Notas iniciais
Uau, esse capitulo tá tipo... :o
Eu gostei bastante espero que vocês gostem.
obs: esta meio grande mas vale a pena queridos

Ele ficou em silencio, respirou fundo, parecia convencido que aquelas minhas palavras eram em vão, e disse em bom som.

– Tudo bem, se é assim que você quer. – Apenas balancei minha cabeça como se estivesse apenas confirmando, e ele saiu em silencio. Decidi então voltar para a sala, totalmente atormentada com oque acabara de acontecer, mal conseguia entender o que a professora dizia os outros alunos, conversavam entre si, outros escutavam suas musicas, ninguém estava prestando atenção da aula, porém ainda me convenço que eu era a pior daquele lugar, minha cabeça estava totalmente vagando, meus pensamentos estavam bagunçados, então decidi dar descanso a eles, como se isso fosse possível.

O soar do alarme indicando o intervalo de aulas, foi responsável por me livrar de mim mesma, peguei meus livros e os guardei em meu armário, até aquele instante não havia visto nenhuma de minhas amigas, então mesmo sozinha desci então para o refeitório principal, e as vi todas na fila para pegar o almoço, elas logo me receberam com sorrisos e acenas, retribui então sem esperar muito fui ao encontro delas.

– Acho que tem alguém aqui precisa nos contar algo. – Stephanie foi a primeira a se pronunciar, com uma indagação interessante.

– Alguém? Quem? – Eu curiosa não hesitei em perguntar.

– E ainda pergunta quem? Ora, quem foi que teve uma grande surpresa ontem do seu namorado ‘‘fofo’’. – Beatrice interrompeu

– Ah sim claro... Então é, foi é...

– É... (?) – Sophia curiosa, não resistiu em questionar.

– Ai gente... – Não pude começar a falar e logo minha voz engasgou, e meus olhos se encheram não pudendo se conter.

– Meu Deus, oque aconteceu Cait? – Manuela, se mostrando preocupada me abraçou forte e em seguida segurou minhas mãos.

– Vamos nos sentar para você nos contar oque aconteceu ontem. – Nicoly supôs que sentássemos, e assim seguimos após todas pegarem suas devidas refeições, nos sentamos e então comecei.

– Tudo bem não vou por me em prantos... Tyler fez uma tatuagem com meu nome. – Umas suspiraram, se encantando com a tal atitude, outras surtaram com gritos e parecia não acreditar em que eu dissera, algumas ficaram surpresas e decepcionadas por simplesmente preferirem meu caso com Austin, porém a única que via a tristeza estampada em meus olhos era Beatrice, pois na noite passada havia presenciado o que ocorrera entre eu Austin, e ela sabia o quanto eu o amava, e que na verdade eu só estava com Tyler por pura pena, na verdade nem eu sabia o porquê. Dessa maneira ela foi à única que se calou, e durante o dia inteiro não se falava em outra coisa a não ser isso.

Acabara a ultima aula, não havia visto Tyler o dia inteiro e nem fazia questão, não queria que ele me visse daquela maneira, isso iria machuca-lo, e também se o visse seria obrigada a contar pra ele que eu estava decidida a não ficar com ninguém. O que eu mais temia aconteceu...

Estava no gramado do colégio, na parte de fora, indo para casa, quando de repente algo me segura pelas costas tampando com suas mãos meus olhos, em seguida me pronuncio.

– Quem está ai?

– Ah adivinha... – aquela voz nada misteriosa me respondia.

– Mamãe? – disse para causar uma descontração. Ele então me virou e confuso respondeu.

– Mamãe? Serio isso eu não esperava. – Sorri então, ele logo sorriu em seguida, e estendendo sua mão disse.

– Surpresa! – me entregando de suas mãos, uma caixa embalada.

– Isso é chocolate? – estava confusa e com medo, ele apenas balançou a cabeça.

– Que droga por que você me trouxe chocolate?

– Que foi você não gosta desse? Não tem problema, olha eu vou lá e troco, comprou outro, ou outra coisa se você quiser.

– Não! Não era pra você me trazer nada, assim você estraga tudo droga. – não pude me conter sentei na escada e chorei.

– Que foi? O que aconteceu? O que eu fiz? Tudo isso por culpa de um chocolate, pronto olha eu jogo ele fora se você quiser.

– Tyler para!

– Mas eu não entendo oque eu fiz?

– Eu não te mereço, é isso, eu sou uma idiota.

– Não, você é perfeita. – ele disse sentando se ao meu lado. Chegando perto do meu rosto que estava totalmente encharcado. Quando nossos rostos estavam se encostando, e nossos olhares se encaixando, interrompi.

– Por favor, para, eu não posso fazer isso.

– O que está dizendo?

– Eu não posso ficar com você, era disso que eu estava tentando te dizer o tempo inteiro, mas você não deixa você simplesmente não deixa Tyler.

– Você está desmanchando comigo? – já não possui forças para responder e apenas chorei. Ele saiu frustrado nervoso, se levantou chutou uma lata de lixo, e parecia chorar.

No dia seguinte na escola novamente, quando eu menos esperava Tyler veio em minha direção e eu tentei fugir e então apressei meus passos, ele ainda sim gritou.

– Caitlin espera ! – eu me virei e ele vinha correndo em minha direção, e quando ele chegou disse.

– oi

– Tyler, por favor... Não torne isso mais difícil.

– Não me ouça, eu só quero dizer uma única coisa. – respirei fundo e deixei-o falar.

– Eu só quero que você saiba que não interessa o quanto eu tenha que esperar o quanto isso demore, eu não vou desistir de você. E quando você estiver precisando de mim eu estarei aqui, sempre vou estar aqui, nunca vou sair daqui, então se você quiser ficar com o Austin vá em frente, não me importo eu sei que ele vai te decepcionar de novo, e você vera ver que eu sou a pessoa certa pra você, não vou desistir de você tão fácil, na primeira dificuldade? Não vou mesmo.

– Por que faz isso?

– Por que eu te amo. – queria ter desejado não ouvir essas palavras e sem ter o que responder, ainda engasgada com suas palavras disse.

– Tchau Tyler.

– Até mais Caitlin. – eu jamais pude imaginar o quanto alguém poderia gostar tanto de mim a ponto de dizer isso. Mas eu estava certa e decidida do que eu queria pra mim, não queria faze-lo infeliz, e para que isso não acontecesse foi necessária tal atitude.

Estava satisfeita de como eu me encontrava, já havia se passado 12 dias que eu havia tomado à decisão de não ficar com nenhum dos dois, já que não conseguira decidir quem verdadeiramente amara. Foi então que inesperadamente surgira uma pedra enorme do meu caminho, a qual poderia fazer me tropeçar de tal forma que eu caíra na ilusão do amor novamente.

Estava sentada lendo, na biblioteca, quando nitidamente notei que era observada. Austin que estava sentado a uma mesa de distancia, me encarara sem sequer disfarçar, o olhei para ver se realmente era isso, e quando notei, ele riu descaradamente, decidi não dar muita atenção e continuei a ler.

Quando estava levantando para sair da biblioteca e indo em direção à moça bibliotecária para alugar o livro, sem esperar me veio à vontade de ir à busca de outro livro o qual sempre me chamou a atenção, porém todas as vezes que iria à biblioteca, ele sempre fugia da minha mente, e então mudei meu percurso, e fui para as divisórias daquele lugar, segui para a parte de livros de romances, a qual era a mais afastada, estava à procura do livro, incansavelmente, quando, alguém que vinha por trás sussurra em meus ouvidos dizendo...

– oi – dei um pulo logo me assustei, joguei todos os livros que trazia em mãos no chão.

– Calma deixa que eu pego isso pra você.

– Austin? – quando ele ergueu sua cabeça o puder reconhecer.

– Ainda lembra meu nome isso é um bom sinal. – o ignorei e continuei procurando o livro.

– Ei estou com dois ingressos, para o grande musical dessa noite. Não quer ir?

– Está me chamando pra sair?

– Talvez.

– Essa noite?

– Sim essa noite.

– Somente como amigos, certo?

– Te pego às 19h, até lá. – Mas como era abusado, nem sequer me respondera, porém confesso que achei surpreendente sua intenção de me chamar para sair.

Era às 19h da noite, e ele não estava lá, eu já estava arrumada e pronta para ir, fiquei no portão esperando, e passaram-se 10 minutos e ele ainda não chegara, mais 20 minutos, e ele não estará ali, decidi ligar para avisar que não iria mais e que ele poderia seguir sem minha presença, tentei no mínimo três vezes ligar no seu telefone, e mesmo assim ele não me atendia, então tirei o sapato e já estava entrando em casa. Porém, ouvi uma musica e uma voz em seguida dela.

– Onde pensa que vai?

– Para casa.

– Você não me fez vir até aqui, para te ver entrando para sua casa veio?

– Achei que não viria mais.

– Me atrasei um pouco, vamos entra no carro. – respirei fundo e o encarei.

– Que foi? Entra, vai. – de uma vez por todas entrei naquele carro, e seguimos para o musical.

– Você está linda Cailtin.

– Você também, está encantador. – ele riu, ao chegarmos ao local ele foi um cavalheiro, abriu a porta do carro para mim, me tirando dali segurando minhas mãos. Mal podia reconhecer.

– Ele continuou de braços dados comigo, comprou os ingressos, e assim entramos para assistir o espetáculo, e para variar era romance baseado na obra de Shakespeare, com uma pitada de musica.

Sentamos um do lado do outro, e por espantoso que pareça ele não tentou me agarrar, beijar, o musical inteiro, isso me surpreendeu realmente, e confesso que foi incrível.

Ao termino do musical nos levantamos e seguimos para a saída.

– Austin foi inexplicável... Eu adorei.

– Calma ainda não acabou. – Ele agarrou uma de minhas mãos, e correu para algum lugar, parecia animado.

– Para onde está me levando?

– Espera só pra ver isso, você vai adorar. – Ele me levara para um prédio abandonado na esquina do teatro, entramos lá o lugar era sombrio.

– O que estamos fazendo aqui?

– Quero te mostrar uma coisa. – E subindo as escadas me levou para a cobertura daquele prédio. Ele sentou se justamente em uma das bordas, e eu me apavorei, pensando no fato de que ele poderia se descuidar e cair dali a qualquer momento.

– Vem cá, não tenha medo. – Segurou em minhas mãos, sentando-me junto a ele.

– O que era pra acontecer agora de tão surpreendente?

– Espere dar 00h00min. – Ao soar da meia noite, o sino da igreja toca, fazendo assim que todas as luzes da cidade de apagasse, uma por uma em uma sintonia única, elas pareciam combinar, as luzes iam se apagando, até enfim a ultima se apagar.

– Uau, é realmente esplendido. Mas e agora está tudo escuro.

– Nem tudo, olha para o alto. – nos deitamos, para poder melhor enxergar o céu- A lua e as estrelas ainda sim continuam lá, nos trazendo a luz, que a pouco se acabara. Gosto de vir aqui pra pensar.

– Por está fazendo isso?

– Oque?

– Você veio do nada, falar comigo depois de tudo que aconteceu e pediu para sairmos, e agora me trouxe, me diz o que você quer de mim? – ele olhou profundamente no fundo dos meus olhos, e me beijou, segurou firmemente minha cintura parou por um instante e disse.

– Quer sair daqui? – apenas balancei minha cabeça, então nos apressamos em levantar, e fomos para o outro cômodo do lugar. Ele me pegou no colo, e me acariciava, apalpava partes do meu corpo, mal conseguia conter a excitação, ele me beijava, e conseguia sentir sua respiração em meu pescoço, ele tirou minha blusa, e eu desabotoei sua calça, ele me levara para o canto ali começou a ficar mais quente do eu pudera imaginar, quando o vi ali, se entrelaçando em meu corpo, o parei no mesmo instante.

– Para... Austin... Para!

– O que foi agora?

– Você já sabia que isso ia acontecer? Em, você só me trouxe aqui pra isso não foi? – ele ficara em silencio

– Me responde droga! – ele permaneceu sem dizer nada.

– Eu já sabia como eu sou burra, vou embora daqui. – Comecei a vestir minhas roupas.

– Claitlin espera! Por favor, me espera, eu sou um imbecil, não devia ter-te trago aqui, me desculpe vai.

– Eu nunca deveria ter aceitado o seu convite, o que eu estava pensado? Que nós iriamos nos reencontrar, voltar a nos amar como antes.

– Mas é pra isso acontecer!

– Você não entende Austin, pra você tudo fácil demais não é?

– Claro que não.

– Tudo bem, me leve daqui.

– Vamos tentar de novo.

– Me leve daqui, por favor.

– Ok, vamos. – Ele se vestiu e me levou para casa.

– Caitlin, olha me desculpe, eu não queria estragar tudo.

– Tá tudo bem Austin.

– Nos vemos amanha na escola?

– Claro...

– Então até amanha.

– Até. – Levantei-me do banco e fui pra minha casa. Pois havíamos chegado.

No dia seguinte, vi Austin, ele da mesma maneira não parara de encarar, ao final das aulas, fui surpreendida. Estava indo em direção a minha casa, a pé, quando Austin me segurou dizendo.

– Olha eu sei que oque eu fiz ontem foi errado, mas eu quero mais uma chance com você, por favor, não diga nada. – E beijou-me, e ficamos por ali, até que cansássemos. Passamos a repetirmos a mesma cena de nossos primeiros encontros, e estava certa que dessa vez era pra valer e nada nem ninguém iria nos impedir de ficarmos juntos. Ainda não era oficial, ele disse para eu não contar para nenhuma de minhas amigas, mas como estávamos nessa já se fazia dois meses, achei que estávamos perto de assumirmos um namoro novamente, então não vi problemas em contar para elas...

Estava tudo indo perfeito, porém Austin estava ficando a cada dia mais estranho, começou a me tratar de uma maneira esquisita, principalmente na frente de seus amigos, eu tinha a sensação de que algo que eu não sabia ou sequer fazia ideia estava acontecendo. Mas decidi ignorar de deixar o tempo, mostrar-me talvez eu estivesse apenas enganada.

Era final de tarde, e então decidi ligar para Austin, o chamei para irmos ao cinema esse próximo fim de semana, ele negou, dizendo que não poderia ir, pois já tinha um compromisso com sua família, eles iriam viajar até me chamou para ir, iriam para Miami. E iria ser por apenas esses três dias, não me importei obviamente, pois, não havia motivos para me frustrar, e de forma alguma iria querer interromper esse momento tão família, então disse que ele poderia ir sem o menor problema.

Porém, minha vontade era ainda ir ao cinema, então liguei para minhas amigas para assim marcamos, e sucedeu. Ao sábado, todas nós marcamos de nos encontrar no shopping, e antes de ir ver o filme decidimos fazer umas comprinhas. E então fomos para a sala de cinema, o filme foi bem divertido, e nós adoramos passarmos a tarde inteira junta, ao final do dia, todas nós decidimos ir para a casa de Bea, e de maneira alguma alguém se atreveria em dizer não.

Chegando lá, ficamos a noite inteira, jogando verdade ou desafio, pintando as unhas e ouvindo musica, diversão pura! E então por volta das 5 da manhã caímos no sono.

Ao meu despertar, tive uma grande e inesperável noticia, a qual havia acabado comigo, e mudado todos os meus planos, ainda bem que estava com as minhas amigas, assim não me sentiria tão só e abandonada, pois era dessa maneira que eu me encontrara após saber de tal coisa.

Notas finais
Comentem please.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.