This Is Really Real?

46 Where's my son?


Notas iniciais
Oie!

Fiquei boquiaberta com aquilo. Como assim, casar? Gente, isso só pode ser um puta de um sonho. Uma hora minha vida ta um inferno, e derrepente o cara mais lindo do mundo ta pedindo pra casar comigo. Que doidera!

Fiquei para olhando pra Pedro sem acreditar. Senti meu celular vibrar, logo peguei e li a mensagem...

"Não aceite -- anonymous"

Ah, ta de brincadeira com a minha cara né? Eu aqui implorando pra ir pros braços do amor da minha vida, e essa porra de anonimo vem e me fala o que eu devo ou não fazer? Me poupe! Ja cansei desses joguinhos. Se ele quiser fazer algo, que faça. Isso não passa de uma brincadeira de mal gosto.

– diz pro titio Pedro que eu aceito. — disse olhando nos olhos de Pedro, que logo que ouviu isso, deu o sorriso. Não desviavamos o olhar um do outro nem por um momento se quer... Rodrigo foi correndo até o Pe, e começou a falar..

– titio Pe, ela falou que acei... — Pedro não deixou o pequeno terminar de falar, o pegou no colo ainda sorrindo, veio em minha direção.

– eu ouvi. — me puxou com a outra mão (que não estava segurando Rodrigo) e sem demora, ja sentia seus labios macios nos meus. Sua lingua brincava com a minha sensualmente. Que saudade disso! Que saudade dele.

- EEEEEEEECA! — começamos a rir sobre o comentario de Ro. Ele se debatia no colo de Pe, não querendo ver aquela cena de perto. — que nojo mamãe! Ta bejando na boca do titio Pedru, vai tê bactélias.

Não aguentamos, começamos a rir. Cara, que paz. Pedro colocou Rodrigo no chão e segurou minha cintura novamente.

- eu te amo.

- eu te amo mais. — dei um selinho nele, pois Rodrigo não iria querer ver eu e Pe nos beijando denovo.

- mamãe, eu to com fome, quelo comer bligadeilo.

- ok, vamos la fazer brigadeiro. — peguei na mão de Ro e fomos descendo as escadas até a cozinha. Pedro estava logo atras.

Eu estava sorrindo feito uma retardada.

Peguei todos os ingredientes, enquanto Pedro foi com Rodrigo colocar o filme "Procurando o Nemo" que Rodrigo a-d-o-r-a-v-a.

Como pode acontecer tudo de uma vez não é? Como a vida pode dar voltas e voltas?... Pois é Beatriz, o mundo gira.

- pensando em mim? — ouvi sua voz rouca proxima à meu ouvido, sussurrando baixinho. Ele deu um beijo no meu pescoço e agarrou minha cintura por tras.

- não ia assistir procurando o nemo? — brinquei.

- prefiro ajudar a mamãe fazer brigadeiro. — susurrou ainda beijando meu pescoço. — Bia...

- que? — me virei pra ele, encarando seus olhos castanhos-esverdeados.

- quer mesmo casar comigo?

- como voce tem coragem de me fazer essa pergunta Pedro Gabriel? É logico que eu quero, voce é o homem da minha vida! — sorri e lhe beijei.

O beijo começou lento, BEM lento, mas logo depois foi pegando o gosto da luxuria. Pedro apertou minha cintura e me colocou sentada na bancada. Começou a beijar meu pescoço e ir descendo até o colo, enquanto minhas mãos estavam em suas cotas, arranhando por cima da camisa.

- O BRIGADEIRO! - gritei saindo de cima da bancada e ir mecher o mesmo. Ouvi Pedro bufar e rir.

- ah, o brigadeiro espera amor... — lá vem ele sussurrar no meu ouvido denovo.

- mas a fome do seu filho não. — quando falei isso... "seu filho", ele se afastou um pouco, mas logo voltou e me abraçou. — como vamos contar pra ele? Digo... ele nunca te viu, ele vai ficar meio... seila.

- eu posso falar com ele. — desliguei o fogo e o encarei.

- vamos ser uma familia normal agora?

- concerteza. E a familia mais feliz também. — sorriu e me deu um selinho. Peguei a paneca, três colheres e fomos pra sala assistir o filme.

[...]

Rodrigo ja havia pegado no sono, e eu também estava quase. Acho que o unico que estava vendo o filme ali era Pedro.

- psiu

- que foi? — perguntei.

- vem cá. — Pedro me chamou pra seu lado. Peguei duas cobertas que havia em cima do sofá. Uma eu coloquei em Rodrigo e a outra ficou comigo e com Pe. Sentei ao seu lado e colocamos a coberta. — Promises to forever be mine? (Promete ser pra sempre minha?)

- I promise. (Prometo.) - lhe beijei com calma. Sua mão foi até minha nuca, aprofundando mais o beijo.

Estavamos à quase 5 minutos nos beijando, só paravamos as vezes uns 2 segundos para tomar ar. Pedro começou a ir pra cima de mim, e como estavamos no chão, deitei ali mesmo. Coloquei minhas pernas em volta de sua cintura senti Pedro me beijar ferozmente.

- ca-calma — ri procurando folego — o Rodrigo, temos que por ele lá em cima.

- eu ja volto! — ele saiu correndo, pegou Rodrigo no colo e foi coloca-lo la em cima. Deu uns 3 minutos ele desceu novamente, logo me beijando. ~lê-se atacando~

- Que lindo o casal! — ouvi alguém bater palmas e murmurar a frase. Não! Paramos o beijo e olhei pro lado, vendo ali o ser que eu menos queria ver na minha frente agora.

Victor.

Pedro levantou-se emburrado, quase indo pra cima dele, sorte é que eu estava o segurando.

- O QUE VOCE QUER SEU MERDA?

- Nossa, ficou mais gostosa depois que teve bebe. — Victor sorriu pra mim, ignorando completamente Pedro.

- como conseguiu entrar aqui? — perguntei.

- isso não vem ao caso. Vim ver meu filho. — disse deboxado olhando pra Pedro.

- Seu filho uma óva! — Pedro ia partir pra cima dele, mas eu entrei no meio rápido.

- Victor, o que você veio fazer aqui? Ja causou problema demais me deixando não acha?

- Te deixei porque voce merecia aprender a se virar sozinha. E agora me dem licença, tenho o direito de ver meu filho. — ele ia meter o pé na escada, mas Pedro saiu como um flesh atras de mim.

– seu filho da puta! — os dois começaram a brigar. Não aguento mais esses dois brigando, credo, é só se verem e ja saem na porrada.

Comecei a ficar desisperada, a coisa ali estava ficando séria. Os dois estavam jogados no chão. Pedro chutando a barriga de Victor, e o mesmo agarrou na perna de Pedro, fazendo ele cair no chão. Pe estava com o nariz sangrando, Victor tambem, porém ele estava com a boca jorrando sangue.

Meu Deus, se Rodrigo desce aqui e vê os dois se matando, ele vai ter um trauma! Corri lá pra cima, entrando no quarto dele. Cade meu filho? Procurei no banheiro, meu quarto e num quartinho que tinha ali, para hospedes. CADE MEU FILHO?

Desci correndo, fui até a cozinha, porra, onde meu Rodrigo foi se meter? Fui até a sala, e os dois ainda estavam se matando.

– Gente, para! — me ouviram? kkkkkklaro que não — GENTE O RODRIGO SUMIU! - os dois pararam e ficaram me encarando.

- O QUE VOCES ESTÃO VENDO PORRA, O MEU FILHO SUMIU CARALHO! - gritei com os dois.

- Cala a boca vadia, só esta fazendo joguinho pra eu não quebrar a cara do seu namoradinho.

- Noivo! — Pedro sorriu com deboxe.

- Uol, mas as coisas evoluiram aqui!

- EU TO FALANDO SÉRIO, O RODRIGO SUMIU, NÃO ESTA EM CASA! - gritei ja desisperada. As lagrimas ja tomavam meu rosto.

Pedro subiu correndo até o quarto do mesmo, e logo gritou pra eu ir ver o que era. Subi correndo com Victor atras de mim. Entrei no quarto de Rodrigo e olhei pra Pedro.

- alguém entrou aqui.

- co-como assim? ... não, não sequestraram o meu filho. Pedro para de brincar!

- eu nao to brincando... Olha! — Ele mostrou a janela quebrada e uma escada posta. Comecei a tremer, minha visão ficou preta, e derrepente não ouvi mais nada.

[...]

- amiga... amiga acorda! — senti tapinhas no meu rosto, abri os olhos com um pouco de dificuldade por causa da luz que invedia a sala. Estava deitada no colo de Giovanna, Pedro estava sentado no sofá, e Victor esta de pé.

- o que, o que voce ta fazendo aqui? — perguntei encarando Gi.

- Eu acabei de chegar, Pedro me avisou que voce tinha desmaiado, e de tudo... — à interrompi.

- CADE O RODRIGO? ACHARAM O MEU FILHO? — levantei rápido demais, e acabei cambaleando pra tras.

- amor, calma... — Pedro veio em minha direção e me segurou. — Eu ja sei sobre o anonimo. — ele me olhou e o encarei confusa. — Giovanna me contou.

- o que? Gio-giovanna, não podíamos contar, e... e o que isso tem haver?

- Bia, à uns 30 minutos antes de vir pra cá, recebi uma mensagem no meu celular. — Ela pegou o celular e me mostrou à mesma.

" Olhe, parece que estou com o que sua amiguinha procura. — anonymous"

- Vim pra cá correndo, saber o que estava acontecendo, então Pedro me contou que Rodrigo sumiu. Fiquei boquiaberta, e então encaixei uma peça na outra e... — à interrompi novamente.

- o anonimo ta com meu filho? — ja estava começando a ficar sem ar denovo.

-si-sim amiga.

E começa o chororo...

[...]

" Quer seu filhote? Me encontre na rua Job Vaz, entre em um portão no final da rua, e depois direi o que fazer. -- anonymous."

Essa foi uma mensagem que recebi logo depois de ter desmaiado pela terceira vez.

Ja estavamos todos organizados. Victor e Pedro estavam se aturando. Pelo menos, apenas por esse tempo que estávamos procurando Rodrigo.

Eu queria meu filho de qualquer forma, nem que fosse pra eu correr o risco de morrer.

Pedro e eu fomos em seu carro, e Giovanna e Victor foram em outro. Eu estava nervosa. Tensa. Com medo de algo der errado, algo acontecer. Com medo de quem seria o anonimo. Ou com medo dele estar brincando comigo, e meu filho não estar lá.

Mas por via das duvidas, é melhor confiar...

Chegamos na rua. Era uma rua sem saída. Com casas abandonadas e arvores mortas. Tinha um portão inferrujado no final da mesma, concerteza seria lá.

Descemos do carro, e entramos no lugar. Eu estava segurando no braço de Pedro, como se ele fosse minha barreira, minha força. O lugar parecia um galpão abandonado. Não havia ninguem lá.

- ótimo, fomos enganados! — Giovanna disse.

- nãonão, não pode ser... meu filho tem que estar aqui. — disse ja desisperada. Pedro estava queto, mas pelo que conheço, ele também estava bem nervoso.

- calma.... vamos esperar aqui uns cinco minutos, se ninguem chegar, vamos embora e procuramos Rodrigo pelo bairro.

- não adianta, ja procurei ele pelo bairro, não esta la. — Victor pronunciou, subindo em um pneu velho que havia ali.

Ouvimos um barulho ao fundo, mas não fomos até la, com medo de ser alguem.

- calma, deve ser algum animal. — Giovanna disse tentando matar a calma, mas eu estava vendo que ela estava tremendo também.

– Vamos fazer uma troca ok? Entrega o meu filho, e me põe no lugar dele. — falei um tanto alto. Se alguém estivesse ali, ou melhor, se o anonimo estivesse ali, ele iria escutar. Ficou tudo queto, e escutei o celular de Pedro apitar. Ele pegou o mesmo e leu a mensagem em voz alta.

" Não quero sua esposa, quero a Giovanna. Sozinha! -- anonymous."

Primeiro: porque o anonimo mandou no celular de Pedro?

Segundo: o que ele queria com a Gi?

Giovanna arregalou os olhos, e me encarou. Como assim gente?

- sera que... se eu for, o Rodrigo volta? — ela perguntou olhando pra mim.

- nao, voce nao vai! — falei chegando perto dela — não sozinha.

- Bia, eu tenho que ir sozinha. Eu vou, eu salvo o Rodriguinho, fica tranquila ok?

- Não Giovanna, e se acontecer algo.

- Não vai acontecer... só saberemos se arriscarmos! — ela pegou o celular dela, fez algo e senti meu celular vibrando. Peguei o mesmo

"Giovanna — ligação"

Ela mecheu os labios dizendo "atende e fica escutando". Ok, entendido. Atendi e vi ela colocar o celular de volta no bolso. Ela foi até o fundo do galpão e entrou em uma porta, da onde vinha o barulho.

- Sera que ela vai ficar bem? — ja estava chorando, agarrada à Pedro.

- Vai amor.. calma, nosso filho vai voltar... e a Gi também.

Victor permanecia queto, ali conosco. Coloquei o celular no vivo-voz, para todos podermos escuta-los.

Não havia barulho algum. Só escutavamos alguns passos, que deveriam ser os da Giovanna procurando o anonimo.

Ouvimos um grito vindo do meu celular, e logo prestamos bem a atenção.

– Eu não acredito que era você que estava nos atormentando. — Giovanna comentou boquiaberta. Eu já estava sem voz, não conseguia pensar direito.

Notas finais
OI! SOU MÁ? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Eai....... Posto o proximo apenas com 25 reviews.