Notas iniciais
ignorem os erros de português. '-'
boa leitura!

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– AIMEUDEUS! – Vampira praticamente gritou, afobada, quando viu o uniforme de enfermeira assassina de Tempestade. – Essa roupa é... É... É maravilhosa! – Seus olhos brilhavam, fazendo diferença na escola macabra do dia das bruxas.
– Não é essa a intenção. – A deusa do tempo exclamou com as mãos na cintura.
– E-Er, não é isso que eu quis dizer, é que... Tá assustadora, e maravilhosa. Ao contrário dessa roupa rasgada e fedorenta... – Vampira cheirou seu ombro, fazendo uma careta. – ...Que Remy me deu. Argh! – Tempestade riu, guiando Vampira pelos corredores enfeitados da escola.
– Não reclame, Vampira. Viu? Todos te chamam por um nome que já é apto para o Halloween, e com certeza várias pessoas invejam isso, inclusive eu.
– Ah, que seje. Que pelo menos a Vampira se fantasiasse de vampira, e não de zumbi. Isso é injusto.– Tempestade balançou a cabeça, com um sorriso na cara.
– Isso você vai ter qu- AH! – As duas mulheres deram um pulo para trás quando Scott e Bobby apareceram no escuro, as assustando. Ali, andando pelos corredores, todos já esperavam isso sustos alheios, por isso a noite ficava mais divertida.
– Droga! – Vampira exclamou, passando a mão em seu rosto, borrando ainda mais a maquiagem, deixando sua fantasia mais “bonita” para a noite. Bobby e Scott gargalharam. No fim, Tempestade e Vampira também estavam rindo. Vampira analisou as fantasias dos dois. Seu ex-namorado Bobby, que estava parado em seu lado esquerdo, era o Frankenstein da noite – levando em conta sua pequena estatura, a fantasia com certeza não combinava com ele. Seu rosto verde, os pregos em sua cabeça costurada chegava a ser hilário.

Scott estava coberto de sangue, com cicatrizes e partes do corpo que pareciam estar rasgadas. Carregava um braço preso na cintura, e um facão.

Vampira se sentiu horrível no meio de tantas fantasias apropriadas. Isso não saiu certo, a mutante pensou consigo mesma sobre o que havia pensado. Eu tenho que parecer horrível, mas não fedorenta.

Após os risos, Scott falou, — Hey, vocês viram a Jean? – Vampira e Tempestade se entre olharam. Seus olhares diziam que nenhuma das duas viram Jean fantasiada de algo – o que poderia ser estranho. Scott entendeu, e logo mudou de assunto.
– Hey, gostei da sua fantasia. – Falou a Vampira num tom debochado, e em resposta recebeu um dedo do meio. A garota estava pegando algumas manias sujas de seu novo namorado, Gambit.
– Tá certo. Ela estava com a gente antes mesmo de começar a nos arrumar-mos. – Tempestade voltou ao assunto de Jean, falando de um modo simplesmente. Scott apenas queria que ela estivesse com ele, mas não se desesperou. Encontraria com ela no andar de baixo.
– AAAAAARGGHHH! – Bobby fez uma cara macabra para um garotinho que passava por ele com uma cesta em forma de abóbora. O térreo seria apropriado para o baile. As doçuras e travessuras seriam feitas nos quartos do 1º andar. O 2º andar era onde seria feito os Corredores do Terror. 3º andar, para quem quisesse descansar.

Eles pegaram o elevador, que estava totalmente apagado, apenas com luzes em neon laranjadas. Falavam sobre as opções de fantasias, e porquê escolheram as que estavam vestidas. Bobby falou que amava a história do Frankenstein desde pequeno. Scott falou que sua fantasia era uma mistura de Rambo com Exterminador do Futuro. Tempestade falou que pesquisou sobre a fantasia na internet. Vampira simplesmente ficou quieta.

O elevador parou no 2º andar. As cinco gêmeas Stepford adentraram no elevador, todas vestidas de uma versão sexy de bruxa. Como elas eram as preferidas de Emma Frost, tinham uma convivência com os X-Men, tanto boa quanto ruim, então não enlouqueceram quando viram eles no elevador. Era capaz de nem reconhecerem alguns, principalmente Vampira, que vestia roupas rasgadas e meio fedidas.
Apenas Scott e Tempestade saudaram as garotas telepatas. Bobby e Vampira participavam do time liderado por Kitty, de odiar tudo que provinha de Emma Frost.

– Uh, está sentindo isso. – Logo uma delas falou.
– Eu estou. Sente isso?
– Sinto.
– Ai...
– ...Ai que fedor! – Cada uma falou, no final todas soltando um som uniforme de nojo, esfregando o nariz.
– Quem é que tá... – Uma começou, e todas olharam para trás. Seus olhares pararam em Vampira.
– Ah!
– Tinha que ser.
– Vampira.
– Era de se esperar. – A garota alvo das palavras das irmãs deu um passo pra frente, já tirando a luva encharcada de tinta vermelha e marrom da mão.
– Hey! Por favor. – Scott se intrometeu na frente da garota louca pra sugar os poderes de cada uma.
– As cinco, parem. – Tempestade falou. Ela consentiram, e viraram para frente, mas não sem deixar de enrugar o rosto para Vampira.
– Tá certo. – Bobby comentou ao vento.

A porta do elevador escorregou para os lados, e um distante som de batida musical se fez ouvir. Scott pode ouvir perfeitamente com seus ouvidos um pouco mais apurados. As cinco dispararam na frente, mas Scott não deixou de perguntar a elas se viram sua amada. Elas disseram que não, mas ofereceram em procurá-la, com a telepatia unida delas. Foi o que fizeram, mas sem sucesso. Falaram que talvez ela estivesse bloqueando sua mente. Scott agradeceu, e resolveu ir atrás dela.
– Era de se esperar? Há! O que elas não esperam é o que vou fazer com aquelas maravilhosas peles artificiais idênticas a de Emma Frost. – Vampira comentou com si mesma em um tom debochado e com raiva. Scott teve de chamar a atenção da garota.

O local da festa estava realmente cheio. Música eletrônica num volume bem alto, pessoas gritando e bebendo. Levando em conta que esta festa era apenas para os maiores de 18, tudo estava certo. No outro lado do instituto, havia outra festa, mas sub-18, sem bebidas alcoólicas.

Na entrada, havia um mutante vestido de vampiro. Seu dom era de poder gravar várias informações por um longo período. Sua memória funcionava com um pen drive.
Ele autorizou a entrada dos mutantes . Vampira logo começou a pular, Bobby a dançar conforme a música. Tempestade dançava discretamente. Scott procurava Jean.

– Hey! Procurando alguém? – Depois de um tempo andando, Emma apareceu, agarrando o braço esquerdo de Scott, falando ao pé do ouvido. Vestia um vestido de noiva um pouco sujo, que ia até dois palmos acima seu joelho. Era decotado e apertado. Ela usava batom bastante vermelho, alguns machucados no rosto. E continuava bonita de qualquer modo, rapidamente pensou Scott.

– Scott? – A loira enrugou sua testa, balançando seu braço que ela segurava, o acordando do transe.

A poucos metros distante deles, lá estava Logan, e Gambit, num canto afastado da festa, encostado numa parede.
– Gambit! – Vampira exclamou, não carinhosamente, mas chamando sua atenção. – Você não sabe o que eu já passei usando essa roupa. – Remy estava encostado na parede, usando uma roupa parecida. Ele retribuiu com um sorriso sexy. – Mon amur, você não tem idéia de como, ainda nessa roupa, continua linda e gostosa. – Apenas isso foi o suficiente para Vampira soltar um sorriso de derretida e abraçá-lo, tomando todo cuidado para suas peles não se encostarem.

No meio de tudo isso, lá estava Wolverine, observando Vampira, a garota para quem prometeu que as coisas sempre estariam bem, e para Scott que estava um pouco mais longe conversando com Emma, que se pendurava em Scott de um modo estranho, mas que para Logan era óbvio.
O canadense estava fantasiado de algum tipo de múmia sexy. Tempestade e Jean estavam desde a semana passada planejando as fantasias, e Logan não escapou do alvo das duas. Ele simplesmente queria vir dele mesmo, já que botava terror em todo mundo, se precisasse, mas elas insistiram que na fantasia precisaria de coisas malignas. E lá estava ele, com apenas a cintura pra baixo enfaixada, e com outros pedaços de faixas caídas por seu peitoral sujo. Por mais que Logan achava tudo aquilo ridículo, aceitou a fantasia apenas por ela. Sim, esse era seu único ponto fraco: ela.
– Logan, seu lunático, tá prestando atenção no que eu tô falando? – A enfermeira cheia de sangue passou a mão em frente aos olhos de Logan, tirando-o de seus pensamentos. Ele encarou a mutante com olhos cegos, e Tempestade concluiu que não.

. – Oh, por favor, ela não vai roubar Scott de Jean, apesar de você querer isso.
– Espere aí, não é bem assim. – Falou de modo brusco, estendendo sua palma em direção de Tempestade, num sinal de “pare”. – De qualquer forma, você não tem nada a ver com minha vida, e não tenho que dar satisfações pra você, Mamãe Coruja.
– Mamãe Coruja, Logan? – Ela estreitou os olhos, um ponto de interrogação desenhado em sua testa. Logan simplesmente ignorou. Odiava repetir algo duas vezes – por exceto quando falava a Jean sobre seu amor. Repetiria isso quantas vezes fosse preciso.
Droga, Logan! O baixinho xingou-se internamente, mas prometeu que seria a última vez que falava consigo mesmo, primeiramente porque nunca pensava antes de fazer algo, e segundo porque a escola estava cheia de telepatas, e se alguém o pegasse falando consigo mesmo, poderia chamá-lo de louco. Era o que achava.

Emma Frost começou a dançar de forma um pouco sensual de mais na frente de Scott, falando que a música estava muito boa. Em controvérsia, Scott afirmou que não curtia muito a batida eletrônica.
– Ah, vamos lá, Scott. – Ela mordeu o lábio inferior, e virou-se de costas para Scott, rebolando para ele. Ela esfregou sua traseira em sua perna, e Scott teve de dar um passo para trás. Emma se virou, seus dentes brancos a mostra, mas com uma fina máscara de dúvida. Scott ignorou Emma, e começou a andar em direção de seus amigos, desviando dos alunos. Ele acenou para Gambit, que falava coisas sedutoras para Vampira, e ficou ao lado de Tempestade e Logan, que estavam a alguns metros do casal. Não deu “Oi” para Logan. Nunca dava.
– Uh, Logan, viu minha namorada? – Enfatizou a última palavra, numa provocação. Logan não ligou.
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– Não. – Falou, curto, grosso e estúpido, tirando um charuto do bolso de trás da calça. O cara sempre carregava coisas muito estranhas. E depois falam das mulheres...
– Aí, mon ami. — Logan imitou o sotaque de Gambit. Ele tirou a atenção de sua namorada para encarar o baixinho, que estendeu seu charuto. Gambit entendeu o que queria dizer, e encostou na ponta do charuto barato de Logan, fazendo uma pequena explosão ocorrer ali. A ponta logo ficou alaranjada. Logan começou a pitar. – Por que você não pede pra sua noivinha invocadinha procurá-la? – Voltou a falar com Scott, apontando para Emma, que estava logo atrás de Scott, tentando se enfiar na conversa. Scott abriu a boca para falar algo, mas Emma falou primeiro.
– Escuta aqui, baixinho. – Emma apontou uma unha bem cuidada para o rosto inalterado de Logan. – Eu não sou invocada, tá certo? E eu não sei onde tá aquela... Aquela... – Ela vacilou quando viu que Scott olhava interessado para ela, esperando a palavra suja que estava prestes a soltar. Ela balançou a cabeça, suas mãos para cima. – Ai, olha, eu já estou procurando por ela. Hm... – Ouve um momento de silêncio, na rodinha, pelo menos, pois o som estava realmente estridente, principalmente para Logan e Scott, que tinham que controlar suas audições, se não era possível ficarem surdos. Emma fechou seus olhos. Por um breve segundo ela enrugou o rosto, batendo com as costas de sua mão o ar em cima de seus ombros, como se quisesse afastar o som alto que estava a desconcentrando. Após um tempo, ela abriu seus olhos, que estavam refletindo a derrota. A loira odiava isso. – Ela bloqueou a mente. É isso. – Ela se virou para trás, e tomou da mão de um dos estudantes um drink intocado. É claro que mexeu com a mente do cara, pois ele simplesmente riu para ela, e continuou a andar por entre a multidão.

Ao longe, Kitty dançava loucamente com seu amigo, Bobby. Loucamente... Até o momento em que avistou Emma Frost agarrando o drink que ela havia pedido para seu colega de classe pegar. Ela faz isso de propósito, só pode, Kitty pensou, dura, seus olhos estreitos, as mãos fechadas com força ao lado de seu corpo. Adoraria meter um soco naquele nariz estilo Michael Jackson...
– Kitty? — Bobby indagou, estranhando a queda de energia da garota. E só depois que ele viu pra onde a baixinha olhava foi que a ficha caiu. — Ah, não, Kitty. Não deixa aquela plastificada acabar com sua noite. — Kitty arregalou os olhos para Bobby.
– Ela não vai. — A baixinha devolveu um sorriso maroto para Bobby, que entendeu o que ela quis dizer, e retribuiu o mesmo sorriso. — Vem, vamos pra lá. — Kitty puxou seu amigo mutante para outro canto mais distante, sem grandes dificuldades para passar por entre as pessoas, que abriam caminho para eles.

– Bloqueou a mente? Ela nunca faz isso. – Scott indagou consigo mesmo.
– Talvez ela esteja fazendo algo que ninguém queira saber. – O sotaque cajun de Gambit se fez ouvir, com um toque de segundas intenções na frase. Scott negou essa possibilidade. Ela nunca escondia nada de Scott (ou nunca conseguia).
– Ah, Scott, ela não deve estar fazendo nada demais. – Emma arrastou a frase deixando sua frase manhosa. Ela puxou o braço de Scott. – Vem, vamos dançar.
– Detalhe: Vamos dançar. – Vampira enfatizou. Emma tirou a atenção de Scott para olhar para o casal. – A conversa não chegou nos fedorentos.
Gambit se remexeu no lugar. Adoraria explodir o cérebro loiro, mas foi ele quem segurou Vampira, que grunhia.
– Não, Emma, eu não- – As luzes do local vacilaram algumas vezes, apagando, e deixando apenas as luzes provisórias. O pessoal deu um curto e rápido grito, e voltaram a dançar.

A luz normal voltou a acender lentamente. Tempestade parecia timidamente mais perto de Logan após as luzes se apagarem. Ela teria mais uma chance de se aproximar de Logan, pois as luzes vacilaram novamente. E não foi apenas as luzes: a música falhou, e antes de desligar, chiou num som horrível. O pessoal voltou a gritar, mas dessa vez foi de reclamação. Nem as luzes provisórias foram acesas, e isso foi estranho.

– Calma, gente. – Uma voz masculina falou, num talvez microfone sem fio. Era quase impossível enxergar algo. Scott podia ver sombras. Logan podia ver os contornos das pessoas, mas isso realmente forçava sua visão.
Emma já estava praticamente abraçada em Scott, ao contrário de Tempestade, que não se moveu do lugar.
– Ouve uns problemas técnicos, logo volt- AH! – O cara soltou um grito rápido, que se afastou, como se o microfone tivesse sido tirado de sua boca. Cochicharam. Logo após o grito, houve um som de batida, que informava que o microfone tinha encostado o chão. E isso foi seguido por um som estranho. Era como se alguém sussurrasse macabrosamente coisas indecifráveis. Isso foi tenso: todos começaram a dar breves gritos, e falar em voz alta, se movendo. Alguns até riam – podia ser uma brincadeira, afinal, Halloween sem susto não era Halloween. Scott ouviu outros gritos vindo da mesma direção por entre as vozes dos alunos, e ele endureceu. Começou a andar em direção do palco, batendo em algumas pessoas com força, recebendo em troca um palavrão. Não caminhou muito, pois as luzes voltaram a acender. Tempestade procurou pelo líder um pouco atenta. Quando ela o achou, ele olhou para ela, Tempestade mandou um sorriso de ‘Está tudo bem’ para Scott.

Ele se sentiu um pouco bobo naquela hora. Um motivo para odiar essa data era que qualquer grito parecia ser de socorro para ele, sendo que era mais um daqueles sustos bobos.

A música voltou a tocar.

– Scott! Vem cá. – Emma gritou por baixo da música. Ela estendeu as duas mãos em direção de Scott, o chamando. Scott chacoalhou sua cabeça, espantando seus pensamentos, e andou em direção de Tempestade, cortando Emma.
– Eu odeio isso. Cadê o Logan? – Scott reparou que ao lado de Tempestade o canadense havia sumido. Em seu lugar, havia algumas gostas de líquido vermelho escorrendo pela parede onde estava encostado. Parecia fresco. Tempestade olhou para aquilo, e tomou um leve susto, antes de lembrar que devia ser as decorações. O olhar de Tempestade seguiu a parede, até o lugar onde deveriam estar Gambit e sua namorada, Vampira. Mas, no lugar deles, apenas sangue. Na parede, ela notou que havia algumas marcas de mãos com o mesmo líquido, e no chão, um rastro, como se tivessem arrastado... Alguém...
– Scott. – Tempestade falou, mais séria, como se não tivesse gostado daquilo.
Scott também encarava o mesmo. Não pensou muito, logo seguiu o rastro.
Ele dava num dos corredores do instituto. Ia por uma das portas de saída e entrada da festa, mas não a principal, por isso não estava muito lotada. Uma mutante telepática, de nível baixo, estava cuidando de quem entrava e quem saía.
Seguiram o rastro do corredor, que parecia de um vermelho mais vivo naquela outra luz.
Tempestade brevemente teve de afirmar a si própria, que isso a fazia se sentir num daqueles filmes de terror, onde quem assiste afirma: não vá... Não siga o rastro... Não entre nesse porão sozinho.
– Ah, qual é, gente. Isso é apenas brincadeiras para assustar. Ninguém matou ninguém não. Não estamos num filme, isso é a-
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– Xiu! – Tempestade levantou a mão para Emma que desfilava atrás dela, fazendo-a calar. Emma bufou. – Vocês é quem sabe. – Ninguém ligou para sua frase.
Por fim, estavam num corredor mais distante da festa. E lá, um dos rastros parava numa sala, outro continuava. Pararam na frente da porta, e resolveram entrar todos juntos.
Ninguém visualizou o local onde estavam, apenas Emma, que reconheceu o lugar como o salão de dança da escola.

Num impulso, Scott chutou a porta.

Nada. Nada anormal. Ninguém segurava uma faca, como Scott, ou uma serra elétrica. Apenas a luz vinda da lua, que penetrava através da janela, iluminava o local.
Tempestade soltou um suspiro de alívio.
– Viu? Nada de mais. Argh, eu tentei avisar. – Emma reclamou. Tempestade olhou para ela. Eles tinham que prestar mais atenção no que Frost falava, pois ela também fazia parte dos X-Men, e era uma telepata, sabia das coisas.
Tempestade Ororo procurou por um interruptor, e quando o achou, acendeu a luz.

Tudo confessava que ninguém havia passado por ali. Por exceto uma coisa.

– Esperem. — Scott sussurrou. Emma ia reclamando, mas Scott mandou-a calar a boca. Um abafado som vinha da sala onde guardavam os acessórios para as danças. — Estão ouvindo isso? — Scott gesticulou para o ouvido, e começou a andar. O som era um balanço, os de criança, enferrujado, fazendo sons bizarros e apavorantes.

Enquanto eles iam se aproximando, pouderam ouvir mais perfeitamente.

Scott abriu a porta, mas apenas uma fresta. O som aumentou. Ele olhou para as duas mulheres que o olhavam com curiosidade, e virou para frente. O que ele não viu foi o rosto apavorado e cego de Emma, antes mesmo da porta ser aberta.

Abriu a porta totalmente, e depois desejou nunca ter feito isso. Lá estava Vampira, morta. Ensangüentada. Pendurada num enorme gancho, que perfurava sua barriga. Estava de ponta cabeça, balançado, para a direita para a esquerda, sua cabeça cheia de líquido vermelho. Mas, por baixo de todo aquele sangue, era possível ver os olhos totalmente brancos da garota.

Ao ver Vampira assim, Tempestade gritou junto a Emma, seus gritos estridentes. Scott soltou um breve grito, pulando para trás junto com as garotas. Tempestade parecia estar tendo dificuldade para respirar. Soltava engasgos um atrás do outro, como se tentasse dizer algo, além de tremer violentamente.

Emma tinha quase os mesmos sintomas, exceto pelo fato de ela olhar cegamente para o rosto da garota morta, como se tivesse vendo algo além dela.

Scott também tremia violentamente, não conseguia pensar. Ele passou sua mão tremula e fria por seu rosto preocupado, tentando pensar em algo, mas nada saiu. Scott fechou a porta com força. – Q-q-quem fez is-sso? – Scott gaguejou. Era o que Emma estava tentando descobrir desde o momento em que começou a ouvir o som estranho. Ela havia sentindo algo ruim naquele momento. E agora, ela mal podia pensar, não conseguia encontrar um modo de deixar sua voz sair.
– Emma! – Scott tentou parecer enfurecido, mas sua voz saiu pequena e rouca. De qualquer modo, ela entendeu o que ele queria dizer.
– N-n-não... – O ar em sua volta pareceu pesar toneladas, e ela tentou resgatar um tanto de ar para si, fazendo sair um som grave de seu peito. – Eu não... N-não... – Emma não conseguiu falar.

Tempestade estava perdendo o sustento de suas pernas, e quase indo ao chão, quando Scott percebeu, e a segurou. Ela continuava a sussurrar coisas baixas e sem sentido. Scott teve um pouco de dificuldade para carregá-la até um banco, no qual ela desabou.
– Emma... Fique com... Ela. – Scott apontou para Tempestade, engoliu seco, e se retirou do local. Emma tentou falar algo, mas nada saiu.

O que Scott não ouviu foi o som do gancho que parou repentinamente.

O homem saiu da sala, seguindo o outro rastro de sangue. Não... Mais um não. Ele estava atordoado. Mal conseguia pensar. Scott começou a caminhar em passos largos ao lembrar de Vampira morta. Era tudo o que sua mente lhe mostrava: Vampira, morta. Seu corpo vacilou, antes de prosseguir mais firme e rápido.
Logo, lembrou-se de Jean. Isso fez seu coração palpitar numa velocidade assustadora. Precisava dela, agora, em seu lado.

As coisas começaram a ficar mais tensas. As luzes do corredor ficavam cada vez mais apagadas. Até chegar num ponto em que apenas as luzes que vinha das janelas iluminava o corredor. Scott começou a soar frio quando viu algumas cartas de baralho jogadas por um canto. Foi quando, com sangue, na porta do elevador, estava escrito: Ás de Espadas. Então a porta do elevador se abriu. E lá estava ele, o cajun, de pernas abertas, como o Homem Vitruviano, de Da Vinci, mas com roupa.
– Meu Deus, não. – Scott sussurrou, vendo Remy pendurado no elevador, que começou a se fechar, mas Scott se aproximou e pôs sua mão, fazendo-o se abrir novamente.
Seu corpo, todo ensangüentado, como o da namorada. A cabeça caída para baixo. Lembrava Jesus Cristo também.

Primeiro a namorada. Depois, ele. O casal, morto, assassinado, em pleno Halloween...

Uma lágrima de angustia e raiva correu pelo rosto de Scott, mas ele a limpou com força.

Mataria quem fez isso.

Scott deu alguns passos para frente novamente quando o elevador voltou a se fechar. Mas, tão rápido que ele não pôde se desvencilhar, algo saiu de cima do elevador, e começou a atacar Scott, que tirou seus óculos, e começou a atirar raios no vulto. A adrenalina corria em suas veias enquanto lutava com o assassino, que apenas se esquivava de seus raios, chutes e socos.
Então aquilo resolveu atacar Scott. Sem mesmo sentir nada, nenhum chute, nenhum soco, Scott foi arremessado para o lado de fora, fazendo-o passar por uma janela e quebrá-la. Sua sorte foi que estava no térreo.

Scott caiu violentamente contra o chão, mas logo se levantou, procurando pelo atacante. Começou a soar frio novamente, pois via apenas vultos que corriam em sua volta. Ele tentou acertar um raio, mas fracassou. Scott dava voltas em si mesmo, tentando acompanhar aquilo. E, sem mesmo Scott conseguir encostar no atacante, isso esmurrou-o na cabeça com força, fazendo-o perder a consciência em segundos, bem antes de ser arrastado para o labirinto do colégio.

O medo ainda impedia Tempestade de se mexer. Nem ela, nem Emma atrevia a olhar para o lado, nem sequer a respirar. Calafrios percorriam a espinha da loira, que olhava vidrada para Tempestade.
Algo não estava certo – disso Emma estava convicta.

Não acreditavam que estavam ali, que sua colega estava morta, com um gancho ultrapassando seu estômago. Emma nunca foi grande amiga da garota, mas isso não significava que a odiava.
Ela deu um passo à frente, e depois outro, até chegar perto de Tempestade. A loira nunca foi boa em tomar controle de situações desse tipo. O que ela fez com o Clube do Inferno, após a suposta morte de Shaw? O fechou. Não gostava de coisas que envolviam morte.

Ela sentou ao lado da mulher que olhava fixamente para frente, as lágrimas inundando seu rosto. Segurou sua mão, e tentou falar algo, mas nada saiu. Talvez não devesse falar nada. As duas tinham dificuldade em respirar.
Após um tempo em silêncio, algo no ambiente havia mudado. Não estava como antes, e bastava Emma esquecer um pouco do sangue, sangue e mais sangue, e se concentrar, que logo descobriria o que tinha de estranho no ar.
Após um tempo lá, parada, usando seus poderes telepáticos, não conseguiu achar nada. Mas era algo tão simples que ela se xingou depois de ter descoberto. O som... Havia parado. Nenhum som. Nada. E tudo o que se podia ouvir ali era o som de Ororo ofegando e limpando o nariz, e sua própria respiração.

Mas foi em questão de segundos que a situação mudou. Um alto barulho de correntes se fez presente, e foi seguido de um som de porta se abrindo.
Com isso, o mundo em torno de Emma parou. Suas mãos frias voltaram a tremer. A boca se entreabriu para pegar mais ar, pois seu coração bobeava como asas de beija-flor. Apenas os olhos de Emma se moveram para o lado, e ela pode ver a porta... Se abrindo. E quando ela ficou totalmente aberta, alguém estava caído. Possivelmente Vampira. Cabeça encostada no chão cobertos por cabelos, a âncora enfiada em seu estômago, um braço ensanguentado estendido para frente. Lentamente, a cabeça começou a se mover para cima, e lá estava o rosto vermelho e pálido, os olhos totalmente brancos, cabelos negros ensangüentados, as mechas brancas já escarlate.

Tudo o que se ouviu foi o grito agudo de Emma junto ao grito rouco de Tempestade.
Emma imediatamente se transformou em sua forma de diamante, e puxou Tempestade, que mesmo com sem sentir as pernas, começou a correr porta afora.

Correram o mais rápido que podiam. Iam em direção a festa que estavam a pouco tempo. Enquanto elas corriam, as portas dos quartos por onde elas passavam batiam violentamente, e atrás delas a luz do corredor ia se apagando, deixando tudo negro.
Tempestade tropeçou em seu próprio pé, e caiu no chão. Emma puxou ela pelos braços com toda a força que tinah em sua forma de diamante, e correu, correu, correu. Em um momento, Tempestade olhou para trás, e lá vinha a morta, se arrastando no chão em uma velocidade sobrenatural.

Finalmente chagaram no hall. Elas se dirigiram até a porta, que estava trancada. Emma desesperadamente apertou os números para destravar a porta com seu dedo trêmulo, mas saíram 13 dígitos ao invés dos 6. Tempestade, que grunhia de medo, apagou os números anteriores e tentou apertar os botões novamente.

Enquanto isso, Emma encarava Vampira, já morta, se arrastando no hall. Estava a quase 1 metro de distância. O aparelho de alarme destravou a porta, e algo pegou a perna de Emma, que deixou falhar sua forma de diamante para ir a sua forma normal, e de Tempestade. As duas soltaram um grito agudo, e abriram a porta, saindo correndo, tropeçando, quase caindo. Elas correram em direção do campus, sem algum rumo. Perceberam que estavam indo em direção da garagem. Enquanto elas corriam, avistaram alguém parado de costas para elas.
– Não, não. – Emma repetiu tremulamente para Tempestade. A pessoa se virou, sua cabeça caída em sua frente. Ele ergueu sua mão macabramente em direção das duas. Algo pegou o pé de Tempestade, que olhou para baixo. Os olhos brancos da pálida e morta-viva Vampira encaravam-na, fazendo Tempestade bater seus pés na cabeça da garota, e sair correndo. Inconsientemente, elas se dirigiam ao labirinto.

–-

Scott lentamente abriu seus olhos. Analisou o local desconhecido onde estava deitado. Com suas mãos caídas em seu lado, apalparam a grama macia abaixo dele. Seus olhos captaram céu negro acima dele. O lugar onde se encontrava tinha um manso som de águas, e era cercado por grandes paredes de grama. Sabia exatamente onde se encontrava. No centro do labirinto. Logo as memórias vieram à tona, trazendo medo e dor de cabeça.

O que diabos estava acontecendo?
Vampira e Gambit mortos... Depois, algo tentando atacá-lo.

Nunca acreditou em fantasmas. Acreditou na existência de mutantes. Qualquer coisa anormal que acontecia por ai, era feitos de mutantes. Mas fantasmas, seres sobrenaturais... Não.

Scott começou a analisar o céu acima. E se fosse algum ataque da irmandade de Magneto? E se... Fosse outra pessoa? E se- AAAAAAAAAAAAAAAAH!

Algo parecido com a garota do Exorcista apareceu em cima de Scott, tapando o céu em cima dele, gritando pavorosamente. Scott deu um pulo, e saiu da direção da garota horripilante, correndo em direção da saída. Fazia muito tempo que não vinha aqui, mas era capaz que lembrasse o caminho da saída. Mas, correndo para salvar sua vida, trombou com duas garotas, e o impacto fez os três caírem. Scott olhou para trás apavorado, mas não tinha nada lá. Apenas... Apenas... Apenas algo caído dentro da fonte que emergia água... Vermelha, totalmente vermelha. Alguém caído dentro da fonte. Estava caído de cabeça pra baixo. Cabelos... Ruivos. Cabelos ruivos.

– Jean! – Por mais que a água era vermelha, pôde reconhecer seus cabelos ruivos. Scott reconheceria seus fios brilhantes em qualquer lugar, de dia, ou de noite.
Scott se levantou rapidamente, correndo em direção de seu amor. – Jean. Jean, acorda. – Scott pegou seus ombros moles, e começou a chacoalhar, tentando acordá-la. Perde-la novamente não. Uma lágrima começava a se acumular atrás dos óculos, e logo escorreu por seu rosto. Dois gritos apavorados em sua esquerda. Algo havia aparecido rastejando ali. Vampira!

As mulheres correram na direção oposta, mas gritaram novamente. Scott não sabia se prestava atenção nas coisas que apareciam ali, ou se em sua garota caída na fonte. Scott ergueu-a pela barriga. Jean parecia um boneco de pano. – Jean! – Scott encontrou sua voz, e gritou.

. A mulher em seus braços, encharcada de vermelho, começou a se mexer levemente.
Os gritos estridentes das duas mulheres não deixavam Scott processar nada.
Ele olhou rapidamente para sua direita, onde algo se movia em direção do centro, onde ele e as garotas se encontravam. Era Gambit, sua cabeça caída em sua frente, como no elevador. – Jean... – A garota se moveu mais em suas mãos. Ela ia se virando para cima, para olhar Scott. Algo agarrou os pés dele, que virou sua atenção, para olhar Vampira, sua pele branca, veias roxas aparecendo abaixo de seus olhos, que estavam totalmente brancos. – Acho que não. – Uma voz sussurrou, em forma maligna. Scott olhou para Jean, que estava em seus braços, e levou um susto, pulando para trás, e jogando aquilo dos braços dele. Era a garota do Exorcista, que sorria para ele, com os olhos obscuros. Scott chutou a cabeça da garota que segurava seu pé, e deu rápidos passos para trás, batendo nas garotas. Não se importou, deu mais passos para trás, até encostarem no muro de folhas. Scott, Emma e Tempestade visualizaram os três monstros vindo em suas direções assustados, e nem passavam pela cabeça deles que tinham poderes. Algo começou a se mover atrás deles. Eram quatro braços que ultrapassaram as folhagens, e que agarravam seus ombros. Eles deram um pulo para frente, os outros bichos a poucos metros de distância deles, e aguardaram pela morte. A mão da menina possuída já ia pegando os cabelos de Scott e de Emma, a Vampira morta já ia agarrando os primeiros tornozelos que via pela frente, o Remy zumbi já agarrava as duas garotas, assim como as seis mãos que as agarravam por trás, quando...

A garota possuída começou a gargalhar de forma divertida. Ela jogou suas mãos ensangüentadas em seu rosto, e deu alguns passos para trás, se curvando de tanto dar risada. O mesmo foi com os outros mortos. A Vampira morta rolava no chão com as mão na barriga de tanto dar risada. Gambit soltava alguns palavrões em sua língua natural de tanto rir. As mãos que pegavam as garotas sumiram, revelando Wolverine, Bobby e Kitty. O local se transformou em gargalhadas que nem eles próprios continham. Até mesmo Tempestade ria loucamente.
Primeiramente, uma enorme dúvida se apoderou Scott e Emma. Estavam a um fio da morte, e derrepente tudo isso se tornou engraçado?

Então, a ficha caiu. Halloween, Halloween... Esse é o Halloween. Era de se esperar.
Seus amigos haviam aprontado para ele e ela, que haviam caído na brincadeira.

Logo, foi seguido de uma raiva, que aos poucos foi substituída por risadas.

– Foi... Foi muito engraçado. – Kitty mal conseguia falar. – Queria que Colossus e Jubileu estivesse aqui para ver isso. – A garota se contorcia ao lado Wolverine, que se divertia com tudo aquilo, apesar de não dar gargalhadas.
– Je-Jean? – Scott perguntou para garota em sua frente, encharcada de vermelho. Ela se endireitou, e ainda rindo, chegou próximo de Scott. – Acho... Acho que não. – Ela repetiu sua fala anterior e começou a rir mais ainda. Depois de um tempo, ela se recuperou, e tirou a máscara, que estava vermelha. E lá estava Jean, a verdadeira Jean, com algumas partes de seu rosto suja pois não fora totalmente protegido pela máscara da água escarlate.
Scott olhou para trás, para Emma que olhava tudo aquilo indignada. Ria um pouco, mas quando ela mesma se pegava fazendo isso, tratava de ficar séria.

– Q-Quer dizer que isso foi tudo uma armação? — Emma falou, olhando para Wolverine, Bobby e principalmente para Kitty.
– Não, imagina, Emma. Eu ainda to a fim de pegar seu tornozelo. — Vampira, que continuava no chão, voltou a se arrastar de forma macabra em direção de Emma, que deu um passo para o lado contrário. Remy riu.
– Own, mon amour, como está sua cabeça, uh? Você recebeu muitos pontapés aqui? — Remy se aproximou de Vampira, que se arrastou em direção se seu namorado. Remy massageou sua cabeça.
– Dois. — Após isso, Remy soltou outro palavrão que não conseguiram decifrar qual, apenas Vampira, que convivia bastante com Remy.

Scott se moveu em seu lugar. Tinha muitas dúvidas. Como Emma também. — Okay. Me expliquem direito toda essa merda. Como conseguiram sumir tão rápido na hora em que as luzes apagaram? Quem apagou as luzes? — Emma indagou com os braços cruazados.
– Eu apaguei as luzes. — Bobby falou. — Então, quando as luzes apagaram, Kitty puxou Logan, Gambit e Vampira sem que vocês percebessem. Enquanto isso, Jean ia preparando os sangues. — Emma olhou Jean, que sorriu amarelo.
– Ok. Mas... E o gancho? — Vampira se levantou, e retirou o mesmo, grudado. — M-Mas ela tava pendurada. — Emma reclamou.
– Nada como uma ajudinha da Jean. — Emma encarou Jean novamente, que retribuiu outro sorriso amarelo.

Enquanto isso, Wolverine prestava atenção em outras coisas. Por exemplo, no vestido de um tecido fino, que era branco, e se tornou vermelho, após ficar dentro da fonte com algum produto de sangue postiço, totalmente colado em seu corpo, mostrando todas as curvas da ruiva, e até mesmo as marcas de suas roupas íntimas. Jean percebeu isso, e chamou sua atenção mentalmente, com um solavanco que o fez dar um passo para trás. Ele se lembrou que nunca mais ia fazer Jean chamar sua atenção mentalmente

– Minha vez de perguntar. Com quem... Eu lutei... Lá na frente do elevador, antes de eu vir parar aqui?
– Comigo, xará. — Logan cruzou os braços. Scott revirou seus olhos atrás dos óculos.
– E... Desde quando você se move tão rápido? Você é um fracassado quando luta comigo. — Logan grunhiu alto.
– Fracassado? Não sou eu quem grita como uma garotinha só em ver alguma coisa com sangue. — Revidou.
– Olha aqui, Logan-
– Será que dá pra parar os dois? Obrigada. — Jean falou, revirando os olhos. Logan bufou. — Fui eu, Scott. Entrei em sua mente, fiz você achar que lutava com algo que não conseguia superar. Eu estava no controle do seus reflexos. Deixei eles mais lentos, então isso pareceu que Logan corria super rápido, sendo que ele lutava numa velocidade normal. Scott sorriu para a garota. Jean, apesar de um pouco suja e horrenda, continuava linda e perfeita. E por mais que Emma Frost fosse bonita com uma fantasia, Jean ficava divina.
– E... Por quê? — Scott parecia hipnotizado pela beleza de sua namorada. Jean também.
O resto do pessoal pareceu entender isto, e começaram a se retirar.

Emma Frost começou a reclamar sobre o que fizeram com ela, e ameaça-los caso acontecesse novamente, mas nada importava para Jean e nem para Scott. Eram só eles ali.

– Por quê? — Scott repetiu novamente quando todos sumiram de sua visão, e audição.
– Você... Você se afastou de mim quando... Você sabe, Psylocke-

– Xiu! — Scott se aproximou de Jean, e a interrompeu pondo o dedo indicador dedo em seus lábios carnudos. — Você sabe mais do que eu... Que eu fui hipnotizado. De qualquer forma, eu me culpo. Deveria desconfiar de minha aproximação com ela. Foi... a pior coisa que me aconteceu: se afastar de você. — Seus olhos estavam penetrantes, mesmo quando Jean não conseguia vê-los. Mas ela sabia... Apenas ela sabia. Scott continuou. — Mas saiba... Que... Em nenhum momento... Eu deixei de te amar... Porque enquanto Psylocke não saia de minha cabeça... Você, Jean... Não saia de meu coração. E nunca vai sair. Eu te amo. — Jean estava sem palavras, e antes mesmo de ela poder responder algo, Scott a puxou num calmo e profundo beijo, que fez Jean ficar tonta. Aos poucos, o beijo foi aumentando de velocidade e de vontade, e Scott começou a empurrar Jean para trás, fazendo ela tropeçar no murinho do chafariz, que batia em seu joelho. Ela teria caído um belo tombo se não fosse pela sua telepátia. Ela começou a dar risada, junto a Scott. A ruiva passou uma perna para dentro do chafariz que derramava águas vermelhas que lembravam sangue, e então a outra, levando Scott consigo. Logo, Jean estava deitada dentro do chafariz, Scott em cima dela, o beijo já faminto.
E a garota não pode deixar de perguntar.
– Doces ou travessuras, Summers? — Falou com um sorriso maroto. Scott riu maliciosamente.
– Travessuras. — Ele desceu o beijo pelo seu pescoço, puxando a alça de seu seu fino vestido para baixo, deixando a amostra seus seios.

Naquele momento, ela não se importava com as coisas que estavam acontecendo dentro de si própria. Não se importaria se o mundo estivesse sendo destruído naquela noite de Halloween. As travessuras de Scott eram bem melhores. a ser hilário.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.