This is not a fairytale ...
8 But it is not possible.
Notas iniciais
Ela estava sentada num banco quando me viu ela pulou e sorriu pra mim. Estacionei o carro e sai com a minha mala.
– Amiiiga! Ai que linda está! Tudo bem? – ela disse.
– Não sou linda, então vamos a parte do tudo bem. –
– Para de ser besta, tu não é linda, é perfeita,diva,maravilhosa! –
– O que eu fiz para ser diva? E maravilhosa? – perguntei.
– Bom, que tal a parte que o dinheiro que você deu para a minha família serviu para meu pai investir em uma nova empresa que deu sucesso e agora vamos nos mudar para uma casa melhor? – ela riu.
– Uou! Que incrível, fico feliz por vocês. –
– Vem vamos para o meu quarto! –
Ela puxou-me pelo braço e me levou até o quarto correndo. Chegamos e sentamos na cama.
– Estou triste por você esta tão infeliz. – Mariana
– Eu não estou infeliz, estou bem obrigada... –
– Conta outra! Quando foi a ultima vez que saiu para se divertir com alguns amigos? Qual foi a ultima vez que você gargalhou até ficar sem ar? Qual é! Você era tão feliz e extrovertida. E agora está ai no mundo das trevas! –
– Mundo das trevas? Socorro, nem estou tão mal assim. Mas preciso te contar uma coisa. –
– O que foi? – ela perguntou.
– Quando me mudei para a mansão, fui direto escolher meu novo quarto. Achei, e era perfeito mas um dia eu estava deitada e olhando pro teto e quando olhei tinha uma abertura. Entrei e era um porão bem sinistro! Tinha, tinha armas medievais! Livros escritos em alemão, e gravuras de monstros. Tive um pesadelo com uma garota, que estava numa foto em cima de uma mesa e ela queria me pegar,matar sei lá! E...-
– E nada! Você ta doidona Letícia, vamos sair hoje. – ela me interrompeu.
– Para onde? Não vou! Nem tenho roupa pra sair e tal. – argumentei.
– Tanto faz, eu tenho te empresto! Agora vou ligar para minha amiga. –
Ela pegou o celular dela e ligou para a “amiga” dela.
– Alexandra! Querida tudo bem? Tudo bem comigo obrigada! Sabe, hoje eu vou sair com uma amiga e queria saber se você quer vir... Ok até logo! Beijos. – desligou o celular.
– Prontinho! Agora vamos se arrumar babe! – ela riu.
Não estava nem um pouco a fim de sair, teria que me arrumar escolher uma roupa, tomar banho e tal. Isso me dá muita preguiça, mas não quero magoar a Mari. Ela abriu o guarda-roupa e falou para eu procurar algo que fosse a minha cara. Nada tinha minha cara lá! Só tinha roupas, rosas. A maioria, peguei uma calça preta com uma jaqueta de couro preta e uma blusa branca. Eu tinha trazido a minha bota preta então coloquei. Quando terminei mariana ficou me olhando com uma cara estranha.
– Para tudo! Você vai pra um enterro? Serio... – ela disse.
– Ah que besta isso! Só porque é preto? Não achei nada melhor ai dentro, só tinha roupinhas meigas e fofas. – Bufei.
– Ok, ok vou tomar um banho e me trocar me espere ai, vou rápido. –
Ela foi ao banheiro que ficava lá em baixo, aproveitei para pentear meu cabelo. Deixei-o solto. Esperei alguns minutos, e Mari já estava pronta. Ficamos encostadas no meu carro esperando pela Alexandra. Permanecemos alguns minutos lá até uma garota aparecer, olhei para ela e meu coração acelerou, eu perdi a fala. Ela era a garota do meu sonho...
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