This is Berk.
10 Acerto de contas.
Notas iniciais
Pov Soluço.
Tranco a porta, com lagrimas nos olhos, ela vai me odiar, tenho certeza disso, mas oque poderia fazer afinal?! Astrid é uma guerreira, nunca iria fugir de uma luta, e isso me encanta, mas depois de tudo que aconteceu, eu temo, temo perder mais alguém que amo. Eu a havia encontrado há tão pouco tempo, meu coração aperta ao pensar nos riscos. Me nego a correr o risco de perdê-la novamente, ela vai ficar segura, mesmo que contra sua vontade. Escuto as batidas fortes na porta, e Astrid gritando meu nome, uma lagrima solitária escorreu por meu rosto, isso me feri como uma faca em meu coração. Dei alguns curtos passos para trás, até escutar a voz de minha mãe.
Val- Não aprovo oque você fez Soluço!- Ela me olha seriamente.
So- Mãe... Não vou aguentar perder mais alguém que amo!- Eu disse tristemente.
Val- Ela é forte Soluço, e com certeza quer estar ao seu lado lutando! Não pode priva-la disso.
So- Sinto muito mãe, mas não voltarei atrás!- A encarei seriamente, sei que ela esta certa, me sinto culpado, mas eu a amo demais para deixar que ela coloque sua vida em risco.
Minha mãe suspirou em derrota, senti que ela estava com a intenção de abrir aquela porta, mas ela recuou, acho que ela temeu que algo pudesse dar errado.
Val- Tudo bem... Mas oque pretende fazer agora?
So- Preciso encontrar o Banguela, ele provavelmente esta com o Draco, mas não acho que ele consiga controla-lo.
Antes de sair, vou até Tempestade que esta na porta de minha casa, coloco mão em sua cabeça e digo.
So- Você cuida dela por mim?
Ela me encara e assente.
Ambos subimos em Pula-Nuvem, e decolamos. Entramos em meio aquele caos, tentando ajudar o máximo de moradores que conseguíamos, nós estamos em vantagem, o exercito inimigo estava formado apenas de homens e alguns poucos dragões usados de iscas em armadilhas ou atacando.
Pov Astrid.
Soluço fechou a porta e eu corri até ela, estava trancada, eu batia na porta gritava e por Soluço, mas não recebia nenhuma resposta, as lagrimas começavam a se formar em meus olhos, não acredito que ele havia feito aquilo, não, não, ele não podia. Ele não podia ter feito isso. Eu não me importo se estou ferida, sou uma guerreira, queria estar lá, queria estar lutando ao seu lado, defendendo meu lar, sentia que poderia matar ou morrer por ele, mas oque ele faz?! Tranca-me em sua casa, isso é totalmente o contrario do que eu quero, minha frustação esta em níveis que não consigo mais medir, mas não vou ficar aqui de jeito nenhum. Caminho apressadamente até a cozinha e pego dentro do armário uma garrafa de álcool, subo até o quarto de Soluço, retiro a faixa que envolvia minha cintura, reparando no tamanho do estrago, e jogo o liquido direto na ferida, grito dolorosamente, sentia como se tivessem colocado fogo em mim, mas não tenho tempo de esperar a dor amenizar, então cubro o ferimento novamente com a faixa, minha intenção era cuidar do problema que enfrentava afim de não ter complicações em minha futura batalha, acabo deixando a perna de lado, já que não mancava mais, e a dor era fraca. Já pronta, fui à busca de uma espada, machado ou qualquer arma do tipo, por coincidência, ou não, meu machado, deixado recentemente na floresta quando fui atacada, estava em meio a papeis espalhados na mesa no canto do quarto. Já com o objeto em mãos, eu já tinha plena certeza de que não iria ficar parada enquanto o mundo praticamente desabava lá fora, para inicio de meu raciocínio de fuga, sair pela janela não era a melhor opção, já que não iria conseguir saltar perfeitamente como faço, por causa daquele corte infeliz, então me veio outra opção em mente. Desci novamente para sala, caminho em passos largos até a porta, miro, e acerto a maçaneta com toda minha força, ela se quebra, e a porta se abre lentamente. Respiro fundo, temendo oque iria encontrar. O céu era cinzento, a chuva tomava conta em forma de uma fina garoa, oque deixava o clima ainda mais tenso, a cena é desoladora, casas destruídas, moradores lutando contra soldados, e pilotos no ar, tentando impedir os demais barcos de se aproximarem, tudo me relembrava oque ocorreu a mais de um ano atrás. Ao meu lado, em uma curta distância, estava Tempestade, ela se levanta e vem em minha direção, eu não a via deste daquele dia fatídico. O abraço dura pouco, logo Tempestade nota que não era para eu estar lá fora. Eu claramente noto seu olhar recriminador.
Ast- Eu sei que você quer me proteger garota! Mas não posso ficar sem fazer nada, sabe disso! Soluço esta lá, e preciso ajuda-lo! Posso contar com você?
Ela recua, e eu a olho suplicante, mesmo não querendo, ela entende a minha motivação, Tempestade sempre vai estar comigo, tenho certeza disso. Abro um largo sorriso, e a abraço mais uma vez. Subo em minha cela, estou pronta para a batalha.
Me junto aos pilotos que estão tentando impedir que mais navios atraquem, muitos caem por contas das redes lançadas em nossa direção, mas por enquanto estou tendo sorte, nada ainda me atingiu, olho para baixo, em direção ao navio a nossa frente, oque me deixa intrigada é o fato de não ter ninguém a bordo, a não ser Draco me encarando, com seu olhar desafiador e maníaco, ele esta me chamando. Lanço um olhar ameaçador em sua direção, rapidamente eu aterrisso dentro do navio, desço de minha cela empunhando meu machado, estou nervosa, mas não deixo meu medo transparecer, a raiva esta tomando conta de mim, e ver aquele homem na minha frente, parado, não dando a mínima para o mal que causa, me deixa com o sangue fervendo, aperto com mais força o punho do machado, o encaro e falo seriamente.
Ast- Acho que temos contas a acertar... Não é mesmo?!
Dra- Sim... Nós temos!
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