This Is Really Real?
26 Will you help me?
Notas iniciais
– Estou tentando ligar pra ela pela 7ª vez essa semana. Mas só da caixa postal.
– Pedro, levanta a bunda dai, vai atras dela. Procura ela cara! — Thomas disse, o que me fez ter uma BILHANTE IDEIA!
BEATRIZ POV ON
Eu estava me sentindo muito mal. A tontura não queria passar de jeito nenhum, e eu estava muito enjoada. Victor teve que parar o carro duas vezes, para que eu pudesse sair e vomitar. Minha vista estava embassada, e eu não estava aguentando ficar em pé.
Meu celular começou a tocar, nem olhei no visor, mas atendi assim mesmo.
- alô?
- Aleluia voce entendeu! — aquela voz rouca me fez gelar.
- o que voce quer Pedro? — quando falei o nome 'Pedro', Victor parou o carro no meio da avenida e ficou me olhando.
- Bia, a gente pode se encontrar? Por favor... — respirei fundo e respondi
- ok Pedro. Onde?
- Onde voce esta?
- estou perto do estudio.
- entao... faz assim, vai la pro estudio, jaja eu chego la.
- ok. — desliguei. Victor me olhou e ficou me encarando. Respirei fundo e comecei a ficar mais tonta.
- po-pode me levar até o estudio? sabe onde é? — perguntei.
- sei sim, mas Bia, voce nao esta nada bem, estou preocupado com voce.
- pode ficar tranquilo Vi... voce vai comigo até la ta? — isso foi praticamente uma afirmação.
- claro! — respondeu e fomos em direção ao estudio. Cada vez que o carro chegava mais perto do local, meu coração acelerava, e eu começava a ficar mais tremula do que ja estava.
Demoramos um pouco pra chega, pois tive que descer mais uma vez pra por tudo pra fora.
Quando chegamos, vi o carro de Pedro na garagem, e olhei pra porta. La estava ele, parado e olhando pra nós. Desci do carro e cambaleei. Segurei na mão de Victor e apertei forte.
- tem certeza que esta bem?
- vamos... — respondi quase num sussurro, e entao seguimos até Pedro.
- oi... — ele disse chegando perto de mim. Seu cheiro veio em minhas narinas, fazendo minhas pernas bambearem. Eu estava morrendo de saudades do meu Pedro... mas o que ele fez comigo foi errado....
- oi. — respondi e ficamos nos olhando.
- sera que a gente podia conversar... a sós? — Pedro perguntou e olhou para Victor.
- olha cara, ela nao ta bem, eu vou ficar com ela. — Victor disse me abraçando, e discançando suas mãos em minha cintura, como um ato de proteção.
- Vei, quem tu ta achando que é pra encostar na minha mulher assim? — Pedro começou a ir pra cima de Victor, e quando eu vi, os dois ja estavam se socando.
PE LANZA POV ON
Confesso que apanhei... mas também bati muito naquele muleque. Ele ja estava me tirado do sério. Quem ele acha que é pra encostar assim na Beatriz? NA MINHA NAMORADA? Fiquei literalmente muito irritado.
Dei um soco no olho dele e derrepente ficou tudo silencioso. Olhei para o lado e vi... Beatriz, desmaiada.
Deixei aquele puto la e corri pra ver o que houve.
- Bia... bia acorda. — disse pegando ela no colo.
- caralho, eu disse que ela nao tava bem! — aquele viadinho começou a falar mais logo interrompi ele.
- OLHA, CALA A BOCA, E ME AJUDA A POR ELA NO CARRO E LEVAR PRO HOSPITAL. — gritei.
Levamos ela até meu carro, e fomos até o hospital. Aquele filho da puta insistiu em ir junto, fazer o que né... Mas é claro, foi no carro dele.
Quando cheguei com Beatriz nos meus braços, logo colocaram ela numa maca, e levaram ela pra uma sala. Fiquei andando de um lado pro outro.
- viu vei... viu no que deu querer conversar com a mina? Ela tava muito mal por causa de voce esses dias sabia? Chorou o tempo todo! — se aquele muleque começasse falando, eu ia acabar com a vida dele ali mesmo.
Ignorei ele e fiquei esperando noticias da Bia.
BEATRIZ POV ON
Acordei em um quarto branco. Olhei pro lado e EU ESTAVA TOMANDO SORO?
Um médico entrou no quarto e sorriu pra mim. Ele era velho mas simpático.
- Olá...
- o-oi, o que aconteceu? Porque estou no hospital?
- voce desmaiou, e o seu ... namorado acho, lhe trouxe aqui.
Lembrei da cena de Pedro e Victor se batendo. Como conseguem ser tao infantis?
- bom.. tenho algumas coisas pra falar com voce. Tem que tomar cuidados agora, nao pode comer certas coisas, e nem tomar nenhum remédio. Voce pelo visto é novinha, mas seu corpo ja é adequado para um bebe.
BEBE? BEBE? ONDE? NAO ESTOU VENDO NENHUMA CRIANÇA AQUI? VOCES ESTAO VENDO? JURO... COMO ASSIM? EU ESTAVA.....????????????????
- bebe? desculpa doutor, nao sei do que o senhor esta falando.
- Oras! Voce nao sabia que estava gravida? — gravida? eu? Beatriz Fernandes gravida? Como assim... eu nao podia estar gravida. Não acredito. Isso não podia acontecer... não agora. Comecei a chorar desisperadamente. O doutor tentou me consolar mais foi em vão.
[...]
Sai da sala do doutor. Ele tinha me dito uma pá de coisas, que tenho que tomar cuidado e etc... Resumindo: eu estava gravida de 4 semanas... DO PEDRO.
Sai da sala e encontrei os dois sentados e quetos. Me viram e logo se levantaram.
- Eai, como voce ta? — Victor disse vindo em minha direção e me abraçando.
- melhor.
- e o que o doutor disse? — Pedro perguntou.
- Ele disse que... — pausa, grande pausa. — que só caiu minha pressão, mas que ja estou bem. — não conseguia contar, não agora.
- Acho melhor a gente ir embora. — Victor concluiu.
- tambem acho. — disse e olhei pra Pedro. — a gente conversa outro dia ta? Não estou muito legal... e ... enfim tchau. — me virei e dei dois paços. Senti suas mãos pegarem em meu braço e me puxarem. Ele me abraçou forte e ... nao consegui, comecei a chorar.
- por favor, me desculpa... — sussurrou
- eu nao posso. — disse e desfiz o abraço. Fui até Victor e peguei em sua mão, caminhando com o mesmo até a porta do hospital. Olhei pra tras e Pedro ainda estava la, parado olhando pra nós. Continuei andando e entrei no carro.
- er... entao... — Victor disse meio embolado. Ele concerteza percebeu o clima.
- eu to gráavida. — falei baixo.
- desculpa Bia, nao ouvi, o que voce disse?
- eu to grávida. — falei alto, e ele parou o carro na mesma hora, me encarando.
- grá-grávida?
- sim, grávida Victor. Grávida sabe? Quando tem um feto dentro da mulher... sabe? — disse rapido.
- Mas.. Bia, como assim?
- Eu to grávida do Pedro. — pausa — voce vai me ajudar... nao vai?
- e-eu? O que eu tenho haver com isso?
- preciso de você agora Victor. Preciso que você me ajude. Como vou contar isso pra minha mãe? ... só se eu abort... — ele me interrompeu.
- NAO! CLARO QUE NAO! VOCE NAO VAI ABORTAR ESSA CRIANÇA! — gritou. — olha Bia.... desculpa mas essa criança nao tem culpa dos erros dos pais. Voce tem que ter ela.
- e-eu sei... mas por favor, me ajuda!
- te ajudar como?
- vo-voce, vai ser o pai dessa criança.
- EU O QUE?
- por favor Victor, preciso da sua ajuda agora. Estou desisperada, nao sei o que fazer. Imagina só quando eu contar pro Pedro que eu to gravida dele. No minimo vai achar que o golpe da barriga ou algo do tipo.
- Mas Bia... eu não posso ser pai. Isso é uma responsabilidade enorme! E outra, a gente nem namora, a gente é só amigo. Quando nossos pais vao acreditar que a gente ta junto?
- por favor... — sussurrei.
- Beatriz, eu nao posso. Isso é muita responsabilidade. Eu só tenho 17 anos.
- e eu 14. Voce acha que é facil pra mim tambem? Por favor Victor, voce é meu amigo.... melhor amigo. — peguei em sua mão. — pelo menos finge, só até eu ter coragem de contar pro Pedro.
Ele respirou fundo e ligou o carro. Não falei mais nada no caminho até minha casa, mas ficamos naquele clima chato.
Enfim, chegamos.
- Então, vai me ajudar? — perguntei.
Notas finais
Como nesse cap. o proximo TAMBEM VAI SER ESCRITO POR V-O-C-E-S. Então, me mandem ideias ok? Me digam o que estam achando... DE VERDADE, NAO VALE MENTIR.
E quem nao mandar ideia, vai levar um tiro! -nn
Beijos (L)
@__andresac
@_CrazyLanza
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