Notas iniciais
Chocante esse Pedro assassino né? Desculpinha pela demora, mas semana de provas, e o gay do meu professor de historia mandou a turma fazer metade do livro CÚ, sem falar na nossa belissima co-autora, que tá muiiiito ocupada com McFly!
Tá aii, minhas coelinhas.

~ CAPITULO 20~

~ POV JOANA~

Acordei com a claridade que invadia meu quarto. Me sentei com um pouco de dificuldade, parecia uma zumbi. Me espreguicei e senti uma leve dor nas costas. Pedro bruto. Levei a mão direita até a mesma, exposta pelo sutiã. Deitei de novo. A intenção era voltar a dormir, mas o gatito do meu celular começou a tocar. Dalila querendo me dar uma noticia de primeira mão. Ela se oficializou com o Lucas. Não pude deixar de perguntar a hora, porque se ainda fosse antes de 12:00 e ia matá-la por me acordar tão cedo. O que não era o caso porque eram 12:04, quanta diferença! Fiz o meu papel de irmã mais velha e incentivei, adorei a noticia de verdade, só que ninguém pode com meu humor matinal. Ou seria horror matinal? Ainda não descobri. Depois de muito papo com a Tagarela Bellucci, me levantei, era inútil tentar dormir, apesar de eu ter considerado a idéia. Tomei um banho ultra-mega-power-super-demorado, me vesti: Short curto, a parte de cima de um biquíni, e uma jaqueta fechada até o decote. Desci praticamente me arrastando, não encontrei o Pedro. Como eu tinha que fazer tudo naquela casa, fui preparar o almoço. Salmão. A única coisa que eu consegui aprender a fazer na minha vida. .-. Estava lá linda e maravilhosa no ritmo de Right Girl do The Maine, fazendo minha linda Palha Italiana, o papá já tava pronto, só faltava o Senhor Astro chegar. Tava terminando de colocar a ultima camada do brigadeiro ( n/a: eu faço em camadas .-.) quando ouvi Pedro chegar. Continuei na mesma, essa era minha musica favorita do The Maine, esse meu momento era sagrado. ERA. Pedro me virou contra ele, correndo o risco de acabar com o meu doce, mordeu o lábio ao me observar por inteira, eu tinha aberto o casaco, me puxou contra si e me beijou.

- Eu não acredito que perdi você cozinhando. – Ele disse baixo me encarando, seu olhar percorreu meu corpo novamente. – Ainda mais desse jeito. – Limpei a garganta.

- Que pena, quase que você perdeu isso aqui – apontei pra mim mesma – comendo. – Sai da frente dele e coloquei o doce na geladeira. – Você demorou... – Ele desviou seu olhar do meu e eu vi que não conseguiria tirar nada dele.

Comemos em silencio, quer dizer, ele tentava puxar assunto algumas vezes, mas eu não dava muita atenção, minha mente estava longe, mais precisamente na noite de ontem, foi tudo muito lindo, tudo muito perfeito, mas eu tenho medo. Sim medo. Medo de me envolver e ele ir embora daqui a três anos, medo de engravidar e ficar sozinha com meu filho, medo de engravidar e ele querer ficar com meu filho. Eu sei que eu deveria ficar pensando no nosso futuro, nos vários filhos que iremos ter, na gente velhinho ainda junto, mas eu simplesmente não me enxergo em um futuro com o Pedro, seilá, parece que a gente, nossa “atração” foi coisa de momento. Eu acho que nós não vamos ficar juntos durante muito tempo...

- HEEIN, JO? – Pedro praticamente gritou. Balancei a cabeça pra poder “acordar” .

- Desculpa Pedro, pode repetir? – Ele deu de ombros.

- Já ta sabendo do Lucas e da Dalila? – afirmei. – Legal né?

- É, eles ficam lindos juntos. – Me levantei ( já tínhamos acabado de comer) e fui pra sala, liguei a TV e deixei em um filme qualquer. Pedro se sentou do meu lado.

- Joana... – Olhei pra ele – você se arrepende do que fez? – Engoli em seco.

- Por que a pergunta, Pedro? – Ele abaixou a cabeça, mas logo voltou a olhar nos meus olhos.

- Porque você ta estranha comigo. Porque você nem olhou pra mim direito hoje. Eu sei que estou parecendo uma menina falando assim, mas eu gosto de você, e se você se arrependeu, eu ...

- Eu não me arrependi. Eu só – suspirei – acordei com o pé esquerdo. Desculpa. – E ele me beijou. To começando achar que ele faz isso quando não sabe o que dizer. Deitamos juntos no sofá e fomos ver o filme.

Depois de uns 2 filmes eu dormi, Pedro já tava dormindo a séculos, acordei e já eram 19:27, perdi o ultimo dia que eu tinha de pegar uma corzinha porque dormi. OREMOS! Levantei e fui pro meu quarto, sentei do lado do John, esse foi o nome que eu escolhi pro urso que o Pedro me deu, abracei o mesmo, amanha nós voltaríamos pra São Paulo, na primeira semana de janeiro eu já voltaria a estudar, só pra concluir mesmo, porque eu já tinha feito tudo isso em Londres, mas teria que fazer de novo. Ainda amanha o Pedro iria sair em turnê, só voltaria no outro sábado. Eu teria que aprender a me acostumar com isso. Deixei que escapasse uma lagrima, acho que cai na real agora. Tenho dezoito anos, estou casada com um guri super famoso, e serei obrigada a engravidar dele. Olhei pra caixinha que estava ao lado da minha cama. Os sapatinhos de bebê. Apertei mais o John. Eu quero minha vida de volta. Só que eu quero mais o Pedro. Fechei os olhos e me escondi no John, senti a cama afundar, olhei pra cima, Pedro sorri pra mim. Seu sorriso, perfeito, ainda mais com esses dentões.

- E assim foi nosso ultimo dia no Rio. – Ri pelo nariz.

- Nem pude ir a praia. – Ele tirou o John do meu colo, e se sentou de frente pra mim.

- Vamos nos divertir mais aqui. – Sorri e ele me beijou.

Lentamente ele foi nos deitando na cama e passou a beijar meu pescoço, inverti as posições ficando por cima.

- Você só pensa em sexo. – Ele riu e ficou por cima novamente.

- Considerando que estamos casados a uma semana e a gente só transou uma vez, e ontem, eu estou bem! – Gargalhei, e o beijei.

Ele rapidamente tirou meu casaco sua mão foi para o meu seio direito ainda coberto pelo biquíni, soltei um gemido baixo e ele sorriu, minhas mãos arranhavam suas costas enquanto ele brincava de me torturar, ele se afastou um pouco e ficou me observando.

- Você é linda. – Sorri. Ele foi beijando a ponta de cada dedo meu. Fechei os olhos. Entrelaçou nossas mãos e as levou para cada lado da minha cabeça ( entende, tipo prendendo ela) até que ele ficou imóvel. Abri meus olhos e ele estava serio, passou o polegar pelo meu pulso direito e eu entendi. Respirei fundo. – Por que ? – Ele saiu de cima de mim e eu sentei. – É esse o tipo de força que você sempre teve? Foi assim que você sustentou durante todos esses anos tudo o que acontecia com você? Se cortando, se machucando? Piorando sua dor? Porque isso só piora tudo, você não percebe? Quando você desabafou comigo você esqueceu de mencionar isso, que você se corta. Como uma menina forte assim pode ser fraca a esse ponto? – Ele falava rápido, me encarando nervoso, eu já estava chorando.

- CHEGA! Eu sou fraca a esse ponto. Sempre fui. Eu não podia simplesmente sair e abandonar tudo, eu não posso fazer isso. Eu já parei com isso. As cicatrizes são eternas, e eu falo de todas. Pedro eu matei o meu pai! Foi culpa minha. Não era pra ele estar lá, eu fui infantil, egoísta.

- Do que você ta falando?

- Ele morreu por causa de uma estúpida viagem. Iríamos eu e ele pro Texas, eu não queria ir sozinha, fiz um super drama pra que ele fosse naquela noite, ele voltou no escritório pra deixar uma papelada já que no dia seguinte não iria trabalhar pois estaria viajando comigo, então naquela noite ele foi assassinado. Eu tentei morrer também, é por isso que eu me cortei. SÓ POR ISSO!

- Jo, me desculpa eu não – ele tentou se aproximar, mas eu me afastei.

- Pedro vai embora por favor.

- Joana, eu não fi...

- Pedro sai.

- Eu...

- SAI! POR FAVOR, VAI EMBORA! – ele abaixou a cabeça e saiu.

Fui tomar um banho e fiquei deitada até que o sono me vencesse, amanha iríamos voltar cedo pra casa. A nossa nova casa.

Notas finais
Quem gosta de palha italiana? *-*