This Is Like A Flashback
3 First Kiss
Jéssica’s POV
Os dias se passaram depressa, já tinha usado várias páginas do meu diário, meus pais já tinham voltado de viajem, continuei com minha vida, via Harry de vez em quando, ia para a escola, essas coisas.
Então, em uma sexta-feira à noite, Harry foi até minha casa para me levar ao cinema novamente, mas só que desta vez veríamos o filme no carro mesmo, ele pediu permissão aos meus pais que assentiram.
Desta vez era diferente, eu já estava mais segura ao lado dele, pois tinha descoberto que a moça que ele estava “cortejando” era a prima dele, ficamos lá, vendo o filme, abraçadinhos então ele tomou iniciativa novamente para me beijar, mas desta vez eu deixei, o que foi uma coisa maravilhosa, nunca tinha tido um namorado antes (se é que já posso falar assim) então nunca tinha beijado ninguém na minha vida, por alguns minutos, me senti totalmente dele.
No dia seguinte Harry foi até minha casa pedi permissão aos meus pais para me namorar, e por sorte eles deixaram, na mesma noite saímos para comemorar, mas desta vez um encontro entre casais, meu irmão e Charlote também foram.
No final de tudo, John foi deixar Charlote em casa e Harry foi me deixar na minha, mas quando estava atravessando a rua em direção ao meu portão vi dois faróis fortes vindo em minha direção, e dentro daquele automóvel era o rapaz que jurou vingança a Harry, no dia do seu aniversário. Depois de ver os faróis fortes, não vi mais nada, só escuridão e vozes longe chamando o meu nome.
Harry’s POV
Depois do encontro no cinema, eu e Jéssica achamos que era o momento perfeito para pedir a mão dela aos seus pais, e para minha alegria eles deixaram, saímos com John e Charlote para comemorar, mas quando fui deixa-la em casa, eis a tragédia, aquele arruaceiro que tentou agarra-la outro dia a atropelou, eu vi minha princesa lá no chão, tão vulnerável, tão frágil, nem se movia, quando cheguei perto dela, ela já estava desacordada, repousei minha mão na sua nuca e não larguei a sua mão por um minuto se quer, exceto quando a mãe dela chegou (eu não sei de onde ela veio, brotou do chão, não sei) e ficou com ela.
Peguei o carro e pisei fundo atrás daquele mal feitor, mas não consegui alcança-lo, quando voltei os paramédicos já estavam cuidando dela, foi quando tomei sua mão novamente. Se acontecesse alguma coisa com Jéssica eu não iria me perdoar nunca.
Sua mão estava fria, será que... Não, isso não pode acontecer! Fiquei com tanta pena de vê-la naquele estado, seu lado direito do rosto estava todo arranhado, seus braços e pernas sagravam com os cortes, tenho que admitir, a pancada foi muito forte.
O pai de Jéssica tinha acabado de chegar a um pulo só acompanhado de John, mas eu já estava com ela em meus braços a encaminhando para o hospital.
Chegamos ao hospital, fiquei lá fora esperando notícias, as horas se passaram até que os médicos permitiram a entrada para visita, entrei com o coração na mão, vi que ela ainda não tinha acordado, mas fiquei lá, a noite toda, do lado dela segurando sua mão, sem largar por um segundo se quer.
No outro dia pela manhã, umas 05h35min escutei sua voz fraca me chamar, e dei um pulo da cadeira ao lado para poder escuta-la melhor:
-Harry. – Disse ela ainda cansada pelo o que tinha acontecido. – O que houve? Onde estamos?
-Estamos no hospital, você se sente melhor? – Falei me aproximando e dando um beijo na testa dela.
-Eh... Mais ou menos, ainda estou um pouco tonta.
-Mas isso vai passar, vou lá avisar para sua mãe que você acordou. – Falei indo em direção à porta, por onde o médico já estava entrando.
Chamei a mãe dela e entramos juntos na sala, mas logo em seguida saí, pois ela iria trocar de roupa para voltar pra casa. Quando todo esse pesadelo de hospital e tudo mais já tinham acabado, o pai dela e John tinha que estar na fábrica bem cedo, então eles foram direto pra lá e eu fui levar Jéssica e sua mãe em casa.
Chegando à casa de Jéssica, mãe dela foi descansar pela noite em claro no hospital e eu fui acomodar Jéssica em seu quarto onde conversamos um pouco antes de eu voltar para minha casa, por essas horas, minha mãe já deve ter chamado à polícia.
-Vai pra casa descansar, eu já estou bem. – Ela falou se apoiando melhor na cama.
-Você tem certeza? Se quiser eu fico aqui com você.
-Tenho sim, pode ir descansar.
-Ok, mas mais tarde eu volto para te ver- Falei me levantando, lhe dando o beijo na testa e me dirigindo a porta.
Dia 18 de Fevereiro de 1985
Querido diário, ontem foi o dia mais feliz e mais triste da minha vida, o mais feliz porque finalmente eu e Harry estamos namorando e eu dei meu primeiro beijo, e o mais triste porque aquele arruaceiro me atropelou, mas isso também teve um lado bom, mais uma vez tive outra prova de amor de Harry, quando eu estava no hospital e ele tinha ido chamar a minha mãe, o médico disse que Harry só tinha conseguido dormir há alguns minutos atrás, pois passou a noite toda segurando a minha mão e não pregou os olhos, minha nossa! Tem como ser mais perfeito? Sinto que meu coração cedeu totalmente ao Sr. Styles.
Fale com o autor