This Is About You

19 Omissões e Remissões


Notas iniciais
“Tenho certeza que qualquer um que ler vai amar a história do mesmo jeito que eu amo e sou apaixonada por ela..” Ahhhh obrigada pela recomendação Luh ♥ fiquei tão feliz, isso me motiva demais. O mais importante pra mim é saber o que vocês estão achando. ♥ Então meus amores, feliz carnaval pra todas vocês, o próximo capitulo vai demorar um pouquinho, porque vou viajar e so volto depois do carnaval. Boas festas, divirtam-se!!

"Ninguém disse que era fácil." (Coldplay)

Quem ela pensava que era pra me tratar assim? seu comportamento foi totalmente inaceitável.

Não sei quanto tempo fazia, mas depois da discussão com Elena mais cedo, eu simplesmente não conseguia me controlar, eu nunca estive tão furioso.

Verifiquei mais uma vez a hora no relógio de pulso e vi que faltava menos de meia hora para o fim do expediente.

Não a vi mais depois da nossa discussão, evitei até sair da sala, estava tão furioso que a primeira coisa que eu visse na minha frente eu arrebentaria, e foi o que eu fiz com um dos quadros mais valiosos que possuo em minha sala.

Tudo culpa daquela garota atrevida, petulante.

— Damon você quer que eu prepare um chá? Parece nervoso. – virei-me e encontrei Rebekah na porta da minha sala me olhando de forma preocupada.

— Quantas vezes eu já falei que não gosto de ser chamado assim, é Senhor Salvatore pra você. — esbravejei e ela se encolheu — Eu disse que não queria ser incomodado, Senhorita Mikaelson. Qual parte desta simples frase você ainda não entendeu?!!!

— Des... Desculpa senhor. – saiu rapidamente da sala e jurei que ela tinha fungado.

Que se Dane.

Sentei-me em minha cadeira e passei a analisar a imagem na minha frente. Na tela do meu notbook estava Rose, sorrindo enquanto eu a abraçava por trás dando-lhe um singelo beijo em sua bochecha. Percebi o quanto idiota parecia, mas esse Damon morreu. Não existe nada bom em mim, rose levou tudo. Só restou o frio, a solidão, o vazio e os pesadelos.

Desviei os olhos da tela e virei a cadeira para trás, admirando Manhattan aos meus pés. Recordei do meu encontro com Elena. Era sempre assim, se eu parasse pra pensar em qualquer coisa que fosse, lá estava ela, com a língua afiada me tirando do serio. Lembrei-me do seu beijo e meu corpo implorou pela sua boca, o seu cheiro delicioso veio na minha mente juntamente com sua pele macia e perfumada, seus lábios sobre os meus e suas mãos ávidas passeando pela minha nuca. Aquilo era demais. Uma onda devastadora de desejo e frustração apossou-se do meu corpo e a desejei como nunca havia desejado outra mulher.

Feiticeira, nem com a maldita da raiva, a vontade de tê-la não diminuía, o pior de tudo é que aquilo apenas intensificava ainda mais meu desejo por ela.

Por que tudo teve que terminar daquela forma?

Ela não poderia simplesmente ter me ligado e dito que em breve estaríamos trabalhando juntos, ou melhor, com aquele miserável do Lorenzo. Tudo bem, ele é meu amigo, mas não quero ele com Elena, não a quero ao lado dele, Enzo é um conquistador barato, faria de tudo pra leva-la pra cama, eu não podia permitir que aquilo acontecesse.

Elena é minha. E é isso que eu tinha que provar pra ela.

*

Eu já estava devidamente acomodado no banco traseiro do bentley quando avistei a morena andando calmamente em uma das calçadas da quinta avenida, não precisei de dois segundos a mais para perceber de quem se tratava.

— Finn, encoste o carro. – ordenei ao meu motorista que prontamente atendeu.

Baixei o vidro da janela e a chamei:

— Elena?! – ela virou para o lado surpresa, olhou para o carro e depois nossos olhares se encontraram, ela parecia visivelmente chateada e aquilo me incomodou. – Entra.- falei firme.

Ela tomou um longo suspiro, e percebi que estava fazendo um esforço imenso para não se alterar.

— Você só sabe impor ordens? – perguntou retoricamente. Me fitou perdida e simplesmente continuo sua caminhada.

Bufei e mandei Finn segui-la.

— Elena, entra. – ela parou de caminhar novamente e me fitou com raiva, tratei de acrescentar. – Entra, por favor. — ela me olhou em duvida, depois olhou a sua frente certamente analisando todo o percussão que faria até em casa. – Está tarde, é perigoso andar sozinha uma hora dessas.

— Eu sei me proteger Damon. – Falou confiante, mas ela sabia muito bem que era perigoso andar a pé uma hora dessas, a rua estava praticamente deserta se não fosse o meu carro e os outros funcionários que saiam da empresa.

— Eu sei, mas é só uma carona. Por favor. – acrescentei sem tirar os olhos dela que após alguns segundos refletindo, para o meu alivio, assentiu e tratei de abrir a porta para ela, que se acomodou ao meu lado e cruzou as tentadoras pernas me dando a visão privilegiada daquela pele morena que nos meus sonhos, eu desfrutava com lambidas, beijos e muito prazer.

Tratei de afastar os pensamentos calorosos da minha mente pervertida e me votei-me para o seu rosto. Ela estava impassível, olhava fixamente algum ponto fora da janela do carro e parecia completamente alheia a tudo, estava perdida em pensamentos. Ordenei Finn a nos levar para o apartamento dela e resolvi quebrar o silencio quase perturbador.

— Tudo bem? – perguntei afagando sua mão estendida no couro do banco do carro. Algo a perturbava.

Sei que nossa pequena discussão a afetou, mas não era só isso. Eu tinha certeza que Elena não ficaria assim somente por isso.

— Não muito. – sussurrou e seu olhar desceu e fixou em nossas mãos, e diferente do que eu imaginava, ela não recuou. Senti a sombra de um meio sorriso atravessar o seu rosto.

— Quer contar o que houve? – perguntei inseguro, e me surpreendi pela minha própria pergunta. Eu não sou do tipo de perguntar algo assim.

— Não finja que se importa Damon. – retirou a mão brutalmente e se virou novamente para a janela.

— É se eu me importar? – busquei seu olhar, mas ela permanecia imóvel, porém com a respiração celerada. – Elena. – Me aproximei vagarosamente do seu corpo e delicadamente segurei seu queixo virando seu rosto para mim, no estante em que nossos olhos se encontraram eu tive certeza.

Ela me pertencia.

Seus olhos brilhantes me fitavam com ansiedade, sua boca entreaberta denunciava sua vontade de me beijar, e quando desci os olhos para fita-los eles estavam tentadoramente perto e meu único impulso era desfrutar do seu gosto viciante outra vez.

E foi isso que eu fiz.

Juntei nossos lábios depressa, mas diferente da outra noite, a beijei com carinho, era apenas um toque, o roçar dos lábios. Delicadamente, puxei seu corpo e a envolvi em meus braços, já não importava mais nada, éramos somente nos dois e o nosso desejo reprimido.

Desfrutei do contado macio dos seus lábios pressionados contra os meus e tudo se esvaiu, a raiva... a frustração... os medos... eram coisas fúteis em comparação com o desejo latente e a luxuria voraz de ter aquela mulher para mim.

Senti o corpo de Elena se rendendo, e com a mão livre — já que a outra eu a segurava pela cintura – afaguei seu rosto, enquanto minha língua percorria cada centímetros delicado dos seus lábios, em uma autorização silenciosa para beija-la como eu queria. Como ela queria ser beijada.

No momento em que nossas línguas se encontraram, um emaranhado de sensações explodiu em meu peito, incendiando instantaneamente o meu corpo. Beijar Elena era o meu mais novo vicio, seu beijo era entregue, delicado e ao mesmo tempo selvagem. Um frenesi se espalhou pelo meu corpo quando ela sugou avidamente a minha língua e sorriu meio ao beijo, e para o meu total delírio quando mordisquei seus lábios, ela gemeu. Sim, como um maldito de um gemido sôfrego que me deixou visivelmente desconfortável sobre as calças.

Ela segurou meu rosto e nossos olhares se encontraram, vi toda a excitação que sentia refletido em seus olhos e antes de falar qualquer coisa, me afundei na sua boca gostosa novamente.

Investi ainda mais ávido pela sua boca, reivindicando espaço nela, assim como ela fazia comigo. A devorei com a minha língua, ora sugando, ora lambendo ou mordicando... eu não me cansava de beija-la. A sensação era fantástica. Entrelacei minha mão em sua nuca, e gentilmente inclinei sua cabeça para trás, dando-me total acesso a sua boca e a beijei como se não houvesse amanhã. Elena segurava minha nuca e raspava suas unhas bem feitas na minha pele, certamente ficaria vermelho, mas eu não me importava, aquilo só fazia minha vontade por ela aumentar, eu adorava vê-la assim... tão entregue, rendida as minhas caricias.

Quando o ar se tornou insuficiente, Elena finalizou o nosso beijo, como a respiração acelerada e os lábios vermelhos pela intensidade do nosso beijo. Ela tomou fôlego e sorriu.

Sim, abriu um sorriso radiante e envergonhado... e para completar as surpresas do meu dia, um maldito sorriso se espalhou nos meus lábios e foi ai que eu me dei conta de como aquele sorriso mexia comigo, despertando coisas inexplicáveis em meu peito.

— Damon. – ela sussurrou envergonhada, e eu sorri pela sua timidez. Elena podia ser uma total atrevida de palavras inteligentes e espertas, mas naquele momento era apenas uma mulher envergonhada por ter beijado um cara.

As vezes ela era tão inocente.

— O que foi? – a questionei sorrindo — Eu queria fazer isso desde o momento em que vi você naquela sala. – confessei e ela suspirou me encarando e engoliu seco.

— Não é isso. – explicou e apontou discretamente para Finn que dirigia seriamente, como se não estivéssemos ali.

Sorri e soltando sua cintura, me inclinei para o outro lado e apertei o botão do painel, em seguida a divisória se estendeu nos separando de Finn.

Olhei para ela de forma maliciosa e a notei pálida e nervosa. Me aproximei novamente e a surpreendi quando a segurei pela cintura, fazendo-a sentar-se em meu colo. Ela soltou um gritinho de surpresa, mas se acomodou e passou as mãos pelo meu pescoço.

— Eu ainda estou chateado com você. – informei enquanto minhas mãos alisavam a pele exposta de suas pernas, Elena arquejou e fechou os olhos passando deliciosamente as unhas na minha nuca.

— Eu ainda estou chateada com você. – abriu os olhos lentamente e piscou um olhou para mim. Atrevida.

— Por que não me contou? – perguntei me referindo ao seu novo emprego na empresa. Não queria cortar aquele clima gostoso, mas eu queria saber quais foram os seus motivos para não ter me avisado.

— Não sei... Não achei necessário, pensei que gostaria da ideia. – deu de ombros, fazendo-se de inocente.

— Ah... A ideia foi perfeita. – sussurrei em seu ouvido e mordisquei o lóbulo da sua orelha. – Só escolheu o departamento e chefe errado. – levantei os olhos e ela ignorou.

— Só não misture as coisas. Por favor, Damon. – pediu. – Isso... – apontou de mim para ela. — O que temos, ninguém mais pode saber, não quero que pensem mal de mim. – concordei com ela e me direcionei para beija-la novamente, mas antes que pudesse fazer, ela colocou o dedo sobre os meus lábios me impedindo – e... me desculpe, não devia ter falado aquilo, eu exagerei. – seu tom era sincero.

— Só se você me desculpar. – pedi em tom de brincadeira e levei um tapa no ombro por isso.

— Não tem o que desculpar, você é um ogro. – riu descaradamente jogando a cabeça pra trás.

— Está dizendo que eu sou grosso, senhorita Gilbert?! – ergui uma sobrancelha pra ela e segurei seus pulsos.

— E arrogante, prepotente, sem falar de narcisista... – a cada palavra, era uma nova ruga que se formava em minha testa, abri a boca para contestar — Shiii. Não fala nada. – dito isto, ela me calou e seus lábios tomaram o lugar dos seus dedos, ela se inclinou sobre mim encostando seus seios deliciosos em meu peito e entrelaçou sua língua na minha daquela forma já tão familiar, enquanto suas mãos arranhavam minha nuca de forma torturante... eu estava perdido.

Soltei um gemido quando ela bagunçava meus cabelos e a senti estremecer em meus braços, quando minhas mãos alcançaram um dos seus seios por cima da blusa fina.

— Damon!! — Sua respiração tornou-se acelerada e ela moveu o quadril em direção do meu e foi impossível evitar um rosnado com aquele contato dos nossos sexos tão próximos. Ela gemeu em minha boca, quando sentiu minha ereção abaixo de si.

Mesmo sabendo nossa real situação dentro daquele carro, e que a parte racional do meu cérebro martelava que Finn estava ouvindo cada gemido que saia de nossos lábios, segurei sua nuca com uma mão, enquanto a outra descia vagarosamente pelas suas curvas ate chegar na barra da saia branca que diferente de antes, estava levemente repuxada.

Comecei a acariciar a parte interna de sua coxa e lentamente deslizei minha mão por baixo daquele pedaço de pano. Não consegui me conter quando toquei sua boceta por cima do tecido fino da sua calcinha e senti a umidade na ponta dos meus dedos.

— Oh, Elena. Você tá pronta pra mim linda. Deliciosamente pronta. – gemi extasiado pela sua rendição.

— Damon... Não. – ela me olhou, mas seus olhos negavam seu pedido. – Aqui não. – completou e tirou a minha mão de lá e sorri ao saber que se fosse em outra circunstância ela não me pararia.

Essa garota não cansava de me surpreender.

Beijei o seu ombro e desci para seu colo, mas algo me parou.

Senti o celular vibrar no bolso do terno e o toque estridente se fez presente. Tentei ignorar e voltar a beija-la, mas Elena segurou o meu rosto.

— Atenda, pode ser importante. – murmurou nos meus lábios e se afastou um pouco para me fitar.

— Droga! — rosnei com raiva e saquei o celular do bolso. — Salvatore. – falei contendo a frustração.

Elena riu baixinho e beijou o meu pescoço, descendo suas mãos pelo meu peito, fazendo-me esquecer totalmente a pessoa que falava do outro lado da linha.

Sorri safado pra ela e murmurei um: “você é má” ela sorriu maliciosa, e devolveu: “Você não sabe o quanto”. Balancei a cabeça em divertimento e a lancei um olhar lascivo, eu estava pronto para pega-la de jeito, constatei ao sentir meu pau contorcendo-se na calça gritando por libertação, mas me foquei no outro lado da linha e a voz de Mandy soou em meus ouvidos como alguém que arranha quadros negros.

— Oi lindinha... Claro que não esqueci. – Elena me olhava atentamente e pude ver quando saiu do meu colo e começou a alinhar sua roupa. Droga! Por que essa garota tinha que ligar agora?! – Olha, eu não posso falar agora... tudo bem, eu aviso. Boa noite Mandy, isso... Endy. – desliguei o celular, guardei-o no bolso e me voltei para ela.

— Elena, eu...

— Não. Não me deve nenhuma satisfação – a Elena chateada estava de volta.

— É que essa repórter não sai do me pé e...

— Eu sei, ela me procurou essa manhã. – falou com desdém ainda de braços cruzados.

Ergui uma sobrancelha.

— O que ela queria?

— Saber o que acontece entre nos dois, se estávamos namorando e todo esse papo furado de repórter sem noção.

— Malditos sensacionalistas. – murmuro irritado – Eu vou dar um jeito, não se preocupe. – passei as mãos e seus cabelos. Era tão sedoso.

— Assim espero. Não quero meu nome envolvido nisso Damon. – me olhou temerosa.

— Não vai, eu prometo.

Ela aquiesceu e olhou para a janela, fiz o mesmo e vi que estávamos parando em frente ao seu prédio. Uma pontada de decepção se fez presente e por algum motivo desconhecido, eu não queria deixa-la ir.

— Obrigada pela carona. – anunciou depois de um segundo e segurei o seu braço antes que abrisse a porta.

— Hey!! O que houve linda? – questionei alisando a pele sedosa das suas bochechas.

— Isso não vai dar certo. – murmurou com receio.

— isso o que? – perguntei confuso.

— nós. – falou hesitante.

— vai sim, já deu. – pisquei um olho pra ela que permaneceu seria – Olha, eu vou tirar essa repórter intrometida do nosso pé, tudo vai ficar bem.

— Okay. — concordou hesitante — Tenho que ir. – falou e se inclinou me dando um beijo casto no canto da boca.

— Você é muito marrenta. – segurei seu rosto e enfie minha língua na sua boca. – Até amanhã minha linda. – falei assim que a soltei.

Ela balançou a cabeça sorrindo incrédula pela minha atitude e saiu do carro. Agradeceu a Finn e se foi.

Fiquei ali, encarando sua silhueta atravessar a rua e quando ela chegou ao saguão, virou se para trás e acenou timidamente, depois entrou no elevador e quando as portas se fecharam eu segui para casa pensando o quanto estou cada vez mais fascinado por Elena Gilbert.

Notas finais
Então!! Espero que tenha gostado!!! Me diverti muito escrevendo esse capitulo e espero realmente que tenha agradado ;) O que acharam da discussão dos dois? e sobre o Enzo algum palpite sobre a relação dele com a lena? tentei deixar um pouco Cute o beijo dos dois, mas como vocês viram, as coisas são intensas entre eles haha . E o nosso Salvatore já está envolvido demais? ;) e Andy? o que será que Damon irá fazer? Bjosss!!! Juh!