This Is About You
11 Desejo
Notas iniciais
“Se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz.”
(Jean-Jacques Rousseau)
Em meio a provas, trabalhos, relatórios, livros e mais dúzias de livros, a semana passou lentamente. Apesar da correria, estava agradecida por ocupar minha mente com algo que não fosse dificultar meu raciocínio. Se eu me permitisse parar para pensar, ele invadiria meus pensamentos, como se já não fosse suficiente às noites mal dormidas devido as Iris azuis que estava constantemente presentes nos meus sonhos. Por que aquela maldita biblioteca publica, tinha que ser no mesmo quarteirão do imponente prédio da Salvatore Entertainment’s me deixando realmente tentada a entrar, subir os trinta andares e poder olhar novamente aqueles olhos intensos e ouvir sua voz aveludada.
Ainda por cima, tive que tolerar Kol e suas tentativas frustradas de reaproximação, era inevitável não nos encontrarmos no refeitório ou ate mesmo nos corredores do campus, e como das outras vezes, o mandei ficar longe de mim. A única coisa boa em meio a tanta confusão era ver o sorriso de Bonnie andando de mãos dadas com Jeremy. Noite passada foi uma surpresa maravilhosa, ouvi-lo pedir Bonnie em namoro enquanto tomávamos um café expresso no Starbucks, eu nunca vi a minha amiga tão feliz. Assim como Caroline, que fazia mil planos para seu casamento, nunca a vi tão empolgada, Stefan estava radiante, passava a maior parte do tempo em seu escritório em Seattle, mas sempre que podia vinha até Manhattan visitar Carol e quase sempre dormia em nosso apartamento. O que me fazia lembrar que amanhã seria o seu aniversario, e eu estava realmente animada com isso, eu e Stefan desenvolvemos certa “amizade” durante essas semanas e ele era homem maravilhoso, sempre simpático e educado, era o cara certo pra Caroline Forbes.
Era inevitável pensar em Stefan e não me lembrar de um certo moreno perigoso com olhos profundamente azuis. Fato um: eu não conseguia tirar Damon Salvatore da minha cabeça, apesar do constante protesto vindo da parte racional do meu cérebro, que era melhor não vê-lo tão cedo. Meu inconsciente e meu corpo queria, ou melhor, precisava ver seus olhos azuis famintos me observando, suas mãos ousadas passeado com luxuria pelo meu corpo, a voz rouca me dizendo que precisava daquilo tanto quanto eu “Ah Elena, você é uma garota tão linda, Eu preciso disso. Agora.” Ele disse, enquanto lambia a curvatura do meu pescoço, encandeando uma serie de arrepios pelo meu corpo e deixando minhas pernas bambas. Céus! Apenas com a lembrança, senti um arrepio gostoso descer pela minha coluna. Eu não conseguia entender o porquê de reagir daquela forma tão diferente, muito menos desconfiava o motivo de ele ter me provocado daquela forma. O que comprova o fato de número dois: Eu estava extremamente e inegavelmente atraída por Damon. Havia tanta tensão sexual entre nós que a atmosfera se tornava densa, tão luxuriosa e lasciva que dificultava minha respiração, e eu sabia que se ele tivesse me beijado, eu mandaria meu alto controle passear na lua.
Eu não fazia idéia de como seria da próxima vez que nos encontrássemos, mas não tinha tanta certeza se iria conseguir resistir.
***
Exausto.
Era assim que eu estava após mais uma viajem desgastante, porém favorável. Consegui fechar um negocio com uma das empresas mais cobiçadas da America, e eles não foram tão burros ao ponto de não negociar com a Salvatore’s. Por causa de uma viajem importante de um dos representantes da empresa, tive que adiar a viagem para dois dias antes. E eu estava acabando de chegar em casa exatamente às...
21h45min, constatei ao olhar o rolex em meu pulso.
Finn prontamente abriu a porta do Bentley para mim, depois foi ate a traseira do carro, o abrindo e retirando minhas malas.
– Aprill chegou em segurança? – perguntei enquanto ele me passava às malas.
– Sim, senhor Salvatore. – respondeu – Segui todas as suas ordens.
– Ótimo! Tire o domingo de folga. – disse enquanto me encaminhava ate a porta lisa de madeira branca com puxador de inox.
Ao passar pelo hall, vejo Carmen com a bolsa sob o ombro, segurando a chaves da casa. Exatamente como a encontro, todos os dias quando volto após mais um dia normal e lucrativo na empresa.
– Boa noite Carmen. – abro um sorriso para ela, que vem ao meu encontro e me abraça.
– Damon. – deixei minhas malas no chão e retribui seu abraço aconchegante.
Carmem é minha segunda mãe, esteve comigo em momentos realmente terríveis da minha vida, tenho muito a agradecê-la. Ela me ajudou, faz parte do pequeno ciclo das pessoas que eu amo. – Fez uma boa viajem? Está cansado demais pra comer algo meu menino? – perguntou preocupada avaliando minha expressão cansada.
– Estou cansado demais para jantar, vou direto pra cama. – ela sorriu – Aprill desceu para o jantar?
– A menina chegou muito cansada da viajem, foi direto pro quarto. Depois das sete, subi e levei o seu jantar, ela estava faminta. – sorri, maravilhado pela sua forma meiga de tratar as pessoas.
– Tudo bem. Seu filho esta esperando a senhora. – Beijei o topo da cabeça de fios grisalhos.
– Então eu vou indo, Finn pretende visitar a noiva ainda hoje. – confessou com um sorriso amplo – Boa noite meu menino. – Disse e saiu pela porta.
Subi as escadas e entrei no quarto que Aprill sempre se instalava quando vem me visitar, em frente ao meu, no longo corredor. Abri a porta devagar e observei suas feições relaxadas, enquanto dormia tranqüila. Ela não mudou muito. Pensei sorrindo. Ainda mantém o semblante de menina, assim como a vi pela ultima vez. Ela está cada dia mais parecida com a mamãe. Deixei um beijo casto no topo da sua cabeça e me direcionei ao meu quarto.
Após um relaxante banho, deitei-me sob os lençóis finos da minha cama e deixei minha mente vagar. E como nas noites anteriores, ela estava lá, olhando pra mim com seus olhos castanhos desafiadores, sua língua afiada, as curvas morenas, a pele cheirosa e aquela mesma beleza encantadora. Eu preciso vê-la novamente. Pensei antes de cair na inconsciência.
*
“Vem cá seu moleque Infeliz! Eu vou te ensinar uma lição! Desgraçado!”
Aquela voz sombria, carregada de perversidade o perseguia mais uma vez. Ele correu, com sempre fazia, até encontrar um lugar seguro, onde os seus passos não eram escutados e sua sombra não refletia nas paredes daquele cômodo desgastado.
Ele ouviu o barulho irritante das botas, se aproximando a cada segundo agonizante. O garotinho respirava com dificuldade, abafando os ouvidos com as mãos. Ele já não suportava mais aquilo, era apenas uma criança traumatizada, não merecia ser tradado daquela forma tão desumana.
“Te achei seu pequeno verme! Vem cá!” O garotinho é puxado violentamente pelos braços impiedosos daquele crápula.
“Não! Eu não quero ir!” tentava a todo custo soltar-se do aperto em seu braço, mas era pequeno e frágil demais. Ele odiava ser frágil! Odiava não poder se defender!
“Você vai aprender de uma vez por todas seu miserável!” Desceu as escadas e jogou o garotinho no chão frio, sombrio, solitário...
“Eu não quero ficar aqui!” murmurou enquanto as lagrimas molhavam seu rosto pálido. “Mamãe! Mamãe me ajuda! Por favor!” clamava olhando para o teto, suplicando por um pedido de ajuda.
“Ajuda? Ninguém vai te ouvir seu insolente.” O homem disse sádico. “Não chame pela sua mãe! Por que ela não vai te ajudar. Você lembra, não lembra... o que aconteceu com ela!” gritou. “A culpa foi sua, seu imbecil! Eu vou te dar uma lição!” disse passando a mão pelo cinto de couro estendido sob o balcão velho empoeirado.
“Não! Para! Papa...” seus gritos foram abafados pela dor que se alastrava pelo pequeno corpo, devido à brusca açoitada na pele fina de suas costas. Tudo o que sentiu foi dor. Dor de ter perdido a única pessoa que o amava, dor por ser tão pequeno e frágil e dor de ter seu próprio pai o golpeando repetidamente, até a inconsciência o atingir.
Damon? Damon? Damon! Tudo estava girando e sacudindo.
Abri os olhos rapidamente e vi a expressão preocupada de Aprill, seus olhos azuis assustados, enquanto sacudia meus ombros.
– Damon! Céus! Achei que não tinha mais esses pesadelos. – lamentou enquanto sentava-se ao meu lado. Passei a língua pelos lábios secos e esfreguei o rosto na tentativa de espantar os vestígios de sono. – Eu estava dormindo e ouvi você gritar... Pela mamãe. – Falou avaliando meu rosto que estava voltado para a parede do quarto – eu fiquei preocupada Dam.
– Eu estou bem... – me esforcei para aquilo soar verdadeiro, eu não estava bem, na verdade, eu nunca estive. – Não se preocupe. – a tranquilizei. Respirei fundo tentando regular meus batimentos acelerados e sentei-me ainda atordoado passando o dorso da mão sob as gotículas de suor que se formavam em minha testa. Pigarreie antes de voltar a falar – Então como foi à viagem? – perguntei querendo mudar o foco da conversa, Aprill nunca soube o que de fato aconteceu, eu não queria ser digno de piedade, principalmente da minha irmã.
– Como todas as outras. – riu – Te esperei até tarde, mas acabei pegando no sono.
– Eu cheguei muito tarde ontem, vim te ver e você estava dormindo, não quis te acordar – admiti.
– Ainda bem que essa sua viagem foi adiantada, por que temos planos pra hoje à noite! – se levantou da cama.
– Planos? Que tipo de plano? – perguntei desconfiado.
– Como, por exemplo, comemorar o aniversaria do nosso irmão. – cruzou os braços. – Não acredito que você esqueceu Damon! – disse furiosa.
O aniversario de Stefan, eu me lembro de ter ouvido Caroline comentar algo sobre “comemorar”, não achei que estava falando serio.
– Ah! – disse sem empolgação levantando da cama e caminhei em direção ao closet – E quantos anos ele faz hoje? Doze? – a olhei de soslaio e ela negou com a cabeça – Eu não vou. – disse direto.
– Dam é o nosso irmão, ele me ligou antes que embarcasse e me convidou, não falou nada sobre você ir, por que achava que estaria viajando. – pausou — Ele queria que você estivesse lá. Por favor. — persuadiu com aquele típico tom manhoso. Odeio manha, mas Aprill consegue tudo que quer mesmo.
– Tudo bem, vamos à festinha do Stef. – Revirei os olhos e torci a boca em um falso sorriso.
– Obrigada! – veio ate mim e beijou o lado direito do meu rosto – Pra onde vai? — perguntou, enquanto eu separava uma camisa branca de botões e uma calça caqui.
– Tenho assuntos a tratar com Alaric. – dei de ombros, ela bufou.
– Ok senhor não tenho tempo pra nada, além do trabalho. – brincou revirando os olhos – Eu vou ao shopping com a Molly. Por favor, esteja pronto as sete. – Molly era amiga da Aprill, ela é filha de um dos investidores da empresa e velho conhecido meu.
– Tenha cuidado mocinha. – adverti apontando pra ela.
– Arggggh! Detesto quando me trata feito criança! – fez um bico dramático, gargalhei pela sua expressão.
– Mas você é uma criança – garanti sorrindo.
– Não sou não! – se defendeu irritada.
– Ainda posso te jogar nas minhas costas. – ameacei caminhando ate ela.
– Não, não, e não! – se afastou – Não se atreva... Damon! – gritou quando a surpreendi a girando no ar – Me Poe no chão – riu enquanto esmurrava minhas costas – você age como um moleque às vezes Damon! – Gargalhei a colocando no chão.
– Só temos uma criança aqui. – apontei pra ela.
– Seu bobão. – mostrou a língua. Repeti seu gesto e entrei no banheiro.
*
Estacionei o carro antes de seguimos até a porta vermelho vinho do Bunker Club, acenei para o segurança que no mesmo instante nos deu passagem.
Aquele era um dos clubes mais requintados de Nova York, composto por diversos ambientes, mesclados em tons de vermelho escuro e laranja que contrastava com o piso de madeira escura. Havia com uma pista de dança onde o globo dourado reluzia nos corpos das pessoas que se moviam calmamente, ora apreciando a batida da musica ou apenas conversando enquanto bebericando suas bebidas. O piso era xadrez em cores neutras e do lado oposto havia colunas de ferro espalhados ao redor vários sofás laranja.
– Onde será que ele está? – Aprill perguntou, seguindo logo atrás de mim.
– Acho que no bar. – apontei para o lado esquerdo do salão.
O bar era dividido em duas partes, a primeira era uma área com diversos sofás de couro, colocados em frente ao longo balcão com diferentes tipos de bebidas e com os devidos banquinhos, posicionados a sua frente. Além dos sofás, algumas mesas estavam posicionadas no meio do salão, e foi em uma dessas mesas que avistei Stefan, conversando animadamente com sua noiva, mas antes que eu possa dar um passo adiante, minha atenção é capturada pela imagem da morena no lado oposto do bar, enquanto um cara tentava ensiná-la a jogar sinuca e aproveitava a posição passando as mãos na cintura dela.
Ela encaçapou a bola e ele beijou seu rosto, ela estava de costas pra mim, mas eu sabia que era Elena, reconheceria aquelas pernas torneadas em qualquer lugar. Uma mistura de ansiedade e raiva tomou posse do meu corpo, meus pés fixaram-se no piso, cerrei os punhos e senti a mandíbula travar.
Ela girou o corpo, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha no mesmo instante em que nossos olhares se encontraram. Ela me olhava surpresa enquanto eu estava imóvel, olhando fixamente pra ela.
O magnetismo estava lá, turbulento como uma tempestade, presente naquela intensidade que carregávamos em apenas um olhar. Cerrei os olhos, a lançando um olhar rígido, e ela respirou fundo e fechou os olhos balançando a cabeça, como se quisesse afastar algum pensamento. Colocou o melhor sorriso no rosto e voltou sua atenção para o aproveitador. Quem é esse filho da mãe?
– Damon anda. – A voz de Aprill me fez para de encarar aquela cena ridícula – As pessoas querem passar. – falou nas minhas costas.
Não disse nada, apenas continuei caminhando em direção à mesa de Stefan.
– Stefan – Aprill praticamente pulou no colo de Stefan que me olhou surpreso – Que saudades.
– Hey! Você cresceu! – sorriu, acariciando os cabelos dela – Também senti muito a sua falta! – terminou ficando em pé.
– Diga isso pro Damon, ele me trata como uma criança. – reclamou.
– Você é uma criança. – ela bufou e Stefan riu – Irmão. – me voltei para ele que me recebeu com um abraço caloroso – Feliz aniversario. – sorri enquanto retribuía seu abraço.
– Obrigado por ter vindo. – falou com um sorriso aberto – Aprill essa é minha noiva, Caroline Forbes. – a loirinha levantou e cumprimentou Aprill com um beijo em cada lado do rosto – E aquela ali é Elena Gilbert, uma amiga. – apontou pra morena que se aproximava da mesa, acompanhada daquela pulga. – Elena, essa é minha irmã Aprill. Elas se cumprimentaram e Stefan sentou-se novamente.
– Você é muito bonita – Elena falou admirada.
– Claro, ela tem meus olhos. – sorriu presunçoso. Elena estreitou os olhos e Aprill revirou os dela.
– Adorei seu cabelo. – Aprill observou os cachos da morena.
– Obrigada. – respondeu sorrindo. Ela não me encarou. Porque ela não me olha?
– Senhorita Gilbert. – a cumprimentei com um sorriso de lado, e respeitosamente dei um beijo casto no seu rosto.
– O que faz com esse cara? – sussurrei entre dentes em seu ouvido. Ela passou de surpresa a confusa.
– Oi Salvatore. – sorriu educada, ignorando totalmente minha pergunta. Essa garota me dá nos nervos.
– Elijah, esse é Damon meu irmão. – Stefan nos apresentou – Presumo que conheça Elijah Simmons, um dos melhores juízes do estado de Washington. – Diz voltando-se para mim.
– Nunca ouvi falar. – o cumprimento com um pouco de pressão em sua mão.
– O mundo não é tão pequeno afinal. – respondeu mantendo o tom mais educado possível. Devolvi um sorriso sarcástico pra ele e olhei novamente para a morena, que me lançou um olhar reprovativo. O que eu disse?
Ele puxou a cadeira pra Elena sentar-se, ela murmurou um “obrigada” e como um parasita miserável que era, sentou-se ao seu lado. Galanteador de uma figa. Tomei meu lugar na cadeira da ponta, ficando ao lado esquerdo de Elena, que parecia incomodada com a minha presença. O que é que ela tem?
– Elijah nos conte mais sobre sua ida ao Alasca. – Caroline se pronunciou – A Lena te roubou e não terminamos nossa conversa. – falou olhando para a morena.
– Foi um prazer, jogar com a Senhorita Gilbert, ela ganhou todas. – sorriu para a morena e começou a responder educado, mantendo um tom médio, sempre culto nas respostas, recebendo olhares admirados de todos na mesa, e principalmente Elena que a cada palavra pronunciada, sorria encantada. Ora ou outra, ele tocava seu braço ou acariciava suas mãos por cima da mesa, e isso definitivamente estava me induzindo a um nível elevado de irritação! Ele contou algo engraçado – na opinião dele, claro. – e conseguiu arrancar as risadas histéricas de Aprill e Caroline, o riso contido de Stefan e a risada gostosa da morena.
Era nítido, eu estava com ódio daquela pulga, eu queria arranca-lo de perto dela. Era estanho me sentir assim.
– E você Damon já visitou o Alasca? – ele perguntou, e só então percebi que o encarava fixamente.
– Não, prefiro lugares quentes! Aposto que Elena concorda comigo. Não é mesmo Elena? – perguntei olhando diretamente pra ela. – Não prefere lugares mais quentes? –enfatizei a ultima palavra, lançando um olhar malicioso e ela engoliu seco.
– Elena sempre quis conhecer as areias quentes do deserto. – Caroline interferiu – Então acho que ela prefere o calor em si, independente do lugar. – diz naturalmente Que nem Stefan, nem Elijah perceberam o duplo sentido empregado na frase. Aprill nos olhava confusa, enquanto eu me divertia com a expressão chocada de Elena.
– Eu prefiro lugares tranquilos, algo solido, onde saiba onde estou pisando, sem ter medo de que a qualquer momento, ele possa desmoronar.– direcionou seu olhar a mim.
– Engano seu, somos atraídos pelo desconhecido, quanto mais perigoso, mas a experiência se torna intensa. – olhei para o decote dela e passei a língua sob os lábios, dando um sorriso torto no final, ela encarou meus lábios, depois desviou o olhar para Caroline.
– Concordo com Damon. – Caroline falou – o perigo é sempre mais desafiador.
– Como? – Stefan perguntou confuso.
– Que o perigo é atraente, amor. – explicou calmamente – Lugares arriscados são sempre os mais maravilhosos.
– É verdade, podemos escalar o Everest qualquer dia desses. – riu inocentemente. Pobre Stefan, nem imagina o duplo sentido dessa conversa.
– Seria ótimo! – Aprill sorriu animada.
– Espero que venha ao Alasca comigo durante as férias Elena. – o filho da mãe teve a ousadia de pousar a mão sobre a dela.
– Seria um prazer. – respondeu sorrindo. Era isso, ela queria me provocar! Ah Elena você não vai querer jogar comigo!
– É Elena vai lá conhecer o Alasca, só tenha cuidado pra não virar picolé. – digo enquanto bebo meu quinto copo de uísque.
– Obrigada pela preocupação Damon, mas eu sei me cuidar.
– Pode deixar que eu cuidarei muito bem, desta bela dama. – beijou os nos dos dedos dela. Em que século ele vive?
Iniciou-se uma conversa nada animadora sobre os negócios de Stefan, a faculdade de Aprill, os casos de Elijah e blá blá blá, eu participava superficialmente da conversa, vezes concordando com um aceno de cabeça outras com um “interessante”, mais meus olhos estavam voltados pra ela. Aquela atrevida, de nariz empinado que se recusava a me olhar, estava com sua atenção voltada para aquela pulga ao seu lado, que não tirava as mãos dela, por mais que aquilo estivesse me enlouquecendo, eu não entendia sua vontade constante de tocá-la.
Ela estava linda naquela saia branca bem no meio das suas coxas, deixando as belas e tentadoras pernas descobertas, usava uma blusa de alça fina, deixando a pele delicada dos seus ombros e colo expostos, aquele pedaço de pano estava me deixando excitado e comprovei o fato, quando discretamente pousei de leve a mão sob o tecido da calça jeans e me senti duro, pronto pra ela. Pra piorar meu estado de excitação, estava usando um batom bastante vermelho, realçando e definindo sua bela boca, e os cabelos estavam ligeiramente ondulados nas pontas. Meu olhar lascivo percorria cada centímetro de pele exposta, passando pelo seu corpo, sem nenhum pudor.
Ela me olhou e percebeu a forma que eu a devorava, passei a língua lentamente sob os lábios e seus olhos acompanharam meu gesto. Ela estava uma delicia e eu estava louco pra provar daquela boca esperta.
Aproveitei o momento em que todos estavam entretidos com os comentários supérfluos de Elijah e longe dos olhares curiosos, disfarçadamente apertei sua coxa por baixo da mesa, ela se sobressaltou com o toque, mas não se afastou. Sorri ao sentir os pelinhos da sua perna se arrepiarem com o meu toque. Ela me olhou brava, reprovando meu gesto, ignorei e indiquei com a cabeça o lado direito do bar, ela me olhou como se eu fosse louco e negou meu pedido silencioso, tirando bruscamente minha mão da sua perna.
– Tudo bem Elena? – Stefan perguntou avaliando a expressão assustada dela.
– O que? — perguntou confusa.
– Parece nervosa, sua pele fica muito bonita corada. – A pulga irritante disse admirando-a, ela ficou sem graça e sorriu timidamente. — Sorrindo também. – acrescentou sussurrando em seu ouvido, se eu não estivesse tão focado nos dos, não teria escutado. Ele olhou para os lábios dela, passando a mãos pelo cabelo sorrindo. Bufei e revirando os olhos.
Levei mais um copo de uísque aos lábios, apreciando a bebida escorregando pela minha garganta. Talvez assim amenize um pouco essa vontade de mandar tudo pro inferno, e a tirar dali, de perto daquele parasita. Eu não sabia a o motivo, mas era fato: eu o não queria do lado dela, muito menos segurando sua mão ou sorrindo pra ela e deixaria isso bem claro, do meu jeito, ela querendo ou não.
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