela parecia ser a mais talentosa do grupo, não só pela dança, mas ela parecia conseguir aprender movimentos rapidamente. Nina também percebeu que ela bem gentil e animada, parecendo já ter feito amizade com as mulheres do grupo.

O último grupo era o menor de todos, só havia seis pessoas. Eles estavam sentados em volta de uma mesa conversando detalhes importantes da passeata, como por exemplo, quanto tempo ela teria que durar, a ordem dos carros alegóricos, o percurso que percorreria, a sincronia dos fogos de artifícios, e muitas outras coisas. Nina se sentaria mais perto deles para ter certeza dos detalhes, mas havia um agente da R-103 no meio do grupo, então não teve com o que se preocupar.

Entre os três grupos havia pessoas aleatórias que ajudavam todos os grupos da maneira que podiam, levando e trazendo coisas.

Nina se sentia desconfortável de vez em quando vendo toda aquela movimentação e pensando como ela não estava fazendo nada, então quando pediam ajuda ela ajudava, para não dizerem que ela estava desocupada.

Mas no momento atual ela estava desocupada e entediada. Não aguentava mais ficar sentada ali observando todas aquelas pessoas. Pensava em como Alexander abusava da sua habilidade e também, mesmo não acreditando, pedia para que um milagre a tirasse daquelas horas monótonas.

“Que tédio... Eu vou morrer aqui...”

– Alguém parece estar se divertindo muito. – uma voz irônica a chamou parecendo perceber seu aborrecimento.

Foi tão repentino que Nina até tomou um leve susto, e se arrastou para a beirada do caixote, procurando o dono da voz. Ao olhar para baixo percebeu que era apenas Ryan, alguém que ela não esperava aparecer.

– Ah, é você. – ela revirou os olhos.

– Nossa, que ânimo. – ele respondeu cínico. – Não está feliz em me ver? – ele perguntou sarcástico.

Em um pulo, Nina desceu da alta pilha de caixotes, aterrissando ao lado de Ryan.

– Deveria estar? – ela perguntou com um olhar debochado para ele.

– Tá, desisto. – ele revirou os olhos, andando ao seu lado, mas depois soltou uma risada.

Os dois caminharam em silencio pelo galpão, até que Ryan decide perguntar.

– Notou alguma coisa diferente?

– Não. Se tentarem fazer alguma coisa não vai ser por aqui, pelo visto. – ela confirmou despreocupada.

– Certo, que bom. – ele concordou. Quando falava desse jeito ele se parecia muito com Alexander.

– Então, o que estava fazendo lá em cima? – ela perguntou se referindo a sua estadia na Federação Flutuante durante todo esse tempo.

– Eu moro lá em cima se você não percebeu. Só venho aqui quando Alexander me pede algum favor. – ele respondeu parecendo enfatizar que aquilo era obvio.

– Ai... Que maldade... Eu só fiz uma perguntou. – ela tentou fingir que ficou magoada, mas aquilo soou tão falso que Ryan gargalhou e ela também.

Em um momento em que se distraiu uma garota apressada esbarrou nela com tudo.

– Ai meu Deus! Desculpa moça! – pediu a garota imediatamente totalmente constrangida.

– Não, tudo bem. – respondeu Nina passando a mão no ombro atingido. Quando ergueu o rosto novamente percebeu que a garota atrapalhada era a dançarina novata.

– Ei, eu conheço você! – disse a dançarina repentinamente, apontando para o rosto de Nina.

– Eh... Conhece? – Nina não fazia à mínima ideia de quem era a garota.

– Sim, conheço! – antes de continuar, a garota olhou para os lados para ver se tinha alguém por perto. – Você é a nova garota da organização, certo? – ela cochichou perto de Nina.

Ryan não estava fazendo nada até agora, apenas ria da situação inesperada das duas.

– Espera, você também faz parte? E como você me conhece? Eu nunca te vi na instalação. – perguntava Nina não entendendo nada.

– Ah, desculpa, não sou daqui, sou da Federação Flutuante. Só estou aqui porque Alexander me pediu para ajudar. – ela continuou. – Te reconheci porque Ryan me mostrou uma foto sua do dia que você foi recrutada. Na verdade, o que me fez te reconhecer foi seu cabelo! Ele é tão lindo! Quase nunca vejo pessoas de cabelo colorido, não há muitas pessoas assim lá em cima...

Nina não prestou atenção em mais nada depois da parte do “Ryan me mostrou uma foto sua do dia que você foi recrutada”. Ela apenas o olhava de canto e ele apenas olhava para cima fingindo que não havia feito nada, até que resolveu finalmente tomar uma atitude.

– Então, Zoe! – ele fez um cafuné forte na cabeça de Zoe, como uma espécie de punição, bagunçando o cabelo dela mais do que já estava. – Você falou tanto e nem se apresentou.

– É mesmo! Sou Zoe Morallez, prazer em conhecê-la. – ela estendeu a mão para cumprimenta-la corretamente.

– Nina. Nina Callaway. – ela cumprimentou de volta.

– Zoe! Volte aqui! Vamos ensaiar a ultima parte para terminar! – a instrutora de dança do grupo das dançarinas a chamou do tatame.

– Já estou indo! – Zoe gritou de volta. – Tchau, depois a gente se fala. – ela se despediu correndo até o grupo.

– Explicações? – ele pediu cínica de braços cruzados para Ryan, se referindo à foto que ele havia mostrado.

– Nada a declarar. – ele respondeu, mas percebeu que Nina não sairia de seu pé até ele responder corretamente. – Não se preocupe, todo o novato passou por isso. Você tinha que ver a reação do pessoal daqui quando mostrei a foto de Zoe.

– Certo... – ela não estava confortável com aquela resposta, mas decidiu aceitar. – Falando em Zoe, qual é a relação de vocês dois? – ela perguntou curiosa.

– Ela é... Como posso dizer? – ele tentava explicar. – Uma irmãzinha mais nova adotiva.

– Já imaginava. – ela concluiu voltando os olhos para Zoe, percebendo a afinidade de irmãos entre os dois. – Então você está aqui só para ficar de olho nela?

– Também, mas já planejava ajudar aqui antes de Zoe ser chamada. – ele respondeu, e no mesmo momento seu P.M. começa a tocar, informando que ele havia recebido uma mensagem. – Droga, eu tenho que voltar para a instalação. Fica de olho nela pra mim?

– Posso tentar, mas não garanto nada. – ela brincou soltando um sorriso de canto.

– Engraçadinha. – ele riu. – Vou confiar em você. Até mais. – ele já caminhava até a saída do galpão.

Quando ele disse a palavra “confiar”, Nina se lembrou do dia da queda de sistema, quando Ryan disse que não confiava nela, mas agora parecia que a situação estava diferente entre os dois. Nina riu de si mesma quando pensou nisso.

“Nos tornamos amigos e eu nem percebi?”

Federação Submersa – Cidade Central

Em um apartamento na Cidade Central da Federação Submersa, a pequena Livy estava animada assistindo a TV da sala de estar, como se estivesse ansiosa para algo.

– Venha Willy! Vai começar a passeata da Federação Subterrânea! – ela chamava-o ansiosa, sem tirar os olhos da TV.

Isso mesmo, o Dia da Esperança da Federação Subterrânea havia chegado, e ele seria transmitido para todas as Federações, cada uma em determinados canais.

– Já estou indo... – ele respondeu parecendo não estar tão ansioso quanto ela, na verdade ele estava concentrado no que estava fazendo agora.

William estava sentado em frente a um balcão repleto de peças sobressalentes e ferramentas, parecendo estar tentando concertar algo.

– Anda! Você vai perder o começo! – insistia a garotinha.

– Relaxa Livy, é apenas o começo, ainda vai acontecer muita coisa. – ele respondeu sem tirar a concentração do que estava fazendo. – Só espero que tudo dê certo. – ele comentou. – Pronto, terminei! – ele disse repentinamente, satisfeito com o resultado do que tinha feito.

Ele se levantou e colocou o objeto que havia acabado de concertar no chão. Ele tinha a forma de um animalzinho, e ao ser posto no chão começou a pular e latir. O aparelho era claramente robótico, mas agia perfeitamente como um cachorro de verdade.

– Legal! Você concertou o Pluffy! – notou Livy maravilhada, esquecendo completamente da TV e se agachou no chão para brincar com o pequeno robô. – Mas, espera... O que você quis dizer com “só espero que tudo dê certo”? – ela perguntou se referindo ao comentário dele anteriormente sobre a passeata.

– Bem, digamos que... – ele ergueu o rosto e o voltou para a TV a sua frente, onde mostrava um reporte em frente a uma multidão alvoroçada e animada, sendo banhada por uma chuva de confetes, e William pensava nas mil possibilidades que poderiam acontecer nesse dia e naquele lugar. – Dias como esses são perfeitos para tudo dar errado.

Notas finais
Eai? Eai? Eai? Gostaram? Odiaram? Ficou chato? Podem desabafar para mim nos comentários...