Notas iniciais
Neste capítulo Ramona descobre que tem mais parentes, alem de seu pai...

Tem um silêncio entre Ramona e Antônio, ela esta trocando mensagens com o Chris sobre a saúde de Drika, e Antônio pensando no que iria fazer quando visse Suzana então ele lembra que tem que ir buscar sua filha casula Clara, que está na casa de sua mãe Mariana avó de suas filhas. Ramona o acompanha até lá, chegando na casa de sua mãe ele bate na porta mas ela não responde ele percebe que a porta está destrancada e se assusta com o que viu a casa revirada, como se um ladrão estivesse procurando algo muito importante e valioso, as gavetas das estantes e comudas todas jogadas no chão, quadros e vasos de flores quebrados ao chão.

Ele se desespera e vai ate ao andar de cima no quarto de Mariana, Ramona o acompanha ele encontra sua mãe desmaiada com uma feriada na testa pouco perto do olho direito numa cadeira amarrada e com um pano preto tampando sua boca.

–Mãe acorda! Grita ele desesperadamente... — Ramona vá procurar a Clara. Continuou ele.

–Ta bem. Respondeu Ramona que vai atras de Clara com pressa.

Antônio coloca sua mãe cuidadosamente na cama dela, ele liga para a ambulância e a polícia, ele senta e fica desesperado sem saber o que fazer ele acaba olhando para o chão e ver uma pulseira ela a pega e observa que ela tem um símbolo que o faz lembrar de um lugar que ele já esteva a uns anos atras, as lembranças passam em sua cabeça como um pequeno filme de 5 segundos, e ele guarda a pulseira no bolso de sua calça. Ramona entra no quarto:

–Antônio eu não encontrei a Clara, sinto muito. Disse ela lamentando

–Com certeza eu não sei o que vou fazer mais, eu sei que foi a Suzana aquela maldita. Disse ele

–Calma, meu pai pode ajudar. Disse Ramona.

–Obrigado Ramona, mas não preciso de sua ajuda sem querer te ofender. Disse Antônio.

–Mas não sou que eu vou ajudar e sim meu pai, ele é da policia. Explicou ela.

Entra um policial no quarto de Mariana e fica parado na porta encarando Antônio com uma cara de admiração.

–Esta bem não tenho outra saída como posso falar com seu pai? Pergunta Antônio um pouco interessado.

–Pode falar com ele agora porque ele esta aqui. Disse Ramona apontando para o policial da porta que certamente é seu pai. Antônio se vira para porta e o vê.

–Stênio Mantovani? Stênio meu irmão? Fala Antônio sem acreditar que seu irmão mais novo estava ali na sua frente.

–Sim Antônio Montovani sou eu! Disse Stênio sorrindo.

–Como assim vocês são irmãos? Interrompe Ramona.

–Somos sim filha, irmãos por parte de pai, você não chegou a conhecê-lo. Explicou Stênio.

–Pai porque não me contou que eu tinha um tio, você sempre me escondia histórias sobre meus parentes, quando eu perguntava você mudava de assunto ou inventava uma desculpa. Estou muito decepcionada, se você escondeu coisa sobre meu tio com certeza inventou alguma história sobre minha mãe.

Ramona vai embora muito irritado com seu pai ele tenta impedir de ir embora mas acabada deixando ela ir.

–Irmão você vai deixa-la ir sozinha para casa? É perigoso. Disse Antônio.

–Não se preocupe moro aqui por perto, quando eu resolver esse caso vou correndo para casa conversar com ela. Respondeu Stênio.

–Esta bem, mas eu acho perigoso. Disse Antônio

–Pois é Antônio faz mais ou menos 15 anos que não nos vemos, desde..

Antônio interrompe Stênio: — É melhor não falarmos sobre isso aqui, por causa daquele lugar nossas vidas mudaram agora temos que tomar cuidado dobrado com nossas filhas percebe que as coisas estão começando a acontecer. Desde que saímos de lá estava uma confusão e agora deve esta piorando.

–Verdade meu irmão, tenho muitas coisas pra falar com você, mas é melhor falarmos disso em outro lugar, vou te dar meu número do celular pra marcamos um local.

Stênio anota seu número em um papel e entrega para seu irmão e Antônio ele guarda no bolso onde esta a pulseira que ele encontrou ele à tira de dentro do bolso e mostra para Stênio.

–É irmão temos muito o que falar. Disse Antônio.

–Onde você achou? Perguntou ele.

–Depois te digo não se preocupe. Respondeu Antônio

Quando eles param a conversa a ambulância chega para levar sua mãe para o hospital ele ainda continua na casa de Mariana, pois ele quer saber o que a policia iria encontrar la de pista. Uma mulher da perícia encontra um fio de cabelo preto liso e uma aliança com nome ''Antônio'' gravado na cena do crime e pergunta se Antônio mais ou menos de quem é.

–Da minha ex-mulher Suzana, tenho certeza que foi ela! Disse ele

–Ok, vamos levar para analise se for mesmo dela, vamos procura-la e levar até a delegacia. Disse a mulher. E ela saí pela porta e chama e avisa a seus colegas que a investigação acabou por ali.

–Então Antônio eu vou pra casa agora tenho que conversar com minha filha,espero que você me ligue daqui uma hora pode ser?.Pergunta Stênio.

–Pode ser quando eu chegar do hospital? Tenho que ir correndo ver como minha mãe esta e ver minha filha também.Disse Antônio.

–Eu te levo la e aproveito e vejo minha sobrinha. Falou Stênio sorrindo.

–Tudo bem. Respondeu Antônio sorrindo. E então eles seguem caminho para o hospital, e Ramona não foi para casa foi pra uma lanchonete perto de la, ela termina seu de lanchar e vai para sua casa naquela escuridão que estava o bairro de Martinella em Bergamo, ela segue reto pela calçada e percebe que tem um cara todo de preto a seguindo, ela acelera seu passo e ele também, ela corre e ele corre atras dela.. Ramona corre muito rápido mas dessa vez ela estava correndo mais que o normal ela corre tão rápido que sente seus pés saírem do chão,sim, ela estava voando só que ela fica tão assustada que acaba caindo e machuca seu joelho direto que acaba rasgando sua meia calça que ela gosta de usar com sua saia preta, ela olha para atras pra ver se o homem ainda a segue, ele não conseguiu alcança-la e então ele se foi, Ramona se levanta rapidamente do chão e vai andando para casa chegando la ela percebe que seu pai ainda não chegou então ela sobe rapidamente para seu quarto e fecha a porta e senta e em sua cama e fica pensando assustadoramente no que havia acabado de acontecer ela fala baixo para si mesma:

–Eu...eu..eu voei? Gagueja ela. E fica 15 minutos só pensando nisso. Alguém bate na porta de seu quarto.

–Quem é? Pergunta ela assustada.

–Sou eu filha abre a porta, por favor, preciso te ex.. Ramona interrompe seu pai.

–Sai daqui! não quero falar com você. Fala Ramona irritada.

–Filha, eu não queria te contar mas você iria saber mais cedo ou mais tarde. Por favor Ramona abre a porta! Implora Stênio.

Ramona acaba abrindo então Stênio entra e senta na cama e Ramona ao seu lado, ele se levanta e vai até o armário de Ramona e pega uma caixinha muito linda ele a segura em suas mãos e senta novamente na cama ao lado de sua filha, Stênio abre a caixa e tira dela um manto de quando Ramona era recém-nascida e começou a explicar.

–Filha esse manto você usava quando era recém-nascida. Você chorava muito, não ficava quieta sempre agitada. Disse Stênio sorrindo.

–Pai para com isso, em conte logo o que me interessa. Disse Ramona.

–Então filha você usava esse manto no dia em que sua mãe morreu, eu e sua mãe resolvemos viajar com você para que fossemos conhecer nossa nova casa, pegamos uma estrada horrível para carro e chovia muito, estávamos tão felizes porque você tinha nascido, eu estava observando o belo sorriso de sua mãe. Antônio numa pequena pausa chora e limpa suas lágrimas e continua:- Eu acabei não olhando direito para estrada filha e bate o carro, por culpa minha ela esta morta agora.Filha eu amava muito a sua mãe e ainda a amo.

–Calma pai não foi sua culpa, não chore. Ramona o Conforta e o abraça.

–Eu só tenho o tio Antônio e Drika e a Clara mesmo como família além do senhor? Pergunta Ramona.

–Sim filha, só eles te juro.

–Ta bom pai, mas pode me falar sobre o meu tio Antônio, por que vocês são irmãos? Pergunta Ramona.

–Filha, eu sou irmão bastardo do Antônio. Não sou filho da Mariana afinal ela nunca gostou de mim só me aturava enquanto meu pai estava vivo, depois de sua morte ela me humilhou e me baniu de sua família.

–Mas como assim pai? Você é filho bastardo? Pegunta ela muito curiosa.

–Sim querida, minha mãe era empregada daquela família e meu pai teve um caso com ela, mas na verdade ele mesmo declarou que abusou dela, minha mãe era muito jovem, linda e inocente e meu pai se sentiu atraído por ela. Quando ela engravidou descobriram tudo e Mariana demitiu minha mãe e sem ter pra onde ir e sem condições de me criar, ela me entregou para meu pai e foi embora, nunca mais a vim, na verdade nem sei como ela só seu o nome que era Alessandra, só fiquei sabendo dessa história por que meu pai Bernardo contou.

–Nossa pai, que absurdo não consigo acreditar que ainda existem homens que se aproveitam de mulheres. Disse Ramona admirada.

– Tudo bem minha filha, isso já passou o que importa agora é você, você é que é minha família, me orgulho muito de ter uma filha como você. Disse Stênio sorrindo e dá um beijo na testa de Ramona.

– Pai eu te amo. Disse Ramona o abraçando.

– Eu também te amo meu bem, agora vai dormir que você tem aula amanhã.

Stênio se levanta e percebe que o joelho de Ramona está machucado e pergunta:

–O que foi isso Ramona? onde se machucou?

–Ah pai, caí na aula de Educação física, não foi nada. Disse Ramona pra mudar tentar mudar de assunto.

–Mas eu não vi isso de manha, isso foi agora da pra perceber, sua meia-causa está rasgada e o machucado ainda sangra. Disse Stênio.

–Ta bom pai, eu vim correndo de la da casa da mãe do Antônio e caí. Mentiu Ramona.

–Ah sim, então vai lavar isto antes de dormir, beijos filha boa noite.

Stênio vai para seu quarto e Ramona foi banhar, saindo de seu banho ela coloca seu pijama e deita e sua cama e pensa em tudo o que lhe aconteceu naquela noite e pensa: — Amanha vou contar tudo pra Drika e para o Chris eles não vão acreditar. E assim Ramona adormece.

Notas finais
Ramona começa a desenvolver poderes sobrenaturais.