This Outlaw Life

7 Capítulo 6 – Act like a Titan


Notas iniciais
Faaaaaaala meu povo
Bom esse cap é a festa
mas o que interessa é o final
q é onde tem faberry de novo
(pq num dá pra ficar muito tempo sem hehehe)
Aproveitem a leitura
Citações
Cosmopolitan = Bebida feita de Vodka, licor de laranja, suco de cramberry e suco de limão
Dry Martini = Bebida feita com Gin, Vermute seco, limão e azeitona.
The Players Club = É um filme de comédia, dirigido pelo rapper Ice Cube, sobre uma vendedora de sapatos que vira stripper
Striptease = Filme estrelado por Demi Moore sobre uma secretária do FBI que perde o emprego por causa do ex-marido e acaba virando stripper para sustentar a filha.

Rachel nunca odiou tanto Kurt Hummel quanto no momento em que o rapaz ligou para o celular de Quinn... Bom, nem tanto, mas o ódio que sentia era similar no dia da estréia de Ring of Fire, quando ele disse que tinha visto Barbra na platéia e na verdade era uma das muitas sósias espalhadas por Manhattan.

Estava tudo indo tão bem, com a loira defendendo sua honra e retribuindo o beijo. A morena não tinha pensado quando encostou seus lábios nos da outra (Pra variar...), e quando ela demorou para reagir, uma ponta de pânico quase a fizeram se afastar, ainda bem que não o fez, pois perderia o instante mais revelador de sua vida, por mais clichê que isso soe. O toque dos lábios, as línguas colidindo, experimentando a textura, o sabor e as reações em seu corpo ressuscitaram algo dentro do peito de Rachel, algo que procurava em cada relação que tivera depois da loira e que julgava impossível de (re)encontrar. Parecia que a parte vazia de seu coração desaparecera durante o beijo e voltara quando se separaram.

Entretanto o universo conspira contra Rachel Berry, ou melhor, Kurt Hummel e seu timing perfeito para atrapalhar momentos cinematográficos. Atravessava o quintal pensando nas maneiras mais criativas de torturar o amigo, dentre as quais estavam, manchar com vinho tinto sua coleção de jaquetas Marc Jacobs e pagar uma prostituta bem podre para dormir na cama dele. Ao tocar a maçaneta, franziu o cenho. A porta deveria estar trancada. "Será que um ladrão entrou? Será que ainda está lá dentro? Ai meu deus! Quinn e Santana vão saber disso, ele vai ter as duas pessoas mais poderosas de Lima no encalço, a vai". O som da TV a fez parar de divagar. Um bandido não ficaria assistindo televisão na casa assaltada, a menos que seja muito burro.

- Kurt?! — Disse espantada, ao vê-lo sentado diante da tela de 60 polegadas no meio da sala, com duas caixinhas de comida chinesa esperando para serem devoradas. — Você devia estar em LA. — Correu para dar um abraço caloroso no rapaz.

- Eu devia estar em Malibu vendo os bofes sarados na praia. — Kurt se abanou fazendo uma careta esquisita — Mas quando você falou que estava em Lima, tive que vir correndo no primeiro avião pra checar seu grau de sanidade mental. Estou vendo que a situação está crítica. — Ele sacou o celular e mostrou a foto que ela enviara mais cedo. – Agradeço a deus que seus pais deixam a chave reserva no vaso de planta ao lado da porta. E agora me conta o que aconteceu desde o começo.

O agente arrastou a diva para o sofá, curioso sobre o que fizera a garota voltar para casa quando as coisas estavam dando certo para ela. Enquanto faziam a refeição, que consistia em yakisoba vegano e frango xadrez, a morena contou o que tudo desde que pisara na cidade e seus motivos. Quando se diz “tudo” quer dizer tudo mesmo, nenhum detalhe esquecido ou omitido, até porque, Kurt sabia muito bem quando a judia escondia-lhe alguma coisa.

- Eu tenho a solução para os seus problemas, Rach. – Ele falou animado, deixando o box de frango na mesinha de centro e indo na pasta de couro preta que deixara sobre a mesa de jantar. Tirou um envelope azul e vermelho, voltando logo em seguida para seu assento no sofá. – De mim para você.

Rachel pegou o papel em suas mãos e viu o timbre da American Airlines. Era óbvio que isso viria de Kurt. O rapaz deveria estar louco para voltar a New York e só poderia fazê-lo se a diva fosse junto.

- Eu não vou voltar agora. Pode esquecer essa idéia. – Devolveu o envelope.

Claro que ela queria ficar. Andou milhas e milhas atrás de algo que preenchesse a lacuna em sua vida, e agora, que tivera a revelação do que era, não iria virar as costas e fugir. Pelo menos, não pela segunda vez.

- Rach, você vai ter que voltar pra NY alguma hora. – Kurt usou um tom paciente, e juntou as duas mãos. – Temos ainda oito semanas de espetáculo e depois você tem que ir pra Austrália, gravar o “Grande Gatsby”. Sem tirar que temos que nos preparar para o Tony. Você não pode simplesmente parar sua carreira e se esconder em Lima até o final dos tempos.

A judia soltou um suspiro pesado. Esse excesso de zelo a tirava do sério. Era adulta o suficiente para saber que tinha que honrar seus compromissos, e planejava mantê-los, entretanto, haviam coisas mais importantes. Sua vida pessoal estava uma bagunça e apenas conseguira voltar ao trabalho se arrumasse a zona.

- E vou cumprir cada um deles. – A morena rebateu com firmeza. – Mas agora meu foco está outra área. Não posso pensar no resto se não resolver isso primeiro.

- É tão fácil dar um jeito em tudo. – Kurt falou com se fosse a coisa mais óbvia do mundo, quase derrubando os hashis no sofá de couro preto da sala de estar dos Berry. – Seu pai entra com o pedido de divórcio litigioso contra o Finn, você volta pra New York e fica noiva do Oliver. Claro, que isso vai dar um pouco de trabalho, com a imprensa e os paparazzi curiosos pra saber cada detalhe, mas vai dar um Up na sua carreira.

Rachel arqueou as sobrancelhas e abriu a boca, com os lábios fazendo um “o” de surpresa por ter ouvido tamanha estupidez. Começava a duvidar que o agente tinha propositalmente esquecido da parte em que era da vida da diva que estavam falando, e não de um avatar no The Sims que poderia ser controlado a vontade.

- Posso ter que me divorciar no litigioso, mas não vou ficar noiva do Oliver. – Jogou a caixa vazia de Yakisoba sobre a mesa de centro, de uma maneira agressiva. – Não é ele que eu quero. Eu quero a Quinn. Por mais que eu ainda não saiba como vamos fazer pra isso dar certo, porque ainda não pensei na logística, mas sei que é ela quem eu quero do meu lado, e estou disposta a fazer o possível e impossível, com você ajudando ou não.

- Você sabe que é bem possível que você perca seu papel em Ring of Fire... – Kurt colocou os restos do almoço no chão enquanto massageava as têmporas. Com certeza vinha dilúvio a vista.

A morena balançou a cabeça de forma positiva.

- E você sabe que, se isso acontecer, as chances de você conseguir um Tony serão quase nulas. Porque eles não vão dar um prêmio pra uma atriz que foi expulsa da peça. – Explicou, para que a cantora tomasse consciência do que estava escolhendo.

- Estou disposta a arcar com todas as conseqüências. Não importa o que. – A voz de Rachel deixou o rapaz surpreso. Fazia tempo desde que via a morena agir de forma tão decida e obstinada.

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O Cadillac SRX preto vinha devagar pela estrada. Dos dois lados da rua a única coisa que enxergava era a quantidade absurda de luzes piscando. Era cada letreiro mais chamativo que o outro, implorando para quem os pedestres entrassem e aproveitassem os shows de striptease.

- São oito e meia. Seu pai falou que ia começar as sete. – Rachel disse de maneira ansiosa a Kurt, que dirigia o carro. Ela estava nervosa e a barra do vestido vermelho, extremamente colado em seu corpo, insistia em ficar subindo, revelando parte das coxas roliças. Puxava o tecido para baixo, esperando que uma hora ele desistisse e ficasse quieto no lugar. – Por que fui deixar você escolher minha roupa? – Indagou, enquanto se preparava para tirar a jaqueta de couro, que em nada colaborava com o calor dentro do utilitário.

- Porque era capaz de você usar um daqueles seus suéteres horrorosos. – O rapaz deu um tapa nas mãos da atriz, para fazê-la manter a jaqueta no corpo. – Também ninguém chega a esse tipo de festa na hora. E queremos impressionar a sua Barbie, certo.

- O vestido eu até entendo. – Disse tentando parecer calma. – Mas tinha que ser uma jaqueta de couro? Sabe quantas vacas tem que morrer para se confeccionar essa única peça?

- Não sei, e nem quero saber. – O agente deu ombros, parando em frente a um prédio de tijolos escuros, onde se lia “Eros's Spell” em rosa berrante. – Só sei que, quando em Roma, aja como um Romano. No caso, aja como um Titan. E você quer parecer mal como eles, não é?!

A morena balançou a cabeça, indicando que sim. Tudo o que queria naquela noite era impressionar Quinn.

- Então, você vai arrasar. – Ele falou animado. – Além disso, o couro é sintético, nenhuma vaca morreu pra você bancar a femme fatale. Vamos?

- Vamos.

Ao descerem do carro, Kurt enlaçou o braço no Rachel, guiando-a pela rua. Apesar da placa de “fechado” nas portas forradas de couro vermelho, havia uma fila considerável para entrar. Afinal, quando os Titans davam uma festa, ainda mais privada, todas as pessoas de Lima queriam participar, mesmo que fosse de penetra. As festas do grupo eram lendárias, de fazer inveja a qualquer um.

- Vai demorar muito. – A cantora mordeu o lábio inferior observando a quantidade de gente que queria entrar, pensando que, quando conseguissem pelo menos alcançar a entrada, seria por volta das 10 da noite.

- E quem disse que vamos entrar por aí? – O rapaz a puxou, passando por quem estava na fila, se dirigindo ao beco entre a Eros’s Spell e a boate ao lado.

Era até limpo, se você ignorasse os engradados vazios de cerveja e as caixas empilhadas, escoradas nas paredes. Tinha uma luz amarela vinda de uma luminária, que deixava os degraus da escada avista e Rachel logo reconheceu o homem loiro em pé, no alto da escadaria, de braços cruzados e um sorriso na boca gigante.

- Bem que Burt disse que talvez você desse as caras por aqui. – Sam recepcionou assim que os amigos terminaram de subir os degraus.

Ele deu um abraço caloroso em Kurt e Rachel. Ela reparou que o loiro usava o colete dos Titans por cima da camisa branca. É claro que ele seguiria Quinn, pensou enquanto o Sam os guiava para dentro do stripclube.

Era uma atmosfera envolvente, apesar da fumaça dos charutos e da música um tanto espalhafatosa pro gosto da cantora. As garçonetes passavam seminuas, servindo drinks para os convidados e anotando pedidos. O palco principal estava vazio, mas algumas garotas, usando fantasias minúsculas e saltos enormes, andavam pelo salão, oferecendo lap dances para os convidados no salão lotado de gente.

- Elas não deveriam estar peladas? – Questionou a diva. Pelo menos, era o que tinha visto em The Players Club e Striptease.

- Estamos esperando a Sra. Fabray sair. Ela não é muito fã desse tipo de atividade. – Sam respondeu, apontando para a mulher loira, já na casa dos seus 60 anos, de olhos azuis e feições aristocráticas, ao lado do homem também loiro, que só estava em pé por causa da bengala. Aquele devia ser Russell Fabray.

- Ele está bem pra quem teve um derrame há quase três anos. – Comentou Kurt, fazendo a morena franzir a testa. Fora por isso que a ex-cheerio voltara a Lima.

- Está, mas as coisas mudaram bastante. – O loiro disse, colocando as mãos nos bolsos da calça jeans. — Não tem mais lugar pra ele no clube, e só não o dispensaram, por respeito pelo o que ele já fez.

Antes que pudessem continuar o assunto, uma das garçonetes parou ao lado do trio, entregando uma cerveja para Sam, uma taça de champanhe para Kurt e um copo de Cosmopolitan para Rachel. Ela riu, porque, quem quer que tivesse pedido aquilo, não conhecia em nada o gosto dela para álcool. Se contentaria com vinho branco ou Martini.

- Com licença. – A cantora tocou no ombro da garçonete, quanto ela se preparava para atender uma mesa. – Mas quem mandou essas bebidas?

- Foi a Chefe Lopez. – Apontou para a latina sentada no bar.

Santana colocou seu sorriso mais bitch no rosto e acenou, fazendo com que o grupo ao seu redor olhasse para os três. Não demorou muito para que se juntassem a latina no bar. Ali mais pareceria uma reunião dos ex-alunos de McKinley High, se não fosse pela sócia de Mike, Brittany, que passava o tempo inteiro encarando a policial, com desejo faiscando no rosto.

O tempo que passou ali fora, no mínimo, interessante. Descobriu que Tina havia se formado em biologia e estava noiva de Mike, que Sam agora era o treinador do time de futebol do colégio, Puck tinha perdido a bolsa de estudos na Universidade Estadual de Ohio por causa de uma lesão no ombro e que o Sr. Schue só aceitou a oferta de emprego em Chicago porque surgiram boatos de que ele favorecia os alunos do glee em sua disciplina (o que Rachel e Santana concordavam, pois Finn sempre passava com A em espanhol e, até hoje, ele ainda achava que pendejo era o nome de alguma comida mexicana que levava peixe). Para completar a reunião, faltavam apenas duas pessoas: Quinn e Puck.

- Puck bebeu um pouco e foi visitar Beth e a Quinn sumiu. – Explicou Sam, já na terceira garrafa de cerveja.

- Ela sempre faz isso. – Gritou Santana, pegando a dose tequila que o barman serviu. – Quinn desaparece no meio das festas e só aparece no final pra se despedir.

- Se aparece. Tem vez que ela vai embora sem nem dizer “tchau”. – Completou Brittany, puxando a latina para uma pista de dança improvisada perto do palco principal.

- Eu vou no banheiro. – Rachel disse a Kurt, enquanto o outro conversava animadamente com um rapaz de cabelos pretos e enrolado, que usava um colete do Titans com a inscrição “aspirante” no lado direito da peça.

Recebeu um balançar de cabeça e foi atravessando o mar de gente, sem saber direito para onde ia. Claro, ela tinha que ter sido ingênua o suficiente para pensar que iria encontrar a loira assim, tão fácil. Mas também, não era culpa dela. A fama de festeira de Quinn vinha desde o sophomore year, e pelo o que ouvira de Kurt, isso se perpetuara durante a faculdade. Como ia adivinhar que isso tinha mudado? Além do mais, era de se esperar que a presidente do motoclube fosse a festa promovida pelo mesmo. Era o óbvio.

Pegou uma taça de champanhe em uma bandeja que passava, ignorando quem quer que tivesse pedido aquilo. Bebeu num gole só, esquecendo os três dry martinis que tomara antes (Kurt bebera o Cosmopolitan quando a cantora conversava com Tina) e a ressaca que viria pela manhã por misturar bebidas.

E não ficou só nessa, logo veio uma garrafa de cerveja, que estava jogada em uma das mesas e ainda estava fechada (porque seria muito nojento e abaixo dos padrões sanitários da garota.). Ela deu alguns goles e percebeu que o olhar atento de Russell Fabray seguia seus movimentos, estudando a como se fosse um fenômeno raro ou algo do tipo, enquanto conversava com a mulher e homem alto e careca. Eram íris gélidas e calculistas, similares a de uma cobra, e continham um brilho que Rachel identificou como desprezo. A morena virou as costas e procurou pela saída mais próxima. Ele podia ter sofrido um derrame, mas isso não o tornava menos nefasto.

Entrou na única porta que encontrou aberta, sem perceber a placa de “Apenas Pessoal Autorizado”. Acabou caindo num corredor comprido com a iluminação suave de spots de luz vindos do teto, espalhados ao longo das paredes. Havia fotos e mais fotos penduradas ali. Era como se fosse um hall da fama, mas com imagens tiradas das fichas criminais dos membros do clube.

Alguns eram fácil de identificar, como Puck, por exemplo, Connor e Sam, outros estavam diferentes, como Burt, que ainda tinha cabelo e uma barba cerrada. Quinn fora a mais fácil de todas. A dela estava ao centro da parede, numa área que devia ser destinada aos Fabray, já que o primeiro era Ronald James Fabray, em seguida Russell Giles Fabray e por último, ela, Lucy Quinn Fabray.

A morena sabia que Quinn era o nome do meio da ex-cheerio, mas ninguém nunca soube qual era o primeiro. Deu uma risada, porque com certeza, a loira não tinha cara de Lucy. Observou a imagem com cuidado. Os cabelos de Quinn ainda estavam compridos, caindo por cima da camiseta preta, ela dava um sorriso cínico, o mesmo da época de chefe das líderes de torcida, como se estivesse achando tudo àquilo no mínimo divertido. O que era bem capaz de ser verdade.

- Como entrou aqui? – A presidente do clube vinha caminhando pelo corredor. O andar elegante dela atraiu a atenção da cantora, que tinha os olhos fixos na parte das coxas, que ficava a mostra quando o tecido do vestido subia e descia a cada passada.

- Estava aberta. – Rachel apontou para porta, depois de tomar um gole de sua cerveja. – Quando foi isso? – Perguntou, para disfarçar o rubor em seu rosto, porque tinha acabado de imaginar como seria bom se a loira a atacasse ali naquele corredor.

- Junior Year. — Quinn disse encarando a foto e apontando para a data na placa de identificação que segurava na imagem. – No dia em que a Treinadora Sylvester me expulsou das Cheerios e em que...

-... Finn me pediu em namoro pela primeira vez. – A atriz abaixou a cabeça, consternada. Devia ter sido uma data particularmente difícil para outra. Apesar de que nem pra ela foi um dia feliz. Uma hora após o pedido, ouviu Mercedes comentar com Tina que Azímio tinha visto o quarterback se agarrando com uma Cheerio no almoço.

- Toma. – A loira tirou um envelope de dentro do fichário vermelho que carregava em uma das mãos e entregou a diva. – Ia deixa na sua casa de manhã, mas já que está aqui.

A morena franziu o cenho e levantou a aba de papel pardo, puxando para fora o conteúdo. Prendeu a respiração ao ver o que era. As três vias do pedido de divórcio, todas assinadas e rubricadas por Finn. Sem que percebesse, seus braços já estavam em volta do pescoço da loira, puxando-a para um abraço vitorioso. Ela tinha tantas coisas para dizer a Quinn, que não sabia nem por onde começar. Uma ironia pensar em Rachel Berry completamente sem palavras.

O coração da judia pulou alguns batimentos quando os braços da loira se enrolaram de forma hesitante em torno de sua cintura, suavemente esfregando suas costas em movimentos circulares. O sentimento que irradiava em seu peito e as borboletas voando feito loucas em seu estômago confirmavam que tinha tomado a decisão certa em lutar pela ex-cheerio.

Respirou fundo, antes de conseguir dizer alguma coisa.

- Obrigada. – Foi à única palavra que saiu quando se separaram.

- Agora você pode voltar pra New York e aceitar o pedido de casamento do seu príncipe encantado loser. – Quinn proferiu num tom de voz melancólico, se lembrando do quanto a cantora era apegada a idéia de um conto de fadas perfeito, afinal, fora por isso que ela começara a perseguir Finn.

- E quem falou que eu quero um príncipe? – A morena tinha uma voz convencida e um riso no canto dos lábios, quase pregando seu corpo no da loira.

A ex-cheerio jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada cansada.

- Quer dizer que minha conversa com o Finnútil foi à toa. – Os dedos massageavam a ponte do nariz, em descrença.

- Não, isso não. Eu quero me separar do Finn. – Explicou, vendo a confusão tomar conta do rosto de Quinn. – Mas eu não vou aceitar o pedido do Oliver.

A loira ergueu a sobrancelha, tentando adivinhar o que se passava na mente de Rachel.

- Eu tive uma epifânia desde que pisei em Lima. Poderia ser uma iluminação divina, com direito a sinos e ao beijo mais perfeito que alguém consegue imaginar. – A morena balançou a cabeça, com uma expressão divertida na face, enquanto a outra cruzava os braços, prevendo o rumo que a conversa iria tomar. – E nessa minha visão tinha uma princesa, na verdade, agora ela virou rainha, e que me fez ficar extasiada com a beleza dela e me fez ficar apaixonada logo de cara.

- É mesmo?! – A ex-cheerio disse de forma cínica. – E o que te leva a crer que essa tal rainha vai ceder aos seus encantos? Você quebrou o coração dela, e ela tem namorado, se lembra...

- Porque eu sei, que por de baixo do exterior durão dela, ainda tem uma parte que me ama. – A judia disse com um dos seus sorrisos mais brilhantes. – Eu só preciso cavar um pouco até chegar lá.

- Melhor correr e pegar uma pá. – Continuou a loira de forma monótona. – Vai ser uma escavação muito, muito longa e, que eu saiba, você tem pouco tempo na cidade.

- Ow Quinnie, eu posso ser bastante rápida quando quero. – Rachel deu uma piscadela e caminhou em direção a porta

Ela iria conquistar Quinn Fabray, isso tinha certeza.

Notas finais
Aeeeeeeeeeeeeeeeee
pq só a Quinn tem que sofrer?
Agora é hora da Rachel correr atrás dela
hehehehehe
Quem concorda levanta a mão o/? Quem discorda pode me xingar na Review
No próximo cap
Quinn tem uma surpresa e Rachel também...
Bjo procês e até segunda que vem