This Outlaw Life

15 Capítulo 13 - You, Me and Your Stupid Ex-Boyfriend


Notas iniciais
Aeeeeeeeeeeee meu povo o/
Quanto tempo né...
Bom, já que a maioria pediu,
vou começar a trabalhar na fic Achele
mas só vou postar quando tiver uns bons caps de vantagem
pra não ficar sem atualizar muito tempo.
bom
bora pras citações:
Nords = Gangue de Neonazista
Easy Rider = Filme dirgido e estrelado por Dennis Hopper e Peter Fonda. Conta a história de dois motociclistas que viajam através do sul e sudoeste do Estados Unidos, com o objectivo de alcançar a liberdade pessoal. O sucesso de Easy Rider ajudou a avivar a fase New Hollywood do cinema norte-americano durante a década de 1960.
Jimmy Hoffa = Líder Sindical americano que trabalhava para a máfia siciliana e que desapareceu na década 70 depois de denunciar uma série de escandâlos que envolviam suborno e corrupção na polícia.

O sol se despedia no horizonte de Lima, tingindo as poucas nuvens no céu de dourado, laranja, e vermelho enquanto a moto de Quinn se aproximava da residência dos Berry, com uma Rachel bastante nervosa na garupa, apertando os braços com força na cintura da loira, com medo dos próximos eventos da noite em questão.

A morena tinha sido bem sucedida em seu plano de evitar ir para casa, pelo menos até a hora em que a ex-cheerio notou suas intenções. Ainda no corredor de McKinley High, fez a primeira investida usando o almoço como desculpa, depois foi um amasso no banheiro do restaurante, mais tarde um sorvete de sobremesa, mais um amasso na sorveteria, e tudo o que fosse possível para se distraírem do que a diva precisava realmente fazer (Ou seja, quantidade infinita de beijos e toques em lugares impróprios).

- Chegamos. – Decretou Quinn, ao parar atrás do Cadilac de Leroy. – Sem mais procrastinação.

- Mas Quinn... – A voz da judia escorria de sensualidade. – Seria tão bom sexo em cima da sua moto...

“hum... seria” pensou a loira, com a boca salivando, ao imaginar Rachel em um biquíni preto, minúsculo, botas de cano longo, sentada em sua Harley com um olhar lascivo, que berrava para que tomasse alguma atitude, igual aos clipes daquelas bandas de rock dos anos 80 que Puck gostava de assistir. Apenas a imagem em sua mente fez com um sentisse um calor e uma umidade anormal em seu centro, que durou pouco, já que lembrança de Leroy, com seus quase dois metros de altura, segurando a réplica de uma Winchester 44 (que podia abrir uma cratera na parede, de acordo com o homem), correndo atrás dela pelo jardim foi suficiente para desligar o fogo e trazê-la de volta a realidade.

- Rae, por favor. – Apertou os olhos com força, tentando apagar aquela cena tão pecaminosa de sua cabeça. Eram nesses momentos que tinha certeza de que ninguém no mundo era mais gay do que ela. – Seu pai está a um passo de cometer um assassinato.

- Ok, ok. — A diva entregou o capacete a loira, se rendendo depois de tanto fugir. — Não quero ter que visitar papai na cadeia, apesar de que meu pai daria um jeito de parecer que foi legitima defesa, mas enfim, você vem comigo. — O braço da morena envolveu o da ex-cheerio, quase derrubando-a da moto.

Quinn também não teve tempo para reclamar, foi prontamente arrastada por todo jardim dos Berry até a porta da frente (impressionante como alguém tão pequena conseguia ter tanta força). Por mais que conhecesse Hiram e Leroy há muito tempo, o nervosismo insistiu em tomar conta de cada célula sua. Uma coisa é você conviver com alguém tendo um relacionamento cordial a ponto de ir a casa deles visitá-los, outra completamente diferente é esse mesmo alguém pegar você e a filha deles no quase, em cima de uma mesa.

O clique da porta se abrindo e empurrão que a forçou a entrar na casa a trouxeram de volta a terra. Se lhe falassem a mais ou menos uma semana que estaria em pé, no meio do foyer da residência dos Berry, com Rachel ao seu lado, provavelmente ela iria rir com muita vontade e pensar que era loucura total.

Nem fora preciso ser anunciada, Leroy saía da cozinha, trajando um avental ridículo, desses com estampas berrantes e de cores bem histéricas, e limpando as mãos num pano de prato.

- Estrelinha. – Abraçou-a com uma força descomunal, talvez até fazendo alguns ossos estralarem. Dava para perceber que fazia tempo que não se encontravam. – Já era hora, minha filha. Seu pai e eu estávamos querendo apostar quanto mais iria demorar para você aparecer. Oh Quinn. – O homem finalmente notou a presença da loira de braços dados com a diva e deu um tapinha no ombro da garota. – Obrigado por arrastar essa teimosa.

- Eu não sou teimosa, papai. – A morena enrugou a testa e colocou um bico enorme nos lábios. – Você precisa parar com essa mania sua de querer transformar tudo em aposta.

- Essa é minha única diversão, querida. – Ele riu, levando a mão ao peito como se tivesse sofrido uma ofensa. – Vamos, seu pai e Oliver estão assistindo um daqueles musicais que os dois tanto gostam. – Revirou os olhos. Leroy também não era um apreciador de musicais, gostava mais de esportes e filmes de ação. Era por isso ele Quinn sempre se deram muito bem.

Os olhos pedintes de Rachel encontraram as íris esverdeadas de Quinn, como se dissessem “Nem ouse em sair do meu lado”. Ela acenou a cabeça, e se apertou com força contra a judia. Por mais estranho que fosse, aquele simples gesto de apoio se tornava o bastante para dar forças a cantora a enfrentar o que estava por vir e as conseqüências de seus atos.

- Rachelah. – Hiram se levantou do sofá correndo para abarcar a filha em seus braços de maneira possessiva, que só não a separou da ex-cheerio, porque a morena a segurou com mais força para perto de seu corpo – Saudades de você. – Ele deu uma espiada pelo canto do olho para a loira, percebendo que dificilmente conseguiria afastá-la de Rachel naquele instante – Fabray. – Cumprimentou secamente, recebendo uma arqueada de sobrancelha em troca.

- Hiram. – Rebateu, sem se deixar intimidar pelo homem quase da sua altura. Algo lhe dizia que ele não deveria ter aceitado muito bem a situação comprometedora na qual pegara as duas.

- Senti sua falta. – Oliver veio logo em seguida e imitou o sogro. Tentou dar um beijo na boca de Rachel, mas ela percebeu a tempo, virando o rosto e acabou acertando a bochecha.

Aquele beijo fez o sangue de Quinn ferver como nunca. Se fosse possível, teria saltado na garganta daquele cara ali mesmo, e feito uma cena bem sanguinolenta, digna de um filme de terror b, com direito a esquartejamento e tudo. Eram nas horas de ciúmes que entendia quando Russel falava que, em determinados momentos, a única lei que existia era o quão forte você esta disposto a bater para esmagar o adversário. Normalmente, tal pensamento seria absurdo, mas a cabeça de um Fabray enciumado é um lugar bastante tenebroso.

- Eu preciso conversar com você. — A morena declarou acanhada, mas com uma voz bastante firme.

- Mas justo agora, Estrelinha. — Interrompeu Hiram, antes que Oliver pudesse responder. Estava na cara que tinha entendido qual seria o conteúdo da conversa em questão. — Porque não faz isso depois do jantar, o canelone vegano do seu pai está quase pronto.

- Deixe-os, querido. — Leroy interferiu, estava na cara que o homem negro queria se livrar do diretor o mais rápido possível. — O canelone acabou de ir pro forno, isso dá tempo suficiente para eles botarem os assuntos em dia. – Colocou uma ênfase maior no “Botar os assuntos em dia” enquanto guiava a diva para a sala de estar.

- Mas Leroy, você sabe dos rituais da nossa filha. — Rebateu o judeu, se esforçando mais. — Antes de comer, ela precisa tomar banho, trocar de roupa, checar as mensagens do Kurt, pra só então descer pro jantar.

- Ela pode pular essa parte hoje, né Estrelinha?! — Indagou a cantora, que, assim como Quinn e Oliver, estava confusa com a discussão. — Além disso, Quinn está aqui, seria uma desfeita muito grande deixá-la de fora da conversa em questão. – Continuou ao perceber que a diva ainda tentava entender.

- Querido, tenho certeza que a Quinn precisar ir. – Hiram lançou um olhar inquisidor para a loira, como se pedisse a colaboração dela, mas a ex-cheerio parecia um tanto quando perdida em seus próprios pensamentos (que refletiam sobre como fazer um diretor semi-famoso da Broadway sumir sem deixar vestígios)

- Bobagem. — Respondeu Leroy, apertando o cotovelo de Quinn para reforçar o "convite". — Ela adora as massas veganas e o filé que faço quando as duas divas judia aqui não estão. — Apontou para o marido e a filha.

Rachel lançou um olhar curioso em direção a loira, que apenas deu de ombros, sem saber qual assunto discutido. Era hora de alguém interromper o debate entre os homens, e a cantora tinha certeza que a função seria dela, já Oliver queria impressionar os "sogros" e nunca se meteria, e Quinn passou a maior parte do tempo absorta nas próprias ideia e tinha um sorriso diabólico no rosto.

- Pai, papai. — Se virou para Leroy e Hiram, fazendo-os parar sua calorosa argumentação no mesmo instante. — Ninguém vai embora. Quinn vai jantar conosco hoje, como papai lembrou sabiamente, a conversa que vou ter com Oliver também diz respeito a ela. — A ex-cheerio abriu a boca, numa expressão que falava "o que eu tenho a ver com isso?", mas se calou a receber um olhar mortal de "Nem vem, eu não vou fazer isso sozinha. Preciso de você". — Agora eu vou subir e começar meu ritual enquanto esse canelone maravilhoso está no forno. — Ela se virou e subiu as escadas, usando uma de suas retiradas clássicas de diva que nunca deve ser contrariada.

- O que acabou de acontecer aqui? — Oliver indagou perplexo com o que vira naquela sala.

- Nada. — Hiram deu um sorriso atencioso para o rapaz, guiando-o de volta para o sofá.

- Só uma noite típica na casa dos Berry. — Quinn disse num suspiro, mais para si mesma do que para Leroy, que a levava em direção a cozinha.

++++++++++++++++

A cerveja de Quinn tinha acabado de ser aberta quando Hiram surgiu na porta. Ela saiu do cômodo para dar privacidade ao casal, porque ficar no meio da briga dos dois seria o mesmo que ficar em fogo amigo.

Deu um gole direto no gargalo, e riu. Se Judy a visse, surtaria na certa, indagando onde estava a educação que recebera para se comportar como uma dama. Mas também, se fosse seguir a risca a cartilha de sua mãe, nem poria os pés na casa dos Berry (muito menos se envolver com uma mulher.)

- Então, você é famosa Quinn Fabray. — Oliver questionou de maneira curiosa, segurando uma taça de vinho tinto. Ele a acompanhava com os olhos, tirando-a de seu transe.

- E você é o infame Oliver qualquer-coisa. – Replicou, com um tom sarcástico. – Me desculpe, mas Rachel nunca disse seu sobrenome. – A última frase era completamente dispensável, mas a loira não queria perder a oportunidade de mostrar a importância (ou a falta dela) do rapaz na vida da morena, apesar dele se autodenominar noivo da atriz.

- A Rachie gosta de um pouco de drama. — Respondeu, sem dar importância. — O mistério torna tudo mais divertido. Por exemplo, pelo o que ouvi, eu imaginava você completamente diferente. — Ele abriu um sorriso, mostrando os dentes muito brancos.

Se tinha uma habilidade da qual se vangloriava era de saber ler as pessoas muito bem. Passara anos de sua vida observando como se comportavam em determinadas situações e como reagiam de acordo com o nível de estresse os afetava (o glee fora um bom lugar para aprender esse tipo de coisa). E algo lhe dizia que Oliver queria intimidá-la, até porque, isso seria algo que a HBIC Quinn dos primeiros anos de McKinley High faria, jogar uma isca, para atrair, e depois soltar alguma frase com insulto para esmagar as esperanças do outro. Pelo jeito, Britt estava certa, ele seria um ótimo Quinton.

- E o que você estava esperando? — Ela poderia ter evitado o confronto direto, mas tinha que saber com quem estava lidando antes de traçar uma estratégia.

- Algo menos previsível. – Falou com tédio na voz. – Sei lá, você deveria ser a epítome da beleza americana, uma flor no meio do deserto árido dos outlaws, quem sabe até usando um vestido, e não uma figurante saída do “Easy Rider”.

A loira ergueu a sobrancelha em resposta.

- Infelizmente, a aparência ainda conta muito nos dias de hoje. – Rebateu, sem se importar muito. – E com a escória com a qual trabalho não é diferente. Não basta só ser, tenho que parecer bad ass. Além disso, já tentou usar um vestido e andar de moto? Nenhum um pouco confortável.

- Mesmo assim, você podia tentar fugir um pouco desse estereótipo “lésbica machão”. – O diretor cruzou os braços, com uma expressão vitoriosa tomando conta de seu rosto.

É óbvio que ele iria dar um jeito de ofendê-la, mas tinha que ser tão infantil para fazê-lo? Se esse era o melhor que Oliver conseguia para insultar alguém, estava na cara que era tão inofensivo quanto uma mosca.

- Assim diz o cara que parece ter sido regurgitado do closet do Kurt Hummel. – Quinn revirou os olhos, e deu um gole em sua cerveja. Admitia que essa frase fora um pouco maldosa, mas precisava dar uma amostra grátis do que aprendeu convivendo com Santana Lopez e Sue Sylvester

- Ei, essas roupas custaram o olho da cara! – Respondeu, visivelmente irritado pelo comentário. – São peças exclusivas.

- Etiquetas e roupas de alta costura não são o suficiente para esconder esse seu pescoço vermelho. — Ela teria prestado atenção a argumentação do diretor, se não fosse pelo celular vibrando dentro do bolso da jaqueta. Franziu o cenho ao ler a mensagem de texto que Connor lhe enviara.

Nords marcaram encontro p/Quinta. CL.

Digitou rápido uma resposta, notando que Oliver a observava com curiosidade.

Ok. Capela amanhã às 10h. Avise tds. QF.

Viu o diretor abrir a boca para perguntar algo, mas a voz de Hiram surgindo atrás do sofá, puxando assunto sobre um musical qualquer o interrompeu, fazendo Quinn agradecer aos céus por isso. Preferiu ficar de fora, apenas observando a interação dos dois, já que essa aparentava ser uma daquela conversas criadas para que uma das partes (no caso, ela) se auto-excluísse por não pertencer àquele meio.

Teria se importado, mas pelo pouco da discussão que acompanhara, sabia que o judeu apoiava o relacionamento da filha com o rapaz loiro, o que era de se esperar, principalmente porque o advogado conhecia o suficiente da vida de Quinn e do tipo de pessoas com as quais lidava.

Rachel apareceu minutos mais tarde, com uma expressão que era um misto de felicidade (por ter encontrado todo mundo vivo e inteiro) e tristeza (ainda precisava terminar com Oliver, sem falar que o jantar prometia ser um dos mais esquisitos de sua vida). A morena se sentou ao lado da loira, quase em cima de seu colo e bebeu um pouco da cerveja de Quinn. A ex-cheerio enrijeceu o corpo, enquanto Hiram e Oliver a fuzilavam com olhares no mínimo raivosos.

- O canelone está mesa. – Avisou Leroy, com um timing perfeito (de acordo com Quinn) para evitar uma cena de ciúmes.

Na época de McKinley, ela nunca tinha passado muito tempo com Rachel e seus Pais, mais por opção, é verdade, por dois motivos simples: 1) O relacionamento carnal das duas era secreto, menos para Kurt, Santana e Puck. 2) Seu pai odiava os Berry de uma maneira irracional. Era tão estúpido que o homem mudava de calçada para não ter que cumprimentar o casal na rua. Isso porque Hiram fora seu principal opositor por muito tempo, lutando para exterminar os Titans da cidade. O advogado achava que o grupo era um câncer que impedia Lima de crescer e se desenvolver (sua opinião só mudou quando Quinn assumiu a liderança do motoclube, mas isso é história pra outra hora...)

Voltando a Russel, a loira tinha muito medo do que ele poderia fazer se descobrisse suas atividades nada cristãs com a pequena diva. Sempre dava um jeito de ir embora antes que um dos Berry aparece na casa ou mantinham suas atividades em lugar mais escondidos, como as salas de aula de McKinley High ou a Pick-up de Puck.

Apesar disso, os Berry sempre foram muito bons para ex-cheerio, especialmente Leroy. Os dois tinham uma ligação diferente que não dava pra dizer aonde havia começado, porém tão forte, que a faziam desejar que ele fosse seu pai no lugar de Russel.

Enquanto Leroy servia o canelone Hiram abria o vinho tinto para acompanhar a refeição. Os outros três sentados a mesa se entreolhavam completamente perdidos naquela situação, com um clima tão tenso, que dava pra sentir o gosto azedo na boca, principalmente porque a morena escolhera a cadeira ao lado da loira, e o diretor bem colado, deixando a diva no meio.

O resto do jantar ocorreu de forma tranqüila, com apenas algumas conversas triviais entre os anfitriões, e cada qual cuidando de sua própria comida. O mesmo não se pode dizer do que acontecia debaixo da mesa, entre uma garfada e outra. Joelhos de Quinn e Rachel se tocavam vez o outra, quase como se buscando, já quando Oliver tentava o mesmo, a morena fazia o possível para desviar, ou lançar um olhar nervoso que fazia-o se encolher.

Para a loira era incrivelmente difícil manter suas mãos para si. As coxas bronzeadas, cobertas por um short jeans curto e desfiado, eram como imã para os seus dedos, atraindo-os mesmo que seu cérebro os mandasse ficar no lugar (não podia fazer exatamente o que queria com seus pais e o semi-ex na sala.). Pior era ver no rosto de Rachel que ela desejava a mesma coisa. Quando começava a acariciá-la, com as pontas se movendo sem um padrão, a morena mordia o lábio e abaixava a cabeça para esconder o quanto aquele simples gesto a excitava.

- Eu vou buscar a sobremesa. – Disse Hiram, quando os garfos pararam de mover e todos estavam mais do que satisfeitos com a comida deliciosa oferecida.

Fora nessa hora que Rachel percebeu que era o momento ideal para dar um fim naquele namoro. Sem Hiram a vista e com Leroy e Quinn conversando, ninguém iria perceber se arrastasse o “noivo” até seu quarto e fosse dar cabo daquele relacionamento atrapalha-vida. Num rápido puxão, a morena agarrou Oliver pelo colarinho, (que estava entretido com uma mancha de molho na toalha de mesa) e o arrastou para o seu quarto no segundo.

- Agora ela consegue. – Comentou Leroy, com um sorriso nos lábios, ao ver a filha agindo coragem. – Rachel demora, mas quando ela se decide, vai até o final. Por mais que doa.

- Eu sei. – A voz de Quinn saiu um pouco falha. Conhecia esse lado da morena muito bem, foi justamente ele que a deixou em frangalhos por muitos anos, com um coração partido que insistia em permanecer quebrado por mais que se esforçasse para remendá-lo.

- Você já perguntou a Rach o porquê dela ter te trocado? – Indagou de maneira furtiva.

- Ainda não. — Respondeu a loira, brincando com a beirada da mesa. Ela havia contado ao sobre sua relação com Rachel na época do McKinley, e apesar de ter ficado com raiva, ele acabou entendendo os motivos para manterem tudo às escondidas naquela época. – Algumas vezes, a ignorância é uma benção.

- E em outras, pode atrapalhar mais do que ajudar. – Os dedos grandes de Leroy roçaram pelo queixo, dando-lhe um ar reflexivo. – No caso de vocês, acho que valia a pena descobrir.

- O que está insinuando? – A ex-cheerio franziu a testa e arqueou a sobrancelha.

- Que talvez, conhecer os motivos dela ter escolhido Finn naquela ocasião, possa ajudá-las a prever algumas pedras no caminho de vocês. – O homem tinha uma expressão no rosto de quem sabia mais do que estava disposto a falar.

De repente o estrondo de duas portas se fechando com força soou do segundo andar da casa, fazendo Hiram, que vinha saindo da cozinha com uma travessa de pavê, derrubasse a sobremesa no chão.

- Essa é a sua deixa, Quinn. – O homem se levantou de sua cadeira, com um sorriso de aprovação no rosto.

Subiu as escadas com pressa, e se preparando para encontrar uma Rachel bastante deprimida. Respirou fundo antes de entrar, esfregando as mãos contra a calça jeans para espantar o nervosismo.

Ao pisar no interior do quarto de paredes amarelas, repletos de pôsteres de peças da Broadway, seus olhos caíram na garota sentada na beirada da cama, brincando com os próprios dedos, perdida e triste. Logo a judia sentiu o colchão abaixar, cedendo ao peso da ex-cheerio, involuntariamente seu corpo se moveu, e ela deitou, pousando a cabeça no colo da loira.

Rachel suspirou com os olhos fechados, enquanto Quinn afagava seus cabelos de maneira carinhosa. Era o jeito dela dizer que iria ficar tudo bem, porque já imaginava as atrocidades que a morena teria ouvido.

- Um de nós dois vai ter que sair da peça. – Sussurrou, sentindo a ponta delicada dos dedos da loira esfregando sua bochecha. – E ele deixou bem claro que não vai ser ele quem vai sair.

Continuou calada, apenas acariciando a cantora. Pelo menos essa parte, elas já tinham previsto que iria acontecer.

- Mas o pior nem foi isso. – Continuou com cautela, porque Quinn com certeza ficaria irritada com o que ouviria. – Ele disse que só se interessou por mim pelo meu talento, porque se fosse pela minha personalidade eu iria morrer sozinha.

O sangue da loira ferveu em todas as artérias e veias. Quem aquele imbecil pensava que era? Agora Oliver era um sério candidato ao parar no fundo lago Erie ou se juntar ao Jimmy Hoffa na lista dos desaparecidos do FBI.

- Nunca, de maneira nenhuma, acredite nisso. – Elevou o queixo de Rachel até a altura de seus olhos, fitando as orbes chocolate com profunda adoração. Só mesmo um babaca pra magoar alguém tão linda. – Ele é um playboyzinho mimado que não aceita rejeição. Você é muito mais do que seu talento. Você é linda, boa, altruísta, tem o coração no lugar certo. – A diva desviou o olhar, corando ligeiramente, porém a ex-cheerio a fez encará-la de novo. — Ele está com inveja que você vai brilhar muito mais do que alguém jamais sonhou. E se alguém ousar falar qualquer coisa de você, vai ter que se ver comigo e com os Titans. — Respondeu, traçando lábio inferior da morena com o polegar, pressionando suavemente sobre a carne do local.

Rachel sentiu seu coração pular uma batida escutando a voz rouca da loira. Era estranho como isso só acontecia com ela, como se órgão soubesse quem era a dona dele e reagisse ao mero sinal da outra.

- Fica comigo essa noite. – Empurrou Quinn para lado vazio da cama. – Eu não quero ficar sozinha.

- Você não está sozinha. – Apoiou a cabeça no travesseiro. – Seus pais estão no final do corredor. AI! – Gemeu, depois de levar um cutucão forte nas costelas.

- Você me entendeu, Fabray. – Ralhou a diva, deitando-se sobre o peito da loira e logo sendo envolvida por um braço.

- Tudo bem, Rae. – Depositou um beijo na testa de Rachel, decidindo esquecer a conversa que tivera com Leroy por hora.

Notas finais
E aeeeeeeee
Quem é pior, Oliver ou Finnúltil?
O que será que o Leroy sabe?
Por que o Hiram quer a Quinn a quilômetros de distância da Rachel?
Respostas pro próximo cap
Próximo cap: A trama se complica (ou se resolve, depende do ponto de vista)
Inté segunda