Three Cheers For Sweet Revenge.
7 The Jetset Life Is Gonna Kill You
Eu o soltei do abraço. Ele me olhava confuso. Algumas vezes, eu acho que poderia fitá-lo por horas.
Mas eu não entendo porque Helena não havia desabafado comigo. Afinal, ela sempre fez tudo para me agradar, e eu idem. Mas ela sabia que eu era o pior tipo de cara para discutir. Lembrei-me de todos os momentos que passamos juntos. Na última noite, ela mentiu. Disse que amava. Mas tudo bem, eu já desisti de sofrer por ela. Eu já sabia dos seus problemas relacionados à depressão. Ela fazia tratamentos há anos, mas os problemas sempre voltavam e, provavelmente, ela queria que tudo passasse de verdade dessa vez. Mas ela já estava perdida nos remédios prescritos pelos médicos, pois tinha outra coisa em mente.– Gee? – Você está bem? – Agora percebi que estava com Frank, e que ele me chamava durante todo esse tempo em que eu juntava as coisas na minha cabeça.– Estou. Estou sim. – Respondi, limpando suas lágrimas. – E estou feliz por você ter me contado isso.– Não vai brigar comigo, Gee? – Ele chorava mais um pouco. – Não vai mandar me prender? Eu me sinto a pior pessoa do mundo.– Calma, você não é a pior pessoa do mundo e eu não vou brigar com você. A culpa foi dela. Helena já tinha escolhido seu destino e nenhum de nós podia mudar isso. – Não pude conter uma lagrima ao ver ele sorrindo com o rosto todo molhado daquele jeito. Abracei-o por um pouco. Passadas algumas horas, Frank foi para casa e eu também. Ele ainda ia sair da escola. Ainda ia me deixar. Isso doía, mas fazer o que?! Ao menos ele me amava e me fazia feliz. E eu o amava e o fazia feliz.
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