Notas iniciais
Pra acabar com a curiosidade de vocês, incluive da senhorita Vitoria que até agora não se moveu pra fazer nada, mas fica exigindo, A tal Mensagem. E parabéns pra DaniellyBarizon que adivinhou antes de todos!

CAPITULO 5

~ POV JOANA~

Tava tudo indo muito bem, eu realmente tava conseguindo me distrair com os meninos, o Thomas era um circo ambulante, o menino pra fazer piada. Já se passavam das duas da manhã e a Leni e o Mauro já tinham ligado para avisar que não voltariam para casa porque tinham ido viajar a negocios. Com a minha mãe. Nem pude ve-la quando cheguei no Brasil, eles iam ficar fora por duas semanas, extamente o tempo que eu ia ter que ficar na casa deles, to até achando que isso foi de proposito, o Thomas como sempre fez piada falando que isso ia ser como um treinamento para que eu pudesse me acostumar com as viadagens de Pedro, todos que o conhece precisam desse espaço, o Pedro fingiu que ficou chateado e só falava comigo, mas logo depois voltou a falar com o Thomas, estavamos conversando sobre Londres e a minha escolha de ir pra lá tão cedo, até que eu senti uma tremida do capeta que me fez dar um pulinho, um tanto, digamos, contrangedor, era uma mensagem, li. Tive uma crise de choro. Muito forte. A mensagem era do Hector.

MENSAGEM


E então gigante? Chegou bem? Desculpa a hora, não sei se você já está dormindo... mas é que você não me ligou dizendo que havia chegado, então fiquei um pouco preocupado, você não tava bem quando saiu daqui. Eu também não estou lá essas coisas, quando eu fui embora do aeroporto passei por um lugar que tocava The Maine bem alto... Adivinha de quem eu lembrei? Não sei qual será a sua reação ao ler essa mensagem, então não precisa responder agora. Nem precisa responder se você não quiser. Boa noite.

Hector.”

O Pedro e o Thomas vieram correndo na minha direção para saber o que tinha acontecido, mas eu não conseguia falar, só chorava.

POV PEDRO


Eu e o Thomas fomos correndo até ela para saber o que tinha acontecido mas ela não conseguia falar, toda vez que abria a boca para tentar responder, só soluçava. Foi então que eu tomei o celular da mão dela e fui ver o que tinha acontecido, invasão de privacidade? FODA-SE! Tava preocupado, a guria não parava de chorar. A mensagem tava em inglês, ainda bem que eu fiz aquele curso que minha mãe tinha me obrigado a fazer, a mensagem era de um tal de Hector, tava falando em uma intimidade com ela que parecia que era o namorado dela... “Hehe... bom sim eu comia, mas era raro eu comer em casa, quando isso acontecia era o meu namor... bom era bem raro “ MERDA! Ela tinha namorado, ela teve que largar alguem que ela ama para vim para o Brasil...pra casar comigo. Por que a mãe dela fez isso com ela?

- Err...Thominhas, pode ir pra tua casa, já tá tarde, eu cuido dela tá. – Fiz um olhar de sai logo daqui cara, pro Thomas, que não é burro mas finge que é, e ele rapidamente entendeu.

- Falo então cara... Fica bem tá, Jô? – É ela havia deixado a gente chamar ela de Jô porque ela acha Joana feio, o Thomas deu um beijo no topo da cabeça dela, bagunçou meu cabelo em tom amigavel, e saiu. Eu fiquei um tempo olhando para Joana, tentando tomar coragem para perguntar, repirei fundo, é agora ou nunca Pedro.

- Você tinha namorado em Londres né? – Eu perguntei baixinho fazendo carinho no cabelo dela, eu já imaginava que a reação dela não ia ser boa, mas não fazia ideia que ela ia pegar o celular com força da minha mão e subir correndo. Fiquei lá sem saber se eu ia falar com o Jô, fiquei pensando na mensagem, confesso que senti um pouco de ciumes, é que eu já fui afim da Joana, mas isso aconteceu a muito tempo, antes dela ir para Londres, nós estudavamos na mesma escola e ela nem sabia, ela era do turno da tarde e eu da manhã, só que eu sempre tinha treino no final da aula, por isso sempre quando o treino estava acabando eu a via sentada embaixo de uma arvore, ela ficava escutando musica e rabiscando alguma coisa no caderno, sempre tive vontade de ir falar com ela, mas sabia quem era o seu pai por isso eu nunca ia, resultado: Todos os garotos ficavam dizendo que eu era arregão. Escutei os primeiros arcodes de I Must Be Dreaming, do The Maine, ecoarem pela casa. THE MAINE! Subi correndo para o seu quarto, e agradeci mentalmente por estar aberto. Comei a cantar. Não sei o que deu em mim, ela me olhou assustada, mas não parou de tocar, eu sorri. Ela tocava muito bem, os cabelos ruivos estavam soltos por isso quando ela olhava para baixo quase não dava para ver seu rosto, que estava um pouco inchado por causa do choro, seus olhos estavam vermelhos.

- Sabe eu amo essa musica... E você tem uma voz muito bonita. – Ela falou isso brincando com as cordas do violão, Se ela soubesse...

- E você toca muito bem... – Ela olhou pra mim e sorriu fraco. – Aprendeu em Londres?

- Não... meu pai me ensinou... ele tocava muito bem. – Ela tinha que falar do pai dela? Tinha? – E você Pedro?

- Hum?

- Você nunca pensou em ser cantor? – Essa é a hora cara, fala que tu tem uma banda, que ela vai ter que fingir que te ama e de brinde ser odiada por milhares de fãs... FALA PEDRO! Preferi ficar calado, essa conversa teria que sair com calma. E eu já sabia como, mas não ia ser agora. – Desculpa? – Ela pediu segurando minha mão e olhando o arranhão que ela deixou lá quando pegou o celular.

- Isso? Tá tranquilo...

( Eu acho que fica melhor se vocês escutarem Minha Estrela, junto, eu escutei por acaso e ficou muito fofo)


- Tem certeza? Tá sangrando um pouco, tá ardendo? – Dessa vez eu não consegui responder, ela tava ajoelhada e o violão tava do nosso lado, ela tava meio que debruçada em cima de mim, sua franja estava no olho, minhas mãos automaticamente foram ate a mesma colocando-a atras da orelha, ela ficou imovel com o meu toque, eu gostei, levei uma mão até o seu pescoço e a outra até sua cintura, puxei ela um pouco mais pra perto, ela fechou os olhos e eu roçei de leve nossos labios, fiquei esperando a sua reação, ela levou uma mão até a minha nuca e a outra se apoiou no meu ombro, selei nossos labios iniciando um beijo calmo. Porem, ela logo parou o beijo se afastando rapidamente. – Acho que eu exagerei um pouco na cerveja... – Eu e o Thomas deixamos ela beber depois, ela estava muito corada. Linda. Mais sei lá, eu não acho que eu tenha sentido o que eu realmente queria ter sentido, entende? – Vamos lavar isso logo, vem. – Ela me puxou pelo braço e me levou para o banheiro. Como eu disse antes nem ardeu.

- Satisfeita? Tá lavadinho, prontinho, ok?

- Super satisfeita. – Ela foi pro quarto e começou a tocar Nine In The Aftrnoon, novamente cantei. Dessa vez ela tocou olhando para mim. Assim que a musica acabou eu peguei o violão da mão dela.

- Sua vez de cantar.

- Minha voz é horrivel... – Ela fez uma voz engraçada mas eu ignorei, começei a tocar My Heart, Paramore. A “nossa” versão era um pouco mais lenta, e nossa, a voz dela é incrivel! Ela cantou com a cabeça baixa e de olhos fechados, quando a musica acabou foi a minha vez de elogiar a voz dela.

- Agora me diz você, por que nunca quis ser cantora? Sua voz é linda.

- Eu gosto de moda lembra? E minha voz não é bonita apenas engana. – Foi então que eu me toquei da hora...

- Eu acho melhor você ir dormir, tá tarde, e você não descansou depois que chegou de viagem.

- Mas eu não to com sono :c – Ela fez biquinho.

- Nada disso, você vai dormir agora mocinha, amanhã a gente tem muito o que convesar.

- Tá boa noite. – ela bufou.

Sai do quarto dela e fui pro meu, me joguei na cama e fiquei encarando os premios que eu tinha ganho, eu sabia... Ela tinha namorado antes. Adormeci, assim, pensando no nosso beijo. Será que só rolou por causa da cerveja?

Notas finais
Quem acha que foi por causa da cerveja levanta a mão. Sei não, heiin.
Alguém tem ideia de apelido? Tem que ser bonitinho por que é pra vocês. Ou vocês gostam de " Anjo" ? To com mania de chamar o povo assim, mas como aqui vocês que mandam, o que vocês preferem? Pode falar serio, eu gosto de me interagir. Viu mãe eu sou sociavel! =D
Beijoos. Até o proximo, anjinhas. ( Vai ser isso enquanto eu não decidir)