Notas iniciais
Olááá, mais um capitulo para vocês!! Ah me deem sugestão do que querem no próximo capitulo, e do que estão gostando ou não. Obrigada por lerem e boa leitura.

O abraço dele é o melhor abraço do mundo, eu poderia o abraçar pra sempre, nós ficamos abraçados durante um longo tempo, e percebo que ele está chorando em meus ombros, e naquele momento eu me sinto útil e prestativa.

Ele me solta e não demora nem um segundo para eu perceber o quanto sinto falta dos braços dele ao meu redor. Por instinto eu limpo uma lágrima que está descendo sobre o rosto perfeito dele e em seguida pego a mão dele.

–O que aconteceu? – gaguejo um pouco a procura de palavras – não importa o que seja, eu vou te ajudar, você pode contar comigo!

– Muito obrigado, e mil desculpas por ter te ignorado, desculpas por não ter dado valor aos seus sentimentos, desculpa ter dado em cima da sua melhor amiga na sua frente, desculpa sempre ser um babaca, desculpa por ter nascido. – Diz ele olhando diretamente pra mim.

– Você não precisa pedir desculpas, todos cometemos erros, mas agora eu quero que você me diga o que aconteceu para eu poder te ajudar. – Digo retribuindo o olhar, meus olhos azuis encontrando os olhos castanhos dele e nesse momento parece que o universo está prestes a entrar em colapso.

Ele me abraça novamente, mas dessa vez o abraço, dura poucos segundos, em seguida ele me solta e pega meu rosto.

– Eu perdi tudo Shade, simplesmente tudo. — Diz ele ainda segurando meu rosto.

E suas mãos grossas em contato com a minha pele faz meu coração acelerar, nem sabia que era possível um coração bater a essa velocidade, parece que ele vai explodir dentro do meu peito.

– Tudo? O que exatamente? – Digo, tirando as mãos dele do meu rosto e entrelaçando meus dedos com os dele.

– Eu era “famosinho” porque eu era rico, meu pai tinha uma grande empresa de construção de rodovias, mas outra empresa roubou os clientes do meu pai, e ele faliu. – Diz ele abaixando o olhar – Agora percebi que meus amigos não estavam interessados na minha amizade, e sim no que eu podia oferecer.

– Nossa – digo chocada com o que acabei de escutar do amor da minha vida – Mas sua família está bem?

– Está, a gente consegue se sustentar pela renda da minha mãe e meu pai já está procurando outro emprego, mas eu não sou mais rico, e eu não tenho mais amigos, nem privilégios nem nada.

Dá vontade de por ele em um potinho e proteger contra o mundo cruel, não querendo parecer superficial, mas já parecendo, ele está todo lindinho com os olhos vermelhinhos, e tão frágil que parece que um vento podia o levar.

– Ed – faço uma pausa, nunca imaginei que diria esse nome diretamente a ele – o dinheiro é o de menos, sua família está bem, isso é o que importa, e não ligue para os seus “amigos” – faço aspas com as mãos – gente como eles não merece uma amizade como a sua. E eu sei que não é muito, mas eu estou aqui se você precisar, e pode contar comigo para qualquer coisa.

Nesse momento ele limpa as lágrimas com as mãos e abre um pequeno sorriso para mim.

– Obrigada Shade, você é maravilhosa seus amigos tem sorte de ter uma amiga como você. – diz ele de cabeça baixa.

– Maravilhosa? – rio – não sou nem de perto maravilhosa, só estou tentando ajudar um... – faço uma pausa, eu e Eduardo não somos exatamente amigos, mas também não somos totalmente desconhecidos. — ... amigo! – decido por fim que amigo seria a melhor palavra na ocasião.

Ele se levanta, agora sorrindo verdadeiramente, e estende a mão para eu apoiar para me levantar também. Ele me dá outro abraço, e cada abraço dele sinto que estou a um passo de ter um ataque cardíaco.

– Seu coração está acelerado Mary. – Diz ele ainda me abraçando e sorrindo ao falar cada palavra.

Instantaneamente meu rosto cora, e percebo que parei de respirar novamente, volto a respirar, e dou graças ao senhor que ele não está conseguindo ver meu rosto no momento. Eu tento falar mas nada sai de minha boca, só alguns gaguejos ridículos.

– Você não precisa ficar assim, não é possível que goste de mim depois do quão babaca eu fui com você. – Diz ele desfazendo o abraço – e como você mesma disse, somos amigos.

– Não é isso, é que eu fiquei muito preocupada ao tiver chorando e me sinto bem pelo fato de que posso ser útil para alguém – digo tentando acalmar meu coração.

– Obrigada Shade, por tudo! – diz ele e eu dou um sorriso bobo – O que? Porque está sorrindo?

– Você é a única pessoa que me chama de Shade – digo levantando a cabeça e olhando para os seus olhos ainda um pouco vermelhos. – Eu gosto disso.

Ele sorri e diz que vai ao banheiro, faço que sim com a cabeça e sento-me no chão novamente e começo a comer o pão de mel, que a linda irmã do Bread fez para mim. E nossa é realmente delicioso.

– Marinalda – grita Alice no meu ouvido, surgindo de repente, quase me matando de susto, então eu engasgo com o pão de mel e começo a tossir.

Aly dá tapinhas nas minhas costas, e então eu desengasgo, e olho para ela com uma cara brava e com lágrimas nos olhos por causa do incidente que acabou de acontecer.

– ALICE- grito muito alto – Se você está querendo me matar me dê um tiro não um susto. – digo diminuindo o tom. – e Marinalda? Que nome é esse, por favor nunca nunca nunca mais na sua vida me chame de “Marinalda”.

– Ai ai – ela está rindo muito, tanto que começam escorrer lágrimas dos seus olhos. – Isso foi muito engraçado, talvez a gente deva fazer isso mais vezes.

Olho brava pra ela e faço que não com a cabeça lentamente.

– Me conte tudo sobre o Ed mocinha. – diz Alice agora ficando séria.

Eu conto tudo, cada detalhe, e ela dando suas opiniões sobre tudo que eu digo, o sinal toca e voltamos para a sala, agora é aula de física, mas ao invés da aula nós vamos para o auditório com todas as salas de primeiro ano do ensino médio, para a diretora apresentar o projeto da semana cultural para todos os alunos, como a Lindsey e a Lexi não vieram hoje, sentamos eu e a Alice uma do lado da outra, eu e a Aly já sabemos tudo sobre a semana cultural, a gente estuda nessa escola há seis anos. Então a gente dorme, sentada mesmo, eu acordo com uma salva de palmas. Alice está em pé aplaudindo alguma coisa que eu não faço ideia do que seja.

Os coordenadores da escola passam um vídeo mostrando antigos vídeos da semana cultura, eu apareço em quase todos. Demorou dois horários inteiros para explicarem sobre esse projeto, ainda bem falta só uma aula, o que eu quero fazer é chegar em casa e dormir.

O último horário é filosofia, estamos estudando Heráclito, ele fala do “ser ou não ser?”, eu particularmente odeio filosofia. O professor liga o computador e começa a explicar a matéria, eu presto atenção, pois eu não sou muito boa na matéria. Adam me cutuca e eu viro pra trás para olhar.

Adam é um menino novato lindo, ele senta atrás de mim, ele não é muito alto mas é forte, e tem olhos azuis, e não parece que ele tem 16 anos. Eu acho que ele formaria um casal muito bonito com a Lexi, eu vou pensar a respeito talvez eu até junte os dois.

– Oi – diz ele sussurrando – você sabe porque que a Lexi faltou hoje?

Eu e Adam conversamos as vezes ele é muito legal e divertido e a risada dele é a melhor coisa do mundo. Ele perguntou da Lexi, deu vontade de fazer “aaaawn” de tão fofo que ele pareceu.

–Não sei não me desculpe, a Alice conversou com ela no telefone mas eu esqueci de perguntar – digo tentando sussurrar mas não obtendo muito sucesso. – Mas porquê? Está sentindo a falta dela?

– Também- diz ele vermelho de vergonha – mas é porque ela tinha ficado de me emprestar um livro.

– Chama ela pra ir para o cinema aí vocês vão e se divertem e você pega o livro – definidamente o plano de juntar eles está em ação.

– Não acho que ela aceitaria, mas vou considerar fazer isso –diz ele sorrindo. – Obrigado.

– Shiiiiiiiiu, silencio galera, falta só 10 minutos, anotem o dever em silêncio- diz o professor.

Anoto o dever falta 5 minutos para tocar o sinal mas todos já estão guardando o material, eu aproveito o tempo para fazer o dever, que é bem pequeno por sinal, então eu acabo ali mesmo, o sinal toca, todos saem correndo, então eu guardo meu material. Estou quase atravessando a porta quando Ed aparece.

–AAH – grito assustada.

–Perdão, eu não queria te dar um susto – diz ele pondo a mão em meus ombros.

– Ai, tudo bem, é que eu me assusto muito fácil – digo, e essa parece a frase mais verdadeira que falei hoje.

Ele ri.

–Então – ele tira a mão dos meus ombros e passa pelos seus cabelos- eu estava pensando, a gente podia sair amanhã, como amigos, claro.

Eu estou quase dizendo que sim quando uma voz me interrompe.

–Ela não pode “parceiro”- Vejo o Bread atrás do Ed, com uma expressão séria – Ela vai no cinema comigo.

– Vai? – pergunta o Ed e eu não consigo definir se a pergunta foi pra mim ou para o Breadon.

Breadon revira os olhos e eu digo antes que ele possa dizer alguma coisa.

– Ah, vou sim! – falo dando de ombros.

– Então a gente marca outro dia- diz Ed me dando um beijo na bochecha e depois um abraço apertado- até mais Shade.

–Até mais- digo com um pouco de vergonha — não esquece de marcar — rio tímida.

Ele faz que sim com a cabeça, acena e depois vai embora pelos longos corredores de Spartacus High School.

Dou um abraço do Pãozinho, e depois olho pra ele com um olhar suspeito, ele não diz nada então eu resolvo dizer.

– Depois eu sou a ciumenta da relação.

– Primeiro não é ciúmes é cuidado com a minha melhor amiga, e segundo, não fale mais relação fica parecendo que somos namorados! – Diz Bread indiferente

– Nossa! Não sabia que a possibilidade de ser meu namorado era algo tão ruim para você – digo séria, mas estou com muita vontade de rir.

– Não é isso – diz ele parecendo preocupado.

Eu caio na gargalhada, pois ele está realmente preocupado que eu tenha ficado brava.

– Eu sei Bread. – Digo ainda rindo – Qual é? Não dá para namorar a melhor amiga. — dou -lhe um tapinha de leve no seu ombro!

A expressão dele passa de preocupado a triste. Ele me empurra pra frente me obrigando a correr um pouco.

– Mary Shade, você nunca mais faz isso na vida – ele ri agora – eu achei que você estava brava comigo.

– Eu nunca vou ficar brava com você Pãozinho.

– Bom saber – diz ele passando o braço direito sobre meu ombro esquerdo.

Andamos abraçados até a saída da escola. Sem dizer nada um para o outro.

– Ei ei – Diz um homem gritando dentro de um carro e demoro a perceber que é o Dexter – solta a minha irmã moleque.

Todos rimos, dou um beijo na bochecha do Bread, e vou para o carro, chegando no carro dou um beijo no Dex e então nós vamos para nossa casa.

Chegando lá eu sinto o cheiro mais maravilhoso do universo: o cheiro de batata-frita.

–Margaret você é a melhor pessoa do universo – vou até a cozinha, dou um beijo nela, e roubo duas batatas.

Sento-me no sofá e em seguida a Candy pula no meu colo pegando uma de minhas batatas.

– Não dá batata-frita para a cachorra Mary – diz o Dexter sentando no outro sofá.

– Eu não dei, ela pegou.

Ele liga o videogame e então nós jogamos “Guittar Hero III” um jogo de música, muito bom, o meu preferido e também o único que eu sei jogar, tocamos duas músicas, então meu pai e minha mãe chegam e nós vamos almoçar.

Quando acabamos de almoçar meu pai e minha mãe foram para o quarto deles, eles sempre dormem uma hora depois do almoço eu sento no sofá e começo a jogar sozinha, e assim que a música começa, o celular do meu irmão toca, mas eu não me importo, continuo tocando e cantando a música, do melhor jeito que eu consigo, é claro, que o melhor jeito que eu consigo é super desafinado, eu sou uma cantora super ruim.

O meu irmão conversa no telefone e dá muitas risadas, assim que acaba a música ele me oferece o telefone.

– Baixinha é o Bread- Diz ele.

–Alô? – digo assim que pego o celular da mão do mermão.

–Oi baixinha – diz Breadon parecendo animado.

–Ah Oi Pãozinho, por que não ligou no meu celular?

– Eu liguei, umas cinco vezes, você não me atendeu então eu decidi ligar para o Dexter- diz ele com presa, como se tivesse que me contar alguma coisa.

–Meu celular deve estar na mochila no silencioso- digo.

– Ah ta! Então princesinha, amanhã a gente vai na estreia de Maze Runner, e eu tenho uma novidade pra você – diz ele e consigo imaginar o sorriso dele que vai de uma orelha a outra.

– O que? O que? – falo ansiosa.

– Eu comprei camisetas pra gente!! – Diz Bread não disfarçando a alegria.

–AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – grito tão alto que temo acordar meus pais.

Eu sou muito fã de Maze Runner, eu já li todos os livros, e estou muito, muito, muito ansiosa pelo filme, ainda mais que tem os amorzinhos da Kaya Scodelario, Dylan O’Brien e Thomas Sangster no elenco.

– VOCÊ É O MELHOR AMIGO DA VIA LÁCTEA! – digo um pouco (talvez muito) alto.

– Nossa nem acredito que chegou, a gente esperou tanto tempo. – Diz o Pãozinho que virou fã da saga a partir de mim.

– Pois é – digo – É UM MILAGRE – agora estou cantarolando.

– Não tem como escutar Mary Shade cantando e não rir – ele diz- eu e o Dexter estávamos rindo muito de você cantando no vídeo game.

– HEY – digo – não pode rir de mim.

– Pode sim – diz Bread no telefone e o Dexter do meu lado.

– Amorzinho vou desligar, por que vou dormir, beijos – digo para o Bread.

– Ok, vai lá princesa, te amo muito, muito mesmo May. – ele diz.

– Muito tempo que você não me chama de May, senhor Pitt – digo rindo e então desligo.

May & Pitt era os nossos apelidos na infância, eu, ele e o Jordan éramos melhores amigos quando crianças, então obviamente tínhamos apelidos,ele me chamava de May porque ele queria ser diferente das outras pessoas, e eu o chamava de Pitt, por causa que o nome dele é Bread então fazia menção ao Brad Pitt, a escrita dos nomes deles são diferentes mas eu não sabia disso na época.

Eu acabo de tocar a musica no videogame, e então subo as escadas para o meu quarto e me jogo na cama, a minha cama é o melhor lugar do mundo, tão quentinha e tão macia. Fico sonhando acordada com algumas coisa até realmente dormir!