This Is About You
20 Problemas no Paraíso
Notas iniciais
“Nossos desejos passam rápido, melhor não atendê-los na primeira provocação.” (Evan do Carmo)
***
O Sol nasceu e com ele a sensação maravilhosa de sorrir. Acordei de bom humor. Afastei as cobertas e praticamente saltei da cama. Tratei de tomar um longo e delicioso banho, a água morna escorria pelo meu corpo enquanto cantarolava alguns trechos, animada ao som de alguma banda de rock tocando na radio. Parte de mim sentia-se como se tivesse voltado a ser a garota do ensino médio que acabará de beijar o capitão do time de futebol do colégio.
Mas, era uma comparação totalmente ridícula. Definitivamente eu não era mais aquela garota ingênua de dezesseis anos, e com toda certeza eu não beijaria novamente o babaca do Kol.
O motivo dos meus lábios não se manterem em uma linha fina tinha nome e sobrenome. Além de dois olhos tão azuis quanto o céu numa manhã de primavera.
Damon estava impregnado nos meus ouvidos, ecoando nos meus pensamentos... Nos meus sonhos. Aquela força bruta que carregava em seu olhar, a imponência do seu corpo em cada passa dado, aquela energia quase palpável que emanava da sua pele. Tudo aquilo era minha tentação.
Sentia uma vontade constante de pertencer a ele, eu estava praticamente pedindo que o carrasco cortasse a minha cabeça.
Damon era minha sentença de morte.
Devo estar ficando louca.
Foi o primeiro pensamento coerente que atravessou minha cabeça enquanto enxugava meus cabelos com a toalha e ligava o secador.
Por mais que eu tentasse dizimar aquele novo sentimento, eu não conseguia. Ignorar Damon era uma tarefa impossível. Como ignorar aquelas imensidões azuis tão translúcidas carregadas de tantas promessas? Ou ignorar o desejo latente do meu corpo cada vez que ouvia sua voz firme e rouca de desejo? Como ignorar aquele corpo másculo, viril... Predatório?
Era impossível.
Alguns anos de cadeira elétrica talvez ajudasse a fritar meus cérebro e aniquilar minhas lembranças vividas dele. Pensei ao terminar de arrumar meus cabelos e em seguida sai do banheiro.
Lembrei-me da noite anterior, dos nossos beijos, das suas mãos firmes passando pela minha pele me deixando quente como o inferno. Eu estava rendida, era sempre assim quando se tratava de Damon e o poder que tem sobre mim.
Tomei um longo suspiro antes de ir até o guarda roupa e escolher algo apresentável para ir ao trabalho.
Fucei de ponta a ponta algo que me deixasse confortável e atraente. Decidi escolhendo uma saia preta na metade das coxas, uma blusa branca social com fileiras de botões que iam até o pescoço finalizando com um blazer escuro de mangas compridas. Após estar devidamente vestida, calcei os sapatos de salto que já começavam a prejudicar meus pobres dedos mindinhos e fiz uma maquiagem básica, nada exagerado.
Só aquela saia já era ousada demais. Refleti analisando no espelho boa parte das minhas pernas descobertas. Passei o perfume que ganhei da Bonnie, peguei a minha bolsa, os óculos escuros e sai do quarto.
— Hey sumida!!!
Ouvi Caroline reclamar antes de chegar a porta da sala, voltei alguns passos dando de cara com ela e o noivo tomando café da manhã na cozinha.
Stefan estava sentado em um dos banquinhos posicionados a mesa, me olhando com seus simpáticos olhos verdes, cabelos bem penteados e vestindo camisa polo e bermuda, parecia extremamente a vontade, o que me faz imaginar que passou a noite por aqui.
— Hey! Bom dia casal! – saudei sorrindo entrando na nossa pequena cozinha.
— hm... Tá de bom humor. – provocou Caroline enquanto despejava uma boa dose de café na xícara que Stefan segurava. Ele a agradeceu baixinho e ela lhe deu um curto selinho. O que me fez sorrir, era nítido o amor que ambos nutriam.
— Sempre estou de bom humor Caroline, as pessoas que tem o dom sublime de me aborrecer. – rebati me aproximando deles enquanto a loira me fitava com aqueles imensos olhos azuis especulosos.
Não tão azuis quantos os de Damon.
Chega! Não deve ser saudável pensar em uma única pessoa por 24 horas seguidas.
— Vai ficar pro café amargo da Caroline, Elena?! – Stefan perguntou fazendo uma careta engraçada e em troca levou um tapa fraco no ombro.
— Não ouse falar do meu café Stefan. – retrucou cruzando os braços.
— Okay. – levantou as mãos em derrota — Elena vai ficar para o café da manhã?
— Oh não, obrigada. Estou indo para o trabalho, como algo no caminho. — Menti, não estava com um pingo de fome.
— Ah! fiquei sabendo do emprego. – Falou animado — Meus parabéns. – levantou me felicitando com um aperto de mão caloroso – Espero que Damon não esteja te aborrecendo muito. – refletiu hesitante e eu sorri pela sua forma de falar sobre o irmão.
— Ele pode ser suportável, afinal mal nos cruzarmos na empresa. – menti pela segunda vez e senti o sangue subir e se concentrar nas minhas bochechas.
Sou péssima com mentiras, nunca consegui enganar minha mãe após algum jarro ou janela quebrada, até mesmo colocando culpa no Jeremy, meus olhos não conseguiam enganar ninguém. Em outras palavras, culpa da transparência.
— Damon não deve ser um chefe legal, já disse isso ao Stefan. É seu irmão, mas eu não gosto dele, age como um canalha narcisista, que pensa ter o mundo em suas mãos. – Caroline criticava sem parar enquanto eu estava inerte, parada na porta da cozinha e Stefan apenas sorria pela forma tagarela da sua noiva. – Ah e de acordo com a mídia, Damon não se contenta apenas com uma única mulher, é um mulherengo assumido, seus casos não duram nem uma semana. Sei o quanto o poder do charme Salvatore exerce nas mulheres.
— Você não sabe amor. – Stefan a reprendeu, mas a louca continuou.
— Sei sim, ele seduz todas e depois que consegue o que quer, dá um belo de um chute no meio do traseiros delas. Tenho dó de quem se apaixonar por ele, Deus me livre — fez o sinal da cruz e Stefan gargalhou.
— Olha, sei que Damon não é a melhor pessoa do mundo, mas também não é a pior. – Stefan deu de ombros e saboreou uma das panquecas postas sob o prato.
— Bom... eu... eu vou indo, o transito é caótico e não posso chegar atrasada — falei apressada apontando pra porta.
Eu tinha que sair dali, aquela casa ficou sufocante demais de repente.
Eu não queria ter que ficar ouvindo aquilo tudo, algo me incomodava nas palavras que Caroline se referia a Damon. Eu sabia que era verdade, eu não era mais aquela garotinha ingênua que acreditava em qualquer porcaria de coisa que saísse da boca de um homem. Eu era uma mulher, sabia bem as intenções de Damon comigo e acredite, as minhas não eram diferentes. Porém ouvir o quanto Damon é um cafajeste, fazia alguma coisa contorcia-se em meu peito. Foi impossível não lembrar da repórter mal amada Endy Star e aquela ligação para Damon na noite passada, estava martelando no meu cérebro, além de ter a cara de pau de me importunar logo pela manhã cedo a desgraçada ainda liga para ele. A metida seria a próxima vitima de Damon ou já teria caído nas garras do Salvatore e estivesse pedindo por bis?
Quem não cairia?
Argh!!
— Elena espera. – percebi que continuava no mesmo lugar e uma Caroline afobada me olhava – Tenho uma novidade pra você. – sorriu maliciosa e Stefan gargalhou.
— Para mim? — Franzi as sobrancelhas e esperei que prosseguisse.
— Stefan me contou que Elijah esta vindo para Manhattan e pretende alugar um apartamento aqui no bairro. – exibiu um sorriso de orelha a orelha. Franzi ainda mais as sobrancelhas.
Que Elijah estava vindo morar em Manhattan eu já sabia, pois o mesmo me informou na noite em que jantamos juntos. A questão é: O que cargas d’agua eu tenho a ver com isso? Já estava prestes a perguntar quando Stefan explicou:
— Ele disse que seria ótimo se você averiguasse alguns imóveis com ele, por morar aqui no bairro e já estar situada há muito tempo. – Acho que meu queixo estava no chão — É temporário, ele ficara por causa de um caso aqui na cidade.
Pisquei diversas vezes e por fim soltei o ar dos pulmões. Que? Eu? Alugar apartamento com Elijah? Deus do Céu isso não terminaria bem.
— Mas...
— Nada de mais Elena, é só ajudar o cara. Quem sabe vocês se conhecem melhor e...
— Nada disso Caroline, Elijah é um amigo, só isso. Não me venha com suas insinuações. – reprendi e ajeitei a bolsa em meu ombro. Lidaria com isso em outra hora. Olhei o relógio acima da cabeça de Carol e constatei que passei muito tempo ali. – Tenho que ir, Stefan pode pedir pra Elijah me ligar? – perguntei colocando os óculos escuros.
— Claro.
— Obrigada. – sorri para ele e me virei para Carol vestida com um pijama cor de rosa. – E você, se cuida. — Sobrei um beijinho pra ela e finalmente sai dali.
Enquanto andava pela calçada e acenava para um dos taxis na avenida movimentada pensava em como tinha coisas para lidar.
Como se já não bastasse às ligações insistentes de Kol, A força sobre humana de Damon exercia sobre mim, agora tinha que bancar a corretora de imóveis pra Elijah.
Mandei meus pensamentos conturbados para o raio que o parta enquanto dirigia-me até o carro.
O Taxi parou em frente a Salvatore Entertainment’s e desci apresada, paguei a corrida e me direcionei as portas giratórias do imponente prédio. Passei pela recepção e vi as portas do elevador se fechando, apresei o passo e pedi para quem que estivesse do outro lado segurasse um segundo, a pessoa pareceu ouvir e quando elas se abriram, fui engolfada pela aquela energia pulsante, senti minhas pernas fraquejarem e minha garganta secar quando o ar tornou-se o escasso.
Esse era o efeito de ver Damon Salvatore vestido em um elegante terno com riscas de giz cinza, definindo seus ombros largos sem ser ostensivos, a cintura realçada e bem definida e as pernas compridas e a julgar pela calça um pouco mais justa, tinhas coxas grossas e firmes.
Seus cabelos negros estavam ainda mais iluminados pela claridade da luz do dia, eram um pouco mais longos e chegava a roçar no seu colarinho. Olhei para seu rosto, e ele exibia um sorriso contido conversando com um homem de olhos castanhos que não me pareciam desconhecidos.
No instante em que fitei sua boca maravilhosamente rosada, nossos olhares se encontraram e ele parou imediatamente de conversar com o homem, que confuso virou-se para a porta.
Engoli em seco e encarei seus olhos azuis, que agora estavam tomados por tons mais escuro, ele fitou-me primeiro com surpresa, depois seus olhos cerrados e desinibidos descaradamente desceu sem nenhum pudor pelo meu corpo, ele sorriu daquele jeito safado ao fixar os olhos nas minhas pernas descobertas, me deixando ainda mais constrangida, como se já não fosse constrangedor suficiente ficar parada na porta do elevador babando por aquele homem.
— Vai entra senhorita? – o outro homem perguntou contendo um riso
— ah!! claro...Obrigada. – obriguei-me a entrar no elevador, e graças a deus as minhas pernas teimosas me obedeceram.
Aprumei a bolsa no ombro e fitei as portas do elevador tendo consciência dos olhos de Damon nas minhas costas.
— Eu te conheço. – fitei os olhos castanhos claros me olhando com ar de riso e virei-me um pouco para o lado para observa-lo melhor. Não me parecia estranho.
— O cara que detesta elevadores. – sorri — Alaric...
— Saltzman. – completou — E você, Elena Gilbert. — Concordei com a cabeça – Que bom te rever novamente Elena, está de passagem? – perguntou curioso.
De soslaio, pude ver Damon com os braços cruzados, seus lábios estavam crispados e a testa levemente franzida de maneira tensa, seus olhos estavam curiosos e ao mesmo tempo firmes. Não ousou piscar uma vez sequer, sua atenção estava voltada para cada palavra daquela conversa.
— Não. Estou trabalhando no departamento de Marketing, sou secretária de Lorenzo Marlakey.
— Oh, Enzo. – murmurou surpreso e percebi pelo seu semblante que eles não eram muito próximos. – Seja bem vida Elena.
— É Senhorita Gilbert, pra você Ric.
Nos dois olhamos surpresos para Damon, que pronunciou aquela simples frase de forma autoritária e até mesmo possessiva.
— Sr. Salvatore. – cumprimentei exibindo um sorriso sem graça e superficial, ele não respondeu, continuou olhando-me fixamente. Virei-me novamente para as portas e rezei para aquela tortura acabar.
Alaric olhou de Damon para mim exibindo um sorriso contido, como se soubesse o que acontecia ali, mas graças aos céus, permaneceu calado.
Baixei a cabeça e fitei meus sapatos, sentindo aquele silencio constrangedor se estender naquela cabine, e implorei mentalmente para as portas se abrirem. Como se lesse meus pensamentos, as portas se abriram, respirei aliviada dando meu primeiro passo para hall quando uma mão gentil segurou-me o cotovelo.
— Esse é meu andar. – Alaric riu e virei-me para os numero e travei. Droga!— tenha um bom dia Senhorita Gilbert. – desejou cortes e fitou Damon atrás de nos. – Até breve. – cumprimentou e saiu.
Quando as portas se fecharam novamente, o ar ficou denso, senti a temperatura deliciosa do verão se esvair e meus pensamentos ficarem nublados. Com previsão de chuva no final da tarde, o que era totalmente contraditório daquele calor insuportável tomando-me o corpo.
— Como conhece Ric? – sua voz soou seca, dura como um aço.
— O encontrei outra vez no elevador, quando vim falar com você. – murmurei sem encará-lo.
— Você parece ter gostado dele.
— Você também.
— É. Ele é um chato, mas aprecia um bom Wiskey.
Balancei a cabeça descrente, mas não consegui impedir de sorrir pela sua forma pouco convencional de gostar de alguém.
— Elena, olhe para mim. – Aquilo soou nos seus lábios como uma ordem silenciosa. – quero ver seus olhos.
Balancei a cabeça negando e o senti se aproximar. Primeiro senti seu cheiro, que me deixava entorpecida, verdadeiramente dopada pela fragrância amadeirada mesclada com o cheiro de homem gostoso que acaba de sair do banho. Em seguida veio seu halito quente em contato com a minha pele eriçada. Ele afundou a cabeça no meu pescoço e inspirou profundamente. Despertando meu desejo de agarra-lo com força.
— Seu cheiro é divino. – Murmurou passando o nariz pelo meu cabelo enquanto descia uma mão atrevida pela lateral do meu corpo até pousar em minha coxa exposta e espalmar sua mão ali, esmagando a minha carne. — Gostei da saia. – rosnou sem fôlego. – Não vejo a hora de tira-la. – subiu sua mão novamente e espalmou contra minha barriga.
— Damon... – arquejei involuntariamente e me vi resfolegar quando bruscamente puxou meu corpo grudando minhas costas em seu peito. Fazendo-me sentir seu corpo firme e viril mesmo por cima daquele terno.
— Sinta. – Ele ordenou e fez um movimento com o quadril que me permitiu sentir literamente o tamanho da sua excitação. Arfei sem controle ao presenciar o quanto me queria. – É o quanto te quero. Meu corpo implora pelo seu, Elena. – confessou parecendo bravo – E não tenho duvidas que não sinta o mesmo. Sei que deseja tanto quanto eu, meu pau pulsando sem controle dentro de você.
Senti o sangue se acumular em duas partes do meu corpo, a primeira ele podia nitidamente perceber, a julgar pela vermelhidão exagerada eu se apossou do meu rosto, já a segunda... Bom, pelas suas palavras estava mesmo querendo aquele volume gostoso roçando na minha bunda.
O que ele disse era a mais pura verdade, eu o desejava com toda a minha raiva, eu o desejava com todo o meu prazer, e naquele momento eu o desejei como jamais pensei que pudesse desejar outro homem. Aquela constatação me assustou, mas do que deveria.
— Damon, eu... eu... Por favor. – nem eu sabia o que estava pedindo, mentira. Sabia sim, só não queria admitir em voz alta que o queria agora nu sobre mim naquele elevador.
— Shhi! – pousou a mão atrevida em minha cintura e me virou bruscamente. Fitei seus brilhantes olhos azuis, pulsando intensamente, carregados de tesão, sob os cílios grossos e longos que acompanhava cada respiração entrecortada que saia entre meus lábios. Com uma mão Damon empurrou-me contra a parede fria do elevador e suspendeu meus braços até ficarem estendidos ao lado da minha cabeça — Confessa minha linda, eu sei que quer. — segurou-me os pulsos com uma só mão, enquanto a outra se ocupava em embrenhar na minha nuca, mantendo minha cabeça inclinada.
— Quero. – sussurrei e pedi mentalmente para que não tenha ouvido, mas o seu olhar demonstrava exatamente o contrario. Ele olhou atentamente nos meus olhos e pude ver o predador por trás daquele azul celeste. A fera estava solta, e eu não conseguiria doma-lo, era tarde demais.
— Quer o que? – pressionou seu corpo ao meu, e encaixou uma de suas pernas entre as minhas.
— Você. – falei sem pensar.
— Seja mais direta. O que você quer? — perguntou ofegante e lambeu o meu lábio superior.
Em forma de resposta, consegui soltar uma das mãos e fui direto para o que o meu corpo queria desesperadamente.
— Isso. – Desci a mão até o volume protuberante na sua calça e pude sentir todo o cumprimento da sua virilidade, era grosso e longo. Jesus não ia caber. – Mas não aqui. Não agora.
— Vou te dar a melhor noite da sua vida Elena. E quando acabar, você jamais vai esquecer quem te deu sua melhor foda. – Grunhiu entre dentes e levantou meu braço novamente o prendendo pelos pulsos. E não consegui dizer nada no momento em que seus lábios, tomaram os meus em um beijo voraz, avassalador.
Eu estava arrebatada, dominada, desejosa. Aquilo era forte, lascivo, arrebatador demais para ser ignorado.
Eu não queria mais ignorar, e foi com esse pensamento que deixei que sua língua invadisse a minha boca, tomando-a para si, bebendo-me, saboreando cada parte, saciando-se aos poucos. O suguei ávida, enlouquecida pelo seu sabor, pela sua saliva, pelos movimentos das suas mãos querendo rasgar a minha pele por cima da roupa.
Um gemido agudo entrecortou pelos meus lábios, no momento em que a mão que me segurava à nuca desceu duramente pelo meu pescoço, passeando a redor do meu seio sobre a blusa fina e o segurou firme, espalmando sua mão inteira naquela parte delicada do meu corpo.
— Da... Damon... – arfei em seus lábios. Meu corpo foi tomado por sensações desconexas sob suas mãos grandes e experientes. A mão que segurava-me o braço, desceu até a minha cintura e suspendeu a minha perna, a enroscando em seu quadril.
Estremeci da cabeça aos pés, ao senti-lo mais uma vez tão próximo, afundando seus dedos ágeis na carne macia do meu quadril, pressionando ainda mais seu peito firme e másculo contra meus seios. Me fazendo ansiar por mais, enquanto aquele frenesi descontrolado se acumulava entre minhas coxas. Sentia-me molhada, entregue, pronta para aquele pedaço pulsante de carne, duro como aço esfregando-se em meu ventre.
— Sua boca é deliciosa. – Esfregava seus lábios nos meus, vezes mordendo outras lábia, mas nunca parava com aquela tortura maravilhosa. — Porra, Elena! Eu não consigo parar de te beijar. – Assumiu descontrolado, sugando tanto meus lábios que naquele momento minha boca pertencia mais a aquele homem possessivo e controlador. Enquanto nossas línguas se entrelaçavam de uma forma totalmente faminta, sentia a parede fria em minhas costas, enquanto Damon permanecia quente e duro bem na minha frente, encurralando-me, tragando minha saliva, fazendo-me sentir seu halito quente dentro de mim.
Aquele beijo era sedento, insaciável, enlouquecedor...
Queria toca-lo, queria sentir a textura sedosa dos seus fios negros, mas não conseguia me mover um centímetro, Damon era um homem grande, uma massa de músculos definidos e firmes, eu era uma formiguinha ao lado dele.
Notei a ausência de ar em meus pulmões e Damon lendo meus pensamentos afastou sua boca da minha, mas continuo na mesma posição, me encarando com aqueles olhos desejosos, a boca entreaberta, tomando fôlego e toda aquela perfeição magnífica dos seus traços. Ele era lindo, verdadeiramente lindo.
— Almoça comigo? – A pergunta veio ates que eu pudesse processa-la, estava embalada demais pelas suas caricias para conseguir pensar direito. Damon permaneceu impassível, a única coisa que mostrava algo era seus olhos carregados de tesão, sua expressão modificou-se e deu lugar a aquele olhar predatório, sua expressão dura e faminta como se eu fosse o prato principal. Engoli em seco. – Podemos convidar o Alaric. – Tratei de deixar claro. Que tipo de convite foi aquele? Não seja idiota Elena me repreendi. Não podíamos nos expor, mas um almoço não mataria ninguém, além que não seriamos apenas nós dois. Tenho certeza que Alaric aceitaria.
Continue presa, olhando nos azuis sérios e esperando sua resposta. Mas ela não veio, ele apenas estava lá, envolvendo meus braços, segurando firme meus pulsos. Senti o dorso da sua mão afagar lentamente o meu rosto e fechei os olhos absorvendo seu toque.
— Não posso. — Após alguns segundo de silencio, prosseguiu – É arriscado demais. A mídia já está em cima de mim, não podem nos ver juntos. – falou rispidamente e de imediato largou minhas mãos que caíram fracas na lateral do meu corpo.
— O que? – Consegui murmurar, respirando pesadamente. Minha roupa estava amarrotada, meus cabelos uma confusão e podia sentir o desejo sendo moldado com a raiva.
— Porra Elena!! Não complique as coisas!! – passou as mãos exasperadas pelos cabelos se afastando de mim.
O gosto da decepção em minha boca me fez engolir em seco e o encarar com toda raiva contida no meu corpo. Cerrei os punhos e praticamente cuspi as palavras:
— Você é um idiota. – Ele fitou o chão, depois ergueu seus olhos para mim, e me encarou longamente com aquela ruga no meio da testa e o olhar perdido. Mas durou pouco, sua carranca confusa se transformou em algo duro, seu olhar impetuosamente frio.
— Tenho que ir. – Falou firme com desdém.
Uni as sobrancelhas sem compreender que tipo de jogo era aquele. Procurei algum resquício de arrependimento ou até mesmo culpa por ter sido tão grosso, mas encontrei apenas um olhar indiferente, controlado e inexpressivo.
Pressionou algum numero no elevador e não me direcionou mais a palavra. Seus olhos permaneciam vidrados acompanhando os números vermelhos dos andares passando.
Desci meu olhar para o seu corpo e diferente de mim Damon permanecia divinamente alinhado. E eu ali, abandonada naquela parede fria, sentindo falta do seu corpo quente pressionando cada pedacinho do meu.
Repreendi-me por pensar nele dessa forma mesmo depois de praticamente ter sido rejeitada. Senti-me um lixo, usada e descartada. Fui simplesmente ignorada. O que era aquilo? Em um minuto, estava me beijando com se dependesse disso pra viver e no outro, se afasta com se me repudiasse?
Afinal, quem era Damon Salvatore?
Que homem contraditório e imprevisível era aquele?
Tratei de me endireitar e colocar alguma ordem na minha roupa, penteei os cabelos com os dedos e em momento algum o fitei. Eu não tinha forças, não depois daquela cena humilhante. Ainda me restava meu orgulho e o usaria como meu aliado daqui para frente.
Finalmente o elevador parou, as portas se abriram e vi que era o meu andar, respirei fundo e o encarei com tanta indiferença que ate fiquei assustada ao pronunciar:
— Passar bem Salvatore. – Terceira mentira.
Eu queria que ele se fodesse.
Aprumei a bolsa no ombro e sai rebolando descaradamente pelo hall de entrada e jurei ter ouvido um rosnado baixo atrás de mim, não me importei continuei andando e fingindo que estava tudo bem.
Eu poderia estar em frangalhos, mas não admitiria.
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