Notas iniciais
Bom gente, aqui tem um cap cheio Melzita e Castlindo cheio de amor e fofura e um final pra quererem arrancar meus rins e darem para o cérbero ... E também, tem um cap de uma fic que eu quero fazer, espero que vocês gostem, comentem se leriam uma fic dessa, se curtiram e tals. E quero agradecer a todos os comentários, dar boas vindas aos novos leitores, e agradecer a todos que me deram um toque sobre o "mais" e o "mas" prometo arrumar em breve cada capítulo ok ? Boa leitura Cupcakes

Aquela semana foi calma e incomum na casa dos Helts, o filho mais novo havia ido para o acampamento meio sangue com a maior parte dos amigos.

Alexy sempre ia ver a amiga Melissa, ele estava realmente feliz por estar com Kentin, ninguém tinha falado em namoro, mas era óbvio demais, o esverdeado estava diferente, parecia que sua personalidade Alexy tinha se intensificado, era uma bomba de alegria e felicidade, não tinha como não ficar feliz e sorrir de vê-lo daquela forma.

Rosa e Leigh haviam ido viajar, uma viagem para comemorar o 3 ano de namoro deles.

Melissa podia estar se sentindo sozinha por não ter a maioria dos melhores amigos com ela, Alexy estava aproveitando o moreno que não o largava mais; A irmã? Foi para um sitio com a família do Nathaniel e isso inclui Ambre, mas ela não se sentia assim, não se podia passar as tardes com Castiel, podia dizer que ela estava mais feliz que o amigo.

Castiel não estava diferente, até os pais estranhavam quando o garoto sentava a mesa de jantar com eles, geralmente pegava seu prato e comia no quarto quando os pais estavam em casa, ele até conseguia responder algumas frases sem ser tão rude, os pais não sabiam ao certo o que estava acontecendo, mas estavam felizes de ver o filho sorrir novamente.

Na vida de Melissa tudo estava perfeito, ela não sentia mais tanta dor por não poder dançar, seu coração parecia estar preenchido de algo desconhecido, mas maravilhoso, sua vida estava dando certo até aquela noite.

Oito dias depois do seu aniversário, era domingo, a garota havia ido deitar por se sentir um pouco indisposta, fadigada, provavelmente resultado do seu dia cansativo com Castiel e os seus priminhos, mas era bem mais do que isso.

“As crianças imploravam para a mãe leva-las ao zoológico, mas ela estava sem tempo, logo as férias iriam acabar e não poderia leva-los, então um dia antes havia pedido para Melissa leva-los pelo amor de Deus para o zoológico e a garota de bom grado aceitou.

Castiel estava radiante por Melissa o ter chamado pra sair, ele tinha dito “É, pode ser” com tanta alegria e tão rápido que havia esquecido de perguntar para onde iriam.

Agora o Ruivo encarava três criaturas, uma que mal batia no seu joelho e a mais velha na sua cintura, ele estava confuso, pensou que iria em um encontro com a pequena, mas a presença daquelas crianças acabaram do seus sonhos. Cruzou os braços e acarou a pequena que estava sorridente.

—O que são essas coisas? — Ele indicou as crianças com o queixo.

Melissa desmanchou seu sorriso e adquiriu uma expressão assustadora, quase de mãe raivosa.

—Essa coisas são crianças, meus primos.

—E o que estão fazendo aqui?

—Elas vão com a gente- explicou a garota.

—Pra onde?

—Para o zoológico.

Os olhos dele se arregalaram e ele passou as mãos pelo cabelo.

—Zoológico Melissa? — Perguntou irritado.

—Sim, se você tivesse deixado eu terminar de falar ontem ao invés de simplesmente deligar na minha cara saberia.

—E eles vão com a gente? — A garota assentiu- Para o zoológico? — ela assentiu novamente- Não acredito que vou me rebaixar a isso- resmungou.

—Você não é obrigado a nada, bom vamos logo, o taxi chegou, se quiser venha, caso o contrário fique.

Castiel a olhou de cima baixo, ela vestia um short negro, camisa branca leve, suspensórios que ficavam mal colocados por causa dos peitos enormes da garota, meia alta negra até um pouco acima dos joelhos e all star nos pés, mas porra de roupa era essa? Cosplay? Coisa de otaku? Ele imaginava otaku e leitores com roupas de nerds, talvez Melissa fosse a otaku, nerd sei lá mais o que mais gostosa, o raio que ele deixaria sua garota ir para um zoológico com três crianças toda gostosa assim, ia ter muitos engraçadinhos interessados em ajuda-la.

—Já me fez acordar cedo, agora eu vou com vocês- resmungou, será que ela ficaria muito brava se ele manda-se ela ir colocar uma burca?

Melissa sentiu uma sacudida na mão e olhou para o pequeno Murilo.

—O que foi meu bebê? — Se ajoelhou perto do garotinho.

—Quem é esse feioso? — Perguntou sério apontando para o Castiel.

Melissa segurou o riso enquanto Castiel metralhava a criança com o olhar, ele definitivamente não gostava de crianças.

—Ele não é feioso, ele é lindo- Amy defendeu o maior, ela olhava para ele encantada, alto e bonito como os príncipes.

—Muito bonito- Julia confirmou.

Castiel sorriu e piscou para as pequenas, talvez ele gostasse um pouco sim de crianças, mas o olhar infantil, o tamanho, tudo em crianças o incomodava no fundo.

Melissa se limitou a revirar os olhos, o táxi chegou e todos entraram, trinta minutos depois estavam no zoológico.

Castiel estava irritado, irritado com aquele anão que não deixava ele ficar um minuto perto da sua pequena, arrastava ela para todos os lados, irritado porque estava com ciúmes de uma criança, mas apesar de tudo estava se divertindo, Melissa parecia uma criança com os primos, tudo bem uma criança com um corpo esculpido e vira e mexe ganhava olhares nada inocentes de homens, mas pra isso que Castiel estava ali para não deixá-los olhar por muito tempo.

—Olha tia Mei, uma girafa! Parece o tio feioso- Murilo apontou da girafa para o Castiel gargalhando.

—Quem você tá chamando de girafa tampinha- Castiel pegou o garoto do colo da garota e o sacudiu no ar.

—Nossa, eu consigo ver quase tudo daqui de cima! — O garotinho estava maravilhado com a vista do parque- Tio me deixa ficar no seus ombros!

—O que? Você não é nada folgado né moleque? — Castiel disse isso mas colocou o garoto sobre os ombros, mais uma primeira vez.

—Tia Mei, aqui encima é muito legal- O pequeno dizia animado.

—Ela não sabe como é ver daqui de cima anãozinho, ela é pequena demais- O Ruivo bagunçou o cabelo da menor que o olhou irritada.

—Vamos ver o leão- ela apontou logo em diante.

Virão todos os animais do zoológico, almoçaram e agora os mais velhos descansavam enquanto as crianças brincavam no parquinho.

—E ai? Se arrependeu de ter vindo? — Melissa questionou Castiel, ele parecia ter se divertido bastante, brincava com as crianças e ria o tempo todo, todas as mulheres envolta se derretiam com a cena até algumas casadas.

—Até que foi divertido- ele deu com os ombros- Foi a primeira vez que vim em um zoológico- assumiu.

—Sério? — a garota se chocou e ele assentiu- Então você é só um bebê no corpo de gente grande.

—E você é um bebê no corpo de um bebê- ele apertou uma de suas bochechas.

—Para seu gigante pernudo irritante- A garota dava tapas e ele protegia o rosto achando graça.

Castiel segurou as duas mãos da garota de repente a fazendo parar e ela o olhou, como sempre ficou sem ar só de olhar aquelas orbes acinzentadas, tinham um brilho tão belo com uma pitada de pureza tentando crescer na malicia, o Ruivo juntou as duas mãos dela e levou aos lábios surpreendendo a garota beijando suas mãos.

—Obrigada Pequena- Castiel sorria para a sua garota como bobo, e como não sorrir assim diante de uma garota tão bela que o fazia bem?

—Eu que agradeço senhor Burn.

Ambos se inclinaram e encostaram os lábios em um beijo castro, sorrindo.

—AI MEU DEUS- ambos pularam para trás, três crianças os olhavam de bocas abertas.

—Não acredito! — Julia colou as mãos na cabeça.

—Não pode! — Murilo estava vermelho como um pimentão.

—Vocês não podem se beijar! – Amy disse séria- Só pode depois do casamento!

—A é? E quem disse isso? — Castiel sorriu sarcástico.

—Foi o papai- Julia respondeu.

—E agora? — A criança mais velha começou a olhar em volta e os três correram pelo parque como se procurassem algo.

Os mais velhos ficaram ali sem entender.

—Achei, achei- Julia gritou e os irmão se aproximaram dela- Vai dar certo, vai sim.

Os três se aproximaram, Amy puxou a mão esquerda do Castiel enquanto Julia puxava a mão esquerda de Melissa, ambos se olharam sorrindo sem entender.

—Pronto- quando eles olharam tinham fitas vermelhas amarradas no dedo anelar de cada um.

—O que é isso Amy? — Melissa perguntou olhando para o dedo.

—Quieta Tia, vai Murilo começa- Julia disse.

O pequeno passou a mão pelo cabelo arrumando as madeixas, limpou o short de areia e arrumou a camisa.

—Boa tarde todos é... Eu não lembro- Murilo olhou para Amy e a garota foi para o lado dele sussurrando em seu ouvido- Boa tarde a todos, noivos e madrinhas, madrinha Amy e madrinha Ju, estamos aqui pra casar a Tia Mei e o Tio Feioso.

Castiel e Melissa se olharam não sabiam se riam ou se paravam com aquela cena toda.

—Murilo...

—Shhh Tia, agora eu sou o padre- o garotinho a repreendeu com as bochechas avermelhadas.

—Continua logo- Julia o apressou.

—Vocês estão aqui porque vão casar, porque só depois de casar pode beijar, então vocês vão viver felizes para sempre, tio Feioso você aceita a casar com a minha tia Mei linda?

O mais velho engoliu, porque aquela brincadeira inocente de criança parecia que iria afetar o futuro, porque parecia que estava prestes a tomar uma decisão séria? Por mais que ele tenta-se levar na brincadeira era difícil.

Ele olhou para a garota que parecia um pouco mais angustiada que ele, mas ele não conseguiu segurar o suspiro, olhar para ela era calmante e excitante ao mesmo tempo, ele se sentia feliz e seu coração aquecia de uma forma inovadora, sua vontade era de beber do azul dos olhos dela e mergulhar em seus lábios vermelhos, ela tinha o rosto um pouco vermelho queimado do sol e de vergonha provavelmente.

—Sim- ele respondeu sem perceber.

—E você tia Mei, aceita o tio Feioso girafa pra casar? Se você não quiser tudo bem- O garoto disse sério fazendo um bico.

Melissa ainda estava boba e perdida nos olhos de Castiel, ele a olhava tão intensamente que seu corpo todo formigava, os olhos do Ruivo suplicavam por algo.

—Sim- sussurrou sem tirar os olhos dele.

—Então vocês estão casados agora- o menor disse e Castiel abriu um sorriso, mas não qualquer sorriso, mas O Sorriso, aquele que derrete corações e derruba quarteirões.

—Podem se beijar- Julia gritou.

Castiel segurou o rosto de Melissa entre as mãos ainda sorrindo deixando a garota sem ar.

—Olá esposa- O sotaque de Castiel fez a garota se arrepiar, mas não tanto quanto o beijo que ele deu logo depois.

Ambos se assustaram quando começaram a bater palmas envolta deles, olharam e viram que crianças, pais e vendedores os observavam sorrindo batendo palmas, Melissa se escondeu envergonhada no pescoço do Castiel e ele a abraçou gargalhando e levemente envergonhado.

Logo depois da cena as pessoas dispersaram, algumas deram até parabéns para o casal, por incrível que pareça Castiel gostava da ideia.

—Então Senhor Burn, espanhol? — Melissa olhou desconfiada para o Ruivo.

—Sim senhora Burn, Yo sé hablar en español— Castiel sussurrou no ouvido da menor.

—Como? — Perguntou curiosa.

—Meus avós por parte de pai são da Espanha, na verdade meu pai também, mas veio para cá quando criança- deu com os ombros.

—Que legal- disse animada.

— Sí, sí, ir a buscar a los niños , esposa, tenemos una boda para consumar— Ele disse e ela se levantou.

—Porque sinto algo sujo nessa frase Senhor Burn.

—Un día yo te voy a enseñar mi sucia español— O garoto passou o dedo pelo lábio sorrindo sujo, deixando a garota corada.

—Eu vou buscar meus pequenos- Disse emburrada e foi resmungando.

Um homem se aproximou do Castiel de mansinho.

—Senhor, tem um minuto? — Disse sorrindo para o Ruivo que assentiu.

Melissa juntou as crianças e caminhou de volta para Castiel, mas viu o Ruivo sorrir e pegar um envelope com um senhor.

Chegou após o senhor ter se afastado.

—O que é isso Castiel? — Questionou.

—Não te interessa sua anãzinha curiosa- Bagunçou o cabelo da menor.

—Tio Feioso- Murilo esticou os braços e Castiel o pegou colocando sobre os ombros, o garotinho já estava cansado do passeio.

Castiel e Melissa deram as mãos, enquanto Melissa segurava Julia com a outra, Amy era maior e ia andando do lado deles.

—Vocês ficam bonitos juntos, olhando assim aprecem uma família- Amy sorriu para eles.

Castiel estava feliz ali, por mais que olhar aquelas crianças faze-se ele lembrar de alguém a muito tempo esquecido em sua memória, que cada vez que ele tenta-se se lembrar sentia dor.”

Castiel estava preocupado, era segunda-feira duas horas da tarde, desde do dia anterior à noite não tinha notícias de Melissa, falou com ela no celular na noite passada, ela disse que ia dormir por estar cansada, não é possível que ela estivesse dormindo até aquele horário.

Já tinha ligado tantas vezes que perdeu a conta, já tinha ido à casa dela tocado a campainha, batido no portão, ele quase cometeu a loucura de pular pela casinha do cachorro, na verdade ele tinha feito isso, mas a porta do cachorro estava trancada por fora, ele queria ligar para Lysandre, mas o amigo estava sendo inútil nesses últimos dias, estava bravo porque havia levando um belo de um nocaute de Thalia, bom ele havia tentado beija-la.

O ruivo foi para o estúdio e tentou tocar, ele simplesmente não conseguia, errava os acordes, depois foi para o quarto e tentou dormir, ficou ali um bom tempo, quando dormiu foi simplesmente horrível, teve os piores pesadelos possíveis com a garota, como no dia que ela foi atacada por aquele pedófilo, no sonho ele não havia conseguido chegar a tempo, ela sangrava tanto.

Acordou suado, não entendia o porquê estava tão inquieto e angustiado, talvez ela tivesse saído, não tivesse levado o celular, ela não tinha a obrigação de avisa-lo pra onde ia, mas o coração dele estava apertado, algo estava errado.

Já eram cinco da tarde, tentou mais algumas vezes ligar para a garota e não conseguiu, Percy não podia ajudar, estava no tal acampamento sem nenhum eletrônico, decidiu ir até a casa dela mais uma vez.

Agradeceu por não ter ninguém em casa, seus pais haviam voltado a trabalhar, ou seja apenas uma ou duas noites em casa por semana e olhe lá, Miguel havia encontrado alguém para visitar museus de artes com ele.

Chegou à frente da casa da garota e tocou a campainha umas 5 vezes quando estava prestes a desistir, um carro veio pela rua em alta velocidade e parou na frente da casa de Nathaniel, mal estacionou e Megan saltou dele, o rosto da garota estava pálido, parecia assustada, prestes a chorar.

Castiel foi até ela e a segurou pelos ombros.

—Ei o que está acontecendo? Melissa disse que você voltava só no final de semana! Se você está aqui é porque algo aconteceu com Melissa, não é? Não consigo falar com ela, onde ela está? — Castiel estava ficando exaltado.

—Ei cara, calma- Nathaniel apareceu puxando Megan para seus braços.

—Não se intrometa, cadê a Melissa? Vocês todos sabem não é?

—Ela foi para o hospital, só passou mal- Nathaniel disse calmo.

Ambre olhou Nathaniel e negou com a cabeça, como o irmão podia ser tão idiota e cego? Ele acreditava fielmente na história da carochinha que Melissa contava a todos, fraqueza, fraqueza era só um dos tópicos, nunca tinha visto tantas doenças diferentes em uma pessoa só.

A Loira olhou para Castiel, estava aflito por informações, parecia que ele sabia que não era coisa qualquer, ela estava impressionada com a determinação do garoto, ele realmente gostava de Melissa, e se gostasse como estava imaginando ele merecia começar a ser informado.

—A coisa é bem mais séria que você imagina Nath- Ambre disse isso olhando para Castiel.

—O que você está fazendo? Não pode falar! — Megan a enfrentou, a irmã odiaria que mais pessoas soubessem- Pare!

—Não, eles precisam saber- A Loira queria continuar.

—Você não pode, não pode fazer isso com Melissa, ela está acreditado e confiando em você, não pode trai-la- Megan tinha lagrimas nos olhos, ela amava a irmã, por mais que não apoiasse algumas coisas ela não trairia sua promessa.

Megan virou e abriu o portão de casa e os três entraram atrás dela.

—Mas que merda está acontecendo? Ela estava ótima ontem no zoológico, posso saber o que está acontecendo? — Castiel estava com o coração na mão, Megan não era menina de chororô.

—Megan, eu também não estou entendendo, você disse só que ela não tinha passado bem, mas fez a gente vim embora o mais rápido possível, está prestes a ter um colapso nervoso- Nathaniel quis saber, a garota estava bem e feliz antes do telefonema do pai.

Megan simplesmente os ignorou e continuou andando até o quarto da irmã, precisava buscar os remédios, roupas, precisava ir até a irmã, o mais rápido possível.

Assim que entrou no quarto caiu de joelhos, parecia a cena de um filme de terror, os lençóis brancos da irmã estavam cheios de sangue, o chão também, tinha respingos até a porta.

Castiel entrou no quarto cambaleando, seu estomago revirou quando viu uma camisa sua que tinha deixado com a pequena na outra semana cheia de sangue em um canto.

—Ela vomitou sangue de novo- murmurou.

—O que? — Megan levantou o rosto cheio de lagrimas e olhou Castiel com ódio- O que você disse?

—Ela vomitou sangue uma vez- Ele disse atordoado se lembrando.

Megan pulou nele puxando a gola da camisa, Nathaniel e Ambre estavam chocados com o quarto para reagirem.

—Como assim? E você não disse? Não chamou ninguém? Não a levou ao um hospital? Que tipo de homem é você? — Megan estava irada, cega.

Nathaniel a puxou pela cintura e tentou segura-la, mas estava difícil, ela se debatia, o chutava tentando se soltar.

—Me larga! Quando foi isso? — Gritou para Castiel.

—A primeira vez que eu vim aqui, no almoço, estávamos aqui então ela correu para o banheiro e vomitou, eu ia chamar vocês, mas ela disse que estava tudo bem e me fez prometer não dizer nada, e-ela disse que estava tudo bem- Castiel estava chocado, a culpa era sua, inteiramente sua, sua garota estava mal e era por sua idiotice.

—Calma Megan, você sabe como Melissa é- Ambre tinha lagrimas nos olhos, aquilo era sangue demais, não um simples vomito- Ela não queria falar, pra não te ver chorar assim.

Megan estava em choque, a irmã estava morrendo, nunca tinha visto tanto sangue, ela estava sem chão, não sentia que era culpa do Castiel, a irmã já tinha feito o mesmo com ela.

—Vamos Meg, o que você tem que fazer? Vamos te ajudar- Nathaniel a abraçava, tentava ser forte para a garota, ele queria se tornar forte por ela.

—As coisas da Mel, roupa, remédios, coisas para o hospital- Sussurrou.

—Eu sei o que pegar- Ambre disse pegando roupas e colocando em uma mochila que achou.

Castiel não sabia o que fazer, não tinha coragem de dizer uma só palavra, a culpa era sua.

—E o Nico? Já ligaram para ele? — Nathaniel perguntou.

—Não, ele não pode saber, ele não ia aguentar isso, ele é muito apegado a Mel, isso iria destruí-lo – Megan limpou as lágrimas, desde pequeno Nico sofre em ver a irmã no hospital.

Megan andou pelo quarto e pegou o celular da irmã, sorriu ao ver 107 ligações perdidas do Castiel, olhou para o Ruivo e viu dor em sua expressão, ela sabia o que era isso.

—Me desculpa Castiel, não é sua culpa ok? — Olhou para o Ruivo, ele não parecia acreditar nela a culpa o tinha dominado, o medo estava em suas veias- Melissa está muito doente a muito tempo, ela tem sempre que se cuidar e tomar cuidado senão acontece coisas desse tipo.

—Eu preciso vê-la- Ele olhou suplicante para Megan, ele sabia que não era digno, não depois do que fez, mas precisava.

—Nós vamos ir logo- Ela garantiu fazendo-o suspirar em alívio.

—Aqui a bolsa- Abre deu para Megan- Podem ir na frente, Castiel tem moto, vai com ele que eu e Nath limpamos aqui.

—Pode ir Meg, nós damos conta- Nathaniel deu um beijo na testa da garota, algo que fazia realmente faze-la ficar mais calma.

—Podemos ir Castiel? — A morena perguntou e o Ruivo assentiu.

—Só preciso pegar a chave.

Castiel dirigia em alta velocidade, sabia que a garota estava com medo, tanto que apertava-o com força e segurava o envelope que ele havia pedido, ele só esperava que ela não estraga-se seu conteúdo, era importante.

Estacionou a moto e os dois pararam de frente para a porta do hospital, Castiel olhou para a mão esquerda, ele se sentia um menininha por não tirar aquele laço do dedo, mas aquele laço significava algo um grande e forte para ele, ele havia acabado de descobrir um sentimento que acreditava que não existia, mas tinha medo de perder quem fazia ele se sentir daquele jeito.

—Vamos lá- Megan o puxou para dentro de seu pior pesadelo, ninguém sabia, mas Castiel tinha pavor de hospitais, a última vez que estivera lá alguém que ele amava havia morrido.

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Gente esse aqui é o primeiro capítulo da fic que eu quero escrever, mas quero saber se vocês gostam e apoiam.

—Essa floresta é tão grande- eu disse olhando para cima sem consegui enxergar a copa das arvores.

Só estava tentando não pensar na bronca que a vovó me daria quando visse meu vestido de domingo todo sujo de barro, talvez brincar na floresta não tenha sido uma boa ideia.

Um barulho de um galho se quebrando atrás de mim me assustou e me fez correr, o monstro! As amigas chatas da vovó me disseram para não brincar na floresta porque tinha monstros e bichos grandes e selvagens, pensei que elas estavam tentando me enganar, mais se fosse verdade? Oh mamãe, papai e Din me perdoem, sou muito burra não devia ter entrado aqui, foi só curiosidade.

Enquanto eu corria, cai muitas vezes, encostei em uma arvore e olhei para onde doía, meus dois joelhos estavam ralados, e meu vestido rosa de babados que a vovó havia feito para mim estava sujo e um pouco rasgado, minha meias e sapatinhos brancos também.

Olhei em volta vendo se reconhecia aquele lugar e nada, não tinha como eu saber, eu passei do limite que o vovô tinha dito pra não passar.

—Eu sou tão burra, muito burra! Devia ter ouvido aquelas senhoras e a vovó e o vovô também- Eu dizia com os olhos cheios de água- Ele disse “Pequena não atravesse o córrego, a floresta pode ser perigosa para quem não a conhece”, ele disse, mas ainda sim ... Aquele passarinho me enganou! Eu só queria ver ele mais de perto e ele voou e depois sumiu! Passarinho malvado.

Sentei no chão e abracei meus joelhos enquanto chorava, mas escutei mais barulhos, me encolhi entre as raízes grandes da árvore, tentando me esconder do que quer que fosse.

Um homem muito, muito grande, com pouco cabelo loiro e um macacão sujo passou por mim sem me perceber.

Talvez eu devesse pedir ajuda para ele, pensei.

Ele se virou para o lado parando, seu rosto era tão feio, a vovó disse que eu não podia falar isso das pessoas, mas era muito feio e parecia bem malvado, sua barba grande deixava bem pior, e tinha sangue nas mãos, aquilo me assustou, eu não iria pedir ajuda para ele, nunca.

Então o homem seguiu caminho por meio da floresta.

Decidi que iria seguir ele, com certeza ele morava na cidade ou perto dela! Se eu seguisse ele com cuidado conseguiria voltar para casa!

Eu não tinha problemas em segui-lo sem fazer barulho, eu podia ser muito silenciosa quando queria, sempre conseguia assustar o Din.. Oh Din você sempre disse que eu era tonta e levada, agora vejo que é verdade, nunca mais irei desobedecer alguém, nunca!

O homem andou, andou e andou, já não estava mais aguentando, meus pés doíam no meu sapato, tinha folhas presas nos meus cabelos grande e ruivo, vovó iria me colocar de molho por uma semana!

Então o caminho parecia diferente, a floresta não era mais tão verde e tentadora, estava ficando assustadora, mais escura, tinha muitas pedras, estava ficando difícil de andar com aquele barro, as arvores tinham muitos cipós, estava difícil ver o que tinha na minha frente e seguir o homem, até que eu o vi entrar em uma cortina de cipós, esperei um pouco e continuei o seguindo a passos silenciosos.

Quando passei pela cortina vi algo incrível parecia estar em outro lugar, era tão verde e bonito, tinha um lago que circulava a casa e havia uma ponte de passagem, era tão limpinho que fez minha cede aumentar, e no centro daquele vale tinha uma cabana, parecia um pouco velha mais era bonita, fiquei atrás de uma árvore, observando o homem chegar perto.

Mas duas crianças um pouco mais velhas que eu saíram correndo lá de dentro em direção a ele mais sem chegar perto.

—Papai, acho que ele morreu! — A menina de cabelos loiros disse.

—É verdade, ele não se mexe faz muito tempo- O outro garoto também de cabelos loiros dizia.

Então uma gargalhada monstruosa saiu da boca daquele homem, me fazendo tremer de medo, e as crianças darem passos assustados para trás.

—Tomare que isso não seja preocupação com aquele verme- Ele disse com sua voz grossa e as crianças balançaram a cabeça negativamente bem rápido- Mas do mesmo jeito, não fiquem assim demônios não morrem tão fácil, e ele precisa permanecer vivo para me pagar tudo o que fez!

Eu queria sair correndo dali, mas estava congelada.

Então os três entraram dentro de casa, passei pela ponte devagar e fui para os fundos da casa, cheguei a beira do riacho e molhei meu rosto e tomei muito goles de água até me sentir satisfeita, molhei meus machucados, arranhões, mordidas de insetos e outras feridas, lá havia também aquelas folhas verdes pequenas que a vovó costumava colocar nos meus machucados.

Mais um estrondo vindo de dentro da casa me fez pular, eu tinha que ir embora correndo dali, mas minha curiosidade gritou mais alto.

Me aproximei da casa e olhei pela janela de onde aquele estrondo tinha vindo.

—Levante seu demônio- O homem estava de costas para mim e gritava para algo que estava encolhido no canto- Eu sei que você não morreu, nem deixarei você morrer, você ainda merece sofrer mais pelo dor que nos causou!

Então algo se mexeu, um rosto apareceu, dois olhos verdes era a única coisa que eu conseguia ver, eram tão grandes e bonitos que eu fiquei vidrada, mais só até o momento que o homem lhe acertou um chute no estomago, um gemido saiu dos seus lábios enquanto dos meus um grito escapou, no mesmo momento abaixei.

—Katharine!- O homem gritou.

—Sim, papai- novamente a voz da menina foi ouvida.

—Já falei para não ter dó desse lixo, e nem para ficar perto enquanto eu castigo esse verme- ele disse.

—Sim papai, mas ...-Ela começou a dizer mais foi interrompida.

—Sem mas! minha pequena Katharine, chame seu irmão e se aprontem nós vamos buscar a comida, com certeza algum animal já deve ter caído nas armadinhas- Ele disse.

—Sim papai- ouvi passos ficando longe.

—E você seu verme, coma isso, não quero que você morra tão cedo- Ao dizer isso se retirou do local batendo a porta e a trancando-a.

Meu corpo tremia eu estava tão assustada, mas aquela pessoa que estava ali dentro devia estar muito pior.

Não sei quanto tempo passou, mais eu ouvi barulhos e passos pesados seguidos por alguns mais leves, olhei pelo canto o vi o homem e as duas crianças se afastarem.

Voltei para a janela e ainda podia ver a criança encolhida no canto um prato jogado no chão com um pão velho e duas bolachas e um copo de água do lado, tentei abrir a janela mais não consegui, estava trancada.

Me afastei um pouco e vi no canto a madeira roída e quebrada, se eu abrisse um pouco mais daquele buraco eu conseguiria passar.

Corri até o lago e peguei uma pedra voltei e comecei a quebra um pouco mais daquele canto, eu conseguiria passar ali, mas tinha algo tampando então comecei a empurrar, acho que era uma cômoda, depois de muito esforço consegui empurrar e entrar no quarto.

Era um lugar escuro, fedido e triste, me aproximei da criança no canto da parede, nem com todo o barulho que eu fiz consegui acorda-la, me aproximei um pouco mais a única coisa que nos separavam era a luz do sol que entrava pela janela.

—Ei você está bem? — Perguntei e nem se mexeu, comecei a me desesperar e se tivesse morto ou morta? Meu olhos se encheram de lagrimas- Ei me responde por favor!

—Kath você sabe que não deve falar comigo- Era um menino que estava ali, mas nem me olhava, deveria pensar que eu era a outra garota- Nem deveria estar aqui, se o Gabe te pegar ele vai brigar com você de novo.

—Eu não sou a Kath- respondi, o garoto deu um salto se sentando, novamente só podia ver seus olhos verdes opacos assustados.

Ele se encolheu mais ainda na parede e fechou os olhos, como seu eu fosse machuca-lo, tortura-lo ou algo do tipo, justo eu que mal consigo assustar um bicho, só dou pequenos sustos no meu irmão mais velho.

—Ei! Eu não vou te machucar, só vim ver como você estava, não precisa ter medo de mim- saiu mais como uma ordem do que qualquer outra coisa.

Ele abriu os olhos com calma e ficou me olhando.

—Você não é a Katharine- Ele disse finalmente como uma voz fraca.

—Não, eu sou Valentina!- Disse vitoriosa, afinal adorava meu nome, foi gritando meu nome e correndo atrás daquele passarinho bobo que eu entrei na floresta.

—A Kath já me disse sobre você- ele disse e eu levantei a sobrancelha me perguntando como e quando- Você é um anjo não é? Ela disse que um dia um anjo viria me salvar, me tirar daqui não é?

Fiquei olhando para aqueles olhos verdes opacos e por um segundo vi um brilho passar, esperança.

—Desculpa- disse me sentando- Eu não sou um anjo, estava perdida então aquele homem enorme passou e eu o segui e vim parar aqui.

—Mas a Kath já me mostrou imagens de anjos e você é tão bonita quanto um- ele disse.

Senti minha bochechas esquentarem, ele disse que eu era bonita.

—Meu pai me chama de anjinho, mais é só um apelido.

—Se você não é um anjo então aqui é perigoso para você- ele disse, sua voz quase não saia.

—Eu sou forte- disse batendo nos meus braços magrelos- não se preocupe comigo.

O silencio pairou no lugar olhei para o lado e peguei a comida e o copo d’água.

—Você precisa comer, se você comer vai crescer e ficar forte!- Coloquei o prato entre nós dois, onde o sol batia- Pode vim eu não vou te machucar.

Ele olhou para mim e para o prato e lentamente começou a vim, primeiro sua mão apareceu na luz do sol, logo ele a puxou de volta como se machucasse, ele tentou de novo e aos poucos eu começava a ver ele por inteiro.

Sua pele estava pálida, cabelos negros desengrenados e compridos até o ombro, olhos verdes tristes e cansados, ele parecia ser mais novo e mais baixo que eu, agora todo o seu corpo estava na luz, ele vestia um short e uma camisa gasta, suja de sangue e sujeira, tinha muitos hematomas no corpo.

Ele começou a comer a pão devagar e logo começou a devora-lo, enquanto eu o observava, então de repente ele parou e esticou um pedaço para mim.

—Não obrigada, não tenho fome- menti, meu estomago queimava de fome, mais ele parecia precisar de cada migalha daquele pão.

Depois de alguns minutos o pão, as bolachas e a água haviam acabado.

—Ei vamos sair daqui? — Perguntei e ele negou com a cabeça- Porque? Minha vó iria cuidar de você também, ia te dar banho, dar comida e cuidar dos seus machucados, vamos comigo.

—Não posso sair daqui- ele respondeu, voltando para o canto onde estava no inicio, um barulho de algo se arrastando junto com ele me assustou.

—Porque não?- perguntei manhosa me aproximando devagar.

—Eu sou ruim, eu sou mal, eu sou um verme, eu mato as pessoas- ele disse e eu me afastei automaticamente.

—Você é só uma criança, assim como eu crianças só fazem travessuras e bagunças, não quer dizer que sejam más- falei voltando a me aproximar.

—Não, o Gabe diz todo dia que eu sou um demônio, então eu sou.

—Ele está errado!-Disse me levantando em um salto- Vamos você vai embora daqui comigo.

Fui em sua direção e puxei a sua mão e comecei a arrasta-lo comigo para a pequena saída, mas eu não conseguia mais puxa-lo.

Virei para trás e vi o que era, ele estava acorrentado, sua duas pernas tinham correntes grossas.

—Ele não está errado, ele faz isso para eu não machucar mais ninguém- ele disse.

—Como você poderia machucar alguém?

—Eu já matei pessoas, não sou uma boa pessoa então vá embora não quero te machucar também- Ele se levantou e foi para o canto.

—HÁ você é menor que eu! Eu sou muito mais forte você não vai me machucar!- Disse brava, aquela briga toda estava me irritando.

Ele não respondeu, só ficou lá quieto.

—Qual é o seu nome?

—Leon

—Você tem um nome forte e corajoso que nem eu!- disse vitoriosa.

Seus olhos brilharam por um segundo antes de voltar para o opaco normal.

—Seus olhos são bonitos- ele disse novamente me elogiando e me deixando corada.

—Os seus também são, são iguais os meus- respondi.

—O-os meus olhos são iguais aos seus?- ele perguntou.

—Sim, são verdes, que nem a grama lá fora- eu fui até a janela e apontei- vem ver.

Ele se levantou e olhou para onde eu apontava.

—Quantos anos vocês tem Leon? — Perguntei.

—Eu tenho dez, é o que todos dizem- respondeu admirando a grama verde.

—Mentira? Eu tenho nove e sou mais alta que você-disse orgulhosa e ele me olhou me admirando também.

Eu observei o seu rosto, estava sujo e machucado então tive uma ideia.

—Espera aqui, eu já volto! — Disse correndo para trás da cômoda e saindo.

Andei em volta da casa e achei o que eu queria, corri até o lago, peguei as plantas.

Quando fui entrar, tive um pouco de sacrifício para fazer as coisas passarem pelo buraco.

Quando entrei vi Leon no canto encolhido novamente.

—Leon- eu o chamei.

Na hora ele se levantou e me olhou.

—Você não foi embora- ele disse.

—Não, eu disse que voltava- falei enquanto arrastava o balde para perto dele.

Ele se levantou e andou olhando para o balde e seu conteúdo e depois para mim.

—Sente-se ai e tire sua blusa por favor- pedi e ele continuou me olhando como se eu fosse um bicho estranho.

Bufei e fui até ele, ele deu dois passos para trás conforme eu me aproximava.

—Leon, não vou te machucar, vem cá- estendi minha mão para ele, enquanto o garoto alternava o olhar para os meus olhos ou a minha mão.

Ele esticou a mão e segurou a minha, sua mão era fria como a neve.

Puxei ele até a janela por onde o sol entrava e o coloquei sentado.

—Tire a blusa- pedi e ele tirou.

Meus olhos se encheram de lágrimas, ele estava muito machucado, muito mesmo, tinha tantas marcas roxas espalhadas pelo corpo, e feridas, respirei fundo e engoli o choro, eu seria forte.

Arrastei o balde com água para perto dele, tirei meu lenço do bolso e molhei, depois comecei a passar no seu rosto, seus olhos não desgrudavam de mim, e ali se passou segundo, minutos ou até horas. Quando terminei de passar o lenço no seu rosto, no seu tronco e braços amacei as ervas e coloquei em suas feridas.

Eu precisava tira-lo dali, aquele tal de Gabe era malvado com o Leon.

—Você sempre fica aqui?- perguntei e ele assentiu.

—Eu nunca sai dessa casa, sempre fico nesse quarto, no máximo o Gabe me deixa usar o banheiro quando ele não aguenta mais o meu cheiro, mas ultimamente ele só vem e joga um balde de água em mim.

Eu olhei para ele com pavor, tadinho, pulei sobre ele e o abracei enquanto eu chorava.

—O que está fazendo?- ele perguntou confuso.

—Estou te abraçando Leon- eu disse.

—Isso é abraçar?- Ele perguntou confuso o que me fez soluçar mais.

—Sim, você envolve as pessoas com os seus braços e aperta um pouco, isso é uma demonstração de carinho- eu disse sem solta-lo.

—De-demonstração de carinho ...- ele repetiu.

Então seus braços finos se moveram em volta do meu corpo me apertando levemente.

—Você está me abraçando Leon- eu disse feliz.

—Eu gosto quando você fala meu nome- ele disse.

E novamente se passou segundos, minutos ou talvez horas, eu não tinha coragem de solta-lo.

Mais então ele me soltou rápido me assustando.

—O Gabe esta chegando você precisa ir, você precisa ir agora!- ele disse assustado.

—Você tem que vim comigo- eu disse.

—Não posso, não posso, aqui é meu lugar, eu sou um demônio e você é um anjo, você não pode ficar aqui, se o Gabe te pegar ele vai te machucar.

Eu estava assustada e chorando, eu podia ouvir os passos pesados dele se aproximando da casa.

—Por favor Valentina- ele pediu com tristeza nos olhos.

—Eu vou, mais eu volto- Dei um beijo em sua face.

E fui relutante para atrás do armário puxando o balde comigo.

—O seu lenço- ele disse me esticando o lenço sujo e úmido.

—Guarde com você, eu volto para pegar- respondi sumindo.

Quando eu sai pelo buraco, pude ouvir a porta sendo destrancada e aberta em um estrondo.

Olhei para o lado e quase morri de susto o menino loiro, com olhos azuis me olhava sem acreditar, corri até ele e tapei sua boca antes que ele dissesse algo e pedi para que ele fizesse silencio.

—Tem alguma coisa diferente aqui- a voz de arrepiar do tal Gabe se fez presente.

—Não é nada pai- a voz tremula de Leon me fez querer chorar, ele o chamou de Pai? Como um pai pode fazer isso com um filho.

—Não me chame de pai seu verme- ouvi um barulho sabia que o Leon havia apanhado de novo.

O menino na minha frente que até agora me olhava atônito, tirou minha mãos da sua boca e fez sinais para que eu saísse dali e eu neguei com a cabeça.

—Espera o que é isso aqui?- Pude ouvir Gabe dizendo- Valentina- Quando meu nome saiu de sua boca eu entrei em desespero meu lenço, ele havia achado meu lenço!- Quem é Valentina garoto, alguém estava aqui, cadê? Cadê?

Pela fresta da janela eu vi Leon ser levantado pela gola da camisa e ser ameaçado com um murro.

Olhei em volta e vi um pedra, corri até ela e taquei-a com força na janela.

—Ei seu gordo, feio, barrigudo, fedido e malvado venha me pegar- Vovó me mataria se ouvisse eu dizendo essas coisas horríveis, mas eu estava com medo era do mostro que me olhava como se fosse me estraçalhar.

Ele largou Leon e saiu correndo para fora.

—Valentina!- A voz de Leon me fez acordar do transe.

—Corre garota! Corre, eu não posso te ajudar! — O menino loiro dizia com os olhos vermelhos.

Então eu corri, passei pela ponte, e continuei a correr sem olhar para trás, ouvi a voz do Gabe horroroso atrás de mim, dizendo que não ia me machucar e outra hora dizendo que ia me matar, eu não sabia se corria para o lado certo, mais eu corria o máximo que as minhas pequenas pernas permitiam.

Caia por diversas vezes, não suportava a dor que eu estava sentindo, mas eu tinha que fugir.

Eu corri, corri até não ouvir mais a voz de Gabe, corri até não aguentar mais, corri até desmaiar no meio da floresta.

Abri os olhos e vi alguém vindo na minha direção, já estava escuro, tinha alguns pontos de luz, mais eu ainda estava zonza e fraca, Gabe iria me pegar, eu estava com medo.

—Valentina!- Uma voz diferente foi escutada- Minha Pequena Valentina!

Era o vovô, senti ele me pegar no colo e me abraçar.

—Vovô, você precisa ajudar o Leon, Gabe vai mata-lo, ajuda o Leon, por favor, Gabe vai mata-lo, mata-lo- eu chorava muito mais logo minha visão ficou turva e eu apaguei novamente.

Acordei em um salto, eu suava, e tinha a respiração ofegante, olhei para o lado e o relógio marcava 11:37 da manhã, bufei, sai do chão e me joguei na cama, 10 anos depois e eu ainda sonhava com aquilo quase todas as noites, as vezes chego a pensar que foi só um delírio por falta de alimento e cansaço como todos haviam me dito, mas foi tão real.

—Leon- eu disse antes de me virar e me enroscar com o garoto que estava estirado ali e adormecer de novo.

Notas finais
E ai? Gostaram? Querem me matar? O que aconteceu com a Mel? Castiel culpado? Idéias para a pessoa que o Cast amava muito e morreu? E sobre a fic que eu escrevi? Curtiram? Ela se passa 10 anos depois do acontecido, com Valentina já com 19 anos, uma jovem linda e promiscua, que gosta de curtir e aproveitar a vida, mas que tem grandes problemas internos mal resolvidos. Bom cupcakes, comentem!