Notas iniciais
E aí, galera?
Demorou, mas chegou.
Prometo que os próximos vão levar menos tempo.
É agora que começamos a ver o começo da história. O início da vida de guerreiro do jovem Abelardo.
Boa leitura.

Devo admitir que o tal Ghalib era extremamente habilidoso. Sua cimitarra cortava o ar e se chocava contra minha adaga com força, mas ao mesmo tempo com firmeza. Era incrível vê-lo lutar. Eu poderia passar horas admirando seus movimentos, mas infelizmente, era eu quem estava no campo de batalha contra ele. E era eu quem corria risco de vida.

O árabe começou com um corte lateral um tanto confiante demais, do qual eu simplesmente desviei. Então, ele tentou mais dois cortes, um por cima do ombro e outro vertical. Defendi ambos com a lâmina da adaga, com muito esforço, abaixando a guarda de meu oponente. Aproveitei para tentar um contra-ataque, uma estocada que teria acertado em cheio seu estômago desprotegido, mas ele era bem rápido. Mal vi a lâmina da cimitarra parecendo voar no ar para interceptar o golpe.

— Você é bom... – elogiei, enquanto me afastava um pouco para tomar fôlego.

— Você também não é de se jogar fora. – ele sorriu com desprezo – Mas não é bom o suficiente.

Ele avançou com uma sequência de cortes laterais e diagonais. Ele havia aprendido a lição: não se expor demais. Percebeu que eu sabia tirar proveito disso. E assim, só consegui defender e recuar, sem qualquer oportunidade para um contra-ataque. Mas foi quando minhas costas se chocaram com a parede de uma das poucas casas de pedra que havia por ali que me senti encurralado.

Ghalib mostrou um sorriso de triunfo e logo ergueu a espada para desferir o golpe final. Observei-o, desesperado. Precisava dar um jeito de sair dali. Então, quando a lâmina da cimitarra já estava a centímetros de meu pescoço, me joguei no chão e a arma atingiu com força a parede, criando uma chuva de fagulhas. Rastejei para longe e levantei-me. O árabe praguejou, mas logo se voltou para mim, preparado para continuar a luta.

— Vamos lá, alemão. – ele disse – Vamos ver se as lendas sobre os cavaleiros daqui são reais ou apenas histórias de viajantes. Mostre-me sua força.

Eu o observava, um misto de medo e ódio em meus olhos. Observei o fogo que agora já consumia duas casas de palha. O árabe queria queimar minha cidade e eu não poderia deixar isso acontecer. Até que tive uma ideia brilhante.

— Posso garantir que as lendas sobre a Germânia são reais, mas ainda não vi nada de especial nos guerreiros muçulmanos. Talvez estivessem enganados quando disseram que todo árabe tem a proteção de Alá... – provoquei.

Funcionou. Todo islâmico odeia quando insultam sua religião e seu deus supremo (não que seja diferente com as outras religiões). Sem hesitar, ele correu furioso até onde eu estava. Rolei no chão e desviei por pouco da brilhante lâmina da espada que quase cortara minha cabeça. Mas, assim que percebeu o movimento, ele se virou e desferiu um corte vertical. O golpe atingiu certeiramente meu antebraço esquerdo. Sangue jorrou enquanto a pele era rasgada. Soltei um grito agudo e me afastei devagar. Por sorte, eu segurava a adaga com o braço direito.

Ghalib parecia mais confiante agora, mas não menos furioso. Ele se aproximou e tentou outra série de cortes horizontais, mas consegui com esforço defender e desviar. Quando ele alterou a sequência para golpes laterais, desviei sua lâmina com minha adaga e chutei-o na barriga. Ele caiu sentado no chão. Tentei ataca-lo então com a adaga, mas ele desviou facilmente com a espada que ainda estava em suas mãos. Decidi recuar um pouco, para realizar um descanso rápido enquanto ele se levantava. Meu antebraço ainda dóia.

O árabe então disparou correndo em minha direção, a ponta da cimitarra voltada diretamente para a minha barriga. Ele estava furioso, pois eu tinha insultado tanto sua religião, quanto suas habilidades em combate. Eu era apenas um garoto e estava conseguindo dar trabalho para ele. E eu ainda estava fazendo-o perder tempo. Quanto mais aquela luta demorasse, mais chances eu teria de que alguém visse a fumaça do fogo.

Fogo! Foi só nessa hora que me lembrei das casas de palha em chamas imediatamente atrás de mim! Uma ideia já estava formada em minha mente e eu só precisava executá-la com perfeição.

Ghalib ainda vinha correndo à máxima velocidade e eu apenas aguardei, segurando o antebraço machucado. As residências em chamas estavam a apenas um metro e meio atrás de mim e começavam a esquentar minhas costas com suas labaredas. Quando o muçulmano estava bem próximo, me joguei desesperadamente no chão aos seus pés, deitando e esticando meu corpo o máximo possível.

Ele não esperava por aquilo e antes que pudesse parar de correr, tropeçou em mim e, cambaleando, foi de encontro às casas em chamas. Seus braços começaram a queimar, enquanto o fogo se espalhava pela sua túnica e corpo.

Nunca vi uma cena mais horrível na minha vida. Mas antes de explicar isso, tenho que esclarecer uma coisa. Muitos acham estranho o fato de que eu, com apenas 13 anos, não tenha receio ou medo de matar. Na verdade, não mais.

Quando eu mencionei que já lutara com minha adaga contra ladrões e bandidos, não foram todos que eu deixei viver e fugir. Alguns me deram mais trabalho e, seu eu não tivesse os matado, eles teriam feito o mesmo em mim. Nas primeiras vezes, senti nojo e medo. Hesitei muito. Mas, depois, começou a se tornar algo normal. E meu pai sempre me disse que, antes a vida de uma pessoa honesta e de acordo com as leis como eu, do que a dessas pessoas que passam a vida roubando e matando. Além disso, a lei da vida é a sobrevivência do mais forte. Sendo assim, havia motivos suficientes para eu matar quem quer que se meta comigo.

Porém, eu sempre havia matado as pessoas com a lâmina da adaga no pescoço ou no coração. Nunca queimadas. E a cena me deu arrepios.

A pele de Ghalib foi derretendo lentamente, enquanto formava poças aos seus pés. Seu corpo em chamas começava a demonstrar sua carne e cheirava a churrasco. Seus olhos estavam completamente vermelhos e saltados para fora da cabeça. Sua boca ressequida gritava por ajuda. Quase cheguei a sentir pena, se ele não fosse um inimigo da Germânia e merecesse a morte. Mas não daquele jeito.

Ele gritou algo incompreensível, talvez uma súplica em árabe para seu deus. Depois, se deitou no chão, ainda gritando e talvez pedindo por ajuda. Não poderia deixa-lo assim. Ele não precisava sofrer.

Ajoelhei-me ao seu lado. O cheiro de carne queimada enchia minhas narinas e a visão daquele ser disforme e completamente desfigurado estava começando a me dar ânsias. Não sei se aguentaria ver muito mais aquele árabe agonizante.

Segurei a adaga acima dele e murmurei uma leve benção:

— Descanse agora. Que você receba o que merece, seja o céu ou o inferno. – e em um movimento rápido para não queimar minha mão, enfiei e retirei a adaga de seu coração. Ghalib Le’then se foi, apenas com um último grito e o leve crepitar das chamas em seu corpo.

Pelo menos, pensei, não vou precisar esconder o corpo. Ele vai acabar queimando.

Mas um estalo e uma faísca me tiraram de meus pensamentos. Olhei para o lado e vi que o fogo nas casas de palha continuava aumentando. Eu teria que chamar alguém o mais rápido possível. Corri a toda velocidade para fora daqueles becos e voltei ao mercado da vila. Mas tive uma surpresa quando cheguei lá: estava completamente vazio. Apenas as barracas, as mercadorias e alguns cavalos continuavam lá. Parecia que tudo tinha sido abandonado ás pressas.

E então, ouvi um grito agudo pedindo por socorro na parte Norte da cidade. Olhei naquela direção e meu coração veio à boca. Fumaça subia daquela região. E era lá que ficava a casa da minha família.

-X-

Não me lembro de nenhuma vez na minha vida ter corrido tão rápido como quanto daquela vez. Eu estava muito preocupado. O que teria acontecido com minha família? Será que estava bem?

No caminho para casa, vi que quase toda a vila também estava em chamas. E também notei dezenas de pessoas com túnicas amarelas pela multidão. Mais árabes. Pelo jeito, meu amigo Ghalib não fora o único espião a se infiltrar na cidade. E também não fora o único a incendiar algumas casas.

As pessoas corriam para todos os lados, tentando escapar das chamas, recuperar amigos ou parentes perdidos ou simplesmente sair do alcance das afiadas cimitarras douradas que os árabes usavam. Tentei me desviar ao máximo deles, mas houve algumas vezes em que precisei usar minha adaga para confrontá-los rapidamente, distraí-los e fugir da luta logo em seguida. Veja bem, não sou um covarde e eu lutaria contra cada um deles, se tivesse tempo. Mas não! Eu precisava chegar em casa e ver como estava minha família.

O cheiro de fumaça já começava a incomodar o meu nariz e meus olhos e eu não sabia mais quanto tempo aguentaria naquelas ruas estreitas e fechadas. Comecei a ter vários ataques de tosse. Ver alguma coisa estava quase impossível. Conseguia perceber de relance os telhados azulados das casas e as túnicas amarelas de vez em quando. A quantidade de cidadãos ia diminuindo à medida que eu adentrava mais a região Norte. Por outro lado, a quantidade de fogo e fumaça apenas aumentava.

Então, finalmente cheguei em casa. E a cena era horrível.

Minha casa era uma das mais ricas do vilarejo. Dois andares, feita de tijolos azuis com um telhado da mesma cor. Era enorme por dentro. E eu nunca vira aparentar tanta fragilidade como naquele momento.

Suas paredes estavam completamente negras, sujas de cinzas. A parede esquerda da casa havia desmoronado, formando um imenso buraco na casa. As armações de madeira, antes robustas e resistentes como um tronco, agora pareciam simples palitos de dentes. A porta de madeira estava caída no chão, como se tivesse sido escancarada e por ela, adentrei a casa.

O que vi por dentro foi ainda mais assustador. Para começar, haviam sete pessoas dentro da casa.

Duas delas eram meu pai e meu irmão. Ambos estavam com roupas casuais: uma simples camisa branca de linho e calças. Não vestiam nenhum calçado, então seus pés tocavam dolorosamente a madeira quente do piso. Tive arrepios ao pensar nisso.

Das outras cinco pessoas, nenhuma era minha mãe. Será que ela havia fugido? Ou talvez tivesse sido consumida pelo fogo? Já estava desesperado, quando o vi: o corpo de minha mãe, bem ali ao lado. Não estava queimado, mas era visível o enorme buraco em sua barriga, feito pela única arma que realmente me dá ódio até hoje: uma cimitarra árabe.

Lágrimas começaram a rolar soltas pelo meu rosto. Observei com uma enorme fúria aquelas cinco pessoas: todos árabes, de túnica amarela suja. Todos seguravam suas armas, lutando incansavelmente com meu pai e meu irmão.

Meu pai estava armado com sua montante favorita: uma enorme arma de duas mãos e lâmina pesadíssima, que ele usava para dar movimentos lentos, mais mortais. Porém, não estava se mostrando eficiente contra os velozes e ágeis árabes que ainda estavam em maior número.

Já meu irmão estava com uma espada comum, fazendo cortes rápidos e horizontais, cortando e arranhando os inimigos. Mas nenhum golpe foi efetivo a ponto de matar ou impossibilitar. Todos apenas feriam superficialmente.

Sem pensar, saquei minha adaga e parti para o combate. Como aquele combate injusto estava acontecendo de modo que os árabes formassem um semicírculo em torno de meus parentes, todos os inimigos estavam de costas para mim. Enfiei minha lâmina nas costas de um deles, exatamente entre as omoplatas. Ele gritou de dor e caiu no chão imóvel, sangue jorrando do ferimento.

Foi aí que todos lá notaram a minha presença: amigos e inimigos. Meu pai e meu irmão ficaram momentaneamente satisfeitos por ter uma ajuda a mais e um inimigo a menos para combater, mas logo adquiriram uma feição preocupada. Não gostariam de me ver em risco, lutando contra um número ligeiramente maior de espadachins treinados.

Já os árabes ficaram surpresos no começo, com a queda de um amigo e a aparição repentina de um adversário armado. Mas logo viram que eu não passava de um garoto e voltaram a ficar mais tranquilos. Eu só o matara porque o pegara desprevenido. Mas não poderia ganhar deles em um combate corpo a corpo. Percebi que eles tinham razão.

— Filho! – meu pai gritou, em um tom autoritário enquanto defendia um golpe de cimitarra – Saia daqui agora! Onde estava com a cabeça?

— A minha cabeça está bem aqui, mas a sua poderia não estar se eu não tivesse vindo. – retruquei.

— Eles vão lhe matar! Você não tem treinamento e ainda é muito novo. – ele respondeu, enfatizando as últimas palavras.

Naquele momento, meu mundo desabou por inteiro. Primeiro, minha casa e minha vila são queimados por árabes em túnicas amarelas ridículas. Depois, encontro minha mãe morta, provavelmente assassinada a sangue frio. Então, meu pai, logo após eu lhe fazer um favor, disse que eu era novo demais para ajuda-lo. Apertei minha adaga com mais força e avancei com minha fúria total para cima do oponente mais próximo.

Foi o pior erro que já cometi em toda a minha vida. Foi o erro que me custou tudo o que eu ainda tinha. Foi o erro que custou a vida das pessoas mais importantes para mim.

Quando o árabe viu que eu ia na sua direção, rapidamente defendeu meu golpe com a lâmina de sua cimitarra e revidou com um corte diagonal, ferindo meu ombro. Sangue começou a escorrer e eu recuei. O inimigo já estava levantando a espada para o golpe final, mas meu pai logo veio em meu auxílio e atingiu o muçulmano nas costas com sua enorme montante. O impacto massacrante da arma fez com que o inimigo morresse na hora.

Porém, meu pai acabou se expondo demais quando foi me proteger. Um árabe logo se aproveitou disso e chegou por trás, perfurando seu abdome com sua cimitarra dourada. Gritei com toda a força de meus pulmões enquanto via o corpo de meu pai cair inerte no chão. Sangue brotava do ferimento e o último suspiro se esvaía daquele que eu, um dia, chamara de ídolo.

— Filho da puta! – berrou meu irmão, tão abalado quanto eu – Eu vou mata-los! E depois enfiar a cabeça nos cus uns dos outros!

Como eu queria que ele pudesse ter cumprido a ameaça. Mas ele ainda tinha que enfrentar três inimigos. E eu, com o braço e o ombro esquerdos machucados e sangrando, não poderia fazer muita coisa. Além disso, conclui com um soluço, meu pai estava certo. Sou muito novo para isso.

Observei, eliminando todas as lágrimas de meus olhos, enquanto meu irmão girava como um raio para aparar os golpes das três cimitarras que pareciam cobras douradas dando botes perigosíssimos. Mas ele estava cercado. E pressionado. Se cometesse um erro sequer, morreria também. Conseguiu defender dois golpes e logo em seguida, virou-se para aparar o terceiro. Este veio na altura da barriga e ele teve que saltar para trás para evitar a mortal estocada. Mas, assim que fez isso, o árabe que estava atrás dele estendeu a espada no alto. No mesmo instante, a arma rasgou a garganta de meu irmão, se movendo de um lado para o outro.

— Não! Não! Não! Não! Malditos! Filho da Puta! – gritei, observando a cabeça de Afonso Schrager rolar pelo chão, criando uma visível linha de sangue brilhante logo atrás. Agora, não me restara nada: pai, mãe, irmão, casa... Apenas o amargo arrependimento e a fúria daqueles otários vestidos de túnica amarela.

Um dos árabes suspirou e disse algo em sua língua nativa. Os outros dois concordaram, enxugando o suor da testa e começaram a gargalhar. Não precisava entender para saber o que falavam. Estavam decidindo como iriam me matar.

Aquele que havia matado meu irmão pegou a cabeça dele no chão e levantou-a, exibindo como um troféu. Eu estava sentado no chão, gemendo com a dor de meus ferimentos e chorando pela perda de meus familiares. Estava completamente impotente diante daquela cena.

Assim que o muçulmano parou de brincar com a cabeça e jogou-a em um canto qualquer da antiga casa, veio andando em minha direção. Os outros fizeram o mesmo. Imaginei que aquela seria minha hora.

- Andem logo com isso. – murmurei, tentando manter uma calma inexistente diante da morte. Eu sabia que um dia a enfrentaria. Mas não sabia que seria tão cedo.

Os árabes não deram sinal de entender o que eu disse. Mas também não precisaram. E nunca mais precisariam.

Pois foi naquele momento que ele apareceu e mudou tudo.

No início, não distingui mais que uma sombra negra vestindo uma capa em contraste com o fogo que ainda crepitava em alguns pontos da casa. Vi quando ele retirou uma longa espada prateada da bainha e perfurou sem dó as costas do árabe da direita.

Antes que os outros dois pudessem se virar, o do meio teve a cabeça decepada em um movimento tão veloz que não distingui quando começou e quando terminou. Apenas percebi o sangue que manchou minha camiseta e a cabeça que caiu com um forte ruído em meu colo.

A figura misteriosa já estava se virando para atacar o terceiro, mas este já estava mais preparado. Levantou sua cimitarra e defendeu com dificuldade o golpe devastador da espada maior. Sem perder tempo, a figura continuou a desferir uma sequência de golpes, pela esquerda e pela direita, pela esquerda e pela direita, pelo ombro e pela esquerda. O árabe começava a se cansar e a perder a concentração. Quando levantou a espada para defender com menos velocidade, a figura misteriosa apenas mudou o alvo na última hora e atingiu o peito do inimigo. Assisti, com certo alívio, quando o corpo caiu sem vida no chão.

A partir daí, passou-se um longo momento de silêncio enquanto o guerreiro que me salvara limpava sua espada e averiguava o seu serviço. Finalmente, ele olhou para mim.

— Qual seu nome, garoto? – sua voz era dura e grossa. Parecia um homem com experiência num campo de batalha.

— Abelardo Schrager, senhor. – respondi meio temeroso. Ainda estava com a mão direita sobre meus machucados e completamente desgastado, tanto física quanto emocionalmente. – Permite-me perguntar qual é o seu?

— Everton Weplisher, comandante e instrutor da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos. – ele se apresentou. Logo depois apontou para a cabeça do árabe que ainda estava em meu colo – E é melhor se livrar disso aí antes que comece a feder.

Notas finais
E aí, gostaram?
Mandem reviews.
Até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.