Thinking Of You.
39 Capítulo 39
Notas iniciais
Eu corria rápido, eu era rápida, a sensação da areia nos meus pés seria prazerosa se eu não tivesse em meio de uma fuga ridícula, ai que está o ponto porque eu fugi?
Eu estava vendo ao longe o meu cantinho preferido aqui na praia, um belo monumento da natureza ou como o Vik chamava “Pedras empilhadas com um buraco!” não era porque nós eramos melhores amigos e depois namorados que concordávamos com tudo.
Cheguei á pequena caverna e sentei sobre uma pedra grande que sempre esteve ali, abracei meus joelhos e comecei a olhar o mar.
O peso das minhas ações começaram a pesar em mim, eu tinha fugido da minha festa! Além de ser um novo tipo de pervertida sou um novo tipo de espécie Neandertal!
Mas sabe que é o pior? Eu faria de novo e de preferencia faria antes se soubesse que veria a Rachel atracada nos braços do Castiel, mas esperem que fica pior ainda, eu não posso nem reclamar! Nós não temos nada, nada de oficial a não ser a atração inegável que temos.
Será que ele percebeu que eu não estou lá? Será que ele a beijou com fervor? Será que agora ele está dançando com ela? Será que ele ainda se lembra de mim?
Suspirei, eu não ligo mesmo pra que raios seja o que eles estão fazendo.
A espécie humana é reconhecida por mentir para si mesmo e eu por ser terrivelmente dramática.
Eu não sabia o que sentia no momento, eu sentia vergonha por ter fugido, sentia raiva da Rachel por pular no colo do Castiel, raiva do Castiel por ter praticado o coito com a Rachel, raiva de mim por estar sendo ciumenta e possessiva, sentia mais raiva ainda de mim por ter entrado nessa, mas esse é um final bem melhor do que eu tinha previsto nada de choros, dor e tristeza, bom talvez um pouco de tristeza e claro, vai demorar pra me esquecer, mas é um final melhor do que eu imaginei.
Juro que nunca mais reclamo da Annabeth por sentir ciúmes da Rachel e quere-la mandar para os campos de punição.
“MELISSA!” me arrepiei com a voz do Castiel na minha mente, será que agora seremos apenas vizinhos? Talvez vizinhos amigáveis. Será que nós ainda iremos conversar na divisa da casa? Será que iremos cantar juntos outra vez? São tantas perguntas na minha cabeça.
Só que não ficaram por muito tempo Castiel apareceu na porta da caverna totalmente ofegante, ele veio atrás de mim! O sangue em minhas veias circularam com uma velocidade maior, não me atrevi olha-lo por mais que dois segundos estava tão envergonhada então decidi ficar olhando para o mar tentando pensar se ele estava frio ou quente aquela noite.
—Eu sou uma idiota não é? Fugi da minha festa e eu nem sei por que- É claro que eu sei por que, mas não preciso me humilhar a isto.
Ele caminhou até mim e sentou do meu lado, não muito perto o que eu agradeci não sabia como agir.
—Você fugiu porque eu sou um idiota- ele disse me surpreendendo, mas eu continuei a fitar aquela imensidão negra.
—Eu deveria ser mais forte que isso, não tem porque eu fugir, não tenho nada haver com isso- admiti.
—Não diz isso, porque eu não me sinto do mesmo jeito- Eu o ouvi respirar fundo- Senti vontade de socar cada cara que te olhou, te abraçou e te beijou no rosto hoje.
Não aguentei ficar sem olha-lo diante daquelas palavras.
—Se você falar que não tem direito de sentir ciúmes eu também não vou poder ter o direito- completou me fazendo derreter.
—Eu sou uma idiota que cara eu vou voltar lá- choraminguei e escondi meu rosto nos meus braços.
—Ei fica calma, a culpa é minha- assumiu.
—Em parte- concordei dando um riso abafado.
—Olha eu sei que você disse que não importava o meu passado, mas viu como importa? Droga- resmungou amargurado, ele tem razão eu disse isso.
—Eu ainda acredito no que eu disse, apesar de nunca achar que seu passado ia bater na minha porta, nem muito menos ser a Rachel- fui sincera- Mas ela não é passado, está aqui agora, ela quer você- Eu tinha que dar a opção de escolha apesar de não apresentar toda a merda que era me escolher — ela está apaixonada por você- eu sempre daria a chance de escolha para ele.
—Por Deus- bufou- É claro que não!- disse indignado- Eu apenas há vi duas vezes e da ultima vez que eu há vi deixei no meio de um banheiro masculino, desesperada.
—O que?- me interessei pela parte do “desesperada”, não tinha sido isso que a Ruiva havia me dito.
—Não posso falar disso pra você- resmungou.
—Pode e vai- ordenei.
—Olha um dia antes de me mudar pra cá eu fui beber com o Lysandre e o Leigh, ai eu vi esse garota e pronto, transei com ela no banheiro...
—Ela disse que foi a melhor transa da vida dela- disse as palavras com desgosto.
—É claro que foi- disse orgulhoso me fazendo revirar os olhos, mas logo continuou- enfim, domingo quando você me deu uma bota eu fui afogar minhas magoas.
—Em mulheres- sussurrei- continua.
—Então eu fui beber pra esquecer- me corrigiu- Fiquei conversando com o meu amigo e ele me embebedou pra eu contar sobre você, pode perguntar pra ele.
—Hm- respondi.
—Ok, então ele foi separar uma briga ai essa menina apareceu de novo e nós acabamos no banheiro-falou.
—E transaram- completei um pouco chateada, não queria que ele percebesse, mas estava difícil.
—Errado, até ia, mas ela estava e disse aquilo então eu não pude mais- disse tão rápido que quase não entendi.
—Estava lá? E disse o que? Quero detalhes!- disse mais interessada naquela versão.
A lua iluminava seu belo rosto angelical e bruto, ele pareceu aliviado por um momento ao me olhar.
—Ela estava me chupando e disse uma coisa então eu me assustei e gozei na cara dela, ai sai do banheiro e a deixei lá, ela não está apaixonada por mim só frustrada porque eu a deixei- deu com os ombros.
—Você gozou na cara dela?- Perguntei desacreditada, isso é uma coisa muito rude de se fazer não é?
—Hm- disse.
—E o que ela disse?- perguntei interessada.
—É vergonhoso não vou dizer!- disse encolhendo os ombros.
—Ela disse que o seu falo era pequeno?- Perguntei rindo, mas antes de ele responder eu disparei- Ou de princesinha Sofia, eu assisti um filme que o cara brochou com isso, talvez tenha dado um nome bem fofinho e feminino para o seu falo, ou ela pediu pra fazer fio terra em você?! Foi isso?- Perguntei fingindo indignação.
—Não!-Gritou assustado- Não, nunca, isto jamais acontecera, não partilho do mesmo gosto do Lysandre já disse- respondeu.
—Me fala o que ela disse- pedi fazendo manha.
—Isso não vai adiantar- revirou os olhos e eu bufei.
Será que ele cairia no truque dos olhinhos pidões?
—Cast- Chamei-o olhando no fundo dos seus olhos- O que ela disse?- fui aproximando nossos rostos lentamente.
— Vai meu bem me deixe provar do seu doce- ele fez uma passa buscando folego e disse- Mel.
—E o que mais?- a parte boa deve chegar! Pra assustar ele deve ser algo inédito!
—Você não entendeu?- balançou a cabeça- Ela disse Mel, e na hora disse aquilo e empurrei-a só que ai gozei na cara dela, não que ela ligasse é uma vadia, mas o fato é eu não conseguia fazer aquilo, eu tinha bebido e ai você foi embora da minha cabeça, mas então ela disse aquilo, eu me sentia sujo por fazer aquilo, na verdade depois disso fiquei algumas horas só bebendo rezando pra você não aparecer no rosto de cada mulher que eu estava vendo ali, eu já esta tendo alucinações e estava frustrado por você tinha me deixado e ficava aparecendo na minha cabeça de todas as formas possíveis e então...- Ele pareceu distante como se lembrasse de algo- Eu te liguei.
Ele ficou me olhando enquanto eu raciocinava tudo aquilo, quer dizer que ele não fez com ela porque ele pensou em mim? Eu acho que não deveria me sentir honrada e feliz como estou me sentindo, talvez seja idiotice pra alguém, mas só que... Pensa comigo o garoto sempre praticou o coito com quem ele quisesse e de repente abre mão por uma pessoa que ele conheceu a poucos dias, bom isso é com certeza alguma coisa não?
—Por isso disse que eu estava na sua cabeça brincando com você- eu disse e ele assentiu confirmando- Então, mesmo que a Rachel vá atrás você não vai querê-la?
—Não- sussurrou- Nem ela e nenhuma outra, não se você estiver comigo- eu estava mais leve, ele parecia mais leve, será que estava tudo bem entre nós agora?
—E se eu estiver longe?- fiz uma pergunta boba mais eficaz.
—Em que sentido de longe?- perguntou.
—Longe, tipo, padaria, escola, shopping ou em casa e você estiver em outro lugar- disse distraída.
—Eu digo enquanto você não me deixar- pegou a minha mão e colocou sobre o seu coração, senti-o acelerar e bater rápido ele parecia estar sem jeito com aquilo, mas continuou com aquele gesto simples e lindo me impressionando- Porque se estivermos longe fisicamente estaremos ligados por aqui- deu um leve aperto na minha mão, eu provavelmente estava corada, como não estar? É permitido ele ser tão fofo assim?
—Porque você disse enquanto eu não te abandonar? Poderia ser ao contrário- disse baixo.
—Não, não poderia- respondeu sério.
—Porque que não?- sussurrei entorpecida com sua presença.
—Porque eu nunca seria capaz de deixar você- ele disse, eu poderia jurar que vi seu rosto se avermelhar, será que era possível? Eu sentia meu coração bater tão forte que parecia um dos meus ataques mas não era, era só o Castiel me fazendo sentir coisas estranhas.
—Cast- sussurrei seu nome aproximando nossos rostos, eu queria tanto beija-lo.
—Ah ai estão vocês!- a voz do Alexy na entrada da caverna nos fez o olhar- Anw, que fofos.
Porque ele tinha que estragar? Não poderia ser daqui dois minutinhos? Depois do beijo que me deixaria sem folego?
—Sim muito fofos, mas precisamos ir- Annabeth disse- Seu pai está pra explodir.
Bufei revirando os olhos, meu pai eu tinha esquecido esse detalhe.
Castiel se separou de mim me ajudando a levando, então seguimos para a entrada da caverna.
—Vai logo estou ficando cheio de areia- Meu amigo disse irritado.
—Alexy você está em uma praia- Respondi.
—Mas eu estou com roupa de festa!- Jogou os braços pra cima, fazendo a Drama Queen.
—Vamos logo, o Percy está quase correndo para o mar- A Annabeth disse olhando para algum ponto o qual não enxergávamos- Jackson não ouse se aproximar nem mais um centímetro!
—É como pedir pra um peixe viver fora da água Annie- Ele gritou do lado de fora.
Saímos e vimos Percy com seu olhar vidrado no mar, já estava com as calças dobradas e pés dentro d’água.
O Alexy grudou no meu braço e o Castiel sorriu de lado pra mim, abaixou e dobrou a calça também ainda segurando seus sapatos indo até onde o garoto estava.
—Vem tenho que te contar o que aconteceu quando você saiu- Alexy sussurrou no meu ouvido e saiu me arrastando.
—Dessa vez o Alexy tem razão, nunca gostei tanto da Ambre na minha vida- Annabeth parecia radiante.
—Ambre?- perguntei confusa.
—Sim minha Miss- Alexy disse olhando em volta- Cadê os garotos?- Olhamos para trás e vimos os dois conversando na beira do mar- Ei vocês vão ficar ai esperando a Rachel pegar vocês?- Alexy gritou e eles nos olharam um pouco assustados.
—Desde quando esses dois estão amiguinhos?- Perguntei vendo Percy rindo e batendo amigavelmente no ombro da Cast.
—Desde que ele ajudou o Ruivo vim atrás de você- Alexy disse dando com os ombros.
—Ok, vamos começar pelo começo- Eu disse tentando arrumar a bagunça que estava em minha cabeça.
—Tá foi assim, a Rachelcada foi lá e agarrou o Castlindo- Alexy disse e eu ri dos seus apelidos idiotas- E ai você correu, olha não sei de que ângulo você viu as coisas mais ele parecia assustado quando ela correu até ele, mas a cara de nojo dele foi a melhor- Ele gargalhou escandaloso, ele se parece tanto com meu pai ás vezes, talvez por isso eles se deem tão bem.
—Verdade, foi tipo ele vendo uma harpia molhada vestindo um biquíni vermelho correndo para ele- Annabeth disse e eu olhei pra ela, ela estava tão feliz que estava falando idiotices! Isso é raro.
—Verdade, então, então ele a empurrou e ela caiu de bunda no chão, ai ela pegou na perna dela toda safada e ele deu um grito com ela que ela pulou- O Roxeado disse animado.
—Um grito?- a curiosidade me corroía.
—Sim, sim- ele jogou os cabelos pro lado- Foi tipo assim “NÃO ME TOQUE!”, ai o Dake pegou e disse pra ele não falar assim com ela, mas o Castilindo nem deu bola pra ele e perguntou a onde você estava pra minha belíssima pessoa que disse que você correu, e ele perguntou pra onde, então seu pai apareceu perguntando o que aconteceu só que todo mundo ficou quieto, ai ele perguntou de novo e o Nico disse que você correu pra praia- Ele parou pra recuperar o folego e continuou falando tão rápido quanto antes- ele perguntou pra que lado só que o fofo do seu irmão não queria dizer disse que você fugiu por culpa dele e ai que o Percy aparece pra salvar o dia, ele disse que acreditava no Castlindo e pede pro Nico fofo dizer e ele diz, porque sabe qeu o Nico não diz não para o Percy, e então o seu príncipe Ruivo veio atrás de você- Ele disse teatralmente- Mas agora vem a parte dois de Rachelcada ataca novamente...
—Ah não! Deixa que eu conto! Essa parte é a minha favorita- Annabeth diz do me lado.
—Tá- Alexy faz um biquinho infantil, mas a loira nem ligou.
—Continuando, o Castiel foi atrás de você, ai a Rachel se levantou chamando ele e começou a ir atrás dele, mas a Ambre pegou ela no meio do caminho, nem sei de onde ela saiu, mas apareceu e puxou a Rachel pelos cabelos, saiu arrastando ela por dentro da casa, a oferecida ficou se esperneando e gritando que o Castiel era dela, desculpa em dizer, mas ele é a nova obsessão dela- A garota encolheu os ombros e eu suspirei- Enfim, a Ambre arrastou ela até o ponto de ônibus, jogou ela dentro do primeiro ônibus que passou e disse que se ela voltasse iria ficar careca e que o Castiel não queria nem a carcaça dela, fim.
—Caracas, a Ambre tá se superando a cada dia, mas eu estou feliz em tê-la de volta- Sorri.
—Essa história tá mal contada, mas eu acho que ela ficou boa de novo, bem, boa entre aspas porque ser inimiga dela eu não quero ser- Alexy passou a mão em seus cabelos verdes.
—Mas voltando na Rachel, você agora vai ter que tomar cuidado Melissa, você sabe que ela é cheia dos planos toscos que vira e mexe dão certo- Annabeth disse.
—Eu sei Annie, mas porque isso tem que acontecer com a gente? Nós já somos bem problemáticos não precisamos disso- Disse emburrada.
—São obstáculos para fortalecer o amor- Alexy disse sonhador e eu bufei.
—Pode parar por ai, nós nem chegamos e nem estamos perto dessa fase, nós estamos nos conhecendo, não quero apressar as coisas, nem sei se isso vai dar certo- esclareci.
—Sempre pessimista- Alexy bufou e olhei para trás e vi os dois garotos conversando e sorri para o Castiel que deu aquele sorriso sarcástico de lado- Mel, e o Viktor?
Dei com os ombros, eu estava chateada por ele ainda não ter dado sinal de vida, apesar de que com certeza ele sabia da festa surpresa, mas isso não me deixava menos tristonha e com saudades.
—Não falei com ele ainda- respondi.
—Não se preocupe Miss, ele sabia da festa e provavelmente não te ligou por isso- Alexy afagou minha cabeça.
—Ou porque nós brigamos e ontem á noite eu mandei uma mensagem mal criada pra ele?- disse sarcástica.
—Mensagem mal criada?- Annabeth perguntou.
—Ele falou pro Armin que a gente brigou e o porquê, que provavelmente contou para você e você para as meninas e também tem o Nico que abriu a boca lá em casa é chato não ter privacidade às vezes, todos saberem da sua vida e ficarem opinando- Assumi.
—Ah eu te entendo, mas a gente só quer ajudar- Alexy disse.
—Não quero ser grossa Ale, mas isso é entre mim e o Viktor, pelo menos era- Bufei irritada lembrando-me da mensagem do Armin.
—Vamos esquecer isso por agora ok?- Annabeth disse quando já estávamos entrando no pequeno portão- Agora você tem problemas maiores.
Todos ali voltaram o olhar para nós, ou para mim, odiava quando faziam isso, mas não tive tempo pra me irritar com isso porque a imagem impotente do meu pai de braços cruzados e cara fechado foi o suficiente para minha cabeça esvaziar.
—Filha você está bem?- Perguntou em primeiro lugar.
—Estou pai, estou ótima- sorri.
Ele me analisou e chegou á conclusão que estava realmente tudo bem.
—O que aconteceu?- Perguntou.
—Nada, só senti vontade de dar uma volta da praia- dei com os ombros.
—Mas isso não explica o porquê você saiu correndo daquele jeito e muito menos porque tiraram aquela garota pelos cabelos daqui- ele disse um pouco irritado.
—Pai esquece isso ok?- Pedi me sentindo nervosa, eu não sei o que contar para ele.
—Eu quero a verdade, uma explicação Melissa- ele disse mais sério.
Senti aquele cheiro de hormônios á flor da pele, algum perfume forte e delicioso misturado com um aroma natural quase palpável.
Olhei para o Ruivo do meu lado, o que ele estava fazendo ali?
—Acho que de certa forma foi culpa minha- começou dizendo, que raios que ele está falando?
—Não foi- O cortei.
—De quem foi então?- Os olhos azuis do meu pai se cravaram no Castiel.
—É besteira pai- Tentei novamente, minha mão por acidente acabou batendo na mão quente do Castiel me aquecendo por míseros segundos- Eu fiquei com ciúmes é isso.
Os dois homens ali olharam para mim, mas a força veio do Castiel que segurou minha mão, será que ele entendia esse gesto? Bom nesse momento esse gesto me dava forças e me deixava quente, eu tinha a impressão dele estar com febre de tão quente que ele era.
—Ciúmes de quem?- ele levantou a sobrancelha e eu quase ri, Castiel fazia aquilo também!
—Do Castiel- acabei respondendo baixo.
—E por que você ficaria com ciúmes dele?- Perguntou.
—Querido- Minha mãe apareceu nos salvando- Festa se lembra? Deixa as crianças se divertirem depois você os envergonha ok?- Ela tocou no rosto do marido e ele relaxou.
—Depois quando?- Perguntou manhoso.
—Que tal nunca mais- Sussurrei e Castiel deu uma risada nasal baixa, que sexy.
—Depois outro dia vem- ela o puxou pela mão o levando para longe não sem antes dar uma piscada para nós dois.
—Matéria fecal!- Reclamei, a resposta dela significava que uma hora ou outra essa conversa ia acontecer- Não ria.
—Ok- respondeu cobrindo um sorriso com a boca.
—Está com fome?- perguntei balançando sua mão.
—Sim- respondeu.
Caminhamos até a mesa de lanches ali servida, havia muitas coisas, hoje eu acho que posso comer um pouquinho a mais, senti o Castiel começar a apertar minha mão e olhei para ele que não estava com uma expressão muito boa.
—Ei o que foi?- Puxando a mão dele para chamar sua atenção.
—Nada- Respondeu e me puxou até a mesa de comida.
Tinha algumas pessoas ali comendo, nós nos aproximamos e começamos a comer, Castiel ficava rindo de mim e me limpando dizendo que eu comia como uma criança enquanto eu brigava com ele por falar de boca cheia, que sempre me respondia abrindo sua boca e mostrando o bolo alimentar semi mastigado, uma verdadeira nojeira, depois de algum tempo alguns amigos foram se juntando, Castiel apenas esbouçava alguns sorrisos, mas nunca falando ou comentando, ás vezes dando algumas respostas mal criadas para o Lysandre, Leigh ou o Percy que parecia ter ficado próximo.
—Ei telefone pra você lá dentro- Ambre surgiu me dizendo.
—Quem é?- Perguntei.
—Vem logo ratinha- Ela pegou meu pulso saiu me puxando.
—Estou indo raios para de me puxar eu vou cair- Quando disse isso tropecei, mas Ambre me segurou resmungando um xingamento.
Entramos em casa e ela continuou me arrastando, passamos da sala e seguimos para a sala de jogos, ela apontou o telefone ali e saiu dando um sorriso.
Andei até o telefone, talvez fosse minha Vó, ela sempre me ligava, sorri indo até o telefone.
—Alo- disse animada.
—Parabéns Princesa- Tremi com aquela voz, estava bem diferente de ontem, estava baixa e gentil.
—Ameba- sussurrei.
—Nunca pensei que ia gostar tanto de ouvir esse apelido- ele riu abafado- E ai como está essa festa surpresa?
—Demais, seria legal que você estivesse aqui, nem lembro o ultimo aniversário que fiz e você não estava, espera eu acho que não teve- Ri.
—Verdade, é estranho passar esse dia longe de você Liz- ele disse.
—É.
—Mas estranho mesmo foi o Armin ter me atendido e a Ambre pegar o telefone da mão dele e os dois começarem a discutir- comentou.
—Sério?- Perguntei gargalhando- Não acredito nesses dois.
—Eu muito menos! Não quero comentar nem o que eu ouvi, poluíram meus ouvidos puros- ele brincou.
—hm, ouvidos puros é?- tirei com ele- Mas me diga logo o que foi que eles estavam dizendo!
—Estou brincando garotinha curiosa, o Armin estava dando encima dela enquanto ela dizia que a única coisa que ele vai conseguir essa noite é levar chute nas bolas- ele disse rindo- agora me diz como a Ambre foi parar no seu aniversário e desde quando ela recusa sexo?
—Ei não fala assim- o repreendi- Ela esta muito legal pra sua informação, agora ela é a Ambre, a nossa Ambre, estou tão feliz!
—Será mesmo que ela é aquela Ambre? Talvez ela esteja planejando algo, não acho que alguém mude assim- ele disse e eu suspirei, não quero brigar com ele de novo.
—Vik a Ambre está legal de verdade- disse.
—Ok, não vamos falar sobre isso- ele disse me aliviando- Tem muita gente ai?
—Tem sim- respondi rindo.
E assim ficamos conversando, fiquei falando sobre o pessoal que estava, comentei brevemente sobre a presença do Castiel e Miguel, ele disse que estão planejando isso faz tempo e explicou a viagem rápida dos meus pais que era só pra ver se estava tudo certo aqui na casa, depois a mãe dele pegou o telefone e começou a falar e falar e falar, perdi o tempo com eles dois, estava morrendo de saudades.
Eu já estava deitada encima da mesa de sinuca.
—Bom acho que você precisa voltar para a sua festa- Viktor disse.
—É acho que tenho- ri.
—Liz- ele me chamou.
—Oi- respondi.
—Me desculpa- ele disse.
—Não precisa Vik...- Comecei dizendo.
—Sim precisa, você sempre foi e é muito especial pra mim por isso fiquei com ciúmes, mas se você acha mesmo que esse garoto é bom tudo bem, eu não tenho que aceitar, não quero que isso nos afaste nem uma briga estupida e também desculpa por dizer pro Armin sendo que sabia que ele ia abrir a boca pra meio mundo- disse.
—Tudo bem Vik, a ultima coisa que eu quero ficar é sem falar com você- me senti aliviada.
—Então eu vou desligar, amanhã ligo ok?
—Ok- respondi.
—Te amo Liz- ele disse carinhoso e eu corei.
—Também te amo ameba- respondi rindo pra aliviar a tensão.
—Tchau Princesinha- disse e eu bufei desligando.
Fiquei lá olhando para o teto divagando, nem me pergunte sobre o que, pois até nas partes do estomago eu pensei, não pensem que sou estranha, talvez eu seja um pouco, mas eu só quero não pensar em nada que encha minha cabeça de perguntas sem respostas.
—Está retardando ratinha?- Ambre apareceu na porta- E ai como foi á conversa, não brigaram de novo pelo jeito- ela declarou.
—Não, ele pediu desculpas, mas ele ainda não parece achar certo- suspirei.
—Bom, ele não tem que achar nada, te deixou livre, leve e solta aqui, você tem que aproveitar sua vida, se não for pra ser bola pra frente- Ela se sentou do meu lado.
—Tem razão- respondi- Mas me diz, pensei que sua bola ia à direção do Miguel Burn não ao Armin Mclancey- sorri olhando pra ela.
—Primeiro! Você me ferrou!- Ela disse irritada- Estava tudo indo bem com ele, ai eu tentei impressionar tocando no assunto da arte como você sugeriu, mas tudo deu errado pra variar, eu sai fugida dele!
—Por quê?- perguntei curiosa.
—Porque ele começou a falar sem parar, arte pra lá, arte pra cá, poxa ele era tão lindo, maravilho, com um corpo de um deus, só que perfeição demais sempre trás um defeito enorme, ele fala demais, ele estava um amor, um charme todo, exalando sensualidade então só foi eu falar “Arte” e o cara pirou, ele é doidinho, não deu- ela desabafou- Estou fugindo de gente doida.
—Mas ele é lindo- comentei e ela gargalhou.
—Afrodite jogou umas mil bênçãos sobre ele- ela suspirou.
—Ok, mas agora me diga quando você decidiu dar bola pro Armin- brinquei.
—Não dei bola pra ele, mas desde aquela promessa ridícula ele grudou no meu pé e fica me provocando, vou arrancar as bolas dele e servir pra ele comer depois- ela esbravejou e eu ri- Não ria da desgraça alheia.
—Desculpe, mas nunca imaginei você e o Armin- disse rindo.
—Nem eu! Nem imagino! Isso nunca vai acontecer anota o que eu te digo, aquele nerd estupido! Acha só porque criou meia dúzia de músculos e hormônios pode conseguir algo comigo!- ela estava irada, seu rosto estava vermelho o que me fazia rir mais e mais- Melissa! Para de rir!
—Não consigo- me contorci na mesa de bilhar- Mas que promessa ele fez?
—“Quer dizer que na sua lista eu ainda estou? Você não vai se arrepender, vou fazer você gozar como nunca, isso é uma promessa”- Ela disse e eu parei de rir a olhando assustada.
—O Armin disse isso?- Perguntei me apoiando pelos ombros na mesa para olha-la melhor.
—Exatamente, agora ele fica atrás de mim, já tentou me agarrar duas vezes dizendo que vai cumprir sua promessa- Ela bateu com raiva na mesa e eu voltei a rir.
—Meu pai amado! Não acredito! Bom pelo menos vocês combinam- Eu disse e ela me olhou irritada.
—Chega dessa conversa, tem uma festa lá fora, seus convidados e seu namoradinho estão te esperando- ela disse ficando em pé.
—Ele não é meu namoradinho- resmunguei.
—Não? Então eu posso pegar ele?- perguntou e eu a olhei irritada, como assim?!- Bom pela sua expressão não né? E do mesmo jeito acho que já sabemos que ele não me quer.
Então me lembrei de uma semana atrás no parque, quem diria que hoje estaríamos na minha festa conversando e brincando como grandes amigas novamente?
—E sobre aquilo e tudo o que eu fiz durante esses anos, desculpa- Ela disse passando as mãos pelo seu belo cabelo loiro- Eu estava cega de ciúmes e inveja, me recusava e ver que estava fazendo besteira, acho que passei quatro anos da minha vida desperdiçando meu tempo com algo ridículo e sem sentido, eu sou tão boa em analisar as pessoas e dizer o estão fazendo de errado, mas não conseguia fazer isso comigo mesma eu achava tão certo, fiz tantas coisas estupidas eu disse coisas estupidas, agi como uma... Como é que você diz mesmo? Neandertal?- Ela sorriu- Então me desculpe e obrigada por ter me ajudado semana passada, aquilo me fez abrir os olhos.
Eu estava boba, em nenhum momento achei que Ambre se arrependeria ou se desculparia, não aguentei nem mais um minuto e pulei nela lhe abraçando.
—Eu senti tanto a sua falta- a apertei pela cintura, Ambre era uns dez centímetros mais alta que eu.
—Extremamente sentimental- ela murmurou me abraçando de volta.
—Só um pouco- disse a soltando ela sorria de volta pra mim carinhosa.
—Vamos ratinha- ela bagunçou meu cabelo e eu me lembrei do Castiel, eu estava tão feliz que eu queria abraça-lo até meus braços doerem.
—Ok Ratazana vamos logo- A puxei pela mão.
—Ai sua mão esta gelada- Ambre reclamou soltando minha mão- Você está bem?
—Claro que estou- respondi emburrada, mas já está na hora do remédio- Vou lá no quarto já volto.
—Vai logo- ela disse se sentando no sofá.
Subi a escada correndo e entrei na primeira porta a direita, fui até o guarda roupa e vi minha mochila lá, abri e peguei minha maleta de remédios, peguei o saquinho da noite e fui até o banheiro, tomei meus remédios e corri para a Ambre que foi reclamando até lá no quintal onde a festa acontecia, ela viu que a Melody ainda atrapalhava Nathaniel e minha irmã que estava com uma expressão séria e Nathaniel estava sem graça, Ambre marchou até lá, enquanto eu marchei para a rodinha onde o Ruivo estava.
Vi que todos olhavam para o Ruivo e o Leo fazia perguntas para ele.
—Não acredito, eu saio por um segundo e vocês encurralam e fazer um interrogatório com o pobre garoto- Disse rindo, esticando a mão apertando levemente sua bochecha.
—Não enche baixinha- disse bagunçando meus cabelos.
O resto da noite foi maravilhosa! Nós dançamos, rimos, brincamos, nos divertimos como nunca, Valdez decidiu fazer uma corrida pela praia que é claro que nenhum dos meninos toparam de primeiro momento, mas todos estavam correndo logo depois que ele disse que o vencedor poderia beijar a menina que quisesse, tirando as que tinham namorados, todos os solteiros se puseram a correr, até mesmo Nathaniel depois do Lysandre ter mandado uma piscada marota pra minha irmã, suspeito que foi uma maneira de fazer o loiro correr, bom quem ganhou foi o Jason que ficou rubro depois que perguntaram quem ele ia beijar, ele gaguejou, suou, tentou, mas no final só disse que não queria que nenhum dos meninos beijassem sua irmã e somente por esse motivo entrou na corrida, Piper bufou irritada e saiu dali.
Algumas pessoas foram embora perto da uma da manhã, como Melody, Hazel, Frank e Grover que tinha que cuidar da namorada doente, existe coisa mais fofa?
Dake, Dajan e Jade foram embora, eles estavam um pouco chateados pelo o que eu percebi. Não se envolveram com o resto do pessoal, nem participaram da corrida, mal falaram comigo e foram embora logo depois da Melody e o pessoal.
Separei o resto do pessoal em quartos, meus pais ficariam em paz no quarto deles, Alexy cismou que queria dormir no quarto deles, aposto que era por causa da Hidro, mas enfim, no quarto da Megan ficou a Violette, Calipso, Piper, Silena e Thalia, no meu Ambre, Annabeth, Rosalya e Alexy, no quarto do Nico, Armin, Charles, Leo e Jason, no quarto de hospedes Leigh, Miguel, Kentin e Nathaniel e por fim as três Marias que decidiram ficar na sala, bom Castiel disse que ia ficar lá quando a gritaria sobre quem ia dormi com quem começou e Lysandre e Percy o seguiram facilitando minha decisão.
Depois da separação entrei no meu quarto e corri para o banheiro de onde a Ambre saia com seu pijama, pedi pra Annabeth separar algo pra mim enquanto eu ia para o banho, minutos depois ela entrou deixando lá, ouvi uma gritaria do Alexy e do meu pai do lado de fora depois a Rosa gritando com a Annabeth e em seguida a porta foi fechada, eu tentei ignorar o mundo lá fora, juro que tentei, tentei pensar na noite maravilhosa, dos abraços e beijos que o Castiel me dava, dos olhares que trocávamos, mas eu sentia um pouco de falta daquele fogo, das mãos bobas, nem hoje nem ontem ele tentou algo, talvez ele me ache muito criança ou inexperiente para as coisas que ele sabe, talvez me irritar com o barulho lá fora seja melhor.
Sai do box e me sequei com a toalha macia, me olhei no espelho e agradeci aos céus por não ter mais aquelas manchas roxas horrorosas espalhadas pelo corpo, também aproveitei agradecendo por não estar menstruada na praia era a ultima coisa que eu precisava estar inchada, estressada e sentindo as contrações musculares do meu útero se espalhando por toda minha região pélvica, vim pra praia assim é horrível.
Dei mais uma olhada no meu corpo, se olhasse com atenção na parte do meu colo dava para ver dois riscos brancos na minha pele, um ao lado do seio esquerdo e o outro um pouco abaixo do seio esquerdo também, bom era ali na cavidade torácica, no espaço entre os dois pulmões, atrás do esterno e em cima do diafragma que aquele órgão totalmente vital para o corpo que tinha a função de bomba hidráulica aspirante e impulsora de sangue pelo corpo, era ali que ficava o coração.
Mas eu não me preocupava com essas cicatrizes, eram claras e fáceis de esconder em um biquíni, a cicatriz que aparecia um pouco mais que as outras era a que ficava na parte abdominal inferior direito, mas aquilo foi uma cirurgia simples para retirar o apêndice, nada como as outras.
Vesti a calcinha e em seguida a camisola, ela era sexy, mas para uma mulher com 1,70 m de altura, em mim parecia um vestido de senhora, pelo menos meus seios ficaram bonitos olhei para o espelho apreciando um pouco, eu tinha peitos grandes, talvez um pouco maiores pra garotas da minha idade e tamanho, Alexy me disse que vou ter problema de coluna se eles continuarem crescendo assim, exagero porque já perguntei para o Doutor Apolo e ele disse que não tem nada errado.
Decidi colocar um robe de leve por cima, estava um pouco frio, era praia e de noite, a brisa da maré não era uma boa amiga pra quem não quer ficar resfriada, mesmo estando dentro de casa á janela aberta do quarto não ajudava a esquentar.
Escovei os dentes e brinquei de ficar soltando o hálito no espelho fazendo desenhos bobos depois.
Sai do quarto e ouvi gritos absurdos e eu engoli algumas palavras nada gentis, olhei pra Ambre que mexia em seu celular com um sorriso no rosto olhou de canto pra mim e deu uma risada baixa, ouvi um barulho de pessoas caindo e me segurei contando.
Um centauro
Dois centauros
Três centauros
Andei até minha maleta e peguei saquinho de remédios, guardando no bolso.
Quatro centauros
Cinco centauros
Seis centauros
Mais gritos...
Sete centauros
Barulho infernal de pessoas caindo de novo e... Quantos centauros mesmo? Esquece.
Meu sangue subiu e eu andei até o corredor, parei de frente para aquele bolo de pessoas no chão, com certeza essa espécie tem um tipo de retardamento cerebral!
Quando me viram todos ficaram em silencio.
Ah o silencio! Já era quase quatro da manhã como eles conseguiam ficar nesse pique maldito?
—Mas que raios vocês pensam que estão fazendo?- Minha voz estava tão baixa e ameaçadora, eu sabia disso, mas não controlava.
Todos começaram a falar ao mesmo tempo e depois o som foi sumindo de suas bocas.
Sentia as pessoas penduradas na porta do quarto, mas não me atrevi desviar o olhar se não a minha dominação acabava.
—LEVANTEM JÁ!- Gritei e todos levantaram atrapalhados.
Meu Pai, Alexy, Armin, Annabeth, Rosalya, Silena, Piper, Charles, Valdez, Jason, Thalia, Calipso e por fim minha Mãe, vermelhos e ofegantes, alguns com pijamas, outros ainda não haviam se trocado e um estava de samba canção.
—Por favor, vão para os seus quartos como eu separei em silencio- respirei tentando dizer normalmente, mas o Nico começou uma série de disparos com uma metralhadora e eu gritei novamente- Nico! Desliga isso AGORA!
Meio segundo depois não tinha mais barulho nenhum na casa só dos passos das pessoas andando para o quarto, estavam meio cabisbaixas e eu vi que estava sendo má.
—Podem se desejar boa noite- suspirei e todos voltaram sorrindo fazendo um barulho mais moderado.
Virei-me para a escada e vi os três garotos espremidos um contra o outro curiando o que acontecia.
Senti o olhar do Castiel sobre o meu corpo, o modo que ele me olhava me fazia queimar, me mexi desconfortável Percy e Lysandre também estava ali ele não tinha vergonha de me olhar daquele jeito? Fechei o robe sentindo no meu rosto o acumulo de sangue e o ruivo infeliz sorriu, sorriu de lado me deixando mais e mais quente.
—Cara para de babar e deixa-me passar- Percy o empurrou.
—É cara para de babar- Lysandre também zombou subindo as escadas.
Castiel murmurou algo, mas logo voltou o seu olhar para mim, ele me estudava de algum modo.
Eu sorri e comecei a descer as escadas, sua boca se curvou novamente, mas num sorriso malicioso.
Eu parei quando fique quase na altura de seus olhos e ele riu
—Do que esta rindo?- Perguntei curiosa.
—Você não vai querer saber- sorriu novamente de lado, acho que esse era seu sorriso preferido, quase como um cartão de visita belo e sarcástico.
—Diga- disse mandona.
—Sua baixinha- respondeu rindo e eu ergui as sobrancelhas, tirando sarro com a minha altura! Isso vai ter troco.
—Esqueça seu beijo de boa noite- respondi me virando para subir.
Castiel alcançou minha mão e em seguida sua respiração batendo no meu pescoço.
—Eu quero um beijo de boa noite- sussurrou tão perto e eu estremeci.
—Que tal tomar um gole de água?- Olhei para toda aquela gente no corredor conversando ou se beijando, preciso do meu remédio.
—Ótima ideia- ele disse me puxando para a cozinha.
Andamos até a cozinha, Castiel tinha uma expressão cansada e um sorriso bobo nos lábios algum pensamento bobo e só dele, queria poder ler mentes.
Chegamos á cozinha e eu fui direto encher um copo d’água, tomando meu remédio e depois virei para o Castiel rindo sem graça.
—Remédios- dei com os ombros e andei até o Ruivo que me observava com tanta atenção que me dava calafrios.
—Será que tem gosto ruim?- perguntou me surpreendendo com o puxão pela cintura.
—Um pouco amargo- sussurrei perto dos lábios dele, a verdade é que eu nem sentia gosto nenhum, não depois de tanto tempo.
—Me deixa ver isso- segurou meu queixo aproximando nossos lábios.
Primeiro foi aquele roçar provocante, eu queria tanto um beijo, mas não queria mais aqueles beijos calmos e doces, não que não fossem bons, mas agora eu queria aqueles beijos com fogo e desejo que me deixava sentindo sensação desconhecidas e prazerosas ao mesmo tempo.
Nossas respirações estavam descompassadas já e mal havíamos nos tocado.
De repente sua boca se espremeu contra minha com brutalidade, me assustei no inicio só que logo senti o que eu queria, ele me desejava tanto quanto eu o desejava.
Ah aquilo era maravilhoso.
Nossas bocas se separaram e ele traçou uma trilha de beijos a minha orelha, pousei minha mão no seu peito sobre sua camisa, seu calor era incrível, sua boca começou a trançar outro caminho até o meu pescoço, minhas mão se fecharam sobre a camisa e eu apertei os olhos.
Ele se afastou e eu abri os olhos devagar, seus olhos cinza estavam quase negros de sentimentos tanto conhecidos como desconhecidos, sempre um mistério.
Foram poucos segundos para eu admira-lo, pois sua boca tomou a minha com tanta voracidade que meu corpo derreteu, ele puxou mais ainda meu corpo contra o dele, nossos corpos estavam quase virando um, sua língua desesperada em decorar cada pequeno canto da minha boca, eu não conseguia acompanhar ele, então deixei ser dominada.
Apertou minha cintura me arrancando um suspiro desejoso, então fez algo diferente sugou minha língua àquilo era bom, mas a mordida que ele deu em seguida no meu lábio aposto que amanha cedo ainda vai estar assim.
Ergui minha mão para sua cabeça enroscando meus dedos no seu cabelo macio e eu revidei a mordida puxando seu cabelo ele grunhiu contra meu lábio me pressionando com mais força na arquibancada, estávamos perdendo o controle eu sentia isso, sentia as rédeas caindo da minha mão, como um cavalo que domina o seu dono e volta a ser selvagem era o desejo me consumindo, nos consumindo.
Eu estava na ponta dos pés e ele estava abaixado na minha direção, uma coisa começou a cutucar minha barriga e eu estremeci pensando no que poderia ser.
A mão dele deslizou da minha nuca para meu ombro empurrando a parte de cima do meu robe me causando arrepios, mordeu mais uma vez meu lábio já dolorido, mas eu estava extasiada de prazer pra sentir aquela pequena dor, um gemido saiu da minha boca.
Seus lábios quentes começaram a descer pelo meu pescoço, se demorando na minha clavícula, meu corpo estava entrando em plena combustão, sentia pontadas no meu útero, sentia algo molhado na minha calcinha, o prazer que eu sentia estava transbordando de mim.
Ele parou de me beijar e eu olhei para ver o que havia de errado, seu rosto estava próximo ao meu colo, seu hálito quente batia nos meus seios, o que ele olhava tanto?
Castiel grunhiu e minha intimidade se apertou no meio das minhas pernas, o que estava acontecendo comigo, era normal tudo isso que meu corpo estava fazendo só?
Puxei o folego, não conseguia pensar mais em nada, pelo menos eu pensei que não estava até ele dar um beijo bem ali me lembrando de sua habilidosa boca no meu seio semana passada, mas não foi isso que ele fez.
Sua boca voltou rapidamente para a minha me beijando cada vez mais com volúpia.
Desisto, eu não tinha mais palavras para explicar o que eu sentia, minha cabeça rodava, meu corpo estava em plena erupção, o calor vinha de fora e de dentro.
Eu não sabia mais onde estava, via láctea talvez? Sempre imaginei lá o lugar mais perfeito para se estar e se esquecer, se deixar levar e sentir.
Um barulho atrás do Castiel nos fez pular.
Castiel me soltou e virou olhando para trás receoso, eu fiquei por alguns segundos fitando as costas largas e bonitas do Castiel antes de olhar quem era que havia nos pegado no flagra.
Minha mãe estava de braços cruzados e com uma falsa expressão séria no rosto, ela me olhou escondida atrás do Castiel e sorriu.
Eu deveria estar parecendo um bicho do mato, vermelha, ofegante, cabelos um caos e ainda me escondendo atrás do Castiel.
—Chega por hoje ok pombinhos e tomem cuidado porque o Sr. Di Angelo Helts não vai ser tão bonzinho quanto eu- Não esperei nem mais um segundo peguei a mão do Castiel e o arrastei, ouvi ele se desculpar com minha mãe e sorri.
Parei na escada o soltando e subi dois degraus para ficar na sua altura, era humilhante ser tão baixa.
Não estava acreditando naquele dia, estava esperando acordar a qualquer momento, apesar de não querer.
Meu corpo ainda estava quente, mas depois do balde de gelo que minha mãe jogou esfriou bastante.
—Obrigada por ter vindo, por estar aqui, foi uma noite maravilhosa e amanhã vai ser demais- Disse animada. Sonho parte 2, nada mal.
—Vai sim- afirmou sorrindo carinhosamente.
—Bom eu estou com sono, você também deve estar, então boa noite- Esse boa noite era diferente, o Castiel não ia embora pra casa dele, apenas no andar debaixo.
—Antes de você me dar meu ultimo beijo, preciso entregar seu presente, não quis dar para aqueles seus amigos- eu disse e meu coração começou a saltar, eu não tinha pensado que ganharia um presente do Castiel.
—An... Obrigada- encolhi os ombros envergonhada e ele começou a tirar algo do bolso, uma caixinha de veludo negro.
Ele pareceu um pouco receoso antes de me entregar.
Eu me lembrei de quando o Viktor me deu meu colar de bailarina.
Peguei a pequena caixa e a abri.
As palavras me fugiram novamente, era lindo, perfeito, dentro da caixinha havia uma linda pulseira com um pingente de cavalo.
Meu peito se aqueceu e eu sorri como ele podia ser tão maravilhoso?
—Co-como você sabia?- Eu queria olha-lo, mas queria admirar meu presente por mais tempo.
—Sabia o que?- perguntou atônito.
—O cavalo- respondi- Como sabia que eu amo cavalos?
Encolheu os ombros com o olhar bobo.
—Eu não sabia- respondeu baixo- Eu só achei que me lembrava de você, cavalos são bonitos e fortes.
—Obrigada Castiel- pulei sobre ele o abraçando, nunca imaginei um Castiel tão fofo- de verdade eu amei.
Meu separei dele lhe beijando brevemente e corri escada acima, rindo como uma criança feliz, eu não era criança, mas estava muito feliz, radiante até.
Não havia mais pessoas nos corredores, entrei no meu quarto fechando a porta e escorrendo por ela apertando a caixinha aveludada contra o peito.
Olhei para minhas amigas e meu amigo ali na minha frente que me olhavam tentando entender, mas eu só sabia sorrir.
—Eu disse- Ambre começou dizendo- Uma idiota apaixonada.
Fale com o autor