This Outlaw Life
17 Capítulo 15 - Family Sucks - Parte 1
Notas iniciais
desculpem pelo súbito sumiço
(aliteração rulez hehe)
Fiquei sem internet esses últimos dias
só acessava pelo celular e não conseguia abrir o Nyah
por causa do https que meu telefone se recusava em abrir
enfim
esse cap vai ser divido em duas partes
pq ficou muito grande
a segunda posto segunda sem falta
Citações:
Nords = Gangue Neo-nazista, liderada por Ernest Darby
Quo Vadis = é um romance do escritor polaco Henryk Sienkiewicz (1846-1916), ambientado na Roma Imperial, à epoca de Nero, e que tem por tema a perseguição que se abateu sobre os cristãos, após o Grande Incêndio de Roma.
Os olhos esverdeados de Quinn fitavam a parede, perdidos no vazio enquanto Sam e Burt discutiam com ferocidade sobre quem deveria ser o candidato que o clube apoiaria nas eleições para a prefeitura de Lima. O assunto tinha surgido após decidirem que Puck acompanharia a loira, junto com Blaine e Connor, no encontro marcado numa das praças na área do subúrbio. Enquanto o treinador defendia a neutralidade do grupo, o mecânico insistia que deveriam sustentar a candidatura de Finn (O que surpreendeu a ex-cheerio, pois o rapaz nunca lhe pareceu do tipo político).
Apesar da importância do arranca-rabo, sua mente estava a milha daquela sala. A conversa que tivera com Rachel antes da intromissão de Hiram ainda estava viva em sua memória. Desde a última visita de sua mãe que tinha suspeitas sobre as intenções dela, e agora, depois de saber do pequeno encontro entre as duas, e que ela havia manipulado a morena, suas suspeitas ficaram ainda mais fortes, agora acrescidas de que, talvez, Russel e Judy agiam cada um a sua maneira, por objetivos que ainda estavam ocultos para Quinn.
Seus devaneios foram interrompidos por um leve cutucão na coxa direita, do lado em que Connor estava sentado.
– Você tem que acabar logo com isso. – Sussurrou o médico, se aproximando um pouco da loira. – Senão eles vão ficar horas nessa mesma babaquice.
Ela apertou os olhos, forçando sua mente a voltar para a reunião e bateu o martelo de madeira, fazendo os dois pararem de falar no mesmo instante, voltando a atenção para a mulher na cabeceira da mesa.
– Burt, nós sabemos que você considera Finn como se fosse seu filho, mas ele vem tentado nos desestabilizar a um bom tempo. – Usou um tom de voz bem calmo que até assustava. – Seria bastante imprudente apoiarmos um inimigo.
– Finn só está com raiva e confuso. – Argumentou o mecânico. – Se dermos um voto de confiança, ele vai corresponder.
– Ainda sim, seria um movimento muito arriscado. – Disse, assistindo o homem se sentar em sua cadeira, com a derrota estampada no rosto. – Mas também não podemos ficar neutros. – A frase fez o sorriso irônico de Sam desaparecer na mesma hora. – Os Titans nunca ficaram em cima do muro e não será agora que vamos começar.
– E quem você sugere? – A voz grave e firme de Russel foi ouvida do final da mesa, fazendo todas as cabeças se virarem no mesmo instante. Era uma questão de segundos para uma nova discussão começar, já que pai e filha possuíam visões diferentes de como o clube deveria ser gerido. – Porque o filho do Hummel me parece a melhor escolha.
– Shelby Corcoran. – Sussurros e conversas baixas tomaram conta da sala. Era óbvio o quão inusitado era uma professora e treinadora de glee querer concorrer a prefeitura local, mas também não era para tanto, se Finn “toupeira” Hudson podia, porque não alguém que tinha 11 títulos nacionais em competições de corais?
– Ela está certa. – Apoiou Connor, empurrando os óculos para perto do rosto. – Shelby é uma vencedora, a melhor professora de McKinley High, tem uma reputação respeitável, eu votaria nela.
– Shelby também nunca passaria o clube para trás. – Afirmou Puck, lembrando-se que só foi parar na cadeia por matar um policial porque Finn tentou ser o herói durante um tiroteio entre os Titans e uma gangue que queria expandir para Lima. O mecânico apareceu armado, para mostrar que poderia ser um membro do motoclube, e teria tomado um tiro, senão fosse pela mira certeira de Puck.
– Vamos votar. – Determinou Quinn, antes que mais uma discussão acontecesse. – Levantem as mãos os que querem Finn Hudson como candidato do clube.
O braço de Burt era o único erguido, enquanto os outros membros se entreolhavam, sem ter a menor noção do que fazer.
– Os que querem que o apoio seja para Shelby Corcoran. – O resto imitou a presidente, sinalizando que concordavam com a loira, com exceção de Sam, Burt e Russel que permaneciam com os braços cruzados, visivelmente contrariados pela decisão.
– O clube decidiu. – A ex-cheerio bateu o martelo enquanto o olhar frio de Russel analisava a filha, com uma expressão quase indecifrável. – Shelby Corcoran é a candidata dos Titans.
“As reuniões são exaustivas, mas essa bateu todos os recordes”, pensou, enquanto assistia os membros indo embora, após terem adiado a decisão para o próximo encontro do grupo. Saiu da sala antes de ficar sozinha com seu pai, porque tinha certeza que o homem teria um sermão na ponta da língua sobre a sua “amizade” com Rachel.
Um suspiro de alívio escapou por seus lábios finos assim que atravessou a saída do corredor, cruzando próximo ao palco onde uma das garotas que trabalhavam no clube fazia uma dança para alguns poucos clientes que tinham o hábito de freqüentar o lugar naquela hora do dia (coisa de pervertido, se perguntassem a ex-cheerio.). Avistou Santana escorada no balcão do bar, com uma cara de poucos amigos e um papel branco dobrado rodando entre os dedos, esfregou os olhos com força prevendo qual seria a bomba da vez.
– O que aconteceu dessa vez? – Questionou, se aproximando da latina.
– Lucy Quinn Fabray. – A policial tirou o par de algemas do cinto preto, ao lado do coldre da arma. – Você está presa. Temos um mandato expedido em seu nome.
Os membros dos Titans que ainda estavam no clube assistiam a cena sem fazer nada. Era uma das regras implícitas do MC, se alguém está sendo preso, os outros ficam quietos. Não vai adiantar nada se todo mundo for em cana, e em se tratando da Chefe Lopez, pode apostar que ela manda todos pra cadeia, sem dó nem piedade.
– Só pode ser sacanagem. – Puck estendeu a mão para pegar a folha que Santana carregava. Correu uma leitura rápida sobre o que estava escrito e deu uma risada irônica. – Ah qual é, porte ilegal de arma? Pelo amor de Deus! – Não que Quinn não tivesse uma arma, ela tinha, e várias, basta você escolher o calibre que garanto que ela vai ter uma, guardada em algum lugar, mas era esperta o suficiente para esconde-las e só usá-las quando fosse realmente preciso.
– É apenas uma averiguação. – A loira entregou seu celular a Connor, virou de costas e colocou os braços para trás, revirando os olhos. – Você vai estar solta em algumas horas. – Sentiu as algemas se fecharem ao redor dos pulsos
– Eu vou ficar bem, Puck. – Respondeu, após um leve empurrão guiando-a para porta. – Você sabe o que fazer Connor.
Quinn podia sentir o cheiro de podre vindo daquele mandato. Se fosse até duas semanas atrás, poderia te alguma validade, já que ela andava com uma automática escondida perto do tornozelo, mas desde que Rachel voltara que a loira decidira que seria melhor deixar as armas de fogo reservadas num esconderijo. A última coisa que queria um sermão da morena sobre como revólveres e pistolas são artigos perigosos e podem causar acidentes gravíssimos. Sua intuição lhe dizia que tinha um dedo Russel nessa história (mas também não descartara Judy, dada a descoberta mais recente dos atos de sua mãe.)
Sentou-se no banco de trás da viatura e abriu um sorriso, ao ver Brittany no banco da frente, com uma expressão bem animada no rosto, e usando o quepe da polícia que provavelmente deveria ser de Santana.
– Oi Q. – Ela balançou a mão dando um tchau exagerado para a ex-cheerio. – Confortável aí atrás?
– Já fiquei em lugar melhores. – Franziu o cenho, rezando aos céus para que as duas não tivessem transado ali... bom, pelo menos, naquele dia. – O que está fazendo aqui Britt?
Roçou o dedo pelo queixo, relembrando o que tinha acontecido.
– Bom, eu e a San íamos brincar de polícia e ladrão quando esse homem muito esquisito apareceu, querendo que a San te prendesse porque queria falar com você. – A dançarina explicou, dando de ombros enquanto Santana entrava no carro. – E com nunca vi ninguém sendo preso, pedi pra vir junto. Sabemos que você não fez nada.
Parte de suas suspeitas foi confirmada, o tal mandado era uma farsa. Quem quer que o tivesse emitido era alguém bastante influente. Isso deixava Quinn ainda mais intrigada, porque alguém com esse tipo de poder não quer simplesmente “conversar”, com certeza vai pedir algum favor.
– Porra Fabray, em que merda você se meteu hein?! – Santana perguntou com a voz carregada de irritação, batendo a porta com força e ligando o carro em seguida. – Porque pra um Promotor Federal aparecer na minha porta às oito da manhã e me fazer trabalhar no meu dia de folga, é sinal que boa coisa não é.
– Sou inocente, S. – “Dessa vez”, emendou para si mesma. – Eu estava na Rachel a noite inteira.
– Informação demais, Q. – A latina balançou a cabeça de um lado para o outro, como se não quisesse ouvir aquilo, para evitar traumas futuros. – Quero manter meu café da manhã no estômago, por favor.
– Não sei por que você acha tão nojento, San. – Brittany apanhou um pirulito dento do porta-luvas. – Aposto como elas nem chegam aos pés das coisas que a gente faz.
– Britt, acho que a Q não precisa saber de detalhes da nossa vida sexual. – O rosto de Santana fora tomado por uma cor escarlate
– Ora, ora, Santana Lopez sendo modesta. – Comentou Quinn com sarcasmo. Tudo bem, a última coisa que queria era ouvir os pormenores sórdidos das atividades da duas entre quatro paredes, mas perder a oportunidade de sacanear a latina também estava fora de cogitação.
– Ninguém te perguntou nada, Lucy Caboosey. – Ralhou a policial, voltando a prestar atenção a estrada.
O resto do caminho até a delegacia foi silencioso. A loira no banco de trás abaixou a cabeça. Sabia que não devia ter contado sobre época em que era gordinha e cheia de espinhas para Santana, ela sempre usava o apelido maldoso quando não tinha argumentos para provocar a amiga. Depois ela vinha, pedia desculpas, e a ex-cheerio sempre perdoava.
– Chegamos. – Informou a Chefe de polícia, estacionando a viatura.
Podia-se ler a inscrição prateada “Departamento de Polícia, Distrito 08. Condado de Fayette, Ohio”, destacada na parede branca do prédio imponente, ao lado da prefeitura de Lima. Quando a porta do passageiro se abriu, Quinn sentiu a latina puxá-la pelo braço e ajudou-a a ficar de pé.
Subiu as longas escadas até a entrada, acompanhada das duas amigas, uma de cada lado da ex-cheerio. Reparou que havia poucos policiais trabalhando na delegacia, as mesas estariam vazias, se não fosse por alguns sargentos fazendo serviço administrativo, preenchendo fichas e atendendo telefone.
– Você tem que me esperar aqui, Britt. – Informou Santana ao chegarem numa grade amarelada e paredes de tijolos de cimento reforçado, com um guarda sentado do lado do gradil.
– Boa Sorte. — A dançarina deu um beijo no rosto de Quinn e apertou seu ombro carinhosamente.
O carcereiro abriu a grade, e a latina começou a guiar a loira pelo corredor cheio de celas vazias, destinadas aos presos que esperavam ser transferidos para outras cadeias. Nada muito luxuoso, um cubículo de 5m por 5m, com bancos presos as paredes pintadas de um branco pálido e uma tela de galinheiro cobrindo as janelas pelo lado de fora. As algemas foram soltas ao chegarem à última cela.
– Cuidado com o que vai falar, Q. – Santana sussurrou ao destrancar a entrada e empurrar o gradeado.
Ao pisar no lado de dentro, reparou na silhueta sentada no final cômodo. Conseguiu identificar sua vestimenta, uma calça jeans surrada, as botas sujas de lama, mas seu rosto ainda era um mistério.
– Quando terminar, basta chamar o carcereiro. – Disse a policial, trancando a cela.
– Obrigado, Chefe Lopez. – A voz masculina soou da figura, que parecia estudar Quinn com curiosidade.
O homem ajeitou os cabelos escuros e enrolados, mais ou menos na altura dos ombros, para o lado esquerdo e esfregou o cavanhaque, antes de se por de pé estender a mão para cumprimentar a loira. O nariz grande mostrava sua descendência judia e suas feições lhe eram bastante familiares.
– É uma honra conhecê-la Senhorita Fabray. – A ex-cheerio aceitou o cumprimento, analisando-o com cuidado. – Desculpe o incômodo da sua prisão, mas foi uma ação necessária para manter o sigilo de nosso encontro. Me chamo Isaac Saul Israel, sou Promotor Federal, nomeado para trabalhar no estado de Ohio. Deve conhecer meu irmão mais novo, ele freqüentou McKinley High na mesma época que a senhorita.
– Meu deus, você é irmão do Jew... Jacob – Agora ela entendeu porque Santana falou para tomar cuidado. Ele era irmão do tarado e enxerido do Jacob Ben Israel. Perdera as contas de quantas vezes teve que chutá-lo nas partes baixas porque vivia no encalço de Rachel.
– Precisamente, mas não vim aqui para falar do meu irmão pervertido que foi está na Ohio State Penitenciary por stalkear uma atriz. – Isaac indicou o banco para que Quinn se sentasse, e abriu o casaco pesado, revelando uma camiseta vermelha e a palavra “Bazinga” estampada no meio. Ele era bastante diferente do que esperava de um promotor federal. Talvez imaginasse que fosse alguém como aqueles promotores arrogantes de Lima, com seus ternos engomados, cabelos cobertos de gel, e que quando queriam fazer uma reputação escolhiam um dos Titans como alvo. – Temos alguns assuntos muito importantes para tratar.
– E quais são esses assuntos? — A loira questionou, escorando-se na parede e sentindo uma súbita vontade de fumar. Estranho como essa vontade sempre vinha quando lhe batia o nervosismo.
– Direto ao ponto, não é mesmo senhorita Fabray. – O promotor sorriu, tirando um maço de cigarros de dentro do bolso interno da jaqueta. – Pois bem, Vou lhe contar uma breve história, que acho que senhorita vai se identificar. – Entregou a Quinn um dos bastões dentro da embalagem, junto com um isqueiro.
Colocou o cigarro entre os lábios e acendeu-o, soltando uma baforada de alívio logo em seguida. Estava na cara que aquela seria uma conversa longa, com um pouco de sorte, daria tempo para Hiram saber da prisão.
– Lá por volta de 64 d.C., a o império romano enfrentava por uma crise. As pessoas passavam fome, as ruas ficavam lotadas de mendigos, as contas do governo eram altas e o pouco dinheiro que entrava, era gasto em tolices como anfiteatros, ginásios, casas de saunas. Então, a população começa a se revoltar, e a querer a cabeça do imperador, e o que Nero faz? – A mão esquerda brincava com o cavanhaque, como se fosse um tique nervoso ou algo do gênero. – Ele ateia fogo em Roma e culpa os cristãos, pra criar uma guerra quixotesca e posar de salvador dos desabrigados...
– Mas o povo acaba descobrindo que foi o imperador. — A loira deu uma tragada leve, antes de interrompê-lo, deixando o isqueiro sobre o banco e mantendo os olhos esverdeados atentos a qualquer movimento do promotor. Com toda franqueza, aquela mistura de advogado de série de TV com figurante de um filme de comédia era irritante ao extremo. – Conheço história e tive que ler Quo Vadis na faculdade, muito obrigado. Seu ponto com toda esse conto é...
Isaac abriu um sorriso de canto de lábio, aparentemente se divertindo com a situação.
– Seu velho pai parece está querendo brincar de Nero e atear fogo em Lima para mostrar quanto ele é necessário para manter a ordem. E pra isso ele – Ele apanhou o acendedor e guardou-o no bolso. – E pra isso ele vai usar Ernest Darby e os Nords pra fazerem o trabalho sujo. – Tirou de dentro do casaco, algumas fotos e as colocou sobre o banco.
Quinn se abaixou para poder observar mais de perto as imagens. Na primeira leva de fotografias, reconheceu Russel e Judy ao lado de um homem careca, de pele clara, com o corpo coberto por tatuagens nazistas, que reconheceu na hora como líder dos Nords, num restaurante de luxo, bebendo e conversando como velhos amigos. Em outras, o casal mostra a Darby alguns imóveis na região de Lima Heights, exatamente as mesmas que haviam sido marcadas como laboratório de anfetaminas. E para fechar, o nazista visitando a casa dos Fabray em diversas ocasiões, a última, marcada com a data do dia anterior.
Ela sabia que seu pai era alguém coberto de defeitos, mas trair o próprio clube, para prejudicar a própria filha parecia demais, até mesmo para alguém com os padrões tão baixos. E para piorar tudo, sua mãe estava tomando parte em tudo, já que aparecia em quase todas as imagens, sempre ao lado do marido debilitado.
– Sabe, a CIA era contra a esse encontro. — Recomeçou Isaac, enquanto uma Quinn estupefata tentava se recobrar do baque. – Eles pensavam que a senhorita está envolvida na trama, mas a ligação de Russel ontem informando sobre o plano de ação dos Titans os fez mudar de idéia e quererem propor um acordo.
– Que tipo de acordo? — A loira arqueou a sobrancelha.
– Do tipo simples e direto. — O promotor pegou uma pasta escondida debaixo do assento de madeira e puxou uma caneta de dentro do bolso da calça jeans. – Você nos ajuda, e nós ajudamos o seu motoclube. Os Nords estão preparados para o ataque surpresa. Eles mais do que nunca querem que seu encontro com Darby ocorra, pra que tenham a chance de derrubar os Titans e expandir os negócios. O acordo é o seguinte, a CIA e o Governo Americano se comprometem em dar tudo o que vocês precisam pra derrubar os Nords. Armas, munição, equipe táticas... Nós montamos as estratégias, a invasão, e os Titans só precisam aparecer e se esconder, sem risco nenhum. Em troca, você nos ajuda a prender o Darby.
A ex-cheerio apanhou a pasta, e leu os termos do acordo. Sua testa se enrugou a medida em que os termos legais iam se fundindo nas sentenças e formando parágrafos e mais parágrafos, amarrando de forma bem apertada cada ponto do acordo. Mas ainda permanecia uma dúvida.
– Por que eu? – Ela indagou, fitando o promotor que parecia estar perdido em seus próprios pensamentos, a milhares de quilômetros dali. – Por que não Russel? Ou Judy? Eles têm mais a perder do que eu.
– Você deveria saber Senhorita Fabray. – A voz de Isaac era tão irônica que fazia loira ter vontade de socá-lo ali mesmo. – Seus pais são o tipo de pessoas que vivem de aparências. Pra eles não importa se os Titans vão ser dizimados, ou se a filha deles pode acabar com tiro na testa, só o que interessa é se manter fora da cadeia. Porque acordo nenhum vai deixá-los fora da cadeia com crime de sonegação, evasão de divisas, e mais uma lista imensa de atrocidades contra sistema financeiro.
A caneta batia insistente nos papéis. Descobrir assim que seus pais marcaram suas costas com um alvo gigante, sem ter a menor preocupação com que poderia acontecer com era uma decepção indescritível, mas também não poderia ignorar que eles a criaram (ainda que com alguns valores um tanto quanto deturpados).
Após soltar um suspiro, seus dedos apertaram com força a caneta e assinaram na linha e rubricaram a página.
– Tomou a decisão certa. – Sorriu Isaac ao receber a pasta de volta.
– Tá, tá. – Respondeu sem a menor emoção, caminhando para o fundo da cela. – Quanto tempo preciso esperar até cancelar o mandato e pra ir embora daqui.
– Uma hora ou duas. – O promotor fez um sinal para o carcereiro, que se levantou para correr e abrir a grade. – Voltarei a entrar em contato senhorita Fabray.
– Ah é, nem me diga. – Quinn rebateu com sarcasmo, olhando pela pequena janela com barras, refletindo sobre suas descobertas.
Notas finais
Gostaram do que aconteceu com Jewfro? E do irmão dele?
Sempre achei que o Russel tinha um pé no nazismo, ainda mais depois da segunda temporada de Sons of Anarchy, em que o vilão principal era um cara no mesmo estilo dele, católico, homem de família, gosta de viver de aparências...
Me digam ae o que vocês acharam...
Próxima parte: Ação faberry, Rachel preocupada, Connor e Puck brigando, e Santana botando ordem no boteco.
PS: vou fazer um mutirão de responder reviews esse FDS
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