This Is War
12 11-10-2024
Notas iniciais
Mas ainda no meio dessa semana eu posto outro capítulo, que é igualmente curto~
16:17
Estamos convivendo muito bem uns com os outros.
Aliás, não estamos mais em Ottawa. Estamos em Halifax, uma cidade até que grande no litoral. Assim, caso algum país estiver próximo, vamos poder ver. Ou se precisarmos fugir por algum motivo, ou, o mais óbvio, caso algum sobrevivente estiver de barco, já que a área pode ser acessada assim.
Cada país pegou uma casa abandonada. Estamos nos virando com a comida que temos até acabar, aí começamos uma busca por mais alimentos. Uma vida q uase normal. Parecemos habitantes de um pequeno vilarejo.
Mas essa é uma cidade grande e, ao mesmo tempo, deserta. É estranho. Como se todos os canadenses tivessem decidido fugir... Na minha casa, não foi bem assim.
Ontem foi um caos. Chegaram os últimos países: França, Veneziano, Holanda e Suíça. Mas Francis acabou achando uma mulher morta na casa que escolheu para morar – foi bem feito para ele, acho eu, já que desde que soube sobre o Tsunami na Grã-Bretanha tem andado com um baita sorriso besta no rosto -, berrou e foi todo mundo ver o que aconteceu. E todo mundo berrou junto quando viu. Foi assustador na hora, mas agora acho graça quando lembro.
A mulher se suicidou com um tiro na boca. Revólver Colt 45. Reconheci na hora.
O francês, claro, decidiu mudar de casa. Além do cadáver ali, ela cheirava a carniça.
Hoje foi mais normal...
Não sabemos bem o que fazer. Estamos vivos e, até o momento, em segurança. A delegacia da cidade tem um alarme que detecta a presença de Tsunamis e avisa a tempo, com uma sirene, para as pessoas evacuarem com calma. Matt pegou todo o sistema e instalou em sua casa.
Cada um também trouxe seus animais. Cães e gatos. Hambúrguer não parece muito contente com o fato de haverem mais felinos machos no local. E cachorros.
Os países que antes passavam por tantos apertos estão agora à toa. Alguns, sim, ficam doentes e de cama por alguns dias, já que os desastres continuam acontecendo e a núvem radioativa da Rússia ainda paira pela Europa, mas se recuperam até que rápido para quem não tem qualquer pessoal preocupado em reparar os danos nos países. Mas aqui não há eletricidade, nem comida, nem merda nenhuma. O passatempo das pessoas é conversar, mas parece que estão todos satisfeitos assim.
De noite, nos reunimos na casa escolhida por Turquia – ele encontrou uma com fogão a gás – e comemos em meio a mais conversas. Enquanto o combustível do eletrodoméstico dele durar, é ali e daquele jeito que vamos jantar.
Só jantar, porque de dia combinamos de comer pouca coisa.
As reuniões são agora de dois em dois dias, nas quais debatemos sobre a situação atual de cada nação. Como não estamos mais em estados tão urgentes, elas ocorrem com menos frequência e duram menos. Estamos registrando cada país com algumas informações em um caderno e, quando terminarmos, aí vamos decidir melhor o que fazer. Enquanto isso, todos poderão ter um descanso.
Eu estou muito intrigado em saber por que essa cidade foi evacuada desse jeito. Eles tinham um açarme contra desastres. Lojas com estoque de comida e outras coisas essenciais de sobra. Por que sair ou cometer suicídio?!
E aquele pressentimento que eu disse que tinha, ele ainda não foi embora...
20:23
Acabo de saber que teremos uma reunião amanhã de manhã. Acho que vou falar dos meus “bad feelings” para eles...
23:59
Tenho certeza de que ouvi o arfar de um cachorro do lado de fora da casa. Acho que o pastor alemão de Ludwig fugiu... Mas não vou perseguir um cachorro no meio da noite para devolvê-lo ao dono. Sinto muito.
Aliás, o que estou fazendo acordado?
Notas finais
É bem difícil escrever bastante nesse estilo de narrativa...
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