This Is About You
14 coincidência ou destino?
Notas iniciais
— Onde ela está? – perguntei impaciente.
— Ela disse que aqui. – Aprill responde enquanto caminhamos pelo salão cercado de vitrines. Detesto ir ao shopping, qual a graça em ver pessoas saindo e entrando em lojas, crianças chorando querendo algum brinquedo novo, sem mencionar a aglomeração de pessoas cruzando seu caminho. Gente desocupada. Pensei em desgosto. – Ali – apontou para a loira que olhava algo em uma das vitrines de uma loja consideravelmente cara. – Caroline! – Aprill acenou para a loira, que voltou sua atenção para minha irmã que caminhava em sua direção.
Entediado, começo a olhar ao redor e meus olhos se prendem a vitrine de joias bem ao meu lado, virei-me de frente e vi um relógio dourado com alguns detalhes em cinza, pensei em entrar e compra-lo, mas eu não podia me atrasar mais do que já estava. Subi os olhos pela vitrine e me deparei com os olhos amendoados observando fascinados o colar oval que segurava com suas mãos delicadas. Ela estava com um sorriso contagiante, e antes que eu pudesse perceber um sorriso brotou em meus lábios.
Elena levantou a cabeça e o seu sorriso desapareceu no mesmo instante em que me viu ali parado, a admirando. Ela me olhou espantada, depois abriu a boca e a fechou novamente por fim fechou a cara a cruzou os braços e estendeu o colar para a atendente e saiu da loja tão apressada que acabou esbarrando em Caroline que a olhou confusa.
— O que houve Elena? – Caroline perguntou – não gostou do colar?
— É lindo, mas não daria tanto dinheiro em uma joia! Hey Aprill – Cumprimentou minha irmã que a lançou um sorriso simpático.
— Damon – Carol acenou e aproveite e me aproximei. Elena estava de costas para mim. Não que eu não estivesse gostando daquela bela visão da calça preta colada ao corpo curvilíneo, marcando suas coxas grossas que eu tive o prazer de tocar noite passada e aquela bunda firme que me deixava insano de imagina-la rebolando em cima de mim. Céus! ela era gostosa!
— Caroline. Stefan está em Seattle? – perguntei tentando esvair aqueles pensamentos e a vontade de agarra-la ali mesmo.
— Sim, mas ele virá no fim de semana. Vai nos acompanhar? – brincou e arrancou a risada de Aprill.
— Não, só vim deixar Aprill, já estou de saída tenho uma reunião às cinco. – Expliquei – Senhorita Gilbert. – ela respirou fundo antes de se virar e me encarar irritada e linda acrescentei mentalmente. Seus olhos castanhos brilharam por um segundo e eu sorri.
— Salvatore. – sorriu sarcástica e virou-se para Carol – Então vamos ou não? – perguntou impaciente.
— Claro. Até, Damon. – Caroline disse – Não se preocupe deixarei Aprill em casa.
— Tudo bem, comporte-se. – alertei Aprill que fez uma careta e revirou os olhos, entediada.
— Ok, senhor mandão. – disse antes de sair acompanha pelas duas. Aprill e Carol conversando animada enquanto a morena seguia um pouco mais a frente em passos largos, como o demônio que foge da cruz. Mas nesse caso, eu era o demônio.
As três entraram em uma das lojas e eu fiquei ali parado sem saber o que fazer. Dividido entre voltar ao trabalho ou tentar algum tipo de aproximação com a senhorita irritadinha, que mal olhava nos meus olhos quando falou comigo. Algo estava errado. Ontem ela parecia tão entregue e hoje me ignora e ser torna indiferente. Eu precisava saber. O telefone vibra no meu bolso e eu o ignoro, e sigo em direção a loja.
A Fifth Avenue era um grande espaço amplo e iluminado, onde as paredes brancas com detalhes prata contrastavam com o piso liso. Disfarçadamente escondi-me atrás de uma das araras no departamento masculino, observando as três em meio a tantas roupas, Elena foi literalmente empurrada por Caroline a entrar em um dos provadores, enquanto Aprill a entregava algumas peças de roupas que a morena recebia com uma careta engraçada. Minha irmã seguiu para o outro provador e Caroline repetiu seu gesto. Sorri malicioso, como um predador esperando a oportunidade perfeita para dar o bote na presa. Ah Elena, você me deve uma explicação e eu vou cobra-la agora.
***
Inspira. Respira. Inspira. Respira. Repetia mentalmente, enquanto tentava fechar a porcaria do zíper. Minha maior inquietação e nervosismo não era somente por não estar conseguindo realizar um simples movimento de fechar o vestido, mas também pelo fato de ter me deixado ser vencida mais uma vez pela capacidade de persuasão de Caroline. Não deveria ter vindo, praguejei pela décima vez desde que entrei na cabine, eu sabia que cedo ou tarde iria encontrar Damon novamente, mas não estava preparada pra isso. Ele conseguia me desequilibrar de uma maneira completamente insana.
A raiva que eu senti esta manhã se esvaiu no breve segundo em que foquei minha atenção naqueles olhos que me induzia cada vez mais a fazer o errado, o incorreto a desvendar o desconhecido. Chegava a me assustar tamanha beleza que aquele homem possuía, infelizmente eu não tive muito tempo pra observa-lo, já que meu primeiro instinto foi não encara-lo. Eu sentia seus olhos sobre mim enquanto falava com Aprill. Céus!
— Droga de zíper – praguejei enquanto inutilmente tentava fecha-lo – Carol, pode me ajudar aqui – falei um pouco mais alto para a minha amiga. A porta se abriu e aquele perfume embriagador tomou posse dos meus sentidos, me deixando incapacitada de respirar.
— Posso te ajudar? – Meu corpo todo se aqueceu no momento em que ouvi sua voz. Virei-me vagarosamente e fitei os dois olhos azuis me observando com um sorriso de lado. Filho da mãe.
— Damon não pode entrar aqui. – cruzei os braços tentando esconder meu nervosismo.
— Posso entrar em qualquer lugar Elena. – sorriu, mas seus olhos ficaram sérios e ele caminhou ate mim.
— Fique longe de mim! – o adverti impondo certa distância – Damon vá embora. – Eu não conseguia raciocinar novamente sob o efeito da sua presença. O terno impecavelmente preto contrastando com a camisa alinhada branca realçava ainda mais sua postura de homem poderoso.
— Não se preocupe. – apoiou-se na porta e colocou as mãos nos bolsos da calça. Sexy como o inferno. – Eu quero apenas conversar.
— Não tenho nada pra conversar com você – virei-me novamente para o espelho – agora se me der licença – O observo pelo reflexo do espelho e ele esta lá, com seus olhos insondáveis.
— Por que esta me ignorando? – perguntou com a testa franzida em confusão.
— Isso é uma reação normal após cometer um erro. – digo direta.
— Não parecia tão errado ontem – Sorriu petulante estreitando os olhos.
— Não pareceu, mas foi. E não vai mais se repetir. — O encarei tentando soar convicta em minhas palavras.
— Por que não me esperou? Eu disse que te levaria pra casa. – grunhiu.
— Eu não sou mulher de esperar por algo Damon. – respondo grossa – Você queria que eu voltasse pra mesa, fingindo que nada aconteceu e te esperasse conversar sei lá o que com aquela jornalista metida pra finalmente poder ir embora? – falo exasperada e só percebo que estou falando alto demais.
— Ah – falou com se tivesse descoberto algo – Então você foi com o juiz porque estava com ciúme da Mandy. – deu um seu típico sorriso de lado me deixando ainda mais irritada por acha-lo ainda mais bonito.
— Primeiro o nome dele é Elijah e eu fui com ele por que eu quis ir, e segundo o nome da repórter é Andy. Você deveria pelo menos lembrar o nome das mulheres que leva pra cama. – dou de ombros e não o encaro. Inutilmente tento subir a droga do zíper e sair dali o mais rápido possível, mas ele por começar no meu quadril e ir até o final das minhas costas, a tarefa simples tornou-se complicada. – Droga! – sussurro verdadeiramente irritada.
— Eu não transei com ela. – disse enquanto cruzava a pequena distancia estabelecida, ficando a míseros centímetros do meu corpo. Antes que eu possa protestar novamente, Damon me surpreende colocando as mãos firmes sob o meu quadril. – Sabe por quê? — levou a boca ao meu ouvido me fazendo arfar enquanto me olhava pelo reflexo do espelho. – Por que não era ela quem eu queria na minha cama ontem. – Subiu as mãos para a curva dos meus seios. Que diabos ele estava fazendo? Ou melhor, por que diabos eu estava o deixando fazer?
—Damon... Não pode fazer isso... – Me odiei mentalmente pelo meu tom de voz não sair exatamente como uma repreensão e sim como um gemido.
— Você me fascina Elena. Esse seu jeitinho marrento e atrevido me deixa muito excitado. – Puxou-me abruptamente fazendo minhas costas nuas colidirem contra seu peito solido. – Quando eu não consigo tirar algo da minha cabeça eu não descanso enquanto não conseguir o que eu quero. — Desceu as mãos pela minha barriga e as espalmou ali. – E com você não será diferente, princesa. – disse me encarando vagarosamente. Nossos olhares não se desconectavam por um segundo. Eu permanecia em estado hipnótico, observando suas mãos ousadas percorrerem pelo meu corpo. Damon subiu as mãos novamente para a minha cintura e mordeu o lóbulo da minha orelha, me fazendo fechar os olhos e morder o lábio inferior em busca de tentar conter um gemido.
— Olha pra gente Elena. – Meu corpo quente arrepiou-se ao sentir seu halito quente contra a pele eriçada do meu pescoço. Abri os olhos e contemplei os azuis escurecidos pelo desejo. – Não é a pura imagem do prazer? – Perguntou e sem esperar respostas prosseguiu. – Eu passei a noite toda pensando no gosto dos seus lábios, parece que a sua boca foi feita pra encaixar perfeitamente na minha não acha? – O contato da sua mão quente acariciando a pele exposta pela fenda do vestido, enviou uma corrente elétrica por todo o meu corpo e pela sua respiração pesada chocando-se a minha pele, o toque também o afetou. Sorri mentalmente.
— Damon, por favor. –engoli em seco e entreabri os lábios tentando me controlar, mas as sensações que ele me despertava, era tão vivida e intensa que eu não sabia se implorava pra ele me beijar de uma vez por todas, ou ir embora, de preferência da minha vida.
— Eu já disse, não vou fazer nada. – E com um único movimento, levou a mão ao zíper e o fechou por inteiro – Não agora. – Murmurou deslizando suas mãos por toda a extensão do meu tronco e relutantemente afastou-se. – Ficou maravilhoso. – Percorreu os olhos por todo o meu corpo. – Use-o no nosso jantar amanhã à noite. – sua frase me fez sair do estado quase inconsciente em que eu me encontrava.
— O que? — Perguntei incrédula — Eu não vou jantar com você Damon! – disse convicta me virando para ele.
— Isso não foi uma pergunta, baby. – sorriu de lado – Esteja pronta as oito. – Piscou antes de sair, deixando-me ligeiramente tonta e com irritada. Quem ele pensa que é para vir até aqui, me seduzir descaradamente e achar que pode me obrigar a jantar com ele? Não mesmo Salvatore. Não vou deixar você bagunçar a minha vida.
***
— Você fez o que? – Alaric perguntou perplexo.
— Isso mesmo que você ouviu. – dou de ombros me servindo de mais uma dose.
—Então além de ligar pra sua secretaria obrigando a descobrir o endereço da Elena e ainda a fazer achar que tem um maníaco atrás dela, você ainda cancela a reunião sobre a campanha, depois a segue pelo shopping e a praticamente a obriga a jantar com você enquanto estão dentro de um provador de uma loja. É isso mesmo? – afirmo com a cabeça — Você é louco. – me olhou como se comprovasse suas palavras.
— Ela me enlouquece. – afirmo – Elena tem algo que eu nunca vi em outra mulher, ela me atrai de uma maneira quase dilaceradora Ric. – confesso, sentando-me no sofá da sua sala. – E isso me assusta, eu tenho que descobrir o que é isso.
— você e o seu jeito inconseqüente de tentar conquistar uma mulher – senta-se a minha frente e abre o paletó. – Só tenha cuidado amigo. Você esta brincando com fogo.
— Quem disse que eu ligo se me queimar – o lanço um sorriso confiante. É isso dessa vez não vou deixá-la fugir.
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