Notas iniciais
Heeey Cupcakes Obrigada pelos comentários, e bem vindas novas leitoras >. Espero que gostem *-*

–Juro que pensei que ia ver você dançando Lago dos Cisnes- brinquei- Posso entrar?

Ela me olhou um pouco ponderando a ideia de me deixar entrar em seus quarto e por fim se deu por vencida, e abriu a porta.

Seu quarto era igual e diferente do meu ao mesmo tempo, uma parede vermelho sangue de frente e as outras brancas, Do lado esquerdo tinha o guarda-roupa embutido na parede, do lado direito uma mesa comprida, com computador, e coisa de garotas, no centro do quarto uma cama de casal enorme, grande demais para uma garota tão pequena, na minha opinião.

Eu entrei e ela fechou a porta, eu olhei para trás e me assustei a parede era coberta por fotos, comecei observa-las, a maioria era com os amigos, tinha fotos dela bem pequena se é que isso fosse possível, observei uma foto dela com uns onze ou doze anos com uma menina muito parecida com a loira da casa ao lado “Ela nem sempre foi assim” Melissa tinha dito mais cedo sobre a Loira, muitas fotos estavam na parede, com outras pessoas que eu não conhecia, com crianças, irmãos, pais, mas eu parei em uma foto que fez meu sangue ferver, ela vestia um vestido azul daqueles de festa de quinze anos, e estava beijando um garoto de terno que se eu me lembro bem era o tal do Viktor.

–Esse é o Viktor, ele me pediu em namoro no meu aniversário de 15 anos- Ela disse atrás de mim.

–Porque vocês terminaram?- Perguntei

Voltei a olhar as fotos que eu já tinha visto só que com mais atenção, e percebi que o garoto estava lá na maior parte delas, pequenos brincando no parquinho, em almoço de família, apresentações deles, role com os amigos, sentados se abraçando, de costas com as mãos dadas, e uma que me surpreendeu um pouco, ela estava em uma cama de hospital tinha aquela coisa no nariz, maquinas no fundo e muitos fios nela, parecia estar muito mal mas tinha a cara toda rabiscada e um sorriso imenso e feliz no rosto e do lado dela o Viktor de novo.

–Porque ele foi morar longe- Ela respondeu e eu parei com a tortura de ver aquelas fotos, me afastando.

–Vocês ficaram quanto tempo juntos?

–Oito meses.

–Você amava ele?- Perguntei.

–Eu gostava muito dele- Ela se aproximou da foto que ela estava na cama do hospital, tocando com carinho- Desde que eu me lembro como gente ele estava comigo- sorriu carinhosamente- Mas eu não o amava-Disse por fim, tirando a mão da foto- Romanticamente falando.

–Hm- respondi, não sabia o que dizer, ela dizia que não, mas olhava com tanto carinho, na verdade ainda mais que isso as fotos dele.

–E a Debrah? Você a amava?- Fiquei estático ao ouvir aquilo.

–Lysandre?- Perguntei com a sobrancelha erguida.

–Rosa- ela respondeu e sorriu.

–Não.

–Porque terminaram?

–Ela me largou para ser uma cantora de sucesso- Brinquei.

–Ela te largou?

–Acho que foi isso.

–Quanto tempo ficaram juntos?- Ela perguntou e eu pensei um pouco.

–Não sei, acho que uns dois anos- eu disse surpreendido comigo mesmo- Nós começamos a namorar cedo, eu tinha uns 14 pra 15 anos.

–Namorou todo esse tempo sem amor?- Ela questionou subindo na sua cama e sentando com perninha de índio, com o vestido rodado envolta.

–Tinha sexo que da no mesmo- respondi e ela arregalou os olhos, virgem.

–Que horror- ela respondeu indignada.

–Tanto faz, para ela estava bom desse jeito- eu disse sentando ao lado dela na cama- E pra mim também.

–Se você diz- ela deu com os ombros.

Olhei pelo quarto e vi um violão no canto da parede, levantei e peguei.

–Posso?- Questionei e ela olhou desconfiada.

–Pode- concordou- vai tocar o que?

–Katy Perry- Brinquei lembrando que a musica que ela cantou ontem a noite.

–Como se você conhece alguma- ela me desafiou.

–A é? Ouça com atenção coração.

Sentei na sua frente e comecei a tocar uma musica que eu sabia bem.

You make me feel like I'm losing my virginity

The first time every time when you're touching me

Você me faz sentir como se eu estivesse perdendo minha virgindade

A primeira vez e a cada momento que você me toca

Ela me olhava abismada, aquela não era uma musica nova da Katy, mas era a única que eu sabia inteira e era perfeita para cantar para ela, ouvi uma pessoas canta-lá muitas vezes durante o banho.

I'll make you bloom like a flower that you've never seen

Under the sun we are one buzzing energy

Let's pollinate to create a family tree

This evolution with you comes naturally

Some call it science, we call it chemistry

This is the story of the bird and the bees

Vou fazer você florescer como uma flor que você nunca viu

Sob o sol nós seremos uma energia sonora

Vamos polinizar para criar uma família genealógica

Esta evolução com você vem naturalmente

Alguns chamam isso de ciência, nós chamamos química

Esta é a história da ave e das abelhas

And even when seasons change

Our love still stays the same

E mesmo quando as estações mudarem

Nosso amor ainda permanece o mesmo

Ela sorria divertida, e balançava a cabeça como se não acredita-se.

You give me that hummingbird heartbeat

Spread my wings and make me fly

The taste of your honey is so sweet

When you give me the hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Você me dá a pulsação de um beija-flor

Abre minhas asas e me faz voar

O gosto de seu mel é tão doce

Quando você me dá a pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

I've flown a million miles just to find a magic seed

A white flower with the power to bring life to me

You're so exotic, get my whole body fluttering

Constantly craving for a taste of your sticky sweet

Always on the brink of a heart attack

You keep me alive and keep me coming back

I see the sun rise in your eyes, your eyes

We've got a future full of blue skies, blue skies

Eu tenho voado milhões de milhas só para achar uma árvore mágica

Uma flor branca com o poder de me dar vida

Você é tão exótico, deixa todo meu corpo tremendo

Constantemente procurando pelo gosto do seu doce

Sempre à beira de um ataque cardíaco

Você me mantem viva e me mantem voltando

Eu vejo o nascer do sol em seus olhos, seus olhos

Nós temos um futuro cheio de céus azuis, céus azuis

And even when seasons change

Our love still stays the same

E mesmo quando as estações mudarem

Nosso amor ainda permanece o mesmo

Ela ficou de pé em cima e começou a pular, cantando comigo, sua voz era doce e afinada.

You give me that hummingbird heartbeat

Spread my wings and make me fly

The taste of your honey is so sweet

When you give me the hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Você me dá a pulsação de um beija-flor

Abre minhas asas e me faz voar

O gosto de seu mel é tão doce

Quando você me dá a pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

You love me, you love me

Never love me not , not, no

When we're in perfect harmony

You make me sound like like a symphony

Você me ama, me ama

Nunca deixe de me amar

Quando estamos em perfeita harmonia

Você me faz soar como, como uma sinfonia

Spread my wings and make me fly

The taste of your honey is so sweet

When you give me the hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Abre minhas asas e me faz voar

O gosto de seu mel é tão doce

Quando você me dá a pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Hummingbird heartbeat

Spread my wings and make me fly

The taste of your honey is so sweet

When you give me the hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Hummingbird heartbeat

Você me dá a pulsação de um beija-flor

Abre minhas asas e me faz voar

O gosto de seu mel é tão doce

Quando você me dá a pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Pulsação de um beija-flor

Ela se jogou na cama exausta, eu estaria depois de pular e cantar, ela ria alto, parecia muito feliz, parecia uma criança se divertindo.

–Você é incrível, canta muito bem!- ela dizia entre os risos.

Coloquei o violão no chão e sentei do lado dela, ela veio e deitou a cabeça no meu colo, seus olhos azuis brilhavam.

–Não acredito que você conhece essa musica da Katy.

–Qual é sou Katycat gata- pisquei e ela começou a rir de novo.

–Fala sério.

–Estou brincando essa é a única musica dela que eu sei tocar toda, não faz muito meu estilo.

–Não mesmo- ela ainda ria só que um pouco ofegante.

–Faz mais o seu- respondo batendo na ponta do seu nariz.

–Eu gosto muito- ela respondeu.

E nós ficamos em silencio.

–Não fica parado ai me olhando- ela resmungou, se mexendo no meu colo.

–Quer que eu faça o que?- questionei.

–Primeiro pare de levantar essa sobrancelha sempre que faz uma pergunta e segundo- ela disse mostrando com os dedos- faz um cafune em mim- ela disse manhosa.

Fiquei olhando para ela atento.

–Que foi?- ela perguntou- Não sabe fazer um cafune Castiel?- e eu balancei a cabeça negativamente.

Ela arregalou os olhos e se levantou.

–Você nunca pegou a mão também não é?

–Não- respondi, mas não sei a onde ela quer chegar com isso.

Ela se ajeitou na cama e bateu no colo.

–Vem cá- ela disse me chamando sorrindo.

Eu fiquei olhando tentando entender o que ela queria, e ela me olhou contrariada.

–Castiel deita sua cabeça no meu colo- ela ordenou com uma voz mais séria e eu deitei.

Ela levou as mãos aos meus cabelos e começou a mexer devagar em uma espécie de carinho, eu já fiz isso antes só que foi no meu cachorro no meu cachorro.

–Isso é cafuné- ela disse calma- Você namorou quase dois anos e nunca fez cócegas nela, ou pegou na mão dela, nem fez cafuné, o que vocês faziam?

–Sexo- disse e levei um tapa.

–Vocês eram felizes assim? Nunca sentiu falta de um afeto sem ser o sexo?

–Eu nunca conheci essas coisas, até agora.

–Mas e seus pais, você nunca viu eles fazerem esse tipo de coisa?

–Eles mal estão em casa, e quando estão eu não estou, é raro nós termos um momento família- eu disse.

–Entendo- ela disse e riu.

–Do que está rindo?- questionei.

–Não sei, você parece ser tão vivido, conhecer tantas coisas, porem as coisas mais simples você não conhece.

–Agora eu conheço- respondi.

–Algumas coisas aposto.

O silencio pairou, não era incomodo, sua mãos deslizava suavemente nos meus cabelos, aquilo era bom, não consigo imaginar outra pessoa fazendo isso, Debrah não saberia fazer isso sem arrancar meu coro cabeludo com suas unhas enormes e afiadas.

Meus olhos começaram a pesar, aquilo dava um sono, estar ali no seu quarto, em sua cama, no seu colo especificamente, era tão bom.

–Ei não durma garotão- ela disse divertida.

–Você me fez ficar com sono- disse bocejando.

–Conversa comigo.

–Sobre o que?- questionei.

–Não sei, talvez o porque que você teima em erguer essa sua sobrancelha toda vez que pergunta algo- disse cutucando minha sobrancelha.

–Não sei porque faço isso, talvez seja o mesmo motivo que você quando morde o lábio- Eu disse de olhos fechados

Ela riu.

–É talvez seja isso

–Sim e pare de morder o lábio- disse de olhos fechados, mas sabendo que ela mordia.

–Porque você se incomoda tanto?- ela perguntou e eu suspirei.

Levantei de uma vez, a derrubando e ficando por cima dela.

–Porque? Por que isso me deixa louco, me da vontade de morder e te beijar.

Ela me olhou assustada logo de inicio, mas sua expressão foi suavizando, ela sorriu travessa e mordeu o lábio o lábio bem devagar, eu acompanhei aquele gesto.

–Ok você que pediu por isso- respondi.

Ela me olhou confusa só que não por muito tempo, tomei seus lábio em um beijo faminto, pedi passagem e logo ela cedeu, a língua dela me tocou delicadamente em quanto a minha a invadia com voracidade.

Suas mãos subiram timidamente para a minha nuca e entrelaçando os dedos no meu cabelo, minhas mãos foram cada uma para cada lado do seu corpo, apertando com cuidado, por mais que tenha sua personalidade forte seu corpo ainda parece pequeno e frágil para mim, tenho medo de quebra-la, porem ela parece ir contra essa minha atitude, me puxando de encontro a ela colando os nossos corpos já quentes.

Minha mão desceu para a coxa dela exposta por causa do vestido, apertei um pouco e ela arfou entro os beijos me fazendo sorrir. Ela não deixou barato puxou os meus cabelos com força, não machucou, só me fez suspirar desejoso.

O ar se fez presente e nós nos separamos com pequenos selinhos.

Agora nós nos olhávamos, cinza no azul, sua boca estava vermelha por causa do beijo, que combinava perfeitamente com sua pele branca e suas bochechas coradas.

Mas todo o nosso momento foi embora, ela me empurrou e começou a tossir sem parar, e logo depois correu para o banheiro, eu fiquei por alguns instantes atordoado logo em seguida correndo para a porta do banheiro.

–Melissa, o que aconteceu?- eu batia na porta, já havia tentado abrir mas estava trancada.

–Nada- E mais tosse foi ouvida.

–Como nada? Abre isso, deixa eu te ajudar- eu pedia.

–É só uma tosse Castiel- sua voz soava fraca.

–Não é, deixa eu entrar ou vou lá encima chamar todo mundo- Eu sabia que ela não queria que ninguém soubesse, era a cara dela se importar mais consigo e não preocupar os outros.

–Espera- ela disse.

Ouvi um barulho da descarga, depois de água e em seguida a porta sendo aberta.

–Satisfeito?- Ela tinha o semblante bravo, mas sua pele estava mais branca do que de o comum.

–Não- eu disse e peguei ela no colo.

Ela tentou sair mas estava fraca demais, levei ela até a cama e deitei-a com cuidado.

–Não precisa disso, foi só uma tosse.

Não me importei, voltei ao banheiro, eu pensava que ela tinha só vomitado, passado mal ou algo assim. Era pior de que eu imaginava, em volta da privada havia alguns pingos de sangue.

Voltei para o quarto e ela me olhava atenta.

–Tosse?

–Eu vomitei o almoço- ela resmungou- acho que não me caiu bem.

–A não esqueça de citar o sangue que você vomitou também querida.

Me sentei ao lado dela, ela tentou levantar mas eu a empurrei de volta para se deitar.

–Espera aqui, que eu vou chamar seus pais, temos que te levar ao hospital- eu disse me levantando.

–Não, Castiel por favor não faz isso- ela implorava, sua expressão era de medo e dor.

–Você precisa ir no hospital, não é comum vomitar sangue- resmunguei.

–Não, calma- ela olhava em volta pensando em algo, ela parecia desesperada só de pensar em chamar outras pessoas- Vai no banheiro, na primeira gaveta tem uma caixa de remédios, pega um copo de água para mim e trás essa caixa.

Levantei desconfiado e fui fazer o que ela pediu, abri a gaveta e tinha uma caixa enorme de remédios, havia um copo ali, eu enchi o copo e levei a caixa e copo para a garota pálida na cama.

–Obrigada- ela pegou a caixa e abriu.

Pegou um saquinho que havia uns 5 remédios coloridos, colocou na mão e pegou o copo de água, virou tudo na boca de uma vez.

–Você pode fazer isso?- Questionei- Pode se auto medicar?

–Esses remédios era para eu tomar as 16hrs e já são 17hrs, eu esqueci de toma-los – Respondeu.

Fiquei olhando, tinha vários saquinhos daquele, cada um tinha um horário.

–Castiel- ela colocou a sua mão na minha sussurrando meu nome- Você não pode falar isso para ninguém.

–Porque?

–Por favor, só prometa- ela disse.

–Eu nunca prometi nada a ninguém- respondi e ela sorriu.

–Vivendo e aprendendo Ruivo- ela brincou.

–Pelo jeito é ficando perto de você e aprendendo- eu disse e ela sorriu.

–Promete?- Ela perguntou.

–Prometo- eu disse- Mas se acontecer de novo não vou prometer nada.

Levantei pegando as coisas e guardando de volta, voltei e ela estava encolhida naquela cama enorme, olhando para mim, provavelmente tentando decidir se estava fazendo a escolha certa em confiar em mim, normalmente eu diria que é um erro, mas eu iria fazer ao máximo para ajuda-la.

Sentei na cama e a puxei para o meu colo, repeti os movimentos que ela havia feito anteriormente comigo, seu cabelo liso e macio, escorria pelos meus dedos, era uma sensação gostosa.

–Você aprende rápido cabeça de fósforo- ela disse em um fio de voz, quase inaudível.

–Tive uma ótima professora, pequena- eu disse.

Minutos depois a senti respirando forte no meu colo, olhei para a garota e ela estava adormecida, parecia estar bem cansada.

Puxei o seu cabelo que estava caído sobre o rosto, parecia um anjo dormindo, pele impecável, tão linda e delicada que parecia ter sido desenhada, seu vestido estava um pouco levantado, puxei para baixo fazendo-o quase alcançar os pés da pequena que estava encolhida, e fiquei ali a admirando, perdido em toda sua beleza. Me questionando o que raios essa garota havia feito comigo.

Uma leve batida na porta me fez acordar dos meus pensamentos.

Notas finais
Eai gostaram? Um cap bem cute pra vocês >.< comentem :3 xoxo, Bruta ;*