This Cruel World 1ª temporada capitulo 1: Um Novo Mundo.

–Qual o sentido de viver sem um objetivo para seguir? – Perguntou Oliver olhando para cama de baixo.

–É só o dever, não podemos desistir, nem mesmo nesse mundo, devemos continuar acreditando em algum jeito de final feliz.

Não existirá final feliz para nenhum de nós, irmão. Quis dizer Oliver para Dean, mas escolheu dizer apenas um “eu acredito” mesmo não sendo sincera, a frase incentivou Dean, de alguma forma.

–A comida está nos conformes, mas não durará mais de um mês – avisou Dean.

–Isso é só um sinal de que devemos ir.

–Não existe essa coisa de “sinal” divino.

–Você engraçado Dean, acabou de me alimentar com esperança e agora está me fazendo desistir.

–Não eu não estou. Só estou dizendo que você deve parar de querer ir embora, só por que o pai morreu aqui, não significa que vamos morrer também, nós estamos bem, agora vou lá fora – Antes que Oliver pudesse responder Dean levantou da cama, vestiu uma camisa, e saiu pela porta.

–Oi Tessa – Disse Dean passando pelo corredor, em seguida entrou no porão, onde estava um velho carrancudo.

–O que manda hoje Dean? – Perguntou o velho.

–Preciso apenas de uma pistola, vou lá no fast shop ver se tem alguma coisa que valha pena pegar.

–Quantos homens vamos arriscar dessa vez com suas frescuras? – Perguntou o velho

–Nenhum que vá fazer falta– Respondeu Dean em tom cortante. O velho entregou a arma, uma Glock modelo XT25, sua cara refletia preocupação, o velho sabia que cedo ou tarde Dean acabaria morrendo.

–Ana, preciso de sua ajuda, eu vou ao Fast Shop pegar algumas coisas, só o necessário– Ana era uma jovem com não mais que 23 anos, seus cabelos incrivelmente cor ouro atraiam qualquer um.

–Alguma vez já te desapontei? – Sorriu Ana.

Após saírem, Oliver levantou, vestiu sua roupa de soldado, mesmo não sendo um, gostava de deixar a impressão, após isso sentou na sua cama e se pôs a olhar para o passado, após 3 anos naquele lugar, ele não via a hora de sair de lá, algo naquele lugar estava dando arrepios em Oliver.

–Pronto pra descer cara? – Perguntou André, um rapaz de 18 anos que Oliver amava chamar de irmão mais novo. André dava fáceis sorrisos, e animava todo o grupo de esperança com suas piadas bobas.

–Já desço se quiser me esperar.

–Seu irmão saiu a pouco, achei que estivesse junto.

–Não sabia, sinto falta de quando ele se importava comigo, sinto falta de quando eu me importava com ele. –Depois de todos aqueles anos Dean se tornou uma espécie de anti-herói, indo contra todos se necessário.

–Boas noticias, a população subiu 2% nesse ultimo mês, estamos agora em 1.632, um numero alto, tirando os que estão em teste de confiança. – O chamado teste de confiança era um sistema montado pelo conselho do forte para testar as pessoas e ver se elas eram confiáveis, caso contrário eram executadas pelo conselho, obviamente isso era um segredo que apenas os membros do próprio conselho sabiam.

–Eu não pretendo ficar aqui por muito tempo, André– Disse em tom de lamento.

–Eles vão te caçar e te matar. Não queira correr esse risco.

–Eu tenho de fazer, aquele conselho não é confiável, queria sair, não quero fazer parte dessa sujeira, mas apesar da má influencia, somos boas pessoas.

–Está vazio– Sussurrou Dean para Ana.

–Ótimo. – Disse Ana, tirando a roupa.

–Logo Dean largou sua mochila e também começou a tirar sua roupa. Dean a jogou no chão sujo e montou em cima dela, que gemia de prazer. Dean tampava sua boca com a palma da mão para que zumbis não a ouvissem, após 5 minutos Ana sentiu o esguicho gelado, 30 segundos de prazer se sucederam, e logo após deixaram o Fast Shop sem levar nada.

Na volta, Dean foi surpreendido por um zumbi que o puxou pelo liso cabelo, o jogando de costas no chão, antes que o zumbi pudesse chegar ao pescoço de Dean Ana disparou um tiro, outros zumbis vieram em seguida, gerando uma saraivada de tiros, inicialmente disparados por Ana, logo Oliver também disparou.

Antes que pudessem se dar conta a rua do Fast Shop já continha alguns zumbis, todos ignorados por Dean e Ana, que corriam de mãos dadas, logo o caminho foi se estreitando pela enorme rua, após 2 minutos de correria eles chegaram ao carro, um Ford Focus 2011, e saíram dirigindo.

–Essa foi por pouco– Respirou Ana. Dean a olhou com um sorriso irônico.

No condomínio André e Oliver matavam zumbis que se aglomeravam no portão, André não dizia uma palavra, talvez estivesse preocupado com Oliver, talvez estivesse considerando ir junto.

–Desculpa ter de ser assim– Disse Oliver de arma em punho.

–Você não precisa se lamentar, é sua decisão e eu a respeito, acho que isso pode ser trauma por seu pai ter sido morto na ultima invasão, ele era importante, ele criou esse lugar, ele merece reconhecimento.

Oliver deu um breve sorriso e logo entristeceu. –Nunca serei metade do que ele foi, não consegui manter Dean na linha, ele era melhor com o pai aqui, ele se rebelou.

–Exatamente, não é culpa sua, e sim dele, esse foi o luto expressado por ele, cada um reage de um jeito perante a morte. Infelizmente acontece.

Antes que Oliver pudesse responder uma mulher os pegou de surpresa aparecendo atrás dos portões.

–Me.... Ajud.... Ajudem – Ela estava sangrando, tanto André como Oliver, conheciam o rosto. Logo notaram que era uma moradora do condomínio, ela estava coberta de sangue e gravemente ferida.

–Me ajuda a abrir aqui– Se esforçou André abrindo o enorme portão.

Após a confusão, a mulher foi levada para o apartamento de Oliver.

–Que merda aconteceu? – Disse Oliver, abaixado de frente para a mulher.

–Eu...Eu... –

–Você está segura aqui, mantenha a calma, André, pega um copo d’agua.

–Eu fui parte do processo de diminuição de população, eles.... Eles me pegaram – A mulher se propôs a chorar.

–Eles quem? ELES QUEM?

–O conselho. Ouvi dizendo que estavam manipulando bem a não falta de moradores, ninguém nota. E havia uma sala, cheia de amigos e parentes prontos para serem abatidos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.