Notas iniciais
Completando 3 meses de fic hoje! *-* 05/06
Obrigada a todos vocês que me acompanham até hoje, um capitulo com um final feliz pra vocês! *-*

~ CAPITULO 26 ~

~ POV PEDRO ~

Escutei Joana chegar, já eram mais de cinco horas, mesmo não tendo nenhum direito fiquei nervoso, não tinha cara de olhar pra ela depois do que fiz, só que não vou negar que fiquei com ciúme, eu amo a Joana, só que sou um idiota que não consegue dizer isso.

Eram onze horas quando eu acordei, fiz tudo como de costume, e desci pra comer alguma coisa. Quinze minutos depois ela desceu já arrumada pra empresa, passou por mim e tomou um remédio, se sentou à mesa mexendo no celular.

– Bom dia. – murmurou sem me olhar.

– Bom dia. – Respondi, e ela se levantou rápido pegando sua bolsa e ligando pra alguém. Desligou o telefone com raiva.

– Tchau. – Disse seca. Levantei rápido e peguei as chaves do carro.

– Quer uma carona? – Perguntei de pronto. Ela olhou no relógio, pensou um pouco e confirmou com a cabeça.

Durante o caminho o silencio predominava, o celular dela tocou novamente e ela atendeu estressada, desligou pior ainda.

– Como posso estar atrasada se há essa hora eu estaria na escola. – ela rosnou, praticamente.

– Foi pra mim? – ela negou com a cabeça, então hoje ela está disposta a não falar comigo. – Não foi pra escola por que?

– Porque tinha que dormi. – ela disse de olhos fechados. — Parece que chegamos, obrigada pela carona. – Segurei sua mão antes que ela saísse do carro. – Pedro não sei se você me escutou ou compreendeu o que eu disse, mas eu estou atrasada.

– Joana... eu queria me desculpar com você, por tu...

– Pedro, serio, eu não to com paciência pra mais papinho. – Respirei fundo.

– Fica quietinha, eu to falando serio, eu to arrependido, pela Gi, por ontem, fui um completo babaca. Joana eu te a...

– Vai ficar realmente ai dentro? Eu to precisando de você. – Eu amo minha sogrinha. Na hora errada, sempre!

– To indo, mãe. Valeu Pedro. – ela saiu praticamente correndo do carro e eu fiquei lá, apertando o volante como se fosse o pescoço da senhora Yara Bellucci.

~ UMA SEMANA DEPOIS ~

~ POV JOANA ~

Bom, o Hector voltou pra Inglaterra na quinta e como hoje é sexta eu já estou sentindo muuuita falta dele, ainda mais porque eu voltei a falar com o Pedro e é tão chato, não dou muita margem, a maioria dos assuntos é sobre a empresa, ou seja, chato.

Estou indo pra escola, só que de tarde, tenho um trabalho pra fazer e to de folga na empresa, amém.

– Hey, vai aonde? – Pedro perguntou. – To com medo da sua resposta. – Ri um pouco, da ultima vez que ele perguntou eu não fui muito educada.

– Não tenha medo, só vou à escola. – Ele coçou a cabeça receoso.

– Vai rolar uma entrevista, e eu gostaria que você fosse. Sabe como é... se você não puder ir eu vou entender. – Era fofo como ele ficava nervoso quando falava comigo, pedia coisas.

– Eu topo! – Respondi animada.

– Que? Serio? – Sorri afirmando.

–Só vou trocar de roupa, porque...

– NÃO! – Me assustei um pouco, confesso. – Tá linda assim, perfeita, não troque. – Por essa eu não esperava.

– Tudo bem então, eu não troco. – Me sentei do seu lado, fazia tempo que não ficávamos tão próximos.

– Tava indo pra escola por que? – Ele perguntou passando o braço por cima do meu ombro, proximidade demais, só que tava bom.

– Fazer um trabalho, coisas idiotas que valem nota, a pior parte disso tudo foi minha mãe ter me obrigado a estudar. – Ele riu fraco.

– Fico mais tranquilo em saber que a pior parte de tudo isso não foi sua mãe ter te obrigado a casar comigo. – Segurei a risada.

– É, me surpreendeu que mesmo pensando, essa é realmente a pior parte. – ficamos um tempo em silencio. Ele fazia carinhos discretos no meu cabelo, senti seu celular vibrando na minha coxa e ele rapidamente retirou seu braço.

– Os meninos chegaram, vamos?

– Vamos. – respondi baixo.

Na van era aquela bagunça de sempre da parte dos garotos, eu não tava com paciência pra isso fiquei conversando com um segurança, serio. Quando chegamos havia bastante pessoas ali, ou seja, cena, os meninos desceram na frente e o Pedro segurou minha mão. Assim que pisamos do lado de fora, as meninas começaram a gritar, muito, logo iniciou-se um coro de “ Beija, Beija” , respirei fundo e Pedro me deu um selinho rápido, as meninas quase morreram quando viram.

A entrevista tava rolando daquele jeito classico, homenagens, musica, algumas perguntas, até que me colocaram no assunto. — eu estava na plateia. —

– Bom, até hoje, todos os depoimentos sobre o casamente são ditos pelo Pedro, então hoje pela primeira vez, vamos convidar a Joana Bellucci para subir ao palco e responder nossas perguntas. — Isso já estava combinado, logico, Pedro se levantou e me " conduziu "até o sofá que eles estavam. Comprimentei a todos.

– Então Joana, como é pra você escutar, ler, tudo isso que o Pe diz sobre você? — Chegou a hora de ser atriz.

– Eu me sinto completamente realizada, sinto que fiz a escolha certa, saber que o Pedro me ama com a mesma intensidade que eu o amo faz com que eu ignore tudo e todos ao meu redor. — Senti um nó se formando na minha garganta, queria que fosse verdade. Ele pegou em minha mão.

– Nossa gente, fiquei emocionada. — Consegui convencer. — Joana, topa um bate-bola?

– Claro! — Respondi simpatica, to na chuva é pra me molhar.

– O que você mais gosta no Pedro?

– Seu sorriso. — Fato. Ele sorriu pra mim.

– Qual foi a primeira coisa que você pensou quando o viu pela primeira vez?

– Que ele era metido. — As meninas riram.

– Serio?

– Nos conhecemos na escola. — Pedro disse revirando os olhos.

– Hm.. Quem disse que amava o outro primeiro?

–Ele. — Fato. Todos fizeram " Hoo"

– Pra encerrar, vocês pretendem ter filhos? — É esse o motivo de tudo queridinha.

– Sim! — Respondemos juntos.

– Ain, mas vocês são tão crianças ainda. Quero escutar uma musica, meninos, por favor.

Eles se levantaram e começaram a cantar " Minha Estrela ". Eu cantava baixinho, Pedro cantava sempre olhando pra mim, quem não sabe o que ele fez realmente acredita nessa carinha de anjo. A musica estava acabando quando Pedro me puxou pela mão e aproximou nossos rostos.

– (...) Com você. — E foi aí. Ele me beijou, não sei o porque dele ter feito isso, só sei que perdi todas as minhas forças naquele momento, minha armadura se foi completamente, o mundo poderia acabar, eu não estava ligando, não estava escutando, não sei se naquele momento eu estava vivendo, aquele momento, nosso momento, apenas nosso, e eu não queria para-lo por nada.

Notas finais
Um passarinho me contou que no proximo capitulo vai ter hoot. =P