Notas iniciais
O capitulo tá pequeno eu sei, desculpas.
LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!

~Capitulo 8~

Comemos em silencio, eu não conseguia encarar o Pedro, peguei meu celular e levantei, na intenção de dormir e esquecer tudo aquilo, como eu pude ser tão fraca? Beijar o Pedro por causa daquela maldita foto, e o pior que ele não tem nada a ver com isso.

— Joana! – Pedro me chamou e eu gelei. – Tudo bem, se você não quiser me explicar o que aconteceu, falo, você tem esse direito, mas eu na...

- Não, Pedro, eu não tenho esse direito, eu não tenho o direito de sair beijando qualquer um que estiver na minha frente, sempre que eu tiver momentos de fraqueza. – eu já estava de frente pra ele, com os olhos marejados só de lembrar daquela foto. – Sempre que eu tiver vontade de voltar pra Londres, pro Hector. – eu completei sussurrando.

- Hum? – Pedro estava com uma expressão confusa. – Tu me beijou por causa daquele carinha da mensagem? Ontem também foi por isso? – Eu apenas assenti com a cabeça, fechando os olhos já sentindo as lagrimas rolarem livremente pelo meu rosto, não tinha mais força para me sustentar e apenas relaxei, já preparada pra sentir o encontro dos meus joelhos no chão, mas Pedro foi mais rápido e me segurou me guiando para escada, que era o lugar mais próximo naquele momento, ele me sentou lá, se acomodando do meu lado, eu apenas o abracei, precisava de alguém, quem sabe Heric, ou Dalila, mas ai eu já estaria querendo de mais, e o abraço do Pedro era gostoso, confortante, fui me acalmando aos poucos, ao mesmo tempo que me desfazia do abraço, obviamente eu teria que dar uma explicação pra ele, e respirei fundo umas cinco vezes antes de fazer. – Repetindo, se você não qui...

- Eu vou falar, só não sei como. – eu ri fraco, ele ficou em silencio, provavelmente esperando. – Você, meio que já sabe metade da história. Hector era meu namorado. A gente se gosta, ou gostava, bastante mas ai eu recebo uma ligação da minha mãe, dizendo que eu vou voltar para o Brasil... prá me casar. Quando eu contei tudo pra ele, ele quis fugir comigo, e talz, mas depois viu que era muito pior estar na minha situação, na nossa situação, disse que me esperaria, mas pediu que eu o perdoasse caso ele não conseguisse, quando eu li aquela mensagem, eu percebi que ele tava estranho, não era realmente ele ali, e hoje eu vi uma foto dele numa intimidade com uma menina, que por sinal eu odeio, eu te vi lá , e uma sensação estranha passou pelo meu corpo, quando eu me toquei a vingança falou mais alto e eu já estava lá, te beijando. Me desculpa?

- Pelo o que?

- Por tudo, por ter te beijado, por ter dado esses chiliques, por ter que me casar com você.

- Isso não é culpa sua, todos nós passamos por situações difíceis as vezes, como essa que estamos passando, e você nesse momento está passando por vários.

- Eu sei Pedro, todos tem problemas, mas eu não estou me reconhecendo, eu nunca fui do tipo vitima, sempre ergui a cabeça e enfrentei tudo de frente, mas agora eu não consigo, quando o meu pai morreu, eu voltei pro Brasil e carreguei a empresa nas costas, eu só tinha 15 anos, e tive que ser forte, tive que ser mãe da Dalila, na verdade tive que ser minha mãe durante dois meses, pelo simples fato dela ter desistido de viver, um segredo? Eu estava exatamente igual ou pior que ela, mas a minha única diferença é que eu chorava sozinha a noite, dormia chorando, e tinha que acordar bem lúcida para ir pra empresa, eu nunca deixei que ninguém soubesse o que eu estava sentindo, eu era forte. ERA. Ta tudo diferente pra mim. Eu não sou mas a Joana Bellucci, um exemplo de força, eu estou fraca. Eu quero desistir. Sabe quantas vezes eu já desisti na minha vida Pedro? Nenhuma. Qual é o meu problema? – eu estava tonto. Tudo aquilo que ela disse sobre o pai dela teve o efeito de uma faca sendo enfiada no peito. E aquele mesmo sentimento de culpa. Eu tinha culpa? Eu tenho culpa?

- Ter tido uma infância diferente.

- Diferente como?

- Sua infância, foi um pouco adulta. Digo, curta. – Ela riu pelo nariz.

- Pensando assim eu até que sento saudades de quando eu brincava, quando eu socializava com as crianças.

- Por que você cortou isso tão rápido da sua vida então?

- Quando eu fiz doze anos, meus pais começaram a me obrigar a freqüentar os jantares de negócios da família. Agora eu tenho mais que certeza que você fez essa pergunta para pessoa errada. – Eu tava me assustando com a naturalidade que ela falava isso, e ficava mais assustado ainda quando ela ria.

- Por que você ri quando fala isso?

- Minha imagem já está ruim, essa é a minha opinião – ela acrescentou rápido quando eu fiz menção de interrompe-la – e chorar toda vez que eu falar sobre isso, vai fazer com que tudo fique pior. E as vezes é bom lembrar, meu pai vivia ocupado e esses eram os momentos que a gente podia ficar junto. – a dor no peito aumentou e eu queria sair dali correndo. Ela bocejou. – acho que meu tempo acabou, né senhor pscicologo, deu soninho, e amanha eu tenho que estar linda para ir ao shopping com você para colocar nosso plano em ação. Né?

- Claro! Boa noite.

- Boa noite. – Ela me deu um beijo no rosto e subiu. Eu continuei sentando lá pensando. Por que tinha que ser uma Bellucci? Por que tinha que ser logo a Joana? Eu que fiquei tanto a observando de longe teria a chance de reparar um dos meus erros. Nunca ter me aproximado dela.

Notas finais
Gente vocês curtem ler historias originais? Minha irmã tá escrevendo uma e eu talvez irei postar aqui, mas eu preciso saber se vocês iriam ler. Respondam por favor.
I wanna stay up all night
And jump around until we see the sun!
1D , curtem?