Notas iniciais
Aviso que o cap ficou muito grande (acho que mais de 4 mil palavras) então eu espero realmente que gostem ^^

– só deve ser aqui. – disse Andressa.

Um pequeno outdoor ficava em cima de um bar escrito “Caverna”. Tinha uns homens sem camisa nele e cores chamativas.

– eles falaram Caverna então é essa porra. – disse eu.

Entramos no bar. Nele só tinha mulheres. Mulheres velhas tipo, dos quarenta pra lá. Andressa me deixou sozinha e disse que ia procurar os mino. Isso já faz uns vinte minutos. Sentei-me nas cadeiras em volta da bancada esperando ela.

– o que a senhorita deseja? – perguntou o barman que limpava alguns copos.

– oh nada. – o barman tinha um cabelo preto penteado para trás até a nuca, as únicas coisas que vestia era apenas uma sunga preta e uma gravata borboleta.

Ok... Estou começando achar que a gente entrou num bar de strip pra coroas.

– nem uma água? – perguntou ele. – é por conta da casa.

– ah sim, obrigada. – disse. É fera, eu to com vergonha. Quem não ficaria? O cara mega bonito com o corpo sarado e tals...

– aqui esta. – disse ele colocando um copo perto de mim.

– obrigado. – agradeci de novo.

Bebi um gole e fiquei procurando Andressa.

– estás à procura de alguma amiga? – perguntou ele.

– sim, sim. – disse. – minha prima.

– gostaria de me apresentar. – ele estendeu a mão para mim. Segurei a mão dele. Ele beijou a minha mão. – Claus, prazer em lhe conhecer, qual seria o nome da senhorita?

Nem meu pai beijou minha mão quando fiz a minha formatura do A B C cara.

– Débora. – disse meio perplexa.

– Débora? Nome bonito. – disse ele.

– o seu também. – elogiei.

– obrigado. – ele disse. — tens quantos anos Débora?

– hmmm... Por que a curiosidade? – perguntei.

– nada, apenas queria saber. – disse ele.

–hmmm... 16. – disse tomando outro gole do copo e procurando Andressa.

– moça ainda? – perguntou ele. Isso saiu com duplo sentido jovi.

– hã... Sim, sou. – disse. Ele começou a rir.

Tá qual é a graça que eu inda seja virgem véi?

ainda quer ser? – perguntou ele.

Ok... Preparando para dar soco em qualquer momento.

– a senhorita me permitiria essa honra? – perguntou ele.

Vejamos... Ele é bonito... Porem num se deve confiar nesses manos... Porem ele é bonito e educado... Ah foda-se.

– prometo que não farei nada que não queira. – disse ele, que em seguida estendeu o braço para mim de novo.

– hmmmm... sim. – depois de muito pensar disse.

– acompanhe-me. – ele segurou a minha mão e me levou para os fundos do bar.

Ele abriu a porta. A sala era cheia de cenários. Tinha de varias datas festivas. Ele me colocou em cima de uma mesa e começava a tirar as minhas roupas.

– Digamos que eu tenha um fetiche. – ele tirava meus tênis.

– por? – perguntei.

– garotas virgens... – ele disse baixo, seguido de um riso. – Não sei explicar direito.

– tá, eu nunca vi isso. – disse rindo. Ele se levantou.

– eu digo que é algo exótico. – disse ele.

– serve. – disse.

– baixas também... – eu comecei a rir. Ele me colocou em cima da mesa, e só assim eu pude olhar pra ele sem levantar a cabeça. – pra mim elas são sexy, eu me sinto como se tivesse de protegê-las por serem baixas.

– bom... É a primeira vez que elogiam a minha altura. – disse rindo.

– que bom então. – ele ria tirando a minha calça.

Ele tirou a minha jaqueta e a minha blusa e colocou tudo em cima de uma cadeira. Ele primeiro segurou meu pescoço e depois me beijou. Ele colocou as minhas pernas em volta de sua cintura apertando as minhas coxas com certa força.

Eu tava meio nervosa por que tipo... Eu vou perder minha virgindade o caralho! Mas eu meio que me acalmei quando ele disse “relaxa”. Ele tirou o meu sutiã e ia beijando meu corpo até chegar perto da minha calcinha. Ele me deitou na mesa e tirou o ultimo pedaço de pano do meu corpo. Eu fique vermelha quando ele começou a abrir as minhas pernas e a lamber e fazer o caralho a quatro com a boca. Esse mano é bom véi. Quando terminou de fazer tudo ele me olhou e riu. Em seguida ele me beijou e eu pude sentir o gosto da boca dele. Ele beijava bem. Ele praticamente tava pelado, ele tirou a sunga e colocou uma camisinha. Ele me puxou mais para a beirada da mesa. Ele disse “vai doer um pouco”, e depois voltou a me beijar. E ele começou a colocar dentro de mim. Dói muito! Eu pensei que ia rasgar no meio. “relaxa, respira fundo” ele disse. Ele colocou por completo e já não tava aguentando de dor. Ele ficou um tempo me beijando até eu me acostumar. Por fim ele começou a estocar. A dor que eu sentia logo ia embora e o que ficava era apenas prazer.

– estarei do lado de fora esperando. – disse ele que fechou a porta.

Vesti-me. Amarrei o meu tênis e prendi o meu cabelo num coque. Abri a porta.

– gostaria de falar contigo novamente. – ele me passou um papel. – mesmo que seja uma conversa de amigos.

– sim, claro. – disse olhando o papel.

Ele me acompanhou até a bancada do bar.

– onde tu tava?! Vem comigo agora! – disse Andressa. Ele sorriu pra mim, dei tchau pra ele.

Na porta do bar.

– onde tu tava pequena? – perguntou Lucas no carro.

– eu... Me perdi de Andressa. – disse eu.

Me perdi nas pika do barmen isso sim.

– caralho! Eu num tinha dito que era pra tu me esperar no balcão?! – perguntou ela me empurrando para dentro do carro.

– ah foda-se. – disse.

Lucas entrou no carro e ligou ele e foi dirigindo para a o bar certo. Lucas tinha dito errado pra gente, o nome do bar é Taverna não Caverna por isso a gente foi para o esse clube de strip pra coroas.

– ces demoraram por quê? – perguntou Thiago.

– Débora ai que se perdeu de mim. – disse Andressa.

– porra! Onde ces tava eram o que pra estar cheio desse jeito? – perguntou William.

– um bar de strip pra um monte de veia tarada. – disse.

– hmmmmmmmm... – Thiago fez aquela cara de “sei...”.

– ah vá tomar no cu Thiago. – disse a ele.

A gente pegou mais duas cadeiras e sentamos junto a eles. O show das bandas mesmo era só 10 horas da noite e ainda eram 9 horas, então os caras do bar colocavam uns blues para todos escutarem. William. Thiago e Lucas falavam e riam alto. E eu e Andressa conversávamos sobre qualquer coisa.

– cara tu não sabe o que aconteceu. – disse no ouvido dela.

– o que foi? – perguntou ela.

– eu não sou mais virgem. – disse pra ela.

– SERIO? – ela perguntou. Os três olharam pra gente.

– continuem conversando não é do interesse de vocês. – disse. William deu de ombros e voltou a conversar com eles.

– desde quando? – perguntou ela.

– num faz nem trinta minutos. – disse.

– pera ae... quer dizer que o tempo que tu tinha sumido...

– exatamente. – afirmei.

– com quem? – perguntou ela.

– com o barman que tinha lá. – disse. – ele era muito educado cara!

– educado é? – perguntou Andressa com duplo sentido.

– não cara, tipo ele falava com formalidade e ainda beijou a minha mão cara! – disse.

– sei... – ela tomou um gole de cerveja e colocou de novo o copo em cima da mesa.

– mais e ai? Como foi? – perguntou ela.

– simplesmente foda. – disse. – mas detalhes não convêm ao momento.

– fila da puta. – disse ela. Ri.

Horas se passaram. bebíamos riamos e falávamos sobre bobagens. Os mino iriam ser a segunda banda a apresentar. E quando ia dar 11 horas chamaram eles. Eu e a Andressa a gente foi pra frente do palco logo pra “tietar” saca?

– foi um ótimo show! — disse abraçando Thiago.

– serio? – perguntou ele.

– foi! – abracei Lucas.

– eu tinha errado três vezes tocando Jump in the fire. – disse Lucas.

– pra quem não sabe, tipo eu, nem percebeu. – disse.

– bom, então. – disse ele.

Ai a gente começou a beber pra valer.

Dia seguinte. Segunda.

– ai caralho que dor de cabeça. – disse me levantando.

Olhei ao meu redor Lucas dormia no chão, Andressa no outro sofá e eu tava em cima de Thiago com a cabeça em cima da barriga dele.

– ok, isso é sistranho. – disse.

Levantei-me.

– que café? – perguntou William.

– ai caralho! – me assustei.

– o que foi? – perguntou ele.

– me assustando ai o diabo. – disse.

– que café? – perguntou ele de novo.

– não. – disse. – avisa pra Andressa que eu to em casa.

– ah... então tá. – disse ele.

Horas mais tarde. Intervalo.

Eu era assediada por Thiago que falava trilhões de cantadas idiotas de um lado, e do outro via Andressa comendo seu sexto pedaço de pizza quando Lucas e William vinham na nossa direção puto de raiva. Os dois pararam na minha frente e colocaram as mãos na cintura e ficaram batendo o pé no chão freneticamente.

– QUE PORRA FOI ESSA HEIN? – perguntou William.

– EU TAMBÉM QUERO SABER ESSA DAÍ DO BARMAN O CARAI! – disse Lucas.

Eu olhei pra Andressa, ele me olhou de volta com a boca aberta e com a pizza preste a morder.

– tu falou pra eles? – perguntei.

– só pra William. – disse ela. Empurrei ela com força pro lado.

– sua fia de quenga do caralho! – disse.

– não mude de assunto! – Lucas me puxava de volta.

– que porra foi essa? Eu vou descer vara em negada sio! – perguntou Lucas de novo.

– hmmmmmmmmmmmmmm! Num devo satisfação pra ces não sio! – disse.

– queeeee porra foi essa ai rapá? – perguntou Thiago virando o meu rosto.

– eu que tinha que tirar não um barman que tu nem conhece o carai! – disse Lucas.

– que tu tirar o que o carai?! Ela é minha irmã o porra! Ela tinha que morrer intacta o fi de vaca! – disse William empurrando ele.

– fi de vaca é tu o porra! Pera ae... – Lucas parou do nada e ficou encarando eu e William. – seus são irmão? Desde quando?

– não... Mais eu tipo... Considero minha irmã mais nova. – disse William.

– hmmmmm! Já basta o meu pai que eu num vejo a séculos tem agora vocês dois?! – perguntei.

– três! – disse Thiago.

– hmmmmmmm carai sai do meu pé o porra. – disse.

–eu só quero saber quem mando tu fica com aquele... aquele... aquele lá pois é! – disse William.

– hmmmmm caralho vai tomar no toba porra! – disse.

– eu só quero ver tu com esse carinha ai de novo que eu vou descer pipoco nas piçoa sio.– disse Lucas.

– vai ver agora o carai! – disse pegando meu celular e olhando minha agenda.

– tu tem o numero dele? – perguntou Thiago.

– tenho ora! Olha aqui o porra! – mostrei pra ele. Ele tomou o celular da minha mão. – me dá o celular o Thiago!

– pega. – ele me entregou. Procurei de novo o numero do celular do Claus. – eu exclui o numero.

– fi da peste! – bati na cabeça dele.

– isso ae! – disse Lucas batendo na mão de Thiago.

– tudo bem... eu tenho o cartão dele lá em casa mesmo. – disse.

– foda-se! Tu num vai mais sair de casa! – disse William.

– muito menos por que EU num vou deixar! – disse Thiago.

– hmmm, que é hein? – perguntei.

– o que é uma porra! Um barman? Tinha que ser é eu aqui! – Lucas me puxou pelo braço e segurou minha cintura com força.

– hmm, que carai é esse? – perguntou Thiago separando a gente.

Os dois ficaram se encarando. Andressa se danava de rir.

–hahahahahahahahahahahahahahahahahahah! Continuem! Hahahahahahahah! – ela tinha um ataque epilético de riso.

– te acalma cara. – disse dando uns tapinhas no ombro dela.

– num muda de assunto não o porra! – disse William.

Bate o sinal de fim de intervalo.

– fica de zoi nela. – disse William.

– é, fica de zoi nela. – disse Lucas.

– é memo, fica de zoi nela. – disse Andressa rindo. Olhei pra ela seria. – o que é? To seguindo o frucsso

E os três foram para as suas respectivas salas.

– vum borá. – disse Thiago me puxando pela mão.

Hmmmmmmmmmm, num sei do que esse povo tá com raiva. Marróia uma coisa dessa? Foi Andressa ae, essa fi de quenga da porra que falou pra William. Eu descobri que eu tenho um irmão que eu nem sabia! E agora eu tenho três vigias! Mais foi por um motivo bom... hehe.

– hey? – Thiago estalava os dedos na minha frente.

– o que foi? – perguntei.

– tu tá a onde hein? – perguntou ele.

–aqui ora. – disse.

– num parece, a professora tava falando as nota tu nem ligo. – disse ele.

– e quanto eu tirei? – perguntei.

– sete. – disse ele me encarando com os olhos estreitos.

– daora... – disse.

–hmmmmmmmm... – Thiago ficava puxando uma barba invisível.

– o que é hein? – perguntei. – marróia uma porra dessa? Cuida da tua vida que é melhor...

– eu só zoi dona Débora, só zoi. – disse ele.

– ah vá procura muié pra ti homi! – disse.

– num to precisando no momento moça. – disse ele.

Ignorei-o e fiquei prestando atenção na aula. Ele ainda continuou me olhando do mesmo jeito de antes por alguns minutos mais depois ele parou.

17hrs00min.

– ainda bem que a gente saiu sedo. – disse Andressa. – num tava aguentando a aula de filosofia.

– vum borá comprar umas camisa lá comigo? Faz tempo que eu num compro uma. – disse Lucas.

– ah vum borá. – disse Andressa.

– eu vou logo pra casa. – disse.

– num vai não. – disse William me puxando de novo.

– hmm que frescura sio. – disse.

A gente foi andando da Rua do Passeio indo em direção a Mad Rock Store que ficava numa galeria e tals. Quando a gente ia entrando eu vejo Claus.

– oieee. – disse abraçando ele também.

– que bom te encontrar. – disse ele rindo.

– também. – disse.

– vejo que já saiu da escola né? – perguntou ele olhando para a minha farda.

– acabei de sai, a gente veio comprar umas camisas aqui. – disse.

– bom eu tenho que ir, mais eu ainda quero falar com a senhorita. – ele deu um beijo no canto da minha boca. — até.

– até! – respondi na mesma hora que Thiago me puxa.

– hmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm, quem é hein? – perguntou Thiago.

– Claus. – disse.

– quem raios é Claus o pequena? – perguntou William.

– o barman ora. – disse.

– é ele é? Que gaaaaaaaaato cara. – disse Andressa. – ele é bom é?

– e como! – disse.

– eeeepa! Nois num quer ouvir tais... Conversas, beleza? – disse William.

– foda-se. – disse eu.

– bom... Agora nois já sabe a cara da criatura. – disse Thiago.

– que é muuuuiiito gato. – disse Andressa.

– hey! Ces num vem não? – perguntou Lucas que tava na escada pro segundo andar.

– hey! Nois já sabe quem é o tal lá do barman! – disse Thiago.

– já? – perguntou ele.

Notas finais
acho que foi o capitulo com mais xingamentos que eu já fiz até agora '-'... pois bem, esperem o próximo capitulo que logo logo eu posto ele!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.